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MEIO AMBIENTE

Estudo vai avaliar qualidade da água do Rio Anhanduí com avanço da rede de esgoto

Última pesquisa foi realizada entre 2010 e 2011; agora, o novo levantamento será realizado pela Águas Guariroba

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Acordo assinado entre o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e a Àguas Guariroba visa realizar estudo para descobrir como está a qualidade da àgua no Rio Anhanduí, em Campo Grande. A ideia é identificar se o aumento da rede de esgoto na Capital trouxe melhoras também para a rede fluvial da cidade.

De acordo com a publicação no Diário Oficial do Estado (DOE), os estudos mais recentes da bacia hidrográfica do Rio Anhanduí foram elaborados entre os anos de 2010 e 2011 “e culminaram na Resolução CERH/MS n. 018/2012”.

Por este motivo, o documento aponta que as informações disponíveis estão com uma defasagem de quase 13 anos e neste tempo muitas coisas mudaram na cidade e impactaram na dinâmica de ocupação da bacia.

Entre elas são destadas: o aumento de aproximadamente 15% da população (incremento de 111.141 habitantes), conforme dados do Censo IBGE de 2010 (786.797 habitante) e 2022 (897.938 habitante); expansão do sistema de tratamento de esgoto sanitário de cerca de 60% (2010) para 88% (2021), passando a atender uma população adicional 67% (incremento de 317.139 habitante); e redução significativa da área de infiltração da bacia hidrográfica e, por consequência, aumento da poluição difusa em decorrência da expansão da área urbana do município de cerca de 45% (incremento de 87 km²) em 2010 eram 190km² e 2021 chegou a 277 km².

“Face a estas e as diversas outras mudanças que ocorreram na bacia hidrográfica do Rio Anhanduí é evidente a necessidade de levantamento de dados primários e secundários, seguidos de estudos que os sistematizem, interpretem, balizem discussões técnicas e controle social, bem como tomadas de decisões sólidas por parte dos gestores”, diz trecho da publicação.

Atualmente, segundo a Águas Guariroba, o esgotamento em Campo Grande já chegou ao 90% na cidade, o que pode ter ainda mais reflexo no rio.

“A cobertura da rede de coleta e tratamento de esgoto na Capital está em 90%, o que provavelmente refletiu na melhora da qualidade da água do rio. Durante 24 meses, o estudo irá analisar diferentes parâmetros em toda a porção urbana da bacia do rio. O resultados serão divulgados ao Imasul, responsável pela gestão do rio”, diz a concessionária em nota.

O termo que fimou o estudo,  de responsabilidade da concessionária responsável pelo abastecimento e tratamento de água na Capital, tem vigência de 48 meses, podendo ter seu prazo prorrogado por igual período.

Entre os serviços que deverão ser realizados estão: o diagnóstico da microbacia; prognóstico de cenários futuros; a revisão, caso necessário, da Resolução CERH/MS n. 018/2012; a realização de todas as exposições e debates necessários em todo o processo de análise e deliberação em relação ao conteúdo produzido; entre outros.

Para a realização do estudo, conforme o termo de cooperação, será montato um Plano de Trabalho “o que deverá ser formulado e validado entre as partes em até 30 dias contados da respectiva publicação deste”.

Além de produzir o estudo, os custos o mesmo também serão de responsabilidade da Águas Guariroba.

"É fundamental promover entendimento da relação entre as variáveis incidentes, os quais se alteram continuamente em corpos de água inseridos no contexto urbano" - Trecho do documento.

RIO ANHANDUÍ

O Rio Anhanduí é o principal curso d’água de Campo Grande, sendo afluente do Rio Pardo, que por sua vez, é afluente do Rio Paraná. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os principais contribuintes da microbacia, na área urbana de Campo Grande são os córregos Segredo, Prosa, Bandeira e Lageado. 

O rio nasce no Centro de Campo Grande, na confluência dos córregos Segredo e Prosa, percorrendo em direção à região sul da Capital.

Seu curso é margeado pelas duas mãos da Avenida Ernesto Geisel, importante via de acesso de Campo Grande.

Neste percurso, passa por diversos bairros, alguns de classe baixa da Capital. Neste trajeto, há vários pontos de erosão.

Outro problema comum no curso do rio é a sujeiro, já que em alguns pontos é fácil de encontrar sacolas de lixo e até materiais que deveriam ter sido descartados em local adequado.

HISTÓRIA

Segundo pesquida da professora Ângela González Rodrigues, de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, para explicar que Inhanduhy significa na língua guarani: água onde se encontra seriema pequena. 

Conforme o Instituto Histório e Geográfico de Mato Grosso do Sul, o rio Anhanduí foi integrante da Rota da Vacaria dos monçoeiros. Naquela época, os registros do início do século 18 grafavam Inhanduhy, que, com o tempo, “talvez por assimilação fonética”, agora chama-se Anhanduí. 

“Era conhecido como Guaçu, ou Açu, porque, no tempo dos monçoeiros, havia o Anhanduí-Mirim, que hoje é chamado de ribeirão das Botas”, completa o instituto.

