Cidades

REGULAMENTAÇÃO

Mais Social: Famílias poderão receber auxílio de R$ 200 por dois anos

Governo regulamentou a lei que institui o benefício; Veja se você se enquadra

Continue lendo...

Famílias que forem cadastradas como beneficiárias do Programa Mais Social poderão receber o auxílio, de R$ 200, por dois anos, podendo haver prorrogação por mais 24 meses após avaliação da situação socioeconômica do beneficiário.

Governo de Mato Grosso do Sul regulamentou, através de decreto publicado hoje no Diário Oficial do Estado, a lei que institui o programa que concederá benefício de R$ 200 mensais a famílias de baixa renda do Estado.

Os beneficiários deverão cumprir uma séria de regras para não perder o direito ao auxilio, que será concedido um por família, e não por pessoa.

Últimas Notícias

É considerada família em situação de vulnerabilidade aquela com renda mensal familiar per capita menor ou igual meio salário mínimo nacional vigente, que neste ano é de R$ 1.100,00.

Para fins de inclusão ou de exclusão do beneficiário ao Programa, a renda familiar será aferida levando-se em consideração o período correspondente aos três meses que antecedem a data da apuração.

Conforme o decreto, o valor será creditado em um cartão próprio, que será disponibilizado aos beneficiários do programa, exclusivamente para compra de itens alimentícios e de higiene pessoal, sendo  proibida a aquisição de bebida alcoólica e produtos a base de tabaco.

O benefício é de caráter temporário e não configura direito adquirido.

A utilização do cartão de forma indevida, por pessoa diversa do titular e para fins contrários aos previstos na lei , acarretará na exclusão do beneficiário.

São requisitos para a inscrição como beneficiário do Programa Mais Social:

  • estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), mediante apresentação do Número de Identificação Social (NIS);
  • comprovar a inscrição de todos os membros da família no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), mediante apresentação dos referidos documentos;
  • ter renda mensal familiar per capita igual ou inferior a 1/2 (meio) salário mínimo nacional vigente;
  • residir, ininterruptamente, no Estado de Mato Grosso do Sul há pelo menos dois anos;
  • não ser beneficiário de outro programa social estadual, com a mesma finalidade;
  • realizar a opção, de forma expressa, pela adesão ao Programa Mais Social na hipótese de este ser impeditivo ao acesso a benefícios sociais concedidos pela União.

Obrigações

O beneficiário do Programa Mais Social deverá comprometer-se a frequentar curso de alfabetização de jovens e adultos ou participar de reuniões socioeducativas, quando for analfabeto ou semianalfabeto.

A pessoas alfabetizadas deverão participar de cursos profissionalizantes, de qualificação profissional ou voltados à geração de emprego e renda, promovidos pelos órgãos públicas ou parceiros.

Gestantes deverão realizar, periodicamente, o exame pré-natal.

A família beneficiária também deverá participar de programas e de campanhas públicas voltadas à prevenção e ao combate ao câncer de mama, de colo de útero e de próstata, alpem de programas  públicos de combate à desnutrição.

Carteiras de vacinação atualizadas de todos os membros da família deverão ser apresentadas quando solicitadas.

Também é requisito para participar do Mais Social manter o ambiente familiar em condições mínimas de higiene; participar de reuniões de pais e responsáveis na unidade escolar frequentada pelos dependentes menores de idade; acompanhar a frequência e o rendimento escolar dos dependentes menores de idade e manter atualizadas ou revalidadas as informações constantes do CadÚnico durante todo o prazo em que for beneficiário do Programa.

Todas as obrigações devem ser cumpridas rigorosamente, sob pena de exclusão do programa.

Exclusão

Além do não cumprimento das obrigações listadas acima, o beneficiário também será suspenso do programa caso tenha filhos menores de 16 anos em atividade laboral, exceto na condição de melhor aprendiz.

