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Famílias começam a receber cartão com auxílio de R$ 200 do governo do Estado

Benefício é exclusivo para compra de alimentos e produtos de higiene e será pago a 100 mil famílias

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O Cartão do Programa Mais Social, que irá garantir R$ 200 mensais à famílias de baixa renda de Mato Grosso do Sul, começou a ser entregue nesta terça-feira (13), em Campo Grande.

O benefício será concedido a 100 mil famílias de todo o Estado, por meio de um cartão, com crédito exclusivo para compras de alimentos e itens de higiene.

Governador Reinaldo Azambuja (PSDB) destacou que o cartão democratiza o acesso aos itens básicos e dá dignidade para que as famílias façam suas próprias compras.

"Nós poderíamos comprar uma cesta de alimentos e entregar todos os meses, mas isso não é democrático, por que quem sabe na sua casa o que precisa é você. Às vezes um mês está sobrando arroz e faltando feijão,  ou às vezes você quer comprar uma bolachinha para sua criança ou alguma coisa diferente", disse o governador.

No total, segundo Azambuja, serão pagos R$ 20 milhões mensais do benefício para as famílias cadastradas.

Últimas notícias

Em Campo Grande, na manhã de hoje foram entregues 10 mil cartões.

A funcionária de limpeza Daiani Franco é uma das beneficiária e comemorou o auxílio. Ela tem quatro filhos, de 9, 12, 14 e 17 anos e disse que na pandemia as dificuldades aumentaram.

"Vai ajudar muito, é uma benção. Tudo está caro nessa pandemia, mesmo trabalhando a gente precisa", disse. 

Rosinete Araújo está desempregada e vê no Mais Social uma fonte de ajuda no momento de necessidade, já que também tem uma filha e 7 anos para sustentar.

"Estou feliz porque tem muita coisa que estou precisando, esse negócio [benefício] foi uma boa. Estou contente", disse.

Azambuja ressaltou que o auxílio do Mais Social é um complemente de renda às famílias.

"Talvez a pessoa possa estar desempregada no momento, talvez não tenha recursos necessários para comprar o seu alimento do mês, isso [Mais Social] é para ajudar na compra do alimento e aquilo que se usa para higiene pessoal. Durante todos os meses estará liberado o crédito de R$ 200", disse.

O governador afirmou ainda que o benefício garante mais qualidade de vida ao permitir que a pessoa use as economias para comprar outras coisas que precisa.

"Outra novidade desse cartão: ele é permanente. É um programa permanente", concluiu Azambuja.

Mais Social

Têm direito ao auxílio pessoas que residem em Mato Grosso do Sul há pelo menos dois anos, recebem o Vale Renda, estão inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), possuem renda familiar de até meio salário-mínimo e possuem crianças matriculadas em escolas.

O objetivo do auxílio emergencial é proporcionar benefício financeiro mensal destinado à população vulnerável que foi afetada economicamente e socialmente durante a pandemia da Covid-19.

O benefício será pago à apenas uma pessoa por família.

A pessoa cadastrada deve seguir exigências para se manter no programa, sob pena de exclusão. O beneficiário deverá:

  • Frequentar curso de alfabetização de jovens e adultos ou participar de reuniões socioeducativas
  • Manter carteiras de vacinação atualizadas
  • Participar de programas e de campanhas públicas de combate à desnutrição e ao câncer de mama, colo de útero e próstata
  • Gestantes precisam realizar o pré-natal regularmente

Serão excluídas do programa “Mais Social”:

  • Pessoas falecidas
  • Pessoas que utilizarem indevidamente o cartão “Mais Social”
  • Pessoas que mudarem de estado
  • Pessoas que desistirem ou abandonarem os cursos ofertados
  • Pessoas que apresentarem documentos ou declarações falsas  
  • Pessoas que deixarem de utilizar o benefício por três meses consecutivos ou cinco meses alternados.