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CAMPO GRANDE

Prefeitura coloca 15 equipes nas ruas para normalizar a cidade após temporal

Número de frentes de trabalho sobe para 20 com o apoio do Governo do Estado do Mato Grosso do Sul

11/09/2026 12h12

Até o início da manhã já haviam sido contabilizados mais de 100 registros de árvores caídas

Até o início da manhã já haviam sido contabilizados mais de 100 registros de árvores caídas Leo Ribeiro/Correio do Estado

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Após o temporal de quinta-feira (10) deixar um verdadeiro rastro de destruição, a Prefeitura Municipal de Campo Grande mobilizou 15 equipes que trabalham para normalizar a Cidade Morena, número de frentes de trabalho que sobe para 20 com o apoio da Defesa Civil do Mato Grosso do Sul. 

"Nós temos em torno de 15 equipes nas ruas e estão desde ontem trabalhando. Nós temos um gabinete de situação que existe há mais de um ano e está posto para atender às demandas, esse novo El Niño vêm trazendo novas possibilidades... então a cidade está preparada", disse a prefeita Adriane Lopes na manhã de hoje (11). 

Como bem esclarece o coordenador da Defesa Civil de Campo Grande, Enéas Netto, há um reforço total por parte do Executivo da Capital, que deixou todas as equipes de prontidão, o que engloba, por exemplo, as secretarias de Saúde e Educação e demais repartições. 

"Nós tivemos um desastre que aconteceu na Esplanada Ferroviária, em que uma pessoa já está fazendo o registro no sistema de informações de desastre do Governo Federal. Todos os levantamentos primários a fim de averiguar quais são as medidas, às vezes até mesmo de pleitear recursos para poder socorrer Campo Grande", explica ele.  

Além dessas frentes de trabalho, o Governo de Mato Grosso do Sul indicou que está acompanhando a situação e colocou a Defesa Civil à disposição da Prefeitura de Campo Grande para atuar de forma conjunta no atendimento às ocorrências. 

Isso reflete em um incremento de mais cinco equipes, somando 20 no total, empenhadas para a solução dos problemas e normalização da Capital. 

"O governo do estado já se manifestou em socorrer a Campo Grande também, dando todo o suporte para nós. Então nós já estamos em trabalho também junto à Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil", complementa Enéas Netto. 

Estragos na Capital

Conforme os números repassados pela equipe da prefeitura, passado o temporal, até o início da manhã já haviam sido contabilizados mais de 100 registros de árvores caídas, além de 26 escolas destelhadas e outras três unidades de assistência social afetadas. 

Além disso, há ainda um alerta emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) que reforça ainda o risco de tempestade pelas próximas horas, até às 22h59 de hoje (11), motivo pelo qual as aulas da Rede Municipal de Ensino (Reme) foram suspensas no período vespertino nesta sexta-feira. 

Entre os estados soma-se o caso da unidade de saúde do bairro Jardim Universitário, porém, apenas seis chamadas em áreas mais vulneráveis de habitação foram registradas, sendo que a própria prefeita Adriane Lopes faz questão de indicar que "a região mais afetada foi a central da cidade". 

Com ventos de até 86 quilômetros por hora várias árvores foram derrubadas, inclusive sobre a rede elétrica, e os estragos ainda estão sendo contabilizados enquanto o município se prepara ainda para a possibilidade de um novo vendaval. 

"Não existe uma medida específica porque as árvores estavam sadias, em locais da cidade e não há o que fazer no momento onde nós tivemos ventos estimados em torno de 86 km por hora, como nunca aconteceu. Não tem como você prever que árvore vai cair, mas tem ações que as secretarias estão tomando para mitigar, atender a população e para trazer todo o atendimento de todas as secretarias para aqueles que precisarem", completa Adriane Lopes. 

Wagner dos Santos é empresário e estava na Borgari Automóveis no momento em que a tempestade começou a "apertar". Ele disse que estavam trabalhando e estranharam a mudança no clima. 

"Começamos a olhar os ventos aqui e percebemos que a árvore estava balançando bastante. A gente ficou meio afastado da frente da loja, longe um pouco da árvore, não deu cinco minutos a árvore caiu em frente à loja em cima de um carro". 

Ele esclarece que o carro tratava-se do veículo de um cliente externo que Wagner comenta que estava "na hora errada". 

"O carro dele infelizmente, pelo conhecimento que tenho de carro, provavelmente deu perda total. Estamos sem energia aqui e esperando o poder público trabalhar para reestabelecer", comenta o empresário. 

Importante reforçar que o telefone 156 é o canal usado para recepcionar as solicitações de serviço, como os de desobstrução de vias e remoção de árvores caídas. 

Ao Correio do Estado, o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Epaminondas "Papy"  Vicente Silva Neto, citou o trabalho de primeiro momento, destacando ainda a necessidade de ampliar o debate sobre meio ambiente e o que têm sido usado no enfrentamento às mudanças climáticas ao redor do globo. 