Mudança de endereço sem aviso prévio também é passível de penalização. Nestes dois casos, o benefício pode ser restabelecido após nova avaliação.

No entanto, há situações que geram a expulsão do Mais Social. São elas:

  • não preenchimento dos requisitos para obtenção do benefício;
  • mudança para outro Estado da Federação;
  • utilização indevida do Cartão Mais Social;
  • perda ou suspensão da guarda dos filhos;
  • evasão escolar pelos dependentes;
  • não utilização do benefício por 3 três meses consecutivos ou 5 cinco meses alternados;
  • ausência de atendimento ao perfil do Programa, aferida em visita da equipe da localidade onde residir para a avaliação prevista no decreto;
  • mudança para município diverso no qual não haja vaga para inclusão no Programa;
  • falecimento;
  • desistência ou abandono de cursos ofertados;
  • participação em outro Programa Estadual com a mesma finalidade do Mais Social;
  • apresentação de documentação ou prestação de declaração falsas, bem como fraude ou uso de meios ilícitos visando à concessão ou à manutenção do benefício.

Mais Social

O Programa Mais Social concederá um benefício de R$ 200 mensais, creditados mensalmente em cartão específico, a 100 mil famílias de baixa renda de Mato Grosso do Sul.

O objetivo é atender famílias em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar e nutricional, fornecendo acesso à alimentação básica.

Os beneficiários serão incluídos gradativamente, conforme a disponibilidade orçamentária e financeira do Estado. 

No mês de dezembro de cada ano, o valor poderá ser dobrado, exclusivamente no mês, a título de benefício de fim de ano.

As famílias indígenas beneficiárias do programa receberão, mensalmente, cesta de alimentos, de acordo com o valor estabelecido pelo Executivo Estadual.

Já as famílias beneficiárias do Programa Vale Renda serão migradas, automaticamente, para o Programa Mais Social.

Atualmente, o Vale Renda atende 30 mil famílias, com o valor de R$ 180 e o pagamento será mantido até que haja a migração completa dos beneficiários para o novo programa.

A cobertura estimada do Mais Social é de R$ 182 milhões por ano.

“É um governo que não é só o concreto, o asfalto. É um governo sensível à sociedade, aos carentes e aos mais pobres. Cem mil famílias serão atendidas com o cartão magnético e poderão efetuar a compra de alimentação e insumos para a sua higiene”, relatou o secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Sérgio Murilo Mota.

O governo de Mato Grosso do Sul, por meio de técnicos da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho(Sedhast), já iniciou o levantamento que vai apontar quais famílias se enquadram nos critérios do Programa Mais Social.

A relação de famílias beneficiadas, e também as excluídas, será publicada no Diário Oficial do Estado.

ATÉ HOJE!

TRE amanhece com fila imensa no último dia para regularizar título eleitoral

Estima-se que havia aproximadamente 600 pessoas e, cada uma, deva esperar cerca de 4 horas até chegar sua vez

06/05/2026 09h40

Fila quilométrica para regularizar título de eleitor no último dia de prazo

Fila quilométrica para regularizar título de eleitor no último dia de prazo MARCELO VICTOR

Continue Lendo...

Memorial da Cultura, filial temporária do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) em Campo Grande, amanheceu com uma fila imensa, na manhã desta quarta-feira (6), último dia para regularizar o título eleitoral em Mato Grosso do Sul.

A fila gigantesca de “perder a vista” dá várias voltas e chegava a dobrar o quarteirão. Estima-se que havia aproximadamente 600 pessoas e, cada uma, deva esperar cerca de 4 horas até chegar sua vez.

O primeiro chegou às 22 horas de terça-feira (5) e dormiu na fila. Outros madrugaram e chegaram às 4 horas da manhã desta quarta-feira (6) para garantir seu lugar.

Veja fotos da fila quilométrica:

* Fotos: Marcelo Victor

A diretora-geral do TRE-MS, Tatiana Quevedo, afirmou que todas as pessoas que procurarem atendimento até as 18 horas desta quarta-feira (6) serão atendidas.

