Cidades

Ocupação

Fazendeiros acusam guerrilheiros do Paraguai de treinar indígenas

Ocupação começou no último fim de semana e houve confronto; um índio morreu

CELSO BEJARANO, DE ANTÔNIO JOÃO

31/08/2015 - 07h00
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Guerrilheiros ligados ao Exército do Povo Paraguaio, o EPP, organização composta por radicais de esquerda e que prega o domínio do poder pela revolução e a imposição da reforma agrária universal, estariam treinando e municiando com armas os guarani-caiuás, índios que invadiram fazendas na região do município de Antônio João, na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

Índios e fazendeiros enfrentam clima tenso há dez dias, período que ocorreram sete invasões e a retomada à força de duas áreas na região, anteontem.

Na reocupação das fazendas Barra e Fronteira, um índio foi morto com tiro no rosto e outros três guarani, feridos, fugiram para a mata. 

Até o fim da tarde de ontem, eles não tinham sido localizados. Uma mulher índia e um bebê da aldeia também ficaram feridos com tiros de balas de borracha. Depois do confronto, os arredores das fazendas foram policiados por ao menos 40 homens da Força Nacional e também do Departamento de Operações de Fronteira, o DOF.

A suspeita de que o EPP estaria armando os índios é informação recorrente entre os fazendeiros, no entanto, quando o assunto é tratado oficialmente, poucos concordam em comentar o caso. “Soube disto por fonte segura, o EPP está armando os índios, financiando os índios, isto é muito provável”, disse o produtor Marcos Almirão, dono de fazenda próxima a Antônio João.

*A matéria de Celso Bejarano está na edição de hoje do Correio do Estado.

CONFRONTO

Jovem de 21 anos morre em confronto com a PM em distrito de Maracaju

Polícia apreendeu cerca de 22 quilos de maconha, revólver e tornozeleira eletrônica rompida em imóvel no distrito de Vista Alegre

01/11/2026 08h30

Polícia Militar apreendeu cerca de 22 quilos de maconha, revólver calibre .38 e tornozeleira eletrônica rompida durante ocorrência em Vista Alegre, distrito de Maracaju

Polícia Militar apreendeu cerca de 22 quilos de maconha, revólver calibre .38 e tornozeleira eletrônica rompida durante ocorrência em Vista Alegre, distrito de Maracaju Reprodução: Maracaju Speed

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Uma jovem de 21 anos morreu após ser baleado durante uma ação da Força Tática do 15° Batalhão da Polícia Militar, na tarde deste sábado (31), no distrito de Vista Alegre, em Maracaju, a cerca de 160 quilômetros de Campo Grande. Na ocorrência, os policiais apreenderam aproximadamente 22 quilos de maconha, uma arma de fogo e uma tornozeleira eletrônica danificada. 

Conforme divulgado no portal de notícia Maracaju Speed, o rapaz foi identificado como João G. G. Fleitas, ele foi atingido durante uma abordagem policial em uma residência localizada na Rua Vitória Alves Marcondes. João chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com informações policiais, a equipe realizava diligência após receber denúncias sobre o armazenamento e a comercialização de drogas na região. Durante o patrulhamento, os militares encontraram dois homens em frente a um imóvel.

Ao perceberem a aproximação da viatura, os suspeitos fugiram. Um deles correu pela rua e não foi localizado, enquanto João entrou na residência.

Segundo o relato da Polícia Militar, os agentes acompanharam o jovem até o imóvel e, durante a abordagem, ele teria apontado um revólver em direção à equipe. Os policiais efetuaram disparos, que atingiram o suspeito.

O rapaz foi encaminhado ao pronto-socorro da cidade, onde a morte foi constatada.

Conforme informações dos setores de inteligência policial, João possuía antecedentes criminais e seria ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Concurso

Terceira edição do CNU pode ter até 3 mil vagas

Edital depende da aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual

31/10/2026 21h00

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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Quem pretende fazer concurso público em 2027 pode se preparar. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), existe a expectativa de um novo Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) no próximo ano com até 3 mil vagas. 

A realização do certame, porém, depende da aprovação, pelo Congresso Nacional, do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que permita espaço fiscal para preenchimento de novas vagas no serviço público.

Na nota enviada à Agencia Brasil, o MGI diz que considera o CNPU “uma política pública de renovação, modernização e democratização do acesso ao serviço público federal” e que a ideia é que ele se consolide como um processo permanente de seleção de servidores, com edições realizadas em ciclos regulares, idealmente a cada dois anos.

O CNPU foi criado em 2023 pelo governo federal e ficou conhecido como “Enem dos Concursos”. O objetivo foi centralizar os processos seletivos para contratação de servidores públicos em diversos órgãos do Poder Executivo federal e aumentar os locais de prova pelo país.

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