Morreu na tarde de ontem (20), aos 63 anos, Leonardo Dias Mendonça, o “Barão do Tráfico”, um dos principais narcotraficantes do Brasil. Ele estava internado em estado grave na Santa Casa de Campo Grande desde a segunda-feira (17), quando passou mal na Penitenciária Federal.
O Barão do Tráfico era apontado como um dos principais chefes do tráfico internacional de drogas na América Latina, no início dos anos 2000 e era procurado por autoridades de quatro países. Segundo a Polícia Federal, o modus operandi de Leonardo era através da compra de terras e gado para lavar dinheiro do crime.
A defesa e a família aguardam as providências das autoridades para a liberação e o traslado do corpo de Leonardo. Ele deve ser levado para Goiás, onde reside sua família.
Histórico criminal
Leonardo possuía condenações em crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, falsidade ideológica e lavagem ou ocultação de bens.
Em 2002, o criminoso era considerado um dos maiores chefes do tráfico na América Latina, com projeção que chegou a superar a de seu ex-aliado Fernandinho Beira-Mar, líder do Comando Vermelho. Brasil, Estados Unidos, Holanda e Colômbia chegaram a cassá-lo na época.
Investigações da Polícia Federal revelaram que seu dinheiro era utilizado na compra de terras e gado para lavar dinheiro, além de exercer influência sobre políticos e magistrados.
Mesmo preso, ele comandou uma organização criminosa de tráfico internacional composta por 35 pessoas. Uma operação do Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) junto com Polícia Federal desmantelou a organização criminosa.
Em 2018, após receber uma tornozeleira eletrônica, Leonardo Dias iniciou o cumprimento da pena em regime semiaberto, em Aparecida de Goiânia.
Em 2019, Leonardo voltou a ser preso em Goiás por envolvimento no transporte de cocaína. Na operação, a Polícia Federal prendeu 24 pessoas e apreendeu um avião usado pela organização para transportar drogas.
Sua transferência para a Penitenciária Federal de Campo Grande ocorreu em novembro de 2023.


