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Dnit começa dragagem na parte 'menos movimentada' do Rio Paraguai

Com R$12 milhões do Novo PAC, ações devem "espalhar" um milhão de metros cúbicos de sedimentos para partes mais fundas do Rio Paraguai

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Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o Dnit começou recentemente as ações de dragagem para "espalhar" os sedimentos no tramo Norte, também conhecido como o trecho "menos movimentado" do Rio Paraguai. 

Em nota, o Departamento reforçou o início da campanha de dragagem, que deve estender-se desde a Cidade Branca de Corumbá, na região Oeste do Estado, até o município mato-grossense de Cáceres. 

Com o emprego de um investimento vindo através do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) , estimado em aproximadamente R$12 milhões, as ações prevêem que cerca de um milhão de metros cúbicos de sedimentos sejam "espalhados" para partes mais fundas do Rio Paraguai. 

Ainda conforme compilado e repassado pelo Departamento, em nota, os trabalhos de condução desses sedimentos estão concentrados em 25 pontos que são considerados como "críticos", sendo essa uma iniciativa que contribui para garantir segurança à navegabilidade no corredor.

Segundo o Dnit, o passo Descavaldinho, que fica localizado a cerca de 110 quilômetros de Cáceres (MT), foi o primeiro ponto que já recebeu essa intervenção de dragagem, com os trabalhos atualmente no chamado “passo Papagaio”, nesse caso considerado como prioritário pelo Departamento. 

Devem receber o processo de dragagem ainda os seguintes pontos: 

  • Ponte, 
  • Inharosa, 
  • Passagem Velha,
  • Ilha Portobrás, 
  • Jacobina, 
  • Furado do Totico, 
  • Simão Nunes, 
  • Jauru, 
  • Cambará, 
  • Pote, 
  • Tucum, 
  • Ilha do Tucum,
  • Soldado, 
  • Barranco Vermelho, 
  • Ilha Bar. Vermelho, 
  • Beiçudo, 
  • Baiazinha, 
  • Corixão, 
  • Baía das Éguas, 
  • Morrinho, 
  • Morro Pelado,
  • Presidente e 
  • Paratudal.

Entenda

Cabe destacar que, ainda que o Rio Paraguai seja um importante corredor hidroviário para escoação, cumprindo papel estratégico no transporte das cargas, esse tramo Norte em questão é diferente do Sul, uma área de 600 quilômetros entre Corumbá e a foz do rio Apa (fronteira com o Paraguai) mais "navegável". 

Em 31 de julho de 2024, durante visita do presidente Lula a Corumbá, o presidente do Ibama, Rodrigo Antonio de Agostinho Mendonça, chegou a dar carta branca para o início imediato da dragagem do Rio Paraguai, acatando o argumento de que aquilo que precisava ser feito no chamado tramo sul da hidrovia não se tratava de dragagem, mas de manutenção de calado, o que não exige os demorados estudos de impacto ambiental. 

Menos de um mês depois, em meio às polêmicas provocadas por uma carta assinada por mais de 40 cientistas e pesquisadores, o Ibama recuou e passou a exigir os estudos, que até agora não foram realizados.

No segundo semestre de 2024, o próprio Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) chegou a barrar a dragagem até mesmo no dito Tramo Sul, com uma posterior consulta à especialistas descartando a dragagem de aprofundamento no ponto Norte do Rio Paraguai. 

Na carta aberta enviada no final de agosto de 2024, os pesquisadores demonstraram preocupação com a possível dragagem do tramo norte, que em larga escala traria riscos ao local conhecido como “coração do Pantanal”, que engloba regiões protegidas, como: a Estação Ecológica Taiamã e Parque Nacional do Pantanal Matogrossense.

A carta

“Nossa preocupação, como especialistas em climatologia, hidrologia, geomorfologia e ecologia da região, se dá pelo fato de 2024 se apresentar como um ano de seca excepcional, nunca antes observado, e os impactos das dragagens, mesmo que apenas as de manutenção, previstas para o canal natural do rio Paraguai se tornarem imprevisíveis.

Estão previstas dragagens com fundos do Novo PAC na seção superior - Tramo Norte do rio Paraguai, com cerca de 700 km de extensão, em 27 pontos considerados críticos para a navegação, bem como na seção inferior - Tramo Sul, com extensão em torno de 1.000 km, com previsões de cerca de 5 e até 30 pontos de dragagem, conforme a fonte de informação”, diz trecho do documento datado em 27 de agosto.
(Veja íntegra da carta CLICANDO AQUI)

Com isso, à época, basicamente foi estabelecido que o trecho de 680 quilômetros entre Cáceres (MT) e Corumbá (MS) seguiria com a navegação apenas de embarcações de pequeno e médio porte. Do outro lado, porém, a pesquisadora Débora Calheiros chegou a salientar que a dragagem do tramo sul não preocupa por ser , justamente, uma região navegável.

