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Exército, Aeronáutica, Marinha e Força Nacional vão reforçar combate ao narcotráfico em MS

Segurança será reforçada nos municípios de Ponta Porã e Corumbá, que fazem parte da fronteira seca Brasil/Paraguai/Bolívia e em Mundo Novo, Eldorado, Naviraí e Itaquiraí, que abrigam o Lago de Itaipu

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Exército, Aeronáutica, Marinha, Força Nacional, Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) vão atuar, até maio de 2024, na fronteira Brasil/Paraguai/Bolívia e divisa de MS/PR para combater o narcotráfico e avanço da criminalidade na região.

Forças Armadas, Forças de Segurança e Força Nacional atuarão, principalmente, nos municípios de Ponta Porã e Corumbá, que fazem parte da fronteira seca Brasil/Paraguai/Bolívia e em Mundo Novo, Eldorado, Naviraí e Itaquiraí, que abrigam o Lago de Itaipu.

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assinou, nesta quarta-feira (1º), o decreto da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que estabelece a criação de uma operação integrada de combate ao crime organizado. O objetivo é desarticular organizações criminosas e conter o narcotráfico em Mato Grosso do Sul.

O presidente reconheceu que a violência se agravou e que o governo federal vai ajudar os governos estaduais no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas e de armas.

O decreto também abrange reforço da segurança em outros estados brasileiros, como Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Paraná.

A Aeronáutica atuará no Aeroporto Internacional de São Paulo – Guarulhos (SP) e Aeroporto Internacional Tom Jobim - Galeão (RJ).

A marinha atuará nos Portos de Santos (SP), Itaguaí (RJ), Baía da Guanabara (RJ), Baía de Sepetiba (RJ) e no Lago de Itaipu (PR).

Já o Exército atuará na fronteira seca em Mato Grosso do Sul (Brasil/Bolívia/Paraguai), Mato Grosso (Brasil/Bolívia) e Paraná (Brasil/Paraguai/Argentina). A PF, PRF e Forças Nacional irão auxiliar as Forças Armadas durante a operação.

Conforme adiantado pelo Correio do Estado, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, havia encaminhado um pacote de medidas para reforçar a segurança no Rio de Janeiro. Mas, além disso, o governo federal também preparou outro projeto, que compreende as fronteiras do Brasil com outros países.

Com isso, Mato Grosso do Sul também entrou na lista de possíveis estados com reforço na segurança. “Isso não envolve a divisa do Rio de Janeiro com outros estados, que já estão exatamente sendo objeto de atuação da Força Nacional com a Polícia Rodoviária Federal. Refiro-me às fronteiras brasileiras, porque isso é relevante para o tráfico de drogas e armas que atinge fortemente o Sudeste”, explicou o ministro. 

O titular da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Antônio Carlos Videira, afirmou que o Estado está pronto para receber toda e qualquer ajuda do governo federal para conter os ilícitos que entram em Mato Grosso do Sul por meio das fronteiras.

“Assim que o governo federal abrir credenciamento para esse projeto, nós estamos prontos para aderir. Mato Grosso do Sul está em uma posição estratégica para essas quadrilhas que atuam tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro. Por aqui entram grandes volumes de cocaína, que é o que financia esses grupos criminosos, e isso precisa ser combatido”, declarou Videira ao Correio do Estado.

Para o secretário, as fronteiras de Mato Grosso do Sul são porta de entrada principalmente para a droga e, em alguns casos, para as armas.

“Há levantamentos que mostram que as quadrilhas da Região Sudeste preferem usar os portos para trazer as armas, por ser mais fácil e mais próximo, do que correr o risco de essas armas passarem por mais de mil quilômetros e vários pontos de fiscalização para chegar até eles”, avaliou. 

* Com informações da Agência Brasil

* Colaborou Daiany Albuquerque

Campo grande

Prefeitura abre licitação para asfalto e drenagem em 23 bairros

Investimento é de R$ 188 milhões e obras contemplam melhorias da mobilidade urbana, segurança viária e condições de tráfego

24/06/2026 18h00

Obras de asfalto e drenagem

Obras de asfalto e drenagem ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) abriu licitação e está contratando empresas especializadas para executar obras de pavimentação e drenagem em 23 bairros.

As empresas interessadas poderão encaminhar propostas até as 7h44min do dia 10 de julho de 2026. A abertura da sessão pública para disputa de preços está prevista para as 7h45min da mesma data, em ambiente eletrônico.

O aviso da concorrência eletrônica foi publicado nesta quarta-feira (24) no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

Veja quais são os bairros contemplados:

  • Vila Nossa Senhora Aparecida
  • Vila Bosque da Saúde
  • Jardim Noroeste (Lote 3)
  • Jardim Mansur
  • Jardim Auxiliadora (Etapa B)
  • Complexo Itatiaia (Etapa D)
  • Jardim Los Angeles
  • Porto Galo
  • Parque Residencial Lisboa
  • Guanandi II
  • Jardim Tarumã
  • Coophavila
  • Batistão
  • Jardim Santa Emília
  • Residencial Aquarius I e II
  • Jardim São Conrado
  • Jardim Aero Rancho
  • Vila Nogueira
  • Vila Aimoré
  • Vila Amapá
  • Jardim das Nações
  • Jardim Tijuca II
  • Jardim Verdes Mares

O critério para escolha dos bairros são antiguidade, tempo de espera e bairros que estão “ilhados” sem pavimento em meio a outros bairros que já são asfaltados há anos.

