Cidades

Brasil/EUA

Estudantes de MS são selecionados para programa Jovens Embaixadores nos EUA

Em janeiro de 2025, os jovens que irão representar Mato Grosso do Sul embarcam para Washington, D.C

Continue lendo...

Arthur Pereira da Conceição e Miguel Morgiroth Partzlaff foram selecionados nesta quarta-feira (30) para representar Mato Grosso do Sul no programa  Jovens Embaixadores nos Estados Unidos.

No total, 30 estudantes de todo país foram selecionados para o programa como destino os EUA em 2025.

Os estudantes se encontrarão em Brasília, onde irão receber orientações.

A viagem está prevista para ocorrer entre os dias 7 e 25 de janeiro.

Nos Estados Unidos, farão uma breve visita a Washington, D.C., e posteriormente serão divididos em grupos para as seguintes cidades: Pensacola, Flórida; Tulsa, Oklahoma; e Cleveland, Ohio.

Neste ano, o programa tem como destaque “30 pela COP 30!” e selecionou jovens engajados com questões ambientais.

Arquivo Correio do Estado

Campograndense

O estudante Miguel Morgiroth Partzlaff, 17 anos, estuda na Escola Estadual Waldemir Barros da Silva, onde cursa o 3º ano do ensino médio.

A preparação para participar do Jovens Embaixadores, conforme explicou o estudante, deu uma guinada na vida dele ao ponto de avaliar como o projeto ambiental que desenvolveu para submeter à seleção afeta diretamente sua vida.

“Questões que podem parecer simples, mas que antes eu não tinha parado para pensar. Então, foi um processo que teve muito autoconhecimento e conhecimento sobre outras coisas também. O meu inglês melhorou muito; treinei bastante para conseguir fazer uma boa entrevista”, explicou Miguel.

O jovem estudante teve conhecimento do programa quando estava no 1º ano do Ensino Médio.

Neste período, chegou a realizar um projeto ambiental com os colegas de classe, orientados pela professora.

Nesse momento, a professora apresentou o programa Jovens Embaixadores à turma, mas, naquele ano, Miguel não se sentiu confiante para submeter sua inscrição.

Durante o programa "Jovem Senador" em 2023, os próprios amigos incentivaram Miguel a tentar ingressar no programa.

“No programa 'Jovens Senadores', alguns professores falaram sobre o programa. Eu voltei para minha escola e alguns colegas disseram: ‘Cara, você tem que tentar, é possível’. Todas as minhas vivências me fizeram ter mais confiança.”

Com o projeto voltado a questões ambientais e o inglês que conseguiu aprimorar ao manifestar o desejo de fazer um cursinho por fora, que conseguiu por meio da tia Carla, tudo foi se encaixando.

“Inclusive, acho que meu objetivo é poder dar essa visão para os outros alunos da minha escola e da região aqui, de que eles são capazes de conseguir isso. Eu acho que muitos talentos acabam se perdendo por conta dessa limitação”, frisou Miguel.

Miguel sonha em cursar faculdade nos Estados Unidos e também está se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por meio de aulões que a escola oferece.

 

No momento está avaliando cursar Ciências Políticas ou Direito.

 

Arquivo Correio do Estado

Ponta-poranense

Residindo próximo da fronteira em Ponta Porã, Arthur Pereira da Conceição, 16 anos, estudante do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), ficou sabendo do programa "Jovens Embaixadores" por meio da amiga Clara Delgado, selecionada para participar em 2023.

O apoio da família em cada etapa foi fundamental, e, a cada fase vencida, ele se sentia mais perto do sonho de ser um Jovem Embaixador.

“Tive muito apoio da família e da minha comunidade escolar, o que facilitou e me tranquilizou durante o processo. Era algo que eu almejava; me dediquei bastante ao meu projeto, aprimorei meu inglês e minhas habilidades de comunicação no idioma”, destacou Arthur.

Há dois anos, o estudante iniciou o cursinho de inglês e, por fora, sempre se interessou em aprender por meio de vídeos no YouTube, como também pelo aplicativo Duolingo.

A expectativa do nosso Jovem Embaixador, Arthur, está alta, de modo que pretende conhecer monumentos e museus e descobrir tudo o que a cultura norte-americana pode proporcionar.

