Cidades

CAMPO GRANDE

Feminicida de CG tentou matar vizinho por causa de aposta em sinuca

Principal suspeito de assassinar Joseane Oliveira Nunes é acusado de tentativa de homicídio contra um homem, em julho de 2025, após discussão em bar

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Lourival da Cruz Neto, o "Bola", de 19 anos, é o principal suspeito de matar Joseane Oliveira Nunes, na noite desta quarta-feira (19), no bairro Cristo Redentor, em Campo Grande. O casal mantinha relacionamento há cerca de quatro anos e moravam juntos há dois meses. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) ajuizou uma ação penal contra o rapaz por causa de uma tentativa de homicídio, ocorrida em julho de 2025.

Na ocasião, Lourival  tentou matar Wildner Rocha dos Santos, durante a noite do dia 5 de julho de 2025, na Rua Manoel Abrão Lemos, no bairro Mata do Segredo, em Campo Grande. Nos autos o qual a reportagem do Correio do Estado teve acesso, consta que o denunciado e o ofendido tiveram desentendimento anterior em razão de aposta feita em uma partida de sinuca.

De acordo com o documento, Lourival, sem o consentimento da vítima, entrou na residência deste e aguardou sua chegada. Segundo o MPMS, quando Wildner chegava em sua casa, foi surpreendido pelo acusado, o qual, sem dizer nada, partiu para cima dele e desferiu golpes de arma branca.

Na sequência, o vizinho do ofendido acionou a emergência. De acordo com a denúncia, o crime foi praticado por motivo torpe, uma vez que o denunciado agira movido por sentimento de vingança e acerto de contas decorrente de discussão anterior com a vítima.

Relato da vítima

Em seu relato, Wildner Rocha dos Santos disse que estava na residência de Lourival da Cruz Neto, juntamente com a companheira deste e sua mãe, consumindo bebida alcoólica. Posteriormente, todos se dirigiram a um bar localizado na esquina da residência do "Bola", onde estava ocorrendo um torneio de sinuca.

Durante o evento, havia diversas pessoas apostando e consumindo bebida alcoólica. Wildner afirmou que, após perder todo o dinheiro que possuía, decidiu retornar para casa. Ao chegar à residência, encontrou o acusado escondido na varanda, no escuro, ocasião em que foi surpreendido pelas agressões com facão.

Declarou que o motivo das agressões estaria relacionado a uma discussão anterior envolvendo jogo de sinuca e apostas realizadas no bar. Sustentou que o acusado iniciou os golpes imediatamente, sem dizer nada, atingindo seu cotovelo e parte do rosto.

Em seguida, ao tentar segurar o facão, a vítima sofreu cortes na mão e nos dedos, afirmando que dois deles não dobram mais em razão das lesões sofridas. Após as agressões, o acusado fugiu do local.

A vítima afirma, no documento, que ficou seis meses afastado de seu trabalho e não consegue mais realizá-lo, em razão das lesões sofridas.

Versão de Lourival 

Em seu interrogatório, Lourival esclareceu que houve uma briga no bar, em razão de uma disputa no jogo de sinuca.

Disse que a vítima perdeu o jogo e não queria pagá-lo. Além disso, alegou que Wildner lhe bateu no bar. Quando estava descendo para pegar uma marmita, o homem veio para cima de Lourival com uma faca, ocasião que o golpeou com um facão para se defender.

O acusado em seu interrogatório policial confessou ter efetuado golpes de arma branca contra a vítima, mas alegou ter agido em teórica legítima defesa.

Feminicídio

Uma mulher, identificada como Joseane Oliveira Nunes, de 33 anos, foi assassinada com golpes de foice, na noite desta quarta-feira (19), dentro de uma casa na Rua Luiz Hilário Campos Leite, no bairro Cristo Redentor, em Campo Grande. A Polícia Militar aponta o companheiro da vítima, Lourival da Cruz Neto, como o principal suspeito do crime. 

Joseane era mãe de três filhos, de 17, 15 e 11 anos. A área foi isolada para o trabalho da perícia e a coleta de elementos que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias do crime.

Equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), da Polícia Militar e do Grupo de Operações e Investigações (GOI) estiveram no local. 

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Mais da metade dos moradores de rua é usuária de drogas

Ao todo, 1.476 pessoas foram identificadas em situação de rua em Campo Grande durante a pesquisa, das quais 64,6% disseram já ter saído e retornado depois

20/08/2026 08h00

Foto: Paulo Ribas

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Levantamento feito pelo Grupo de Trabalho Intersetorial da População em Situação de Rua (GT-PSR), que reúne diversas instituições, identificou que 1.476 pessoas estão em situação de rua em Campo Grande. Dessas, 62,3% apontam o uso de substâncias psicoativas como o fator determinante.

