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Estrutura de supermercado desaba e duas pessoas morrem em Campo Grande

Unidade está em construção e estrutura de concreto e ferro caiu no Aero Rancho; outras duas pessoas ficaram feridas

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Duas pessoas morreram após o desabamento de uma estrutura de um supermercado que está em construção na Avenida Rachel de Queiroz, no Aero Rancho, em Campo Grande.

No local, está em construção uma nova unidade do Supermercado Mister Júnior.

De acordo com informações apuradas pelo Correio do Estado, a estrutura metálica e de concreto caiu em cadeia, como se fosse um efeito dominó, e funcionários de uma empresa terceirizada que trabalhavam na obra foram atingidos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou que duas pessoas, sendo dois homens, já estavam em óbito. Um deles foi identificado como Joel da Silva Oliveira, enquanto o outro não teve a identidade divulgada.

Outras dois homens, também não identificados, ficaram feridos e foram encaminhados para a Santa Casa de Campo Grande. Um deles teve uma fratura no fêmur.

"Nossa viatura avançada foi a primeira chegar e acabamos nos deparando com toda a estrutura da obra ao solo. Encontramos quatro homens, dois em óbito no local, e as outras duas vítimas estão estáveis, mas potencialmente graves", disse o tenente Luiz Jacques, do Corpo de Bombeiros.

O tenente disse ainda que o resgate foi feito com todo o cuidado e equipamentos necessários para deixar o local "o mais breve possível", tendo em vista que ainda há risco de desabamento.

"A área vai ser totalmente isolada, a Polícia Civil vai fazer uma perícia para a conclusão dos trabalhos deles, mas há sim risco de novo desabamento", acrescentou.

Uma equipe do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea-MS) esteve no local, mas não deu declarações a imprensa.

Segundo o Corpo de Bombeiros, as documentações e liberações para as obras, inicialmente, estão corretas, mas serão analisadas por peritos.

A delegada Lucelia Constantino informou que uma perícia foi feita no local e o laudo deverá apontar as circunstâncias que causaram o desabamento. Ela afirmou que enquanto não finalizar essa perícia, não poderá passar mais informações.

O caso será investigado pela Policia Civil.

Carbono Oculto

'Beto Louco' e 'Primo' são denunciados em esquema bilionário que atingiu MS

MP-SP acusa empresários foragidos de organização criminosa e lavagem de dinheiro; investigação alcançou distribuidoras e postos de combustíveis em Mato Grosso do Sul.

04/09/2026 17h12

Roberto Augusto Leme da Silva, o

Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco", e Mohamad Hussein Mourad, o "Primo", são alvos de nova denúncia do MPSP no âmbito da Operação Carbono Oculto. Foto: Reprodução. Montagem/Correio do Estado.

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Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco", e Mohamad Hussein Mourad, o "Primo", foram alvos de uma nova denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) no âmbito da Operação Carbono Oculto, investigação sobre um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis que mantém conexões empresariais com Mato Grosso do Sul.

Os dois estão foragidos e são apontados nas investigações como personagens centrais da organização. Nesta nova frente, Beto Louco e Primo são acusados de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

O novo capítulo da investigação divulgado nesta sexta-feira (4) ocorre pouco mais de um ano depois da deflagração da Carbono Oculto e chama atenção em Mato Grosso do Sul porque empresas relacionadas à estrutura investigada foram instaladas em Iguatemi, no extremo sul do Estado.

Uma delas é a Alpes Distribuidora de Petróleo Ltda., que aparece nas investigações como parte da engrenagem empresarial relacionada ao grupo.

A companhia está sediada em Iguatemi e acumula dívida de aproximadamente R$ 2,93 bilhões com a União, figurando entre as maiores devedoras do Fisco federal em Mato Grosso do Sul.

A estrutura instalada em Iguatemi reuniu outras empresas que posteriormente apareceram na Operação Carbono Oculto.

Além da Alpes Distribuidora de Petróleo, estão entre elas Império Comércio de Petróleo, Arka Distribuidora de Combustíveis, Orizona Combustíveis, Start Petróleo e Petroriente.

A conexão ultrapassava Mato Grosso do Sul. Start e Petroriente, por exemplo, mantinham filiais no estado de São Paulo, em Jandira e Santos, respectivamente, enquanto as investigações apontaram negócios e movimentações financeiras ligados ao mercado paulista.