“Mais que um simples passeio, quero mergulhar na cultura e no dia a dia da cidade para a qual a Embaixada me designar, aproveitando cada oportunidade de aprendizado e troca. Como jovem, encaro essa experiência como uma chance única de ampliar horizontes e me conectar com pessoas, lugares e histórias que sempre sonhei conhecer.”

O projeto que apresentou para a banca do programa trata da Semeadura de Nuvens utilizando UAVs (drones).

“O objetivo é mitigar os impactos das mudanças climáticas por meio de drones de baixo custo para combater a seca e prevenir enchentes, questões cada vez mais preocupantes no Brasil e no mundo. Atualmente, estamos na fase inicial do projeto, que exige muita pesquisa, dedicação e curiosidade”, contou Arthur.

O sonho de Arthur é estudar Economia ou Relações Internacionais, pensando em se tornar um futuro diplomata.

Assine o Correio do Estado

ferrovia

Leilão da Malha Oeste sai em novembro, garantem ministros

Inicialmente será revitalizado o trecho entre Campo Grande e Três Lagoas, onde a bitola métrica será substituída por bitola larga

06/02/2026 13h37

Anuncio sobre o leilão foi feito nesta sexta-feira durante lançamento da pedra fundamental do ramal ferroviário da Arauco, em Inocência

Anuncio sobre o leilão foi feito nesta sexta-feira durante lançamento da pedra fundamental do ramal ferroviário da Arauco, em Inocência Karina Varjão

Continue Lendo...

Inicialmente previsto para julho deste ano, o leilão para concessão da ferrovia Malha Oeste vai acontecer em novembro, conforme anúncio feito na manhã desta sexta-feira (6) pela ministra do Planejamento, Simone Tebet e pelo ministro dos transportes, Renan Calheiros Filho, durante o lançamento da pedra fundamental para construção de um ramal ferroviário de 47 quilômetros em Inocência. 

"Em novembro deste ano, tudo dando certo, nós esteremos na B3, em São Paulo, festejando o sucesso do leilão da Malha Oeste, que vai revitalizar a ferrovia entre Três Lagoas e Campo Grande", afirmou a ministra durante seu pronunciamento no palanque montado no canteiro de obras da fábrica de celulose de US$ 4,6 bilhões da Arauco.  

Conforme a ministra, o leilão faz parte de um pacote de 15 leilões que o Ministério dos Transportes pretende realizar até o fim do ano em todo o País. O Ministério dos Transportes previa a divulgação do edital para abril o leilão, três meses depois. Nesta sexta-feira, porém, os ministros anunciaram que o leilão vai acontecer somente depois da realização do primeiro  turno das eleições. 

E, segundo o governador Eduardo Riedel, o leilão vai fazer a concessão de toda a ferrovia, de Três Lagoas a Corumbá, e de Campo Grande e Ponta Porã. Porém, num momento inicial, somente os cerca de 350 quilômetros, entre Campo Grande e Três Lagoas, serão revitalizados. 

De acordo com ele, já existem empresas interessadas em fazer a revitalização deste primeiro trecho. Num segundo momento, explicou Riedel, os outros dois trechos também devem ser revitalizados. No futuro, acredita ele, boa parte dos minérios extraídos em Corumbá, hoje em torno de 12 milhões de toneladas por ano, poderão ser escoados pela ferrovia. 

E, de acordo com o ministro dos transportes, Renan Calheiros Filho, que participou do evento em Inocência, com a revitalização, a bitola métrica da velha ferrovia será substituída por bitola larga, o que significa uma espécie de reconstrução da ferrovia. 

No evento da Arauco que lançou oficialmente a construção do primeiro trecho ferroviário feito no Brasil pela iniciativa privada desde o fim do período imperial, o ministro dos transportes afirmou que reconstrução da ferrovia entre Campo Grande e Três Lagoas deve contar com a participação de outra empresa de celulose, que passará a despachar sua produção por esta reconstruída ferrovia. 

Atualmente, toda produção das fábricas da Eldorado (Três Lagoas) e da Suzano (Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo) é feita por caminhões. As duas empresas têm projetos para construção de ramais ferroviários entre Três Lagoas a Aparecida do Taboado, por onde passa a Ferronorte. 

Agora, com o anúncio da mudança de bitola da velha Malha Oeste, as três fábricas poderão despachar sua produção pela velha ferrovia, caso o projeto realmente saia do papel. 