HOMICÍDIO

Tiroteio em festival deixa um morto e outro ferido no interior do Estado

Disparos aconteceram em praça pública após encerramento do show da cantora Naiara Azevedo durante Festival Gastronômico

02/05/2026 09h15

Jovem Sul News

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Na madruga deste sábado (02), duas pessoas foram vítimas de um tiroteio em meio a Praça de Eventos de Chapadão do Sul, durante o Festival Gastronômico 2026. Um homem, que era alvo dos disparos morreu no local e o segundo foi atingido por bala perdida e está internado.

O evento gastronômico estava em seu segundo dia e o crime aconteceu logo após o encerramento do show da cantora Naiara Azevedo, por volta da 1h. De acordo com as informações, Mateus Almeida Costa, de 27 anos, recebeu quatro tiros, na cabeça, no pescoço e no tórax, além de um disparo de raspão na região das costelas.

O tiro de raspão atingiu nas costas da segunda vítima, identificada por J.A.C.A., de 21 anos.

Segundo informações de sites locais, a motivação foi um desentendimento próximo aos banheiros do evento, em que o atirador sacou a arma e disparou contra Mateus. A equipe policial que estava no local devido ao festival teria ouvido os tiros e foi até o local, onde a vítima já estava caída.

Logo após ser socorrido a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu. Já o segundo homem teria sido levado até a ambulância da Cruz Vermelha que estava no local e foi encaminhado para o hospital, em que segue internado.

De acordo com a Polícia Civil foram coletados depoimento de testemunhas que estavam no local, além da segunda vítima. Conforme o depoimento, o homem não teria qualquer vínculo com os envolvidos, ou com a motivação do crime.

Ainda na praça, a polícia teria colhido provas materiais, incluindo estojo de munição e outras informações. E em nota informou que a investigação do caso está em andamento e que há divergência entre as versões apresentadas e as imagens de segurança do local.

O caso foi registrado como homicídio qualificado e ainda não há nenhum suspeito identificado.

Entrevista

"Quando ampliamos o acesso, conseguimos proteger mais mulheres"

Delegado responsável pelo interior de MS falou sobre implantação da Delegacia de Atendimento à Mulher Virtual, que será lançada no Estado e promete levar atendimento a locais mais distantes

02/05/2026 08h00

Jairo Carlos Mendes

Jairo Carlos Mendes Arquivo Pessoal

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Com o objetivo de levar atendimentos a todas as localidades de Mato Grosso do Sul, o governo do Estado pretende colocar em funcionamento a partir deste mês o projeto da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) Virtual. Para falar sobre a ferramenta, o delegado Jairo Carlos Mendes, diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI)da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) é o entrevistado da semana.

Segundo o delegado, a ferramenta deve ser iniciada ainda neste mês, com expectativa de consolidação como serviço permanente ao longo do segundo semestre.

O diretor também falou sobre os desafios das fronteiras de Mato Grosso do Sul e de outros projetos futuros. Confira a entrevista.

Quais são hoje os principais desafios das delegacias do interior de Mato Grosso do Sul?

O Departamento de Polícia do Interior tem desafios bastante particulares. Mato Grosso do Sul possui uma extensa faixa de fronteira com o Paraguai e a Bolívia, superior a 1.500 quilômetros, o que impõe uma dinâmica muito complexa para a segurança pública.

Essa realidade favorece o trânsito de criminosos, o escoamento de drogas, armas e outros ilícitos, exigindo da Polícia Civil uma atuação permanente, integrada e muito bem planejada.

Além da fronteira, temos o desafio territorial. O interior do Estado é formado por municípios muito distantes entre si, com realidades distintas e demandas próprias.

Nosso compromisso é garantir que a população receba um atendimento policial eficiente, presente e padronizado, independentemente do tamanho do município ou da distância em relação aos grandes centros.

Para enfrentar essa realidade, o DPI tem investido fortemente na integração de sistemas, na modernização dos procedimentos e na padronização das rotinas policiais.

Isso permite otimizar equipes, viabilizar modelos como o plantão policial integrado e assegurar que as delegacias atuem de forma coordenada, com maior eficiência e qualidade no serviço prestado à população.

