Cidades

acordo

Estado regulariza Parque das Nações Indígenas para futura privatização

Prefeitura doa 13 áreas do parque ao Estado após BNDES pedir regulamentação para continuidade do projeto de concessão

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A Prefeitura de Campo Grande, no Diário Oficial do município desta segunda-feira, sancionou lei para doação de 13 áreas do Parque das Nações Indígenas ao governo de Mato Grosso do Sul. A determinação é mais um passo para o projeto de concessão de parques urbanos para a iniciativa privada.

Isso porque o Parque das Nações, com o Bioparque Pantanal, faz parte dos projetos de desestatização do governo do Estado para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Na última atualização dos estudos publicados pela instituição, o BNDES advertiu que a regularização fundiária deveria ser atualizada para compatibilidade do projeto, visto que 71,11% do local pertencia ao Estado e 17,79%, à Capital.

De acordo com o documento, em agosto de 2022, foi acordado entre o Estado e a iniciativa privada que seria efetuado um levantamento da situação dos imóveis fundiários nos locais de atrito com o projeto. 

“Importante ressaltar que, por ser uma atividade bastante burocrática e complexa, no âmbito do Imasul [Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul], a regularização fundiária é tratada como ação estratégica para a implementação do uso público nas UCs [Unidades de Conservação] Estaduais. Para isso, há um grupo de trabalho que acompanha a regularização fundiária em todas as unidades de conservação que ainda carecem de regularização”, consta no documento.

De acordo com o Escritório de Parcerias Estratégicas de MS, as áreas fazem parte de terrenos que já eram mantidos pelo governo de Estado desde 1993 e só agora foram regulamentadas pela prefeitura. 

“Neste ato, o município regulariza, após 30 anos, uma pendência fundiária que transcorreu gestões tanto municipais como estaduais”, afirma, em nota.

A pasta argumenta que a doação faz parte do Programa de Preservação, Proteção e Recuperação Ambiental, que visa a proteção do Cerrado e da bacia hidrográfica e patrimônio do local.

“A proteção engloba mecanismos de fiscalização e combate à degradação, além de restaurar por meio de ações direcionadas à recomposição da mata nativa e recompor a vegetação por intermédio do replantio de espécies arbóreas”. 

A secretária especial do Escritório de Parcerias Estratégicas, Eliane Detoni, afirma que o fim das tratativas com o poder municipal é mais um passo para a valorização da área. 

“Foram muitos agentes envolvidos no processo, todos colaboraram pelo desembaraço dessa situação fundiária, que se arrastou por muitos anos. O Estado já administrava o local, que é um complexo de lazer e união das famílias desde sua criação”.

CONCESSÃO

Além do Parque das Nações Indígenas, outros quatro parques fazem parte dos projetos de concessão estudados pelo governo do Estado, são eles: Parque Estadual Várzeas do Rio Ivinhema; Parque Estadual

Nascentes do Rio Taquari; Parque Estadual do Prosa; e a Gruta do Lago Azul, em Bonito.

O contrato entre governo do Estado e BNDES foi publicado no dia 30 de dezembro de 2021, apresentando como objetivo a prestação de serviços de apoio, avaliação, estruturação e implementação de projetos visando à concessão dos serviços públicos ou de uso de bem público, com delegação de serviços de apoio à visitação, revitalização, modernização e manutenção dos serviços turísticos nas unidades.

Na época, a previsão era de que todos os projetos fossem concluídos até o fim de 2022. No entanto, o projeto continua em andamento, e a nova previsão de entrega das estruturas à iniciativa privada ficou para o fim deste ano. 

O BNDES iniciou este ano o mapeamento da qualificação técnica para a elaboração de estudos necessários à conclusão da estruturação do projeto de concessão e demais arranjos de parcerias entre os setores público e privado apenas para as áreas do Parque das Nações, Bioparque e Parque Estadual do Prosa.

Observação

Chefe da OMS supervisionará evacuação de passageiros e tripulação do cruzeiro com hantavírus

Espera-se que o MV Hondius, de bandeira holandesa, chegue à ilha na madrugada de domingo

09/05/2026 22h00

Tedros Adhanom, diretor da OMS

Tedros Adhanom, diretor da OMS Foto: Divulgação

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O diretor da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, deixou a capital da Espanha hoje para supervisionar a evacuação de mais de 140 passageiros e tripulantes de um cruzeiro afetado por hantavírus nas Ilhas Canárias, em Tenerife.

