Cidades

falta de chuvas

Estudo aponta que Rio Paraguai tende a enfrentar outro ano crítico em 26

Projeção de boletim divulgado quarta-feira pelo Serviço Geológico do Brasil diz que nível pode ficar 17 centímetros abaixo de zero daqui a seis meses

Continue lendo...

Por conta de precipitação 16% abaixo da média histórica na bacia do Rio Paraguai ao longo dos cinco primeiros meses da chamada estação das chuvas, um estudo do Seviço Geológico do Brasil estima que no segundo semestre de 2026 o nível do rio pode voltar a ficar abaixo de zero na régua de Ladário, que serve de referência desde 1900. 

O estudo, divulgado na última quarta-feira (25), aponta que no mais pessimista dos cenários, o nível esteja em 17 centímetros abaixo de zero já no final de agosto. Porém, assim como ocorre normalmente, a queda tende a ocorrer até meados de outubro e por conta disso existe possibilidade de o cenário ser parecido ao de 2024, quando foir registrado o mais baixo nível de história, 69 centímetros abaixo de zero.

Os analistas levaram em consideração 15 cenários semelhantes ao atual registrados nos últimos 125 anos e fizeram duas projeções de um possível nível do rio ao final de seis meses (24 de agosto).

No dia 25 de fevereiro o nível estava em 1,12 metro em Ladário. Na melhor das comparações, feita com o ano de 1928, na mesma época, o rio estava em situação parecida ao de agora e seis meses depois estava em 81 centímetros . Este é o melhor dos cenários, já que naquele ano ocorreram chuvas tardias.

Porém, se a comparação for com um cenário severo, como ocorreu em 1964, o estudo aponta que a tendência é de que o nível volte a ficar abaixo de zero (-17) no final de agosto. Naquele ano, no final de setembro, a mínima foi de 61 centímetros abaixo de zero. Essa marca somente foi superada em 2024, quando atingiu 69 centímetros abaixo de zero.

O boletim divulgado na quarta-feira também revela que, além de chuvas 16% abaixo da média em toda a bacia do Rio Paraguai, na estação de Ladário foram registrados apenas 551 milímetros desde o começo de setembro. 

A média histórica de Ladário é de 946 milímetros por ano hidrológico, que vai de setembro a abril. E este baixo volume de chuvas está fazendo com que o rio esteja bem abaixo do normal. A média para esta época é de 2,16 metros. Agora, está mais de um metro abaixo da média.

BOLETIM SGB DO DIA 25 DE FEVEREIRO

No ano passado, no dia 25 de fevereiro o rio já estava em 1,5 metro, já que chuvas intensas foram registradas já no final de 2024 nas regiões sul de Mato Grosso e norte de Mato Grosso do Sul. Em 2024, porém, o nível aida estava em 81 centímetros no dia 25 de fevereiro. 

Mesmo assim, o máximo que o rio atingiu  no ano passado foi de apenas 3,31 metros. Para efeito de comparação, em 2018,ano da última cheia do Pantanal, o pico chegou 5,35 metros na régua de Ladário. 

E, apesar de não ter sido registrada cheia em 2025, o ano foi marcado pelo recorde no transporte pelo hidrovia pelo Rio Paraguai. Dados da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) revelam que o volume chegou a 9,45 milhões de toneladas. 

O volume foi 185% maior que no ano anterior, quando foram 3,3 milhões de toneladas. Somente de minérios foram 8,76 milhões de toneladas, maior volume já registrado na história.  


 

antídoto

Presidente da Santa Casa está entre presos em operação contra fraudes

Alir Terra preside o hospital desde o começo de 2023 e, conforme investigação do Ministério Público, somente em um ano os desvios foram da ordem de R$ 4,9 milhões

11/09/2026 11h01

Alir Terra  Lima está no comanda da Santa Casa de Campo Grande faz quase quatro anos

Alir Terra Lima está no comanda da Santa Casa de Campo Grande faz quase quatro anos

Continue Lendo...

Presidente da Santa Casa de Campo Grande desde janeiro de 2023, Alir Terra Lima é uma das seis pessoas presas durante a operação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) desta sexta-feira (11) para combater supostas fraudes milionárias no maior hospital de Mato Grosso do Sul. Somente no último ano teriam sido desviados R$ 4,9 milhões em dois contratos.

Além dela, segundo apuração do Correio do Estado, também foram presos Alessandro Dias Junqueira e Rinaldo Halme Romano, diretores administrativo e financeiro, respectivamente.

Também teria sido presa Monique Gregório, reposponsável pelos serviços de digitalização de todo estoque de prontuários,  que, segundo ela, era de quase 2 milhões de documentos. A previsão é que o processo fosse concluído entre três e quatro anos.

E o contratado para fazer esta digitalização é com uma empresa controlada Maurício Benitez, que foi levado à delegacia, mas não existe confirmação de que tenha tido a prisão decretada.

