Cidades

Investigação

MPMS investiga falta de farmacêuticos na rede de saúde de Campo Grande

Investigação aponta déficit de profissionais, cobertura parcial nas unidades e possível dispensação de medicamentos por servidores sem habilitação em Campo Grande

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A assistência farmacêutica oferecida à população de Campo Grande entrou na mira do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

O órgão instaurou um inquérito civil para investigar a falta de farmacêuticos em unidades da rede municipal de saúde e possíveis irregularidades na dispensação de medicamentos, serviço considerado essencial para garantir a segurança e a eficácia dos tratamentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A apuração teve início após denúncias encaminhadas à Ouvidoria do MPMS relatarem que medicamentos estariam sendo entregues por servidores sem formação específica na área farmacêutica, em alguns casos sem a supervisão direta de um profissional habilitado.

 

A recomendação técnica do Ministério da Saúde prevê a presença de pelo menos um farmacêutico por unidade de saúde ou por equipe de referência, durante todo o horário de funcionamento, garantindo a assistência adequada aos usuários e a segurança na dispensação de medicamentos.

A situação levantou preocupações sobre o cumprimento das normas técnicas que regulam a assistência farmacêutica e sobre os riscos que a prática pode representar aos usuários da rede pública.

Os levantamentos preliminares realizados pelo Ministério Público apontam que o problema não está restrito a uma única unidade de saúde. Um dos focos da investigação é o Distrito Sanitário Segredo, onde apenas parte dos postos possui farmacêuticos e, mesmo assim, em horários limitados.

A cobertura parcial dificulta o acompanhamento adequado dos pacientes e amplia a dependência de profissionais administrativos para atividades relacionadas à entrega de medicamentos.

Informações encaminhadas pela própria Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) confirmam que nem todas as unidades contam com farmacêuticos em tempo integral.

A pasta reconhece que servidores administrativos atuam como apoio no processo de dispensação de medicamentos, embora haja restrições para a entrega de remédios sujeitos a controle especial.

Para o MPMS, a questão vai além da simples distribuição de medicamentos. A legislação prevê que a assistência farmacêutica envolve uma série de atribuições técnicas, incluindo a análise das prescrições médicas, a orientação correta sobre o uso dos remédios, a identificação de possíveis interações medicamentosas e o acompanhamento do tratamento dos pacientes.

A ausência desse acompanhamento especializado pode comprometer a qualidade da assistência prestada e aumentar os riscos relacionados ao uso inadequado de medicamentos, especialmente entre pacientes com doenças crônicas ou que utilizam múltiplos remédios simultaneamente.

Déficit de farmacêuticos

Outro ponto identificado durante a investigação é o déficit de farmacêuticos na rede municipal. O Ministério Público verificou a existência de cargos vagos e a falta de concurso público vigente para reposição desses profissionais.

A situação, segundo o órgão, contribui para a sobrecarga dos servidores em atividade e dificulta a ampliação da cobertura nas unidades de saúde.

Além da escassez de profissionais, a distribuição desigual dos farmacêuticos também chamou a atenção dos investigadores.

Enquanto algumas unidades conseguem oferecer atendimento especializado em determinados períodos do dia, outras permanecem sem qualquer cobertura farmacêutica, criando diferenças no acesso aos serviços entre os usuários da rede municipal.

Diante das irregularidades apontadas, o MPMS requisitou informações detalhadas à Sesau sobre as medidas adotadas para recompor o quadro de farmacêuticos e garantir a presença desses profissionais nas unidades de saúde.

O órgão também solicitou ao Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul a realização de vistorias para verificar as condições de funcionamento dos serviços e a regularidade da dispensação de medicamentos.

A fiscalização deverá avaliar se as unidades estão cumprindo as normas previstas para a assistência farmacêutica e se existem situações que possam colocar em risco a saúde dos pacientes atendidos pelo SUS.

O inquérito civil permanece em andamento e poderá resultar em recomendações, termos de ajustamento de conduta ou outras medidas administrativas e judiciais caso sejam confirmadas irregularidades.

