Cidades

CAMPO GRANDE

Estudante fez teste para coronavírus no dia seguinte à festa em casa noturna

"Não tive sintomas", diz namorada de empresário diagnosticado com o vírus, que esteve na Valley

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Uma das pessoas que a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau) trata como suspeita de ter contraído o novo coronavírus esteve em festa de formatura na casa noturna Valley, em Campo Grande, na noite da última quarta-feira (18). Thayany Silva, conforme a Sesau, esteve na Unidade de Pronto Atendimento do Jardim Leblon na quinta-feira (19), um dia depois de ter ido à casa noturna.  

Thayany é namorada do empresário Ueze Zahran Stamatis, que mora em São Paulo, e testou positivo para novo coronavírus na noite da última quinta-feira. Ele anunciou o teste em seu perfil do Instagram. A postagem causou alvoroço entre os amigos dele na capital sul-mato-grossense. Ao Correio do Estado, ele disse que não vem à cidade há mais de quarenta dias. “Faz um bom tempo que não vou a Campo Grande”.  

Thayany, por sua vez, que mora em Campo Grande, esteve com Ueze no último fim de semana, no Rio de Janeiro (RJ). O empresário não se lembra se contraiu o novo coronavírus na capital paulista ou na capital fluminense.  

“Estou aqui para ajudar (a esclarecer). Ela estava comigo no Rio. Já estou achando que não foi no Rio que eu peguei isso”, contou. “Deixei ela (Thayany no Aeroporto de Guarulhos). Ela estava de máscara e eu não”, complementou Ueze.

Thayany confirmou a ida à Valley. “Eu não ia sair se estivesse doente, com suspeita de coronavírus. Saí porque estava bem. E quando ele (Ueze) me informou do resultado, fui correndo para o hospital para prevenção. Vai que eu estou (com o vírus) e não estou apresentando sintomas?”, comentou. “Eu não estou apresentando sintomas e, quando foram apresentados os sintomas no Ueze, eu já estava em Campo Grande. Ele estava em São Paulo”, acrescentou.  

Ueze também falou sobre a ida à festa. “Eu pedi para ela não ir porque ela não sabia do meu resultado. Ela foi porque não estava sentindo nada. Foi com as amigas dela, não vi problema nenhum nisso. Queria que ela tivesse esperado, porque realmente, eu não sabia que eu estava (com o coronavírus)”, disse o empresário, que está em isolamento domiciliar.

CONTRATO RENOVADO

Governo renova contrato de R$ 4,5 milhões para segurança do Bioparque Pantanal

Acordo garante serviços de vigilância armada e desarmada até outubro de 2027

21/10/2026 08h35

 Bioparque Pantanal terá serviços de vigilância armada e desarmada mantidos até outubro de 2027

Bioparque Pantanal terá serviços de vigilância armada e desarmada mantidos até outubro de 2027 Gerson Oliviera

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O Governo de Mato Grosso do Sul prorrogou por mais 12 meses o contrato de prestação de serviços de vigilância armada e desarmada no Bioparque Pantanal, em Campo Grande. Com a renovação, o Estao deverá desembolsar R$ 4.534.729,20 para manter a segurança do empreendimento entre 26 de outubro de 2026 e 25 de outubro de 2027.

A medida foi formalizada por meio de termo aditivo, firmado entre a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) e a empresa Centro Oeste Vigilância e Segurança Ltda., que se encontra em recuperação judicial. O documento foi assinado no dia 19 de outubro deste ano. 

Além da prorrogação, o termo aditivo reconhece reajustes contratuais referentes aos exercícios de 2025 e 2026, que elevaram o custo mensal dos serviços de R$ 345.563,16 para R$ 377.894,10. O aumento acumulado foi de R$ 32.330,94 por mês, equivalente a aproximadamente 9,36%.

Conforme o documento, a primeira repactuação foi solicitada pela empresa dem 28 de maio de 2025, quando o valor mensal passou de R$ 345.563,16 para R$ 362.347,34. A alteração resultou no reconhecimento de R$ 200.017,92 em diferenças retroativas.

Já a segunda repactuação, requerida em 13 de junho de 2026, elevou o pagamento mensal para R$ 377.894,10, considerando os valores atualizados no ano anterior. Nesse caso, a diferença retroativa reconhecida foi de R$ 105.316,76.

Somados, os valores retroativos das duas repactuações chegam a R$ 305.334,68. Segundo o termo aditivo, os cálculos foram revisados e certificados pela área técnica responsável, que atestou os novos valores mensais e as diferenças devidas à contratada.

O documento também estabelece que a empresa renuncia a outros pedidos de reajuste ou repactuação relativos a períodos anteriores que não tenham sido solicitados dentro do prazo previsto antes da nova prorrogação. 

O contrato contempla a prestação contínua de serviços de vigilância armada e desarmada, nos períodos diurno e noturno, nas dependências do Bioparque Pantanal, um dos principais atrativos turísticos de Campo Grande, localizado na Avenida Afonso Pena.

Com a renovação, os serviços permanecerão sob responsabilidade da Centro Oeste Vigilância e Segurança Ltda. até outubro de 2027, conforme as condições previstas no contrato original.

As despesas serão custeadas com recursos previstos no orçamento estadual, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística.

A prorrogação tem como fundamento o artigo 57, da Lei Federal, que prevê a possibilidade de extensão da vigência de contratos de prestação de serviços contínuos, observadas as condições legais.

 

VIOLÊNCIA

Professora é agredida durante manifestação em Campo Grande

Casal de bolsonaristas a segurou, quebraram seus óculos e a chamaram de "negra" e "petista"

21/10/2026 08h30

Pamela Kariny participava de uma manifestação em apoio ao candidato Lula na Avenida Mato Grosso, quando foi agredida

Pamela Kariny participava de uma manifestação em apoio ao candidato Lula na Avenida Mato Grosso, quando foi agredida Reprodução

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Na noite desta terça-feira (20), a professora de matemática Pamela Kariny Peteres Soares Lima, de 30 anos, foi agredida por uma mulher, que participava de ato pró Flávio Bolsonaro. As manifestações de apoio, tanto do candidato da direita quanto de Lula, começaram por volta das 16h, na Avenida Mato Grosso, no cruzamento com a Avenida Ceará.

Por volta das 17h30, os manifestantes do PT se retiraram e Pamela, que aguardava seu marido no canteiro central da via, foi surpreendida na faixa de pedestres da Avenida Mato Grosso com a Ceará por uma mulher que a atacou, enquanto um homem a segurou pelas costas. Ela teve os óculos quebrados e foi xingada de "negra" e "petista". O esposo dela, ao chegar ao local, encontrou-a caída no canteiro, perto da bandeira e sem socorro.

Os grupos de bolsonaristas e lulistas estavam lado a lado na avenida Mato Grosso e faziam adesivaço e seguravam bandeiras em apoio aos seus candidatos. Segundo os relatos, o clima era amistoso e tinham policiais no local.

Pamela Kariny chegou na manifestação logo após anoitecer. Ela passava pela avenida de patinete, quando avistou os grupos em um clima de música e disputa eleitoral. Neste momento, pediu uma bandeira do Lula para o grupo do Partido dos Trabalhadores (PT).

Em determinado momento do ato, a jovem professora foi de patinete com a bandeira do Lula até o grupo de bolsonaristas. Ela passava em meio aos carros com a bandeira em punho, sorrindo e dizendo: “Eu sou Lula”.

O casal foi até a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro. Muito nervosa com o episódio, Pamela não teve condições de registrar o boletim de ocorrência da agressão naquele momento.

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