A pesquisa foi realizada no dia 30 de setembro do ano passado, mas os dados foram apresentados ontem pelos órgãos responsáveis: Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), Secretaria-Executiva de Gestão Estratégica e Municipalismo (Segem), Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS), Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Associação Águia Morena de Redução de Danos.

Dependência química é o principal fator que faz com que pessoas continuem nas ruas da Capital - Foto: Paulo Ribas 

De acordo com os dados levantados, das 1.476 pessoas identificadas, 842 (57%) estavam em via pública, as outras 634 (43%) se encontravam em acolhimento.

A pesquisa mostra que o perfil geral dos acolhidos é de homens pardos, com idade média de 39,6 anos. E a maior parte dessas pessoas está concentrada entre a região Central da Capital – 566 (40%) – e a região Anhanduizinho – 363 (25,6%).

Feita pela primeira vez, a pesquisa mostrou que, entre os motivos que levaram essas pessoas a estarem nesta situação, o uso de drogas foi o fator mais mencionado em associação ao ingresso da vida na rua (62,3%) e 59,1% dizem que os entorpecentes os fazem permanecer nesta situação. 

“Conflito/ruptura familiar” (35,4%) e “perda de trabalho/renda” (19,8%) também foram citados como motivadores da vida nas ruas.

Outro dado mostra que, para a maioria das pessoas em situação de rua (64,6%), este é um cenário recorrente, ou seja, em algum momento elas até conseguiram sair das ruas, mas acabaram retornando. Porém, 34,2% afirmam que estão vivendo pela primeira vez nesta situação.

Em relação ao tempo de permanência nas ruas, 37% dos entrevistados contaram que estão há cerca de seis meses, entretanto outros 32,3% dizem que já ultrapassam seis anos em situação de rua.

EDUCAÇÃO E TRABALHO

Apesar de a maioria das pessoas em situação de rua ser de homens, há algumas diferenças entre os perfis de quem está acolhido em uma instituição e das pessoas que de fato vivem nas ruas.

Em via pública 81,1% são homens (683), 18,2% são mulheres (153) e apenas 0,7% (6) são crianças. Já entre os abrigados, apesar de a proporção de homens e mulheres ser quase a mesma da registrada nas ruas (80% homens e 18,5% mulheres), cresce a presença de crianças nos abrigos (7,3%, ou 46).

O estudo diz que entre os acolhidos concentram-se mais mulheres cis e estrangeiros. Além disso, 42,2% no acolhimento dizem ter o Ensino Médio, dado que cai para 28,5% para quem está nas ruas.

Ainda sobre a educação, em dados gerais, sem o recorte por localidade, 93% afirmam saber ler e escrever, mas 30,4% estão apenas alfabetizados e 23,3% concluíram o Ensino Fundamental.

Sobre a fonte de renda, apenas 2,7% têm vínculo formal de trabalho, enquanto o trabalho informal representa 45,6% em situação de rua e apenas 9,4% no acolhimento. Entre acolhidos, 73,4% não trabalham.

A principal atividade de geração de renda registrada na rua foi a coleta de materiais recicláveis, citada por 37,3% dos entrevistados que vivem em situação de rua.

Conforme a coordenadora do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh), defensora pública Thaisa Raquel Medeiros de Albuquerque Defante, os resultados permitirão que os órgãos públicos tenham informações para elaborar estratégias mais assertivas destinadas à população em situação de rua.

“O relatório já foi encaminhado aos órgãos que trabalham com esses dados para acompanhamento das políticas aplicáveis”, afirma. 

FEMINICÍDIO

Mulher é assassinada a golpes de foice dentro de casa em Campo Grande

O principal suspeito é o companheiro de Joseane Oliveira Nunes, que permanece foragido

20/08/2026 07h45

Joseane Oliveira Nunes era mãe de três filhos

Joseane Oliveira Nunes era mãe de três filhos Reprodução

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Uma mulher, identificada como Joseane Oliveira Nunes, de 33 anos, foi assassinada com golpes de foice, na noite desta quarta-feira (19), dentro de uma casa na Rua Luiz Hilário Campos Leite, no bairro Cristo Redentor, em Campo Grande. A Polícia Militar aponta o companheiro da vítima, com quem convivia há quatro anos, como o principal suspeito do crime. 

O caso é investigado como suspeita de feminicídio. Se confirmado, este será o 22º caso em Mato Grosso do Sul. Joseane era mãe de três filhos, de 17, 15 e 11 anos

A área foi isolada para o trabalho da perícia e a coleta de elementos que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias do crime.

Equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), da Polícia Militar e do Grupo de Operações e Investigações (GOI) estiveram no local. Até o momento da publicação desta matéria, o suspeito segue foragido e as polícias fazem as buscas pelo indivíduo.

Este pode ser o quarto caso de feminicídio em Campo Grande em 2026.

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