Cidades

Organização

Evento realizado "às pressas" causa transtorno no trânsito

Gravação de DVD realizada em posto de combustível próximo ao Aeroporto de Campo Grande gerou congestionamento na Avenida Duque de Caxias

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A realização do projeto Cê Tá Doido, que trouxe músicos sertanejos para um show de graça e gravação de DVD, causou problemas no trânsito da Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande. O evento foi organizado às pressas, já que a definição de onde seria o local da apresentação foi confirmada na manhã de ontem.

O evento, que transformou postos de combustíveis em palco para gravações musicais, contou com apresentações de Ícaro & Gilmar e Humberto & Ronaldo.

O projeto ganhou notoriedade nas redes sociais ao apostar em um formato diferente de show: apresentações gravadas em postos de combustível, com palco em 360° e proximidade com o público, criando um ambiente semelhante a uma confraternização entre amigos. 

A confirmação do endereço do show, no entanto, foi divulgada na manhã de ontem, um posto de combustível na Avenida Duque de Caxias em frente ao Aeroporto Internacional de Campo Grande, a partir das 18h, horário de pico.

Em pronunciamento nas redes sociais, o organizador Rafael Cabral pediu a colaboração do público para evitar transtornos e garantir a segurança. Ele destacou que a escolha de Campo Grande foi feita com carinho, mas reconheceu os desafios logísticos.

Segundo ele, mudanças na estrutura ou no local do evento não são viáveis neste momento, pois poderiam adiar a gravação por até dois meses, em função da agenda dos artistas.

O organizador também ressaltou que houve apoio das autoridades locais desde a apresentação da proposta e afirmou que a equipe trabalha para acomodar o maior número possível de pessoas no espaço do evento.

Ele ainda revelou que participou de uma reunião com autoridades na manhã de ontem, horas antes do show, sem detalhar quais órgãos estiveram presentes.

A reportagem procurou a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) para saber como foi realizado o planejamento das interdições, mas, até o fechamento desta edição, não houve retorno.

TRANSTORNOS

Durante a tarde de ontem a Prefeitura de Campo Grande confirmou interdições parciais na Avenida Duque de Caxias a partir das 15h, horário de pico para motoristas que seguem em direção ao aeroporto.

Perto do horário do show, motoristas sentiram os reflexos das alterações no trânsito. O professor de Educação Física Bruno Silva, de 30 anos, que tinha um voo de Campo Grande para Campinas (SP), relatou atraso no trajeto.

“Demorei cerca de 10 minutos a mais para chegar ao aeroporto. Aparentemente, o caos vai começar a partir de agora”, afirmou por volta das 17h.

O comerciante Fábio Pereira, de 40 anos, disse que já esperava os transtornos.

“Campo Grande não tem estrutura para receber um evento dessa proporção. O horário de pico agrava ainda mais o trânsito em uma via que dá acesso a várias regiões da cidade e também prejudica quem precisa chegar ao aeroporto”, destacou.

Já o administrador Luiz Oliveira afirmou que não tinha conhecimento do evento.

“Nem estava sabendo de show nenhum. Estou voltando para casa e, de repente, esse caos aqui na [Avenida] Duque de Caxias. Se com organização prévia nada funciona nessa cidade, imagina com show marcado em cima da hora”, criticou.

Problemas semelhantes já foram registrados recentemente, como no dia 9, durante o show da banda Guns N’ Roses, que também causou transtornos aos fãs e moradores.

Apesar de gratuito, o evento exigiu cadastro prévio para retirada de ingressos, que se esgotaram rapidamente, cerca de 4 mil entradas foram disponibilizadas. 

PROJETO

Com temática inspirada na Copa do Mundo, o público foi incentivado a comparecer com roupas nas cores do Brasil, com o objetivo de criar uma atmosfera de celebração coletiva durante a gravação do DVD.

A estrutura do evento e a expectativa de grande público ampliam as preocupações com a mobilidade urbana na região. A Avenida Duque de Caxias, importante ligação com a Região da Nova Campo Grande e acesso ao aeroporto, sofreu impactos, especialmente por conta dos estacionamentos irregulares e da presença de ambulantes.

OPERAÇÃO ONCOJURIS

Cinco são presos por fraude em medicamentos em combate ao câncer

84 policiais civis de MS e MG, 15 auditores fiscais e 24 analistas tributários da Receita Federal estão nas ruas cumprindo 21 mandados de busca e apreensão e 5 mandados de prisão temporária

23/04/2026 08h28

Farmácias são alvos de órgãos públicos em operação contra fraude processual e uso de medicamentos impróprios

Farmácias são alvos de órgãos públicos em operação contra fraude processual e uso de medicamentos impróprios DIVULGAÇÃO/Receita Federal e Polícia Civil

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Receita Federal, Polícia Civil, Ministério Público e Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul apuram, nesta quinta-feira (23), fraude processual, desvio de dinheiro público, enriquecimento ilícito, importação irregular de remédios oncológicos de alto custo, uso de medicamentos impróprios no combate ao câncer, falsificação de documentos e prestação de contas fraudulenta, durante a Operação Oncojuris, em Mato Grosso do Sul (MS), São Paulo (SP) e Minas Gerais (MG).

Ao todo, 21 mandados de busca e apreensão e 5 mandados de prisão temporária, expedidos pelo Núcleo de Garantias do Poder Judiciário em Campo Grande (MS), foram cumpridos nos três estados brasileiros.