Fale sobre o novo sistema que está em implantação e que promete levar atendimento da Delegacia da Mulher a mais municípios.

A DAM Virtual nasce justamente para ampliar o acesso das mulheres ao atendimento especializado da Polícia Civil. A proposta é utilizar a tecnologia para garantir que meninas e mulheres vítimas de violência doméstica, mesmo em municípios pequenos ou distritos mais distantes, possam ser atendidas por uma equipe preparada, composta por mulheres e coordenada por uma Delegada de Polícia.

Esse atendimento será feito por videochamada, com acolhimento humanizado e especializado. A vítima poderá registrar o boletim de ocorrência, prestar suas declarações, apresentar documentos e, quando necessário, ter o pedido de medida protetiva encaminhado ao Poder Judiciário.

O objetivo é simples e muito importante: fazer com que a proteção chegue onde a vítima está. A tecnologia, nesse caso, não substitui o atendimento humano; ela aproxima a Polícia Civil da mulher que precisa de ajuda, especialmente nos locais onde ainda não há uma Delegacia da Mulher instalada fisicamente.

Considerando os altos índices de violência contra a mulher, em que MS é o segundo Estado com mais feminicídios do País, qual é a importância da implantação desse sistema para a segurança pública?

A principal importância é a universalização do atendimento especializado. A DAM Virtual permitirá que mulheres de todos os municípios tenham acesso a um serviço qualificado, acolhedor e direcionado às situações de violência doméstica e familiar.

É possível, inclusive, que a melhoria do atendimento gere um aumento inicial nos registros. Mas isso não deve ser interpretado, necessariamente, como aumento da violência.

Muitas vezes, significa que mais mulheres passaram a confiar no serviço público, conseguiram pedir ajuda e deixaram de permanecer invisíveis para o sistema de proteção.

Esse é um ponto muito relevante. A violência doméstica ainda possui muitas cifras ocultas, ou seja, muitos casos que acontecem, mas não chegam ao conhecimento da Polícia.

Quando ampliamos o acesso ao atendimento, conseguimos proteger mais mulheres, produzir dados mais fiéis à realidade e subsidiar políticas públicas mais eficazes.

Portanto, a DAM Virtual tem dupla importância: protege a vítima no caso concreto e, ao mesmo tempo, melhora a capacidade do Estado de compreender e enfrentar o fenômeno da violência contra a mulher.

O Garras realizou recentemente uma operação em Coxim para tentar conter conflitos entre facções criminosas. Essa é uma das principais preocupações para as delegacias de fronteira e do interior?

O combate aos crimes violentos e à atuação de grupos criminosos está entre as prioridades da segurança pública no interior do Estado. Essa não é uma preocupação restrita às regiões de fronteira; é uma pauta que exige atenção permanente em todas as regiões onde há sinais de expansão ou reorganização de grupos criminosos.

A Polícia Civil, em conjunto com a Polícia Militar e outras forças de segurança, tem acompanhado de perto esse cenário. As ações não são isoladas. Elas envolvem inteligência, troca de informações, investigações qualificadas e operações integradas.

Recentemente, além da atuação em Coxim, também foram desencadeadas ações em outras regiões do Estado, com participação de unidades da Polícia Civil do interior, da Capital, da Polícia Militar, da Polícia Rodoviária e de outros órgãos do sistema de segurança pública.

O ponto central é que o Estado está atento e atuante. A resposta passa por investigação, integração e atuação coordenada, sempre com foco na prevenção de novos crimes, na prisão de envolvidos e na desarticulação desses grupos.

Como a Polícia Civil tem atuado para combater a atuação dessas facções no interior de MS?

A principal ferramenta é a inteligência policial. O enfrentamento a grupos criminosos exige informação qualificada, integração entre instituições e capacidade de agir de forma rápida e coordenada.