O objetivo é proporcionar maior segurança viária, melhor mobilidade para motoristas e pedestres e valorização imobiliária. Asfalto novo representa moradia de qualidade e dignidade residencial para o cidadão.

As obras contemplam melhorias da mobilidade urbana, segurança viária e condições de tráfego nos bairros.

O processo é coordenado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

O investimento é de R$ 188 milhões. Em 2026, a previsão é investir cerca de R$ 240 milhões em obras do setor. A bancada federal destinou a verba de R$ 100 milhões. Até 2028, os valores podem ultrapassar os R$ 640 milhões.

“Essas melhorias em obras de pavimentação asfáltica e drenagem da Capital se devem ao plano de equilíbrio fiscal, com a contenção de despesas da Prefeitura, que possibilitou a obtenção do financiamento para essas obras, além do apoio da bancada federal, que destinou R$ 100 milhões para investimentos em infraestrutura em Campo Grande”, disse a prefeita da Capital, Adriane Lopes (PP).

A chefe do executivo municipal ainda afirmou, em 30 de abril de 2026, que 100% da Capital terá saneamento básico até 2028. Além disso, bairros asfaltados, mas com pavimentação “velha”, serão recapeados.

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Remoção Imediata

MPMS recomenda apagar vídeos de adolescentes sendo agredidos em MS

Recomendação foi expedida após divulgação de imagens de uma briga entre menores em Água Clara; administradores de páginas e veículos de comunicação podem ser responsabilizados pela exposição irregular

24/06/2026 17h31

Foto: Divulgação

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A divulgação de vídeos envolvendo crianças e adolescentes em situações de violência passou a ser alvo de uma ação direta do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Após a circulação de imagens que mostravam uma agressão entre adolescentes em Água Clara, a Promotoria de Justiça do município expediu uma recomendação determinando a remoção imediata do conteúdo.

O documento também reforça que administradores de páginas, perfis em redes sociais e veículos de comunicação podem ser responsabilizados caso mantenham ou divulguem materiais que violem os direitos de crianças e adolescentes.

A medida foi assinada pela promotora de Justiça Laura Assagra Rodrigues Barbosa e tem como objetivo impedir a continuidade da exposição indevida de crianças e adolescentes no ambiente digital, além de prevenir novos casos semelhantes.

O procedimento foi instaurado depois que o Conselho Tutelar comunicou ao Ministério Público a existência de vídeos que registravam um episódio de agressão física envolvendo adolescentes e que passaram a circular em páginas da internet e redes sociais do município.

Diante da repercussão do caso, a Promotoria abriu procedimento administrativo para apurar os fatos e adotar medidas voltadas à proteção dos envolvidos.

Na recomendação, o MPMS orienta que administradores de páginas, blogs, aplicativos, perfis em redes sociais e demais meios de comunicação deixem de divulgar, reproduzir ou compartilhar imagens, vídeos ou qualquer outro conteúdo capaz de identificar crianças e adolescentes envolvidos em situações de violência ou em suposta prática de ato infracional.

Além de impedir novas publicações, o documento determina que os responsáveis promovam a remoção imediata dos materiais já divulgados que contrariem a legislação.

Segundo o Ministério Público, a retirada rápida desses conteúdos é essencial para interromper a exposição indevida e evitar que os danos causados aos adolescentes sejam ampliados pela circulação contínua das imagens.

Responsabilidade também alcança administradores de páginas

A recomendação destaca que a responsabilidade não se limita aos autores das postagens. Os administradores de páginas e veículos de comunicação devem adotar medidas internas para garantir que equipes e colaboradores conheçam e cumpram as normas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), evitando a publicação de conteúdos que violem direitos fundamentais.

Para o MPMS, a orientação busca estabelecer uma cultura de responsabilidade no ambiente digital, especialmente diante da velocidade com que vídeos e imagens são compartilhados nas redes sociais.

Proteção prevista no ECA

A fundamentação da recomendação está baseada no Estatuto da Criança e do Adolescente, que assegura a proteção da imagem, da identidade, da honra e da dignidade de menores de idade.

A legislação proíbe a divulgação de informações ou imagens que permitam a identificação de crianças e adolescentes envolvidos em situações ilícitas ou em ocorrências policiais, prevendo sanções administrativas para quem descumprir a norma.

Segundo a Promotoria, a iniciativa não se restringe ao episódio registrado em Água Clara. A recomendação foi encaminhada a diversos canais de comunicação do município com o objetivo de evitar que casos semelhantes se repitam e de conscientizar administradores de páginas sobre os limites legais da divulgação de conteúdos envolvendo menores de idade.

Ao reforçar a necessidade de remoção dos vídeos e o dever de cautela nas publicações, o Ministério Público deixa claro que o ambiente virtual não está acima da legislação e que a proteção integral de crianças e adolescentes deve prevalecer também nas redes sociais.

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