Passados dez anos da inauguração, a rodovia MS-346, que liga as cidades de Camapuã e Figueirão, conhecida por ter "esfarelado" meses após a entrega, receberá até R$ 161 milhões para restauração.
Os recursos serão do Governo do Estado, após o governador Eduardo Riedel assinar a autorização para licitar a obra de restauração da rodovia da região norte do Estado.
Espera-se que sejam R$ 161 milhões de investimento, em dois lotes que juntos somam 111 km de estrada.
"Daqui a poucos meses, a empresa que ganhar a concorrência vai iniciar a obra, provavelmente no início do ano que vem. São mais de 160 milhões de investimento, para restaurar completamente esta rodovia", afirma o governador.
Segundo Riedel, a obra é extremamente necessária devido às condições da rodovia entre Camapuã e Figueirão.
"Uma obra que está completamente deteriorada, com asfalto que se degradou e encheu de buracos. Extremamente importante para esta região Norte, aos produtores, ao ir e vir das pessoas, ao desenvolvimento do nosso Estado", completou.
O próximo passo é a publicação da licitação no Diário Oficial do Estado, com a previsão dos prazos para que as empresas interessadas possam fazer suas propostas.
Etapas
A restauração da MS-436 será feita em dois lotes. O primeiro prevê os trabalhos em uma extensão de 61,60 km, saindo de Camapuã até a Pontinha do Cocho. Passando pelo entroncamento com a rodovia BR-060.
Para este local, estão previstos o investimento de R$ 89,9 milhões dos cofres públicos. O prazo para os trabalhos será de 600 dias (20 meses).
Já o segundo lote segue da Pontinha do Cocho até Figueirão, na rodovia MS-436. São mais 49,9 km de extensão que serão restaurados.
Este trecho representa um investimento de R$ 71 milhões e a empresa escolhida terá que concluir os trabalhos em 480 dias (16 meses).
Relembre
A rodovia MS-436 foi inaugurada em 2013, sob a gestão do governador André Puccinelli. À época, a obra contou com investimentos de R$ 215 milhões, financiados pelo Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) e com contrapartida do governo do Estado.
Entretanto, pouco tempo após a inauguração, a estrada já apresentava fissuras, buracos e crateras.
Em 2016, a reportagem do Correio do Estado percorreu os 163,4 quilômetros da estrada e mostrou como a má qualidade na execução da pista já oferecia risco aos veículos que trafegam pelo trecho. Isso após a estrada já ter recebido reparos.
As obras começaram em agosto de 2010 e foram realizadas por três empresas.
O primeiro trecho, de 107 km entre Camapuã e Figueirão, foi construído pela Sanches Tripoloni, e o segundo, de 58 km entre Figueirão e Alcinópolis, foi dividido pelas empresas Proteco e CGR Engenharia.
Todas as executoras passaram por investigação da Polícia Federal, por meio da Operação Lama Asfáltica, que apurava o superfaturamento em obras contratadas com o Governo do Estado.


Foto: Evento começou com chuva, na Praça do Rádio Clube