 Conforme o Ministério Público, esta digitalização custaria R$ 5,4 milhões em três anos. Já no primeiro ano, segundo o MPMS, o desvio de recursos totalizou R$ 1,4 milhão, já que os serviços não teriam sido executados e mesmo assim, pagos. 

No curso da investigação também foram identificadas irregularidades em contratos celebrados pela Operadora Santa Casa Saúde – empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande – com diversas empresas do mesmo grupo econômico, Duarte & Cruz.

Essas empresas, cujo proprietário, Paulo Duarte da Cruz, tinha ligações com a diretoria da Santa Casa, estavam registradas no mesmo endereço, mas o imóvel, na verdade, encontrava-se desocupado.

Conforme o MPMS, somente no ano de 2025, a operadora pagou aproximadamente R$ 9,6 milhões para essas empresas, e gerou um prejuízo, no mínimo, segundo apurado até o momento, de R$ 3,5 milhões à entidade.

O advogado Paulo Duarte Cruz é outro que que foi preso, assim como Beatriz Lemes da Silva, diretora do plano de saúde da Santa Casa.  

Durante as apurações, constatou-se que os contratos, pagamentos e prestações de contas eram sistematicamente sonegados dos órgãos de controle, incluindo Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado.

O valor total do prejuízo causado à Santa Casa de Campo Grande permanece sob apuração no curso das investigações.

A operação contou com apoio operacional do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e com a participação da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados (CDA) da OAB/MS.

Apesar da operação, o atendimento dos pacientes agendados para esta sexta-feira e daqueles que estão internados foi mantido normalmente. 

MINISTÉRIO PÚBLICO DE MATO GROSSO DO SUL

Justiça determina retorno de estuprador a sistema prisional após concessão de benefício sem análise

MPE recorre decisão que idoso cumpra pena por estupro de vulnerável em domicílio por suposto quadro clínico não comprovado e suposta superlotação em presídio

11/09/2026 10h30

Divulgação/MPMS

Continue Lendo...

Um homem, de 65 anos, condenado por estupro de vulnerável retornou a prisão em regime fechado, após o Ministério Público do Estado (MPE) recorrer a decisão anterior de cumprimento da pena em domícilio. O criminoso alegou ter problemas de saúde e cumpria pena em casa devido ao suposto quadro clínico.

Conforme o MPE, o homem foi julgado e condenado, e recebeu autorização para cumprir a pena em prisão domiciliar pelo prazo inicial de 180 dias. A condição foi dada em razão da idade do criminoso, quadro clínico de saúde e a superlotação do setor destinado a internos idosos.

No entanto, a concessão do benefício não foi devidamente justificada. De acordo com a sustentação no recurso do MPE, a regalia foi concedida sem a realização de uma perícia médica oficial que comprovasse a situação clínica do sentenciado e a impossibilidade de permanência no sistema prisional.

Ou mesmo que comprovasse uma grave condição que necessitaria do cumprimento em domícilio.

Além da ausência de exames comprovatórios, o MPE defendeu que a análise de concessão ou não do benefício deve ser feita em base de critérios técnicos e individualizados, de forma que a avaliação médica apresente resultados concretos de não haver outra alternativa se não a prisão domiciliar.

Para o órgão a posibilidade de atendimento médico durante o cumprimento da pena em regime fechado no sistema prisional, como ocorre com outros internos, deve ser priorizada dentre as medidas.

Em meio a sustentação do recurso ministerial, o órgão ressaltou que o setor do sistema prisional destinado a idoso é ocupado, em sua maioria, por custodiados condenados por crimes contra a dignidade sexual e há o acompanhamento médico para o quadro clínico daqueles que necessitam.

A decisão da Justiça então determinou que o sentenciado retorne ao regime fechado até a realização de uma nova análise médica oficial. A Promotora Bianka Karina Barros da Costa ressaltou a necessidade da avaliação profissional para verificar se o estado de saúde efetivamente impede a permanência do criminosos no local.

O MPE ainda defendeu que eventuais medidas humanitárias sejam analisadas caso a caso, com base em critérios técnicos e em conformidade com a legislação, considerando que o homem em questão, assim como outros, cumpre pena por estupro de vulnerável.

O Desembargador Jonas Hass Silva Júnior determinou que os requisitos eram suficientes para a concessão da medida de urgência. Ele observou que não houve perícia médica atual de comprovação do tratamento e como o MPE, destacou a necessidade de elementos técnicos que embase a substituição do regime fechado para a prisão domiciliar.

O magistrado também considerou que como houve uma análise anterior, é necessária uma comprovação de agravamento do quadro de saúde com avaliação especializada. E se necesário até nova análise, o encaminhamento para atendimento fora da unidade aconteça mediante escolta conforme legislação.

O recurso ministerial foi aceito integralmente e a decisão da Justiça assegura que eventual análise sobre a prisão domiciliar humanitária seja sempre precedida de avaliação médica oficial, para que futuras deliberações estejam fundamentadas em critérios técnicos e principalmente individualizados.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).