“Quem comparecer até às 18 horas, nós garantimos que será atendido, nós garantimos que a pessoa que vier buscar os serviços eleitorais, de alguma forma, terá esse serviço prestado. Se essa pessoa estiver no último lugar da fila, lá fora, ela vai ser atendida hoje”, afirmou a diretora.

Os últimos dias também têm sido movimentados. Os servidores do TRE atenderam 2.233 pessoas na terça-feira (5), 1.933 pessoas na segunda-feira (4) e 800 pessoas na sexta-feira (1°), 800 no sábado (2) e 800 no domingo (3).

“Movimento muito intenso. Os nossos números do interior também são expressivos, principalmente nas principais cidades. Mas a capital é onde o movimento tem se mantido mais intenso e grandioso. Nesses últimos dias, temos observado muitos jovens tirando o primeiro título. A gente tem muita gente também com a inscrição cancelada e fazendo regularização. Como também tem muitos eleitores fazendo a transferência, vem de outra cidade ou eleitor que mora em Campo Grande e quer mudar o local de votação”, explicou.

ÚLTIMO DIA

Hoje, 6 de maio, termina o prazo para:

  • realizar transferência de domicílio
  • transferir endereço ou local de votação
  • tirar o primeiro título eleitoral
  • realizar revisão eleitoral
  • atualizar dados cadastrais
  • atualizar cadastro de biometria

Após essa data, o cadastro eleitoral será fechado e não será possível fazer alterações ou transferências. O encerramento ocorre 150 dias antes da eleição, de acordo com a Lei das Eleições nº 9.504/1997.

Caso contrário, não poderá votar nas eleições de outubro, que ocorrerão em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno).

Os motivos que levam um título ser cancelado são:

  • deixar de votar
  • deixar de justificar a ausência às urnas em três eleições consecutivas
  • não comparecer à revisão do eleitorado
  • entre outros

COMO REGULARIZAR?

A regularização pode ser feita presencialmente, diretamente nos Cartórios Eleitorais.

Em Campo Grande, o eleitor pode regularizar seu título, das 8h às 18h, no Memorial da Cultura, localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, número 559, Centro.

No interior de MS, basta se deslocar a um cartório eleitoral mais próximo, na cidade em que reside, das 12h às 18h.

DOCUMENTOS - os documentos necessários para regularização são:

  • documento oficial com foto que comprove sua identidade
  • título eleitoral ou e-Título
  • comprovantes de votação
  • comprovantes de justificativas eleitorais
  • comprovante de dispensa de recolhimento ou, caso não tenha sido dada baixa, os comprovantes do recolhimento das multas

ELEIÇÕES 2026

Brasileiros vão às urnas em 4 de outubro (1° turno) e 25 de outubro (2° turno) para eleger parlamentares para o mandato 2027-2030).

Os cargos em disputa são presidente da República, governadores, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e deputados estaduais/distritais.

Redes sociais

Erika Hilton 'descasca' Adriane Lopes por lei que impede uso de banheiros por mulheres trans em MS

Para a deputada, lei seria uma "cortina de fumaça" para as denúncias de corrupção envolvendo o nome de Adriane

06/05/2026 08h45

Nas redes sociais, deputada expõe investigações envolvendo o nome de Adriane Lopes

Nas redes sociais, deputada expõe investigações envolvendo o nome de Adriane Lopes Montagem Correio do Estado

Continue Lendo...

A deputada federal Erika Hilton (PSOL/SP) afirmou em suas redes sociais que a Lei Municipal 7.615/2026 sancionada pela prefeita Adriane Lopes (PP), que estabelece diretrizes para o uso de banheiros públicos com base no critério de “mulheres biológicas”, foi uma tentativa da política de mudar o foco das investigações por corrupção para gerar comoção. 