Mesmo sem a dragagem, até junho do ano passado a hidrovia nunca tinha visto tanto minério sendo escoado a partir dos portos de Ladário e Corumbá como nos primeiros quatro meses de 2025, como bem apontam dados divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). 

No primeiro quadrimestre os comboios de barcaças com transporte de minérios bateram recorde, descendo o Rio Paraguai com 2,054 milhões de toneladas no período, o que representa uma média de 513,5 mil toneladas por mês, conforme a Antaq.

No balanço atualizado até novembro do ano passado, segundo a Antaq, o movimento na hidrovia do Rio Paraguai já havia triplicado (7,6 milhões de toneladas de mercadorias) no período, um aumento percentual de 173% em comparação com 2024. 
**(Colaboraram Neri Kaspary e Laura Brasil)

 

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tempo

Última semana de julho será de calor em Mato Grosso do Sul

Em pleno inverno, os termômetros devem alcançar a máxima de 35°C e a mínima de 18°C

26/07/2026 15h00

Sol 'de rachar' neste domingo, 26 de julho de 2026

Sol 'de rachar' neste domingo, 26 de julho de 2026 Paulo Ribas

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Última semana do mês de julho será de muito calor em Mato Grosso do Sul.

Segunda (27), terça (28), quarta (29), quinta (30), sexta-feira (31) e sábado (1°) serão dias extremamente quentes em todas as regiões do Estado.

A previsão é de calor, altas temperaturas, sol, céu limpo, tempo abafado e baixa umidade relativa do ar.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou alerta amarelo (perigo potencial) de baixa umidade do ar para alguns municípios de MS. O alerta indica que a umidade do ar pode variar entre 20% e 30%, com baixo risco de incêndios florestais e à saúde.

Em pleno inverno, os termômetros devem alcançar a máxima de 35°C e a mínima de 18°C. Além disso, agosto vai começar quente e deve registrar altíssimas temperaturas, conforme mencionou o meteorologista Natálio Abrahão.

“Com relação as temperaturas em agosto sabe se que será muito quente. Mas não temos ainda se poderá ocorrer novas massas de ar frio no decorrer do mês. Iremos saber com mais detalhes no início de agosto”, informou o meteorologista ao Correio do Estado.

Confira algumas temperaturas:

BONITO

DIA DA SEMANA

TEMPERATURA

Segunda-feira, 27 de julho

21°C / 36°C

Terça-feira, 28 de julho

20°C / 36°C

Quarta-feira, 29 de julho de 2026

21°C / 36°C

Quinta-feira, 30 de julho de 2026

23°C / 37°C

CORUMBÁ

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TEMPERATURA

Segunda-feira, 27 de julho

21°C / 37°C

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Quarta-feira, 29 de julho de 2026

21°C / 38°C

Quinta-feira, 30 de julho de 2026

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TRÊS LAGOAS

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Quarta-feira, 29 de julho de 2026

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DOURADOS

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Terça-feira, 28 de julho

19°C / 36°C

Quarta-feira, 29 de julho de 2026

22°C / 36°C

Quinta-feira, 30 de julho de 2026

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PONTA PORÃ

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Terça-feira, 28 de julho

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Quinta-feira, 30 de julho de 2026

22°C / 34°C

CAMPO GRANDE

DIA DA SEMANA

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22°C / 34°C

Quarta-feira, 29 de julho de 2026

22°C / 37°C

Quinta-feira, 30 de julho de 2026

22°C / 37°C

RECOMENDAÇÕES

De acordo com o Ministério da Saúde, o tempo quente e seco requer cuidados aos sul-mato-grossenses. Confira as recomendações:

  • Não praticar exercícios físicos durante as horas mais quentes do dia
  • Evitar exposição ao sol das 9h às 17h
  • Usar protetor solar
  • Beber muita água
  • Usar roupas finas e largas, de cores claras e tecidos leves (de algodão)
  • Não fazer refeições pesadas
  • proteger-se do sol com chapéus e óculos de proteção
  • Manter o ambiente arejado, com umidificador de ar, ventilador, toalhas molhadas, baldes cheios d’água e ar condicionado

Sol

Tráfico Pelos Ares

Piloto de helicóptero ganharia 20 mil dólares para levar 345 kg de cocaína a SP

Pagamento foi revelado após prisão de dois homens em helicóptero interceptado na zona rural de Campo Grande; segundo envolvido receberia R$ 30 mil.

26/07/2026 10h30

Helicóptero avaliado em R$ 6 milhões foi apreendido com 345,8 quilos de entorpecentes após operação das forças de segurança em Mato Grosso do Sul.

