Cidades

Tratativas

Federação dos servidores públicos reivindicará reajuste salarial de 20% junto ao Governo de MS

A correção deve impactar cerca de 40 mil servidores em todo o Estado

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A Federação Sindical dos Servidores Públicos Estaduais e Municipais do Estado de Mato Grosso do Sul (Feserp) realizou  nesta semana, a primeira reunião para estabelecer as reivindicações salariais dos servidores, que será levada ao Governo do Estado neste ano.

Com cerca de 40 mil servidores e data-base (período do ano em que a categoria negocia reajustes salariais) em maio de todo ano, a Feserp congrega sindicatos estaduais e municipais que representam todos os setores do funcionalismo, exceto professores. 

Os servidores estabeleceram que irão reivindicar a reposição das perdas inflacionárias sobre os salários do ano de 2022 que somam 5,77%, e também das perdas inflacionárias acumuladas nos 18 meses ao longo dos anos 2020 e 2021. No total, a Feserp defende reposição salarial de 20%.

De acordo com a federação, a medida também balizará as ações dos sindicatos municipais de servidores, uma vez que os sindicalistas informaram que, cada sindicato, irá negociar de forma separada, com Governo do Estado, prefeituras, questões funcionais e específicas de cada categoria. 

Além do reajuste, de acordo com a presidente da Feserp, Lílian Fernandes, os sindicalistas incluíram na pauta o pagamento do vale-alimentação de R$ 500 reais aos servidores que recebem menos de cinco salários-mínimos mensais. 

“A ampliação da escala de trabalho de 6 para 8 horas impactou demasiadamente sobre o custo suportado pelos trabalhadores no intervalo intrajornada”, esclareceu a sindicalista Lílian Fernandes ao defender o vale-alimentação. 

Cabe destacar que a Lei Complementar 173 permitiu a estados e municípios receberem recursos federais para o combate à pandemia, tendo como contrapartida, restrições ao aumento de despesas, dentre estas, limitações  à contratação de pessoal e proibição de reajustes para servidores públicos.

As tratativas chegaram em um consenso sobre a suspensão da contagem de tempo de serviço dos servidores para alguns fins, como para a aquisição de anuênios, triênios, quinquênios e benefícios similares.

Lilian Fernandes destacou  que a Federação e os sindicatos filiados querem também discutir as modalidades de trabalho mais adequadas e produtivas, sejam estas de forma presencial ou remota. 

Outra pauta debatida foi a interrupção do desconto previdenciário de 14% dos aposentados  que recebem abaixo do teto salarial, hoje estabelecido em R$ 7.507,00.

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TRIBUNAL DO JÚRI

Colegas de trabalho entregaram homem que matou esposa e filha à polícia

Em depoimento, funcionário relatou que mostrou conversas do acusado ao gerente, que repassou o material ao patrão e, depois, à polícia; réu nega ter planejado os assassinatos e diz que testemunhas mentem

27/05/2026 12h02

 João Augusto Borges é julgado nesta quarta-feira (27), em Campo Grande, pelo assassinato da companheira Vanessa Eugênia Medeiros e da filha do casal, Sophie, de 10 meses

João Augusto Borges é julgado nesta quarta-feira (27), em Campo Grande, pelo assassinato da companheira Vanessa Eugênia Medeiros e da filha do casal, Sophie, de 10 meses Marcelo Victor

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O julgamento de João Augusto Borges, acusado de matar a companheira Vanessa Eugênia Medeiros, de 23 anos, e a filha do casal, Sophie Eugênia, de 10 meses, nesta quarta-feira (27), em Campo Grande, trouxe à tona depoimentos que ajudaram a polícia a desmontar a versão inicial apresentada pelo réu após o crime.

Entre os relatos prestados à Justiça, um dos que mais chamam atenção é o do colega de trabalho Welisson, que afirmou ter recebido mensagens e ligações insistentes de João logo após os assassinatos e que mostrou o conteúdo das conversas ao gerente da empresa, responsável por encaminhar o material ao proprietário do estabelecimento e, posteriormente, à polícia.

Conforme o depoimento, João já vinha comentando havia algum tempo com colegas de serviço que pretendia matar Vanessa e a filha do casal. O funcionário afirmou que, inicialmente, ninguém acreditou nas ameaças.