Segundo a deputada, Campo Grande lidera rankings de índice de feminicídio e de pior prefeitura do País. A união dos dois fatos serviria para explicar a lei. 

"Sabendo que o enfrentamento ao feminicídio causaria prejuízo com o eleitorado conservador, machista e misógino, os políticos de Campo Grande precisam fingir que estão 'defendendo' alguma mulher. Já a prefeita Adriane Lopes, extremamente impopular e cheia de investigações por CORRUPÇÃO nas costas, precisa mudar de assunto e gerar alguma comoção", afirmou Erika. 

Aprovada na última quarta-feira (22), a lei institui na Capital a "Política Municipal de Proteção da Mulher", que estabelece que banheiros femininos em espaços públicos sejam destinados exclusivamente a mulheres biológicas, ou seja, proíbe a entrada de pessoas trans nestes locais. 

A lei afirma que garantir a utilização de banheiros exclusivos às mulheres biológicas é forma de "resguardar a sua intimidade e de combater todo tipo de importunação ou de constrangimento".

Para Erika, a lei é "inconstitucional" e "inaplicável", abrindo precedentes para que "políticos e/ou pervertidos tentem fiscalizar os órgãos de mulheres e meninas nas portas de banheiros" ou, ainda, para que "pessoas odiosas se sintam autorizadas a violentar mulheres trans ou qualquer mulher que fuja do padrão de beleza em banheiros, como mulheres negras e lésbicas". 

Ainda em sua postagem, Hilton enumera investigações envolvendo o nome de Adriane, como o desvio de R$ 156 milhões da saúde pública de Campo Grande, o investimento de R$ 1,2 milhão do dinheiro de aposentados no Banco Master, denúncia de R$ 24,4 milhões para manutenção de semáforos e indícios de fraudes em processos licitatórios com superfaturamento de R$ 62 milhões. 

Ofício

Ainda ontem (5), Erika encaminhou um ofício à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a Lei, pedindo a análise da constitucionalidade da norma e a adoção de medidas para levá-la ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No documento enviado à PGR, a deputada sustenta que a legislação “segrega mulheres trans e travestis ao proibir que usem banheiros públicos de acordo com sua identidade de gênero” e afirma que a norma cria um ambiente de "constrangimento generalizado".

Entenda o Projeto de Lei

A Lei foi sancionada pela Prefeita Adriane Lopes no dia 22 de abril e publicada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande). Ela restringe o uso de banheiros femininos apenas a mulheres "biológicas", vetando o uso por mulheres transexuais. 

A medida integra a "Política Municipal de Proteção da Mulher", instituída em todo o município de Campo Grande. 

O projeto é de autoria do vereador André Salineiro (PL) e foi aprovado em uma votação apertada na Câmara dos Vereadores no dia 26 de março, com 13 votos favoráveis e 11 contrários, além de ter um debate acalorado.

De acordo com o texto, a Política Municipal de Proteção da Mulher terá os seguintes objetivos:

  • I - aplicar a equidade, levando em consideração os aspectos biológicos comuns das mulheres;
  • II - garantir a utilização de banheiros exclusivos às mulheres biológicas, como forma de resguardar a sua intimidade e de combater todo tipo de importunação ou de constrangimento;
  • III - promover palestras, aulas, audiências e debates acerca da importância da valorização da mulher em todos os segmentos sociais.

O item que previa "promover a concorrência, em igualdade biológica de condições, nos critérios de avaliação de certames públicos municipais, bem como nas práticas esportivas que contemplarem testes de aptidão física" foi vetado pela Prefeita na publicação oficial. 

A lei também determina a adaptação de estruturas públicas e a fiscalização de estabelecimentos privados para garantir o cumprimento das medidas e evitar qualquer tipo de constrangimento às mulheres.

Além disso, o município não poderá apoiar ou patrocinar eventos esportivos que não considerem o sexo biológico das participantes.

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).