Entre os cinco presos, dois são advogados. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) confirmou a prisão por meio de nota.

"A respeito da operação Oncojuris deflagrada nessa manhã (23) pela Polícia Civil e Receita Federal envolvendo dois advogados, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul, informa que a Comissão de Defesa e Assistência das prerrogativas dos advogados se fez presente acompanhando as diligências, informando ainda que adotará as medidas legais cabíveis, inclusive de natureza disciplinar, respeitando sempre o direito à ampla defesa e contraditório", informou a OAB por meio de nota.

Participaram da operação 84 policiais civis de MS e MG, além de 15 auditores fiscais e 24 analistas tributários da Receita Federal.

O objetivo é desmantelar uma possível organização criminosa que age de forma ilegal para fraudar processos, desviar dinheiro público e fornecer medicamentos de alto custo, o que pode causar danos à saúde de pessoas com câncer.

Conforme apurado pela reportagem, o Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública de MS identificou um padrão atípico em ações judiciais: pequenas farmácias e empresas de assessoria, sem capacidade financeira ou estoque, ingressavam nos processos como terceiros interessados, oferecendo medicamentos com preços muito inferiores ao Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG).

Segundo a RF, servidores exonerados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) teriam direcionado orçamentos dessas empresas para subsidiar decisões judiciais. Em seguida, as próprias empresas atuariam como terceiros interessados apresentando seus orçamentos.

Com base nessas informações, o Judiciário autorizava o bloqueio de verbas públicas e o pagamento direto aos fornecedores indicados.

Após o repasse, grande parte dos recursos seria desviada por “taxas de serviço” ou “assessoria”, chegando a percentuais superiores a 70%, restando apenas uma pequena parcela para a aquisição dos medicamentos.

Os medicamentos eram importados irregularmente, sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sem número de lote e sem garantias necessárias, colocando em risco a saúde de pacientes com câncer.

Participaram da operação a Receita Federal, Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) – Polícia Civil (PCMS), Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC) - Ministério Público (MPMS) e Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) – Defensoria Pública (DPMS).

Mais informações serão repassadas em coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira (23), na Delegacia da Receita Federal, localizada na rua Desembargador Leão Neto do Carmo, número 3, bairro Jardim Veraneio, Parque dos Poderes, em Campo Grande.

Farmácias são alvos de órgãos públicos em operação contra fraude processual e uso de medicamentos impróprios

FEMINICÍDIO

Preso por matar modelo no RJ e morto em cela era de MS

Endreo Lincoln já tinha ficha criminal desde 2011, quando atropelou um policial e tentou fugir do local

23/04/2026 08h15

O casal mantinha um relacionamento há cerca de três meses

O casal mantinha um relacionamento há cerca de três meses Foto: Reprodução

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Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, preso em flagrante pela morte da modelo Ana Luiza Mateus, de 29 anos, era natural de Mato Grosso do Sul. Após a prisão, o suspeito foi encontrado morto na tarde de ontem (22) dentro de uma cela na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, o homem se enforcou com uma bermuda.

Durante as investigações após a morte da modelo baiana, o suspeito se apresentou utilizando um documento de identificação em nome do irmão, que mora no Paraná.

De acordo com delegado Renato Martins, durante o depoimento, Endreo afirmou ser “culpado” pela morte, embora não tenha admitido diretamente a autoria do crime.

“Ele dizia não ter cometido o ato, mas repetia que era o culpado, independentemente disso. Também relatou comportamentos abusivos, com agressões morais e psicológicas contra a vítima”, explicou o delegado.

O casal mantinha um relacionamento há cerca de três meses. O suspeito afirmou que a última discussão ocorreu após a modelo querer terminar o namoro.

Testemunhas relataram que ambos chegaram discutindo ao condomínio de luxo Alfapark, na Barra da Tijuca. Após o desentendimento, ele deixou o local, mas retornou pouco tempo depois.

Segundo os funcionários do prédio, eles orientaram Ana Luiza a sair do apartamento caso o namorado voltasse. A modelo afirmou que viajaria de volta para sua casa na Bahia no dia seguinte e já tinha passagem comprada.

Porém, o feminicídio acabou ocorrendo antes dela viajar e a modelo foi encontrada morta por volta das 5h30, após cair do 13º andar do edifício.

A polícia apura a possibilidade de que o suspeito tenha alterado a cena antes de deixar o local.

Relatos de testemunhas e mensagens analisadas pela Polícia Civil reforçam que o relacionamento era abusivo e marcado por episódios de ciúmes excessivos.

Histórico criminal

Em 2011, Endreo Lincoln foi preso e condenado a três anos de prisão em regime aberto por atropelar um policial civil, na saída de uma festa. Ele tentou fugir do local, mas foi baleado pelo policial.

Além disso, Endreo também foi preso preventivamente suspeito de cometer crimes contra uma ex-namorada. Ele era suspeito de ter praticado estupro, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra a mulher, em Campo Grande.

Um outro caso foi em junho de 2019, quando foi baleado pelo próprio pai após uma briga. O homem alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que disparou contra o filho após o rapaz tentar invadir sua casa. Na época, Endreo dizia que tinha uma dívida de R$ 2 milhões com o pai, mas a defesa dele contestou a informação e afirmou que o filho exigia R$ 200 mil para cursar Medicina no Paraguai.

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