Para Papy, ainda que essas medidas não sejam aplicadas, é necessário "pavimentar" o tema pela própria questão cultural da cidade, orientando inclusive o campo-grandense a respeito de como se comportar diante dos efeitos climáticos presentes no cotidiano atualmente. 

"Campo Grande é a cidade com mais árvores do Brasil, é uma capital recheada de espécimes frondosas que todo mundo ama, mas junto dela tem a rede elétrica. Quando cai, traz prejuízo e perigo para as pessoas. Será que elas podem conviver juntas? Por que não a fiação subterrânea.

Você trabalhar o tipo que pode estar em canteiros estreitos, como esse aqui da Mato Grosso que estamos vendo. É desproporcional para o tanto de terra que você tem embaixo, porque do lado você tem asfalto que está impermeabilizado... então ela está inadequada aqui, ecologicamente falando", pontua.

Papy reforçou ainda que o número da Defesa Civil é o mais indicado para os registros e solicitações de serviços, porém a população também pode procurar os vereadores para encaminhamento das demandas ao poder público. 

"O 156 é o canal correto, mas os 29 gabinetes estão à disposição, inclusive a presidência e os vereadores estão nos bairros hoje olhando as situações, recebendo as chamadas e transferindo isso para o poder público", conclui. 

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CAMPO GRANDE

Prefeitura avalia decretar situação de emergência após temporal

Adriane Lopes afirmou que "só vai decretar situação de emergência após relatório final"

11/09/2026 11h40

Adriane Lopes visitou nesta sexta-feira (11) os pontos de estragos causados pelo vendaval desta quinta-feira (11)

Adriane Lopes visitou nesta sexta-feira (11) os pontos de estragos causados pelo vendaval desta quinta-feira (11) Foto: Leonardo Ribeiro

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Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), anunciou que avalia a possibilidade de decretar situação de emergência em razão do temporal que atingiu a Capital no fim da tarde desta quinta-feira (11).

Ela complementou que a equipe técnica está estudando a hipótese e que “só vai decretar situação de emergência após relatório final”.

“Está sendo avaliado pela nossa equipe técnica e jurídica se há necessidade de decretar emergência ou calamidade, mas até o momento, como a gente não tem um fechamento de todos os danos causados pelo vendaval, a gente está com bastante cautela”, afirmou a chefe do executivo municipal em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (11).

Adriane Lopes visitou nesta sexta-feira (11) os pontos de estragos causados pelo vendaval desta quinta-feira (11)Armazém Cultural foi destelhado e placa de um supermercado caiu em uma das principais avenidas da Capital. Foto: Paulo Ribas

De acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o decreto de emergência pode ser adotada quando os impactos, como alagamentos, enchentes, deslizamentos, danos a imóveis e à infraestrutura ou interrupção de serviços essenciais, comprometem parcialmente a capacidade de resposta do município e exigem medidas excepcionais.

TEMPORAL

Forte temporal foi registrado no fim da tarde desta quinta-feira (11) em Campo Grande.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, foram contabilizados 24,4 milímetros em 28 minutos e 3.095 raios em 36 minutos, além de ventos de 83 km/h.

Já o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS) registrou chuva de 19,6 milímetros e rajadas de vento de 87 km/h.

De acordo com a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, houve mais de 100 chamados de árvores caídas pela cidade, 26 escolas destelhadas, 3 unidades de Assistência Social danificadas e 1 unidade de saúde com desabamento de teto.

A tempestade foi rápida, mas causos muitos prejuízos. Reportagem do Correio do Estado percorreu os principais pontos de estragos e constatou que o vendaval causou:

  • Queda de árvores em todas as sete regiões de Campo Grande
  • Interdição de avenidas/vias obstruídas
  • Queda de árvores em cima de carros
  • Queda de postes de energia
  • Alagamento de ruas
  • Cancelamento de aulas na Rede Municipal de Ensino (Reme)
  • Queda de energia em dezenas de bairros
  • Abertura de buracos e crateras nas ruas
  • Semáforos desligados
  • Queda do painel do Fort Atacadista na avenida Ernesto Geisel
  • Desabamento do teto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário
  • Destelhamento do Armazém Cultural, na avenida Calógeras
  • Explosão de parede de vidro em academia no bairro Universitário
  • Sujeira e lixo nas ruas: galhos, folhas, latas, garrafas, copos plásticos, entre outros diversos objetos

Não houve vítimas fatais. Para comunicar ocorrências, ligue no número 156 – Fala Campo Grande.

O Inmet divulgou alerta amarelo, laranja e vermelho de tempestade para Mato Grosso do Sul:

  • Tempestade – alerta amarelo – perigo potencial: Chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h) e queda de granizo. Baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos
  • Tempestade – alerta laranja – perigo: Chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 km/h) e queda de granizo. Risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos
  • Tempestade – alerta vermelho – grande perigo: Chuva entre 60 mm/h ou maior que 100 mm/dia, ventos superiores a 100 km/h e queda de granizo. Grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário.

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