As forças de segurança têm trabalhado em grupos integrados, com troca constante de informações e planejamento conjunto de ações preventivas e repressivas. Isso permite identificar lideranças, mapear rotas, compreender a movimentação de criminosos e antecipar conflitos.

Mato Grosso do Sul possui uma posição geográfica estratégica. O Estado faz fronteira com países que são rotas conhecidas do tráfico de drogas e também enfrenta a entrada ilegal de armas pelo mercado clandestino. Essa condição exige atenção redobrada.

Além disso, a consolidação da Rota Bioceânica representa uma transformação logística importante para o Estado. Ela trará desenvolvimento, integração e novas oportunidades econômicas, mas também exigirá das forças de segurança uma preparação ainda maior para prevenir possíveis novas rotas de circulação de ilícitos.

Por isso, a Polícia Civil tem trabalhado com planejamento, tecnologia, integração com a Polícia Militar, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, enfim, coordenada com os demais órgãos do sistema de segurança pública, e fortalecimento das estruturas investigativas no interior.

Quais projetos o senhor pretende implantar ou consolidar ao longo da gestão das delegacias do interior? 

Alguns projetos importantes já estão em execução e vêm mudando a forma de atuação da Polícia Civil no interior. O Inquérito Policial Digital e o IntegraJus Mulher, por exemplo, já são realidade e representam avanços importantes na modernização dos procedimentos, na redução de burocracias e na maior rapidez na tramitação das medidas protetivas.

A DAM Virtual é outro projeto estratégico. O piloto deve ser iniciado ainda este mês, com expectativa de consolidação como serviço permanente ao longo do segundo semestre. É uma iniciativa que amplia o alcance da Polícia Civil e melhora o atendimento às mulheres em situação de violência.

Ainda no campo do enfrentamento à violência doméstica, a Polícia Civil avança para, neste ano, assegurar atendimento especializado e humanizado a 100% da população por meio das Salas Lilás. Atualmente, já são 63 unidades instaladas no Estado, com cobertura estimada de 98% da população.

Esses espaços foram estruturados para oferecer acolhimento adequado, reservado e sensível às vítimas de violência doméstica e familiar, constituindo uma ferramenta essencial para qualificar o primeiro atendimento. Além disso, as Salas Lilás também serão empregadas como pontos de apoio para o acolhimento das vítimas atendidas pela DAM Virtual, integrando tecnologia, presença territorial e atendimento humanizado.

Também estamos trabalhando no fortalecimento das Seções de Investigações Gerais, as SIGs, nas cidades-sede das Delegacias Regionais. A ideia é ampliar a capacidade investigativa e operacional do interior, com equipes padronizadas, integradas e preparadas para atuar em crimes violentos, crimes complexos e investigações que exigem técnicas mais especializadas.

Outro ponto relevante é que a Polícia Civil receberá, em breve, um importante reforço estrutural, com a chegada de novos servidores que estão concluindo o curso de formação na Academia de Polícia, além de novas viaturas policiais e pistolas Glock, calibre 9 milímetros.

Trata-se de um aporte expressivo de pessoal, equipamentos e tecnologia, resultado de um esforço institucional conduzido pelo delegado-geral da Polícia Civil, dr. Lupersio Degerone Lúcio, com o objetivo de fortalecer a capacidade operacional, investigativa e de atendimento da instituição em todo o Estado.

Em resumo, a gestão do Departamento de Polícia do Interior tem buscado modernizar procedimentos, integrar unidades, fortalecer a investigação e garantir que a população do interior receba um serviço cada vez mais eficiente, humano e qualificado. 

{ PERFIL }

Jairo Carlos Mendes 

Ingressou na Polícia Civil do Estado no ano de 1990. Desempenhou atividades em várias delegacias como 4ªDP, Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), Grupo de Operações Especiais (GOE), Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), destacando-se sua passagem pela 5ª Delegacia de Polícia de Campo Grande-MS, onde atuou por 8 anos.

Também exerceu funções de corregedor geral de Polícia. Atuou ainda como diretor do Departamento de Recursos e Apoio Policial (Drap). Atualmente é diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI).

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