Helicóptero avaliado em R$ 6 milhões foi apreendido com 345,8 quilos de entorpecentes após operação das forças de segurança em Mato Grosso do Sul. Foto: Divulgação DOF

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Uma viagem clandestina de helicóptero carregado com quase 350 quilos de cocaína renderia US$ 20 mil a um dos pilotos presos neste sábado (25), em Mato Grosso do Sul. O valor corresponde a cerca de R$ 110 mil, considerando a cotação atual.

O destino seria o interior de São Paulo, mas o transporte terminou antes, com a aeronave interceptada na zona rural de Campo Grande e os dois ocupantes presos.

O acordo financeiro foi relatado após a abordagem. Um dos envolvidos afirmou que receberia os US$ 20 mil pelo transporte, enquanto o outro disse que teria direito a R$ 30 mil.

Os valores ajudam a dimensionar a estrutura montada para levar por via aérea uma carga milionária de entorpecentes entre Mato Grosso do Sul e São Paulo.

A operação terminou com 345,8 quilos de drogas apreendidos, além do próprio helicóptero. Os dois homens, de 36 e 63 anos, foram detidos em flagrante durante ação envolvendo o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e a Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA).

Voo chamou atenção da polícia

Antes da prisão, o helicóptero havia despertado a atenção de policiais que patrulhavam a zona rural de Maracaju. A aeronave foi avistada voando em baixa altitude depois de vir da direção da região de fronteira.

A movimentação considerada suspeita levou ao acionamento do apoio aéreo. O helicóptero Harpia, empregado pelo DOF, passou a acompanhar a aeronave até a região de Campo Grande.

Durante o acompanhamento, as equipes verificaram ainda que o helicóptero suspeito estava com o transponder desligado e sem registro de plano de voo junto ao controle de tráfego aéreo, conforme as informações divulgadas sobre a ocorrência.

A perseguição avançou até a região de Anhanduí, distrito localizado ao sul de Campo Grande. Ali, a aeronave pousou em uma propriedade rural e os dois ocupantes acabaram abordados pelas forças de segurança.

Carga passava de 345 quilos

A dimensão do transporte apareceu após a vistoria. No interior do helicóptero havia centenas de tabletes, que somaram 345,8 quilos de entorpecentes.

Do total apreendido, 191,6 quilos eram de cocaína e 154,2 quilos de pasta-base, segundo o balanço divulgado sobre a operação.

As informações levantadas inicialmente apontam que a carga teria sido recolhida na região próxima à fronteira e seguiria para o Estado de São Paulo.

Caberá à investigação estabelecer o ponto exato de origem, quem providenciou o carregamento e quem seria responsável por recebê-lo no destino.

A polícia também deverá apurar a participação individual de cada um dos ocupantes e as circunstâncias da contratação. Os valores de US$ 20 mil e R$ 30 mil, mencionados pelos próprios envolvidos, passam a integrar os elementos que podem auxiliar na reconstrução da logística do transporte.

Operação supera R$ 31 milhões

Embora os pagamentos prometidos aos envolvidos chegassem a dezenas de milhares de reais e dólares, o valor do material transportado era muito maior.

A estimativa apresentada pelas autoridades aponta mais de R$ 31 milhões em prejuízo ao crime com a apreensão da droga, da aeronave e dos demais materiais.

O helicóptero utilizado no transporte também representa uma parcela milionária da apreensão. A aeronave foi avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões e permaneceu apreendida para os procedimentos decorrentes da investigação.

Depois da operação, os dois homens foram levados para a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), em Dourados, responsável pelos procedimentos relacionados ao flagrante.

A partir de agora, a investigação deverá avançar para além dos dois ocupantes do helicóptero.

Entre os pontos ainda a serem esclarecidos estão quem contratou o transporte, quem forneceu a droga, qual seria o destino exato da carga em São Paulo e se a aeronave já havia sido empregada anteriormente em outras viagens semelhantes.

Riedel destaca operação

O caso também foi divulgado pelo governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, nas redes sociais. Ao comentar a operação, ele destacou que as apreensões ultrapassaram R$ 31,9 milhões, considerando a droga, o helicóptero avaliado em R$ 6 milhões e os demais materiais.

Riedel classificou a ação como resultado do trabalho de inteligência e do combate ao crime organizado no Estado.

"Mais de R$ 31,9 milhões em apreensões em uma grande operação das nossas forças de segurança. A ação resultou na apreensão de um helicóptero avaliado em R$ 6 milhões e 345,8 kg de entorpecentes. Trabalho de inteligência e combate firme ao crime organizado em Mato Grosso do Sul", afirmou Riedel.

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