De acordo com o ministro Renan Filho, a ferrovia em bitola larga suporta cargas maiores e velocidade maior na comparação com a ferrovia atual. De acordo com o ministro, o traçado atual da ferrovia pode sofrer algumas alterações, mas na maior parte do trajeto e traçado atual será mantido.

Ainda de acordo com o ministro, inicialmenet a ferrovia entre Campo Grande e Corumbá também será revitalizada, mas sem a mudança de bitola, o que exigirá menor volume de investimentos. 

Embora não tenha repassado detalhes, Ranan Filho destacou um encontro que a ministra Simone Tebet manteve com o presidente da China e outras autoridades daquele país, indicando que um dos temas foi a oferta da malha oeste para investidores do país asiático, que já construíram um megaporto no Peru, no oceano pacífico. 

Atualmente, a Malha Oeste está sob concessão da empresa Rumo, mas somente cerca de cinco quilômetros entre a cidade de Corumbá e a Bolívia, seguem ativos. O restante está completamente desativado e alguns trechos estão sem condições de tráfego. 

Conforme as previsões iniciais, o vencedor do leilão vai ter de investir R$ 89 bilhões ao longo de 57 anos para garantir o funcionamento da linha férrea, segundo o Ministério dos Transportes. Serão R$ 36 bilhões em investimentos (trilhos, locomotivas, edificações) e mais R$ 53 bilhões na operacionalização (manutenção e veículos).

Para ajudar a financiar os investimentos, a futura concessionária poderá contar com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com financiamento de até 80% dos custos totais, conforme previsão do Ministério dos Transportes.

ESTRATÉGICA

Inaugurada há quase 112 anos, em 1914, a Malha Oeste é considerada estratégica para o escoamento da produção sul-mato-grossense, sobretudo do agronegócio e da indústria, mas enfrenta há décadas problemas por falta de manutenção.

A expectativa do governo estadual é de que, com o novo modelo de concessão, a ferrovia volte a desempenhar um papel central na logística estadual, contribuindo para a redução dos custos de transporte e para o aumento da competitividade da produção local.

Após a concessão à Rumo, a ferrovia passou por sucessivas reduções de operação, substituição por caminhões e abandono de trechos essenciais. Em 2016, a empresa pediu a devolução antecipada, apontando inviabilidade do negócio. Desde então, os governos federal e estadual iniciaram um longo processo para relicitar o ativo.


 

Infraestrutura de Transportes

Dnit começa dragagem na parte 'menos movimentada' do Rio Paraguai

Com R$12 milhões do Novo PAC, ações devem "espalhar" um milhão de metros cúbicos de sedimentos para partes mais fundas do Rio Paraguai

06/02/2026 12h22

Tramo Norte, de Corumbá (MS) até Cáceres (MT), já foi alvo de carta em proteção ao

Tramo Norte, de Corumbá (MS) até Cáceres (MT), já foi alvo de carta em proteção ao "Coração do Pantanal", enquanto hidrovia bate recordes no escoamento de cargas Reprodução/DnitOficial/Instagram

Continue Lendo...

Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o Dnit começou recentemente as ações de dragagem para "espalhar" os sedimentos no tramo Norte, também conhecido como o trecho "menos movimentado" do Rio Paraguai. 

Em nota, o Departamento reforçou o início da campanha de dragagem, que deve estender-se desde a Cidade Branca de Corumbá, na região Oeste do Estado, até o município mato-grossense de Cáceres. 

Com o emprego de um investimento vindo através do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) , estimado em aproximadamente R$12 milhões, as ações prevêem que cerca de um milhão de metros cúbicos de sedimentos sejam "espalhados" para partes mais fundas do Rio Paraguai. 

Ainda conforme compilado e repassado pelo Departamento, em nota, os trabalhos de condução desses sedimentos estão concentrados em 25 pontos que são considerados como "críticos", sendo essa uma iniciativa que contribui para garantir segurança à navegabilidade no corredor.

Segundo o Dnit, o passo Descavaldinho, que fica localizado a cerca de 110 quilômetros de Cáceres (MT), foi o primeiro ponto que já recebeu essa intervenção de dragagem, com os trabalhos atualmente no chamado “passo Papagaio”, nesse caso considerado como prioritário pelo Departamento. 