O objetivo, segundo o Ministério Público, é assegurar que a população tenha acesso a um serviço farmacêutico adequado, com orientação técnica qualificada e profissionais suficientes para atender à demanda da rede pública de saúde de Campo Grande.

No interior

Mirando esquema de lavagem de dinheiro, operação da Defron prende quatro neste sábado

Um veículo foi apreendido e mais sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Dourados, Rio Brilhante e Ponta Porã

12/09/2026 17h00

Divulgação

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Quatro pessoas foram presas pela Polícia Civil na manhã deste sábado (12), durante uma operação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) contra um grupo investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso do Sul. 

A ação também cumpriu sete mandados de busca e apreensão em três municípios do Estado. Em Dourados, onde ocorreram as quatro prisões, os policiais fazem buscas em cinco endereços. As demais ordens foram cumpridas em Rio Brilhante e Ponta Porã.

Segundo informações repassadas pela Polícia Civil, a investigação teve origem em outra ocorrência de tráfico de drogas apurada pela Defron. A partir das diligências, os investigadores identificaram a participação de diferentes pessoas no fornecimento, distribuição e comercialização de entorpecentes.

Ainda conforme a polícia, a apuração também apontou movimentações financeiras relacionadas à atividade criminosa, levando à investigação por lavagem de dinheiro.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares e outros dispositivos eletrônicos. O material será submetido à análise e poderá contribuir para o aprofundamento das investigações e para a identificação de outros possíveis envolvidos.

Uma Toyota Hilux SW4, avaliada em aproximadamente R$ 200 mil, também foi apreendida durante a operação. As investigações continuam e os presos permanecem à disposição da Justiça. A operação foi coordenada pela Defron, com apoio do Setor de Investigações Gerais, o SIG de Dourados e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF).

Show Mantido

Samuel Rosa faz show de graça na Capital neste domingo

Apresentação acontece a partir das 18h, no Parque das Nações Indígenas, e público é convidado a levar 1 kg de alimento não perecível

12/09/2026 16h33

Cantor Samuel Rosa volta a Campo Grande

Cantor Samuel Rosa volta a Campo Grande

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Campo Grande recebe neste domingo (13) o show gratuito de Samuel Rosa, no Parque das Nações Indígenas. A apresentação começa às 18h e integra a programação especial pelos 80 anos do Sesc MS. A Banda V12 será responsável por abrir a noite antes da apresentação do cantor.

O evento reúne diferentes gerações da música e marca a passagem da turnê solo de Samuel Rosa pela Capital. Ex-vocalista do Skank, o cantor apresenta músicas do álbum "Rosa" e sucessos de mais de três décadas de carreira.

A programação começa às 18h com a Banda V12, grupo formado em Campo Grande que surgiu em 2016, inicialmente com o nome V8 e uma proposta acústica. Dois anos depois, a banda passou por mudanças de formação e adotou a identidade atual, com repertório voltado ao pop rock.

Na sequência, Samuel Rosa sobe ao palco para o show da turnê solo. O repertório reúne músicas de sua carreira após o fim do Skank e canções do álbum "Rosa".

A entrada é gratuita e o público é convidado a levar 1 kg de alimento não perecível para contribuir com o Sesc Mesa Brasil. As doações arrecadadas serão destinadas a instituições sociais cadastradas no programa, que atende pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade e insegurança alimentar.

O que pode levar para o show

O público poderá levar cadeira para acompanhar a apresentação com mais conforto, além de bebidas em latas ou garrafas plásticas e alimentos para consumo próprio. Também haverá food trucks no local, com opções de comidas e bebidas.

Entre os itens proibidos estão garrafas de vidro, objetos cortantes ou perfurantes e materiais que possam oferecer risco ao público.

O show está mantido, apesar da previsão de chuva para Campo Grande neste domingo. A apresentação será realizada no Parque das Nações Indígenas, nos altos da Avenida Afonso Pena.

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