Há apenas uma semana, em 28 de agosto, Mato Grosso do Sul voltou a aparecer em um desdobramento da investigação.

Durante a Operação Bomba Oculta, a Receita Federal e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) declararam inaptos os CNPJs de 28 postos de combustíveis no Estado, que ficaram impedidos de operar.

A ação foi deflagrada como um desdobramento da Operação Carbono Oculto e buscou atingir financeiramente a estrutura investigada.

Em todo o País, 1.283 inscrições no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e 228 inscrições estaduais foram declaradas inaptas. A Receita Federal não revelou a localização dos 28 estabelecimentos de Mato Grosso do Sul em razão do sigilo do processo.

Segundo a Receita Federal, os postos ligados ao grupo investigado funcionariam como uma das portas de entrada de recursos no esquema de lavagem de dinheiro, permitindo que valores de origem ilícita fossem inseridos na economia formal.

A ligação com o Estado vai além de um endereço empresarial. A própria Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, cumpriu medidas em Mato Grosso do Sul e alcançou uma extensa estrutura do setor de combustíveis espalhada por diferentes estados.

Nova denúncia 

A acusação apresentada pelo MPSP nesta semana é mais um desdobramento da Carbono Oculto e concentra parte das suspeitas na expansão dos negócios atribuídos a Beto Louco e Primo para o setor sucroalcooleiro, que reúne atividades ligadas principalmente à produção e comercialização de açúcar e etanol a partir da cana-de-açúcar.

Segundo a investigação, após operações anteriores atingirem empresas do grupo, uma nova estrutura empresarial teria sido organizada em torno do Grupo Itajobi e de outros negócios.

Os promotores sustentam que a organização utilizava empresas, fundos de investimento e estruturas financeiras para movimentar recursos e dificultar a identificação dos verdadeiros beneficiários.

Um dos episódios descritos na nova denúncia envolve a compra de dois terrenos em Catanduva, no interior paulista, avaliados em aproximadamente R$ 3,9 milhões. Os imóveis seriam destinados à construção da sede administrativa do Grupo Itajobi.

De acordo com a acusação, cerca de R$ 4 milhões utilizados na operação passaram por cinco contas diferentes em apenas sete minutos antes de chegar ao vendedor dos terrenos.

Para o Ministério Público, a movimentação teria sido estruturada dessa maneira para afastar os líderes investigados da origem dos recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro.

A denúncia também descreve a utilização de pessoas que apareceriam formalmente como responsáveis por empresas, enquanto os beneficiários efetivos permaneceriam ocultos.

Em um dos casos relatados pela investigação, uma mulher do interior de Sergipe teria recebido R$ 1,2 mil mensais para aparecer como proprietária formal de uma empresa que movimentou bilhões de reais.

Conexão com Mato Grosso do Sul

Embora o núcleo da nova denúncia esteja em São Paulo, a investigação que levou até Beto Louco e Primo possui ramificações importantes em Mato Grosso do Sul.

Iguatemi tornou-se um dos pontos de interesse das autoridades por concentrar endereços de diversas distribuidoras de combustíveis relacionadas às investigações.

Uma antiga estrutura destinada à produção de etanol, localizada no quilômetro 18 da Estrada da Balsinha, atual MS-290, passou a concentrar diferentes empresas do setor.

Entre elas aparece a Alpes Distribuidora de Petróleo, investigada na Carbono Oculto e apontada como uma das empresas relacionadas ao ecossistema empresarial atribuído ao grupo.

A empresa chama atenção também pelo tamanho de sua dívida tributária. Levantamento publicado pelo Correio do Estado com base em dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) mostrou que a Alpes devia R$ 2,93 bilhões ao Fisco federal.

A companhia chegou a ter uma base em Iguatemi interditada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A suspeita levantada nas investigações é de que estruturas empresariais instaladas no município tenham sido utilizadas para operações fiscais e comerciais sem que necessariamente houvesse movimentação física de combustível compatível com os negócios declarados.

As investigações apontaram ainda relações empresariais entre companhias instaladas no local e pessoas ligadas ao núcleo investigado na Carbono Oculto.

Com isso, uma pequena cidade de Mato Grosso do Sul passou a aparecer no mapa de uma investigação de alcance nacional sobre o mercado de combustíveis.

Esquema atingiu toda a cadeia 

A Carbono Oculto foi deflagrada em agosto de 2025 por uma força-tarefa formada por órgãos como Ministério Público, Receita Federal e forças policiais.