Devem receber o processo de dragagem ainda os seguintes pontos: 

  • Ponte, 
  • Inharosa, 
  • Passagem Velha,
  • Ilha Portobrás, 
  • Jacobina, 
  • Furado do Totico, 
  • Simão Nunes, 
  • Jauru, 
  • Cambará, 
  • Pote, 
  • Tucum, 
  • Ilha do Tucum,
  • Soldado, 
  • Barranco Vermelho, 
  • Ilha Bar. Vermelho, 
  • Beiçudo, 
  • Baiazinha, 
  • Corixão, 
  • Baía das Éguas, 
  • Morrinho, 
  • Morro Pelado,
  • Presidente e 
  • Paratudal.

Entenda

Cabe destacar que, ainda que o Rio Paraguai seja um importante corredor hidroviário para escoação, cumprindo papel estratégico no transporte das cargas, esse tramo Norte em questão é diferente do Sul, uma área de 600 quilômetros entre Corumbá e a foz do rio Apa (fronteira com o Paraguai) mais "navegável". 

Em 31 de julho de 2024, durante visita do presidente Lula a Corumbá, o presidente do Ibama, Rodrigo Antonio de Agostinho Mendonça, chegou a dar carta branca para o início imediato da dragagem do Rio Paraguai, acatando o argumento de que aquilo que precisava ser feito no chamado tramo sul da hidrovia não se tratava de dragagem, mas de manutenção de calado, o que não exige os demorados estudos de impacto ambiental. 

Menos de um mês depois, em meio às polêmicas provocadas por uma carta assinada por mais de 40 cientistas e pesquisadores, o Ibama recuou e passou a exigir os estudos, que até agora não foram realizados.

No segundo semestre de 2024, o próprio Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) chegou a barrar a dragagem até mesmo no dito Tramo Sul, com uma posterior consulta à especialistas descartando a dragagem de aprofundamento no ponto Norte do Rio Paraguai. 

Na carta aberta enviada no final de agosto de 2024, os pesquisadores demonstraram preocupação com a possível dragagem do tramo norte, que em larga escala traria riscos ao local conhecido como “coração do Pantanal”, que engloba regiões protegidas, como: a Estação Ecológica Taiamã e Parque Nacional do Pantanal Matogrossense.

A carta

“Nossa preocupação, como especialistas em climatologia, hidrologia, geomorfologia e ecologia da região, se dá pelo fato de 2024 se apresentar como um ano de seca excepcional, nunca antes observado, e os impactos das dragagens, mesmo que apenas as de manutenção, previstas para o canal natural do rio Paraguai se tornarem imprevisíveis.

Estão previstas dragagens com fundos do Novo PAC na seção superior - Tramo Norte do rio Paraguai, com cerca de 700 km de extensão, em 27 pontos considerados críticos para a navegação, bem como na seção inferior - Tramo Sul, com extensão em torno de 1.000 km, com previsões de cerca de 5 e até 30 pontos de dragagem, conforme a fonte de informação”, diz trecho do documento datado em 27 de agosto.
(Veja íntegra da carta CLICANDO AQUI)

Com isso, à época, basicamente foi estabelecido que o trecho de 680 quilômetros entre Cáceres (MT) e Corumbá (MS) seguiria com a navegação apenas de embarcações de pequeno e médio porte. Do outro lado, porém, a pesquisadora Débora Calheiros chegou a salientar que a dragagem do tramo sul não preocupa por ser , justamente, uma região navegável.

Mesmo sem a dragagem, até junho do ano passado a hidrovia nunca tinha visto tanto minério sendo escoado a partir dos portos de Ladário e Corumbá como nos primeiros quatro meses de 2025, como bem apontam dados divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). 

No primeiro quadrimestre os comboios de barcaças com transporte de minérios bateram recorde, descendo o Rio Paraguai com 2,054 milhões de toneladas no período, o que representa uma média de 513,5 mil toneladas por mês, conforme a Antaq.

No balanço atualizado até novembro do ano passado, segundo a Antaq, o movimento na hidrovia do Rio Paraguai já havia triplicado (7,6 milhões de toneladas de mercadorias) no período, um aumento percentual de 173% em comparação com 2024. 
**(Colaboraram Neri Kaspary e Laura Brasil)

 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).