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Exército reforça ações antiaftosa, reprime contrabando e treina a tropa

Exército reforça ações antiaftosa, reprime contrabando e treina a tropa

DA REDAÇÃO

10/10/2011 - 16h00
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O Exército inicia hoje (10) em todo o Estado mais duas Operações, a ''Boiadeiro'' e ''Anhanduí''.

A primeira, denominada Operação “Boiadeiro”, tem como objetivo fiscalizar o trânsito de gado, para garantir o controle relacionado ao surgimento de focos de febre aftosa no Paraguai e também e reprimir o contrabando.

Conforme informações da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada em Dourados, a Operação é uma continuação da Operação Ágata II, e será realizada em parceria com agentes do Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), e com o apoio de cerca de 225 homens do exército brasileiro distribuídos em 15 postos de fiscalização, três patrulhas e um posto de descontaminação.

“A intenção da operação é ajudar na proteção do rebanho brasileiro para evitar a contaminação por aftosa após caso detectado no país vizinho. Ela segue por tempo indeterminado, com fiscalização ao longo da fronteira desde a cidade de Mundo Novo até a cidade de Caracol. Os postos serão instalados nas principais estradas que ligam Brasil e Paraguai”, diz o tenente-coronel Barros, responsável pelo setor de Comunicação Social da 4ª BCM.

Anhanduí

Já a Operação “Anhanduí”, que se inicia hoje e vai até o dia 17 próximo, será realizada na região que abrange Campo Grande, Laguna Carapã e Dourados. A ação é um trabalho coordenado pelo Ministério da Defesa e, além do Exército, contará também com homens da Marinha e da Aeronáutica.

A operação ocorre todo ano em uma determinada parte do país, e tem como objetivo treinar homens das três forças para atuação em situações de defesa externa. A ação vai contar com o uso de helicópteros, carros de combate, entre outros. Em Dourados a 4ª BCM vai participar com cerca de 500 homens. O treinamento deve durar cerca de 10 dias.

“Essa é uma operação realizada através de simulação de computadores, com parte da tropa realizando eventos críticos em terreno baseados em situações que poderiam ser reais. Porque um país que quer a paz tem que estar preparado para a guerra, então esse treinamento é muito importante, faz parte do adestramento das três forças em defesa do nosso território”, finaliza Barros.

Aquidauana

O 9º Batalhão de Engenharia de Combate (Aquidauana-MS), está preparando as instalações para receber o Comandante e o Estado-Maior da 11ª Brigada de Infantaria Leve (11ª Bda Inf L), que participará na 'Operação Anhanduí'.

O general-de-Brigada Carlos Maurício Barroso Sarmento, comandante da 11ª Brigada e seu Estado-Maior permanecerão no 9º BE Cmb, onde funcionará o Posto de Comando da Brigada.

Fonte: Dourados News

Saúde

Como será o estudo que vai avaliar canetas para tratamento da obesidade no SUS

O projeto vai avaliar o uso da semaglutida por pessoas com obesidade grave que aguardam cirurgia bariátrica

26/06/2026 21h00

Divulgação

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O Ministério da Saúde iniciou nesta sexta-feira, 26, uma pesquisa que vai avaliar como medicamentos à base de semaglutida podem ser utilizados no tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS).

O estudo será realizado pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, e acompanhará 250 pacientes durante dois anos.

"O objetivo é entender como essa medicação pode ser usada dentro do Sistema Único de Saúde e quais são os efeitos e os impactos para os pacientes e para o próprio sistema", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a coletiva.

O projeto vai avaliar o uso da semaglutida por pessoas com obesidade grave que aguardam cirurgia bariátrica. A dose prevista é de até 2,4 mg por semana, no período anterior ao procedimento.

Como será o acompanhamento?

Os pacientes serão acompanhados por dois anos. Além das consultas médicas no ambulatório, o estudo terá uma equipe de pesquisa responsável por aplicar questionários e monitorar diferentes aspectos do tratamento.

"Vamos avaliar a perda de peso, a qualidade de vida, as condições para a cirurgia bariátrica e indicadores clínicos importantes, como os níveis de colesterol e glicose", afirmou durante a coletiva Fernando Anschau, coordenador do Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde do GHC.

O acompanhamento será multiprofissional. Padilha afirmou que os participantes já recebem assistência de médicos, enfermeiros, nutricionistas e psicólogos, além de incentivo à prática de atividade física, e que esse cuidado será mantido durante todo o estudo.