A investigação alcançou mais de 350 alvos e teve medidas cumpridas em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Segundo os investigadores, a estrutura suspeita alcançava diferentes etapas da cadeia de combustíveis, desde empresas responsáveis pela produção e distribuição até postos utilizados na comercialização ao consumidor.

Outra frente considerada essencial pelas autoridades era o sistema financeiro. Fintechs e fundos de investimento teriam sido utilizados para movimentar recursos entre empresas e pessoas sem deixar evidente, no sistema financeiro tradicional, quem eram os beneficiários finais.

Os investigadores sustentam que essa estrutura permitia criar sucessivas camadas entre a origem do dinheiro e os responsáveis efetivos pelos negócios.

Beto Louco e Primo são apontados pelo Ministério Público como personagens de destaque nessa engrenagem. Ambos permaneciam foragidos até a divulgação da nova denúncia.

Beto Louca já havia sido denunciado

A acusação divulgada nesta sexta-feira não é a primeira contra Beto Louco decorrente das investigações.

Em 26 de agosto, o Ministério Público paulista denunciou 16 pessoas, entre elas o empresário, em uma frente relacionada ao suposto desvio de metanol, adulteração de combustíveis, falsidades documentais, fraudes contra consumidores e crimes fiscais.

Na nova denúncia, o foco avança sobre a estrutura utilizada para expansão patrimonial e lavagem de dinheiro atribuída aos investigados.

O Ministério Público também pediu à Justiça a manutenção da indisponibilidade de imóveis e recursos bloqueados durante a investigação, além da perda de patrimônio que, segundo os promotores, estaria relacionado aos crimes investigados.

O que dizem as defesas

A defesa de Roberto Augusto Leme da Silva contesta a acusação e afirma que demonstrará, durante o processo, a improcedência da denúncia e questionará a validade do procedimento.

Já a defesa de Mohamad Hussein Mourad também rejeita as acusações e sustenta que a denúncia apresenta uma narrativa baseada em fatos que não teriam sido comprovados.

As acusações ainda serão submetidas ao Poder Judiciário, e a apresentação da denúncia pelo Ministério Público não representa condenação.

Enquanto a nova frente avança em São Paulo, as conexões empresariais identificadas em Mato Grosso do Sul mantêm Iguatemi dentro de uma investigação que alcançou diferentes estados e expôs uma estrutura bilionária suspeita de operar por meio de distribuidoras, empresas de fachada e mecanismos financeiros para ocultação de patrimônio.

previsão

Tempo muda e fim de semana terá temporal e queda nas temperaturas em MS

Há alerta vigente para o risco de tempestades em todo o Estado; temperaturas podem chegar a 10°C no interior e 16°C na Capital

04/09/2026 17h00

Há previsão de chuva e queda nas temperaturas no fim de semana

Há previsão de chuva e queda nas temperaturas no fim de semana FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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As condições do tempo terão mudanças em Mato Grosso do Sul neste fim de semana. Devido ao avanço de uma frente fria, o calorão dará uma trégua, com temperaturas mínimas de 10°C, e possibilidade de tempestades em todo o Estado.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), no sábado (5) e domingo (6) haverá muita nebulosidade, com chuvas e, pontualmente, tempestades, acompanhadas de raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo.

Conforme alerta emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há o perigo potencial de tempestade vigente para os 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

São esperadas chuvas entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos entre 40 e 60 km/h, e queda de granizo. Devido a essas condições, há baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos.

O órgão orienta que em caso de rajadas de vento, a população não se abrigue debaixo de árvores e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Também é recomendado evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

Queda nas temperaturas

Com a passagem da frente fria, haverá queda nas temperaturas, principalmente nas mínimas.

A Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil de Campo Grande emitiu um alerta amarelo para risco de declínio de temperatura na Capital a partir das 23h deste sábado até as 12h de segunda-feira (7). O aviso foi emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Conforme o alerta, a previsão indica queda de temperatura entre 3°C e 5°C, com leve risco à saúde da população.

Em Campo Grande, a mínima prevista é de 13°C e a máxima de 29°C.

No interior do Estado, as temperaturas variam entre 10°C e 28°C nas regiões sul e cone sul, entre 15°C e 35°C nas regiões pantaneira e sudoeste, e entre 14°C e 35°C no bolsão, norte e leste.

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