"Vamos supervisionar o desembarque seguro dos passageiros, dos membros da tripulação e dos peritos sanitários", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, da OMS.

Espera-se que o MV Hondius, de bandeira holandesa, chegue à ilha na madrugada de domingo. Tedros afirmou que, por enquanto, ninguém a bordo do cruzeiro apresentava sintomas do hantavírus.

"A OMS continuará monitorando ativamente a situação, coordenando o apoio e os próximos passos, e manterá informações sobre os Estados-membros e a população a respeito. Por enquanto, o risco para a população das Ilhas Canárias e o nível mundial será baixo", publicou a organização no X.

Três pessoas morreram desde o início do surto, e cinco passageiros que saíram do barco estão infectados com hantavírus. Tanto os Estados Unidos quanto o Reino Unido enviaram aviões para evacuar seus cidadãos do cruzeiro.

A responsável pelos serviços de emergência da Espanha, Virginia Barcones, explicou que os passageiros serão transferidos para uma zona completamente isolada assim que desembarcarem.

O governo holandês trabalha com as autoridades espanholas e com a navegação para organizar a repatriação dos passageiros e tripulantes do País o mais cedo possível após a chegada a Tenerife, dependendo do seu estado de saúde e das recomendações do Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Enfermidades

Aqueles que não apresentam sintomas permanecerão em quarentena domiciliar durante seis semanas e serão vigiados pelos serviços sanitários locais.

Como o barco tem bandeira neerlandesa, a Holanda tem ajudado a alojar temporariamente pessoas de outras nacionalidades e vigiá-las em quarentena.

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Baixa adesão

Chikungunya: prefeitura vacinou apenas 3,7% do público-alvo em Dourados

Município registra 10 mortes e alto incidência da arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti

09/05/2026 18h15

Foto: Divulgação / Prefeitura de Dourados

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Com imunização iniciada no último dia 27, a procura pela vacina contra a chinkungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que causou 10 mortes e já contagiou mais de 3 mil pessoas em Dourados segue aquém do esperado pela administração municipal, que vacinou apenas 3,7 % do público-alvo. 

Ao longo da primeira semana de campanha, apenas 1607 pessoas (3,7%) das 43 mil pessoas consideradas público-alvo procuraram a rede pública para tomar a vacina na área urbana de Dourados. No mesmo período, somente 200 doses foram aplicadas em área de reserva indígena.

Na busca por maior adesão à vacina, a prefeitura criou uma Unidade Móvel de Vacinação, que percorre bairros e estaciona em pontos de maior incidência de focos do mosquito transmissor da arbovirose. A modalidade de vacinação é responsável por 405 das 1,6 mil doses já aplicadas, imunização realizada na manhã do feriado de 1º de maio, Dia Mundial do Trabalho, no pátio do Centro Administrativo Municipal (CAM).

Ampliação 

Com o avanço da chikungunya, presente em 76 dos 79 municípios do Estado, a Secretaria de Estado de Saúde, por meio da coordenadoria de Imunização, vai ampliar a estratégia de vacinação contra a doença no Estado,  vacinação que se estenderá às cidades deAmambai, Batayporã, Douradina e Sete Quedas.

Para essa nova etapa, estão previstas a disponibilização de 14,4 mil doses, distribuição será feita proporcional à população de cada cidade. Os imunizantes ficarão armazenados no Núcleo Regional de Saúde de Dourados, de onde serão retirados pelas respectivas equipes municipais. A entrega ocorrerá de forma gradual, conforme a utilização das doses, assegurando maior controle e eficiência na aplicação.

A definição dos municípios contemplados nesta etapa foi feita pela Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses, do Ministério da Saúde, com base em critérios técnicos e epidemiológicos.

Cabe destacar que a vacinação contra a chikungunya em Mato Grosso do Sul teve início após o Estado receber 20 mil doses do imunizante (IXCHIQ), enviadas pelo Ministério da Saúde. Inicialmente, a estratégia foi direcionada aos municípios de Dourados e Itaporã.

O imunizante é aplicado em esquema de dose única, indicado para pessoas entre 18 a 59 anos.

Por se tratar de um imunizante de vírus vivo atenuado, é contraindicada para gestantes, puérperas, pessoas imunocomprometidas ou com doenças crônicas descompensadas, além de indivíduos com histórico de reação alérgica grave a componentes da fórmula. 

Saiba*

Novo boletim epidemiológico e atualização sobre o número de doses aplicadas devem ser divulgados nesta semana. 

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