Segundo o ministro, além dos resultados clínicos, os pesquisadores vão observar como os pacientes utilizam a medicação em casa, incluindo armazenamento, aplicação, descarte e possíveis dificuldades durante o tratamento.

O protocolo também prevê o monitoramento contínuo da segurança. Para o ministro, acompanhar possíveis efeitos adversos é uma etapa essencial da pesquisa.

Por que foram escolhidos esses pacientes?

Os 250 participantes já são acompanhados no GHC e têm indicação para cirurgia bariátrica. Eles foram selecionados porque possuem obesidade grave, comorbidades e maior risco clínico.

Na apresentação feita durante a coletiva, o GHC informou que 91% dos pacientes com indicação para bariátrica no hospital têm obesidade mórbida. Além disso, 72% convivem com duas ou mais comorbidades, como hipertensão, diabetes, problemas cardíacos e depressão. Apenas 47% têm condições clínicas de realizar a cirurgia.

A expectativa do estudo é avaliar se o medicamento pode ajudar esses pacientes a reunir melhores condições para a cirurgia ou, em alguns casos, reduzir a necessidade do procedimento.

O que pode mudar no SUS?

Atualmente, medicamentos à base de semaglutida não estão incorporados ao SUS. A expectativa do Ministério da Saúde é que o estudo produza evidências sobre a eficácia, a segurança e a viabilidade do tratamento na rede pública, subsidiando uma eventual discussão sobre a incorporação dessa tecnologia.

Segundo Padilha, um dos diferenciais da pesquisa será avaliar o uso da medicação em condições reais, acompanhando como os pacientes utilizam o medicamento fora do ambiente hospitalar.

"A nossa expectativa é que, com a introdução dessas medicações de forma controlada no contexto do sistema público de saúde, haja redução de custos no SUS", disse o ministro durante a coletiva.

Anvisa

Anvisa proíbe funcionamento da plataforma de emagrecimento Voy

Com a medida, o site não pode oferecer nem divulgar serviços

26/06/2026 19h00

Site da Voy

Site da Voy Reprodução

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o funcionamento da plataforma de emagrecimento Voy. Com a medida, publicada na edição desta sexta-feira, 26, do Diário Oficial da União, o site não pode oferecer nem divulgar serviços.

A Voy, porém, afirma que tomou as medidas administrativas cabíveis e não há decisão definitiva do órgão, então manterá o funcionamento da página.

Segundo a agência, o site oferece tratamentos e avaliações de saúde personalizados para obesidade e deveria estar registrado como um dispositivo médico.

"Plataformas que realizam a indicação de medicamentos e de suas dosagens se enquadram na categoria de software médico", diz a Anvisa em comunicado.

A empresa responsável pela plataforma, a Revia Gestão de Negócios, também não possui a Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE), documento exigido pelo órgão para negócios que exercem atividades sujeitas à vigilância sanitária.

O órgão acrescenta que a Revia não está regularizada como farmácia ou drogaria e, portanto, não pode comercializar medicamentos de qualquer natureza.

De acordo com a agência, medicamentos adquiridos fora de farmácias e drogarias que funcionem de forma regular "não têm qualquer garantia de origem, composição e qualidade".

O que diz a Voy?

Em nota, a Voy afirma ter recebido com surpresa a decisão da Anvisa e sustenta que a discussão trata exclusivamente do enquadramento regulatório de um questionário digital e de sua eventual necessidade de registro como software. Segundo a empresa, trata-se de uma questão administrativa, sem relação com a segurança dos pacientes, a qualidade da assistência prestada ou os medicamentos.

A empresa nega comercializar, distribuir ou dispensar medicamentos e afirma que, por esse motivo, não se enquadra nas hipóteses legais que exigem AFE.

A Voy afirma ainda que o processo está em andamento e que não há decisão definitiva da Anvisa sobre o caso. Por fim, diz que as medidas administrativas cabíveis já foram adotadas e, por isso, a plataforma permanece autorizada a operar.

O que é a Voy?

A Voy é uma plataforma digital voltada ao tratamento da obesidade. O serviço funciona de forma remota: o usuário responde a um questionário sobre seu histórico de saúde, que é avaliado por um médico. Quando há indicação clínica, o profissional pode prescrever medicamentos para perda de peso.

Além da consulta médica, a plataforma oferece acompanhamento durante o tratamento e intermedeia o acesso aos medicamentos prescritos por meio de parceiros.

A empresa ganhou espaço no mercado ao oferecer um modelo de atendimento totalmente online para pessoas em busca de tratamento para obesidade, em um momento de crescimento da demanda por medicamentos como semaglutida e tirzepatida.

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