Segundo Welisson, o acusado chegou a perguntar "quem fazia o corre" para matar uma pessoa e, dias depois, voltou a dizer que queria matar a esposa porque ela "não deixava fazer nada". O colega relatou ainda que João falava repetidamente sobre o assunto no ambiente de trabalho.

No dia do crime, o funcionário contou que João saiu para o almoço por volta das 15h e retornou perto das 18h. Ao chegar, teria se aproximado e dito apenas: "Está feito".

Welisson afirmou ainda que João estava com o pescoço arranhado e um dos dedos machucado. Pouco depois, o acusado deixou novamente o trabalho.

Mais tarde, já fora do expediente, o colega relatou que começou a receber mensagens e ligações insistentes de João. Segundo ele, o acusado dizia que "o corpo estava começando a feder" e perguntava onde ele estava, numa tentativa de conseguir ajuda para ocultar os cadáveres e queimá-los.

O funcionário disse que ignorou os contatos e, no dia seguinte, mostrou as conversas ao gerente da empresa. O material foi encaminhado ao patrão, que o repassou à polícia.

Em outro trecho do depoimento, Welisson afirmou ter oferecido ficar com a bebê após João dizer que mataria Vanessa e que "a menina iria junto". Mesmo assim, disse que acreditava se tratar apenas de ameaças.

João, por outro lado, negou durante interrogatório que tivesse planejado os assassinatos. À Justiça, afirmou que matou Vanessa após perder o controle durante uma discussão motivada por compras domésticas e por ter levado um tapa no rosto da companheira.

O réu admitiu os crimes, mas alegou ter agido em um "acesso de raiva". Ele também afirmou que testemunhas mentiram ao dizer que o assassinato havia sido premeditado.

"Essas pessoas estão mentindo. Eu não tinha programado nada", declarou.

João também confirmou que voltou ao trabalho após os assassinatos e, mais tarde, colocou os corpos no carro do pai e ateou fogo em uma área na região do Indubrasil.

Crime chocou Campo Grande

O caso aconteceu na tarde de 26 de maio de 2025, na região do Indubrasil, em Campo Grande. Conforme a investigação, João chamou Vanessa para o quarto sob o pretexto de conversar e a matou com um golpe de "mata-leão". Em seguida, estrangulou a filha do casal, que estava sobre a cama.

Após os assassinatos, ele saiu para trabalhar normalmente. Horas depois, comprou gasolina, colocou os corpos em um carro da família e ateou fogo em uma área da Rua Desembargador Ernesto Borges.

Durante audiência realizada em agosto do ano passado, João afirmou que cometeu os crimes após um "acesso de raiva" depois de levar um tapa da companheira. Na ocasião, também admitiu já ter pensado anteriormente em matar Vanessa e a filha.

O réu foi preso em 27 de maio de 2025 e responde por duplo feminicídio e ocultação de cadáver.

falsificação documental

Esquema de diplomas falsos é alvo da Polícia Civil em interior de MS

Suspeitos ofereciam 'serviço' de falsificação dos documentos e diziam a estudantes de escolas estaduais que não era necessário ir a aulas e provas

27/05/2026 11h30

Divulgação

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga um esquema de falsificação de diplomas do ensino médio em duas cidades do interior do estado, Bataguassu e Santa Rita do Rio Pardo, a 310 e 242 quilômetros da Capital, respectivamente. Os investigados de comprar os documentos falsos são menores de idade.

A investigação iniciou após uma escola estadual identificar irregularidades em documentos apresentados por alguns estudantes. De acordo com as informações policiais os certificados de conclusão do ensino médio eram pagos por pix.

Para conseguir o serviço, os alunos contatavam um dos suspeitos, que prometia emitir os documentos sem necessidade dos alunos frequentarem a escola ou realizarem as provas.

Até o momento, a investigação apreendeu históricos escolares e certificados suspeitos, além dos comprovantes de pagamento feito nas negociações. A polícia aponta o envolvimento de mais de uma pessoa, mas não divulgou identificação e quantos são os envolvidos.

Porém, entre os envolvidos, há indivíduos de fora do ambiente escolar que também adquiriram outros documentos falsos, além de suspeitos maiores de idade, que agiam no contato e abordagem dos 'clientes' e em movimentações financeiras.

As duas cidades que ocorrem a investigação são vizinhas e apresentam distância de aproximadamente 68 quilômetros.

O caso segue em andamento para identificação completa dos envolvidos no esquema, assim como a organização e modus operandi da produção e comercialização da falsificação.

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