Cidades

NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

Festa da padroeira terá quermesse e shows durante 10 dias; Veja programação

Festividades são em comemoração ao dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padroeira do Estado

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O Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro realiza, entre os dias 23 de junho e 2 de julho, a 6ª edição da Festa da Padroeira, em comemoração ao Dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, celebrado em 27 de junho.

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é padroeira de Mato Grosso do Sul e de cinco cidades: Antônio João, Bodoquena, Caracol, Itaquiraí e Sete Quedas. 

Em agosto do ano passado, o Papa Francisco reconheceu a santa como padroeira do Estadodiante de Deus e da Igreja em todo o mundo.

Neste ano, o tema da festa será: “Maria, ajudai-nos a viver a alegria da santidade”, fazendo memória do pedido do Papa Francisco ao reconhecer, diante de Deus, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro como Padroeira do Estado de Mato Grosso do Sul, segundo a paróquia.

A programação religiosa conta com bênçãos e peregrinação ciclística e motociclística, além de celebrações especiais de missas.

Após cada benção aos motociclistas, ciclistas e motoristas, todos reunidos sairão em procissão com os veículos pela cidade. A carreata este ano será no dia 2 de julho, às 8h,com bênção dos motoristas e dos carros.  

Além da parte religiosa, a tradicional festa social terá shows e quermesse todos os dias, das 18h às 22h30

ara a parte social, a rua Armando de Oliveira, ao lado do Santuário, será interditada da avenida Afonso Pena ao limite do Santuário.  

No local são montadas tendas, palco, praça de alimentação, sonorização, banheiros químicos e iluminação.

A praça de alimentação funcionará todos os dias das 18h às 22h30.

Confira a programação religiosa e shows da Festa da Padroeira:

Dia 23/06 (Sexta-feira): 

Abertura da festa

19h  – Santa Missa

Peregrinação da Pastoral da Música e do Terço dos Homens

Pregador convidado: Dom Henrique Aparecido de Lima, Bispo de Dourados

Shows: Olavo Netto e Duda Marques

Dia 24/06 (Sábado):

19h - Santa Missa

Peregrinação do Encontro de Casais com Cristo e das Equipes de Nossa Senhora

Pregador convidado: Pe. Vander Luiz Casemiro, coordenador arquidiocesano de Pastoral

Shows: Matheus Martins e O Baile do Regis

Dia 25/06 (Domingo):

7h  - Santa Missa | Peregrinação dos Ciclistas

8h - Procissão Ciclística

10h - Santa Missa pelas vocações à vida em família | Peregrinação das crianças e da pastoral da catequese

Pregador convidado: Dom Otair Nicoletti, bispo de Coxim

16h - Santa Missa e hora santa pelas vocações sacerdotais

18h - Santa Missa | Peregrinação dos motociclistas

19h - Santa Missa | Peregrinação dos educadores e profissionais de saúde

Shows: Luizão dos Teclados e Augusto e Leandro

Dia 26/06 (Segunda-feira)

19h - Santa Missa pelas vocações à vida consagrada | Peregrinação dos Missionários Leigos Redentoristas, associações leigas e carismas religiosos

Pregador convidado: Dom João Aparecido Bergamasco, bispo de Corumbá

Shows: Gabriel e Alex e Laço de Ouro

Dia 27/06 (Terça-feira)

Solenidade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

6h - Santa Missa | Peregrinação dos trabalhadores e desempregados

9h - Santa Missa | Peregrinação dos idosos

12h - Santa Missa | Peregrinação do cerco de Jericó

15h - Santa Missa | Peregrinação da Associação Redentorista Filhos de Maria e comunidades terapêuticas

19h - Santa Missa | Peregrinação da Legião de Maria, Mil Ave Marias e pastoral da acolhida

Pregador convidado: Dom Vitório Pavanello, arcebispo emérito de Campo Grande

Show: Eco do Pantanal

Dia 28/06 (Quarta-feira)

Programação de missas, confissões e novenas como de costuma às quartas-feiras

Shows: Donas do Buteco e Carlinhos Campeiro

Dia 29/06 (Quinta-feira)

9h, 15h e 19h - Santa Missa com benção do Santíssimo pelas vocações aos ministérios e serviços na comunidade

Peregrinação do grupo de intercessão, pastoral da liturgia, ministros extraordinários da Comunhão Eucarística e das Exéquias

Pregador convidado: Pe. Ricardo Carlos, inspetor da Missão Salesiana

Show: Projeto Hippie

Dia 30/06 (Sexta-feira)

19h - Santa Missa | Peregrinação dos servidores do altar e do Segue-me

Pregador convidado: Pe. André Márcio Nogueira de Souza, secretário executivo do Regional Oeste 1 da CNBB

Show: Pedro Henrique e Miguel

Dia 1º/07 (Sábado)

19h - Santa Missa | Peregrinação do Apostolado da Oração, Conferência Vicentina e Pastoral do Dízimo

Pregador convidado: Dom Janusz Marian Danecki, bispo auxiliar de Campo Grande

Shows: Ricardo Siqueira e Rancho Grande

Dia 02/07 (Domingo)

7h - Santa Missa | Peregrinação dos motoristas

8h - carreata e benção dos carros e motoristas

10h - Santa Missa | Peregrinação dos advogados e comunicadores

16h - Santa Missa | Peregrinação do coral e das Forças Armadas e Segurança Pública

18h - Procissão e Santa Missa | Encerramento da festa

Pregador convidado: Dom Dimas Lara Barbosa, arcebispo de Campo Grande

Shows: Sidney Francis e Enivan Silva

MEIO AMBIENTE

Pesquisadores querem criar índice para "traduzir" estresse ambiental

Com a ajuda da IA, programa vai traduzir a comunicação da natureza

31/05/2026 23h00

Batizado como Apeiron, palavra grega que significa ilimitado, a pesquisa vai começar os primeiros testes até novembro, em Recife

Batizado como Apeiron, palavra grega que significa ilimitado, a pesquisa vai começar os primeiros testes até novembro, em Recife Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Renato Lino é profeta da chuva, em Quixadá, no Ceará, e aprendeu com o pai que a natureza fala e que dá para traduzir o que ela diz.

“É a catingueira que descasca, é a casinha da maria-de-barro, é o angico e muitas coisas que a gente observa”, explica. 

É observando os seres vivos ao redor, como árvores e passarinhos, que o profeta de 78 anos faz previsões climáticas. “Tudo isso é coisa que a gente vai ajuntando, vai anotando”. Explica o “cientista” do sertão, que só de olhar para que lado está a porta de entrada do Funarius furnus, nome científico do pássaro conhecido como maria-de-barro, ele sabe dizer se vai chover no sertão.

É esse tipo de informação que pesquisadores querem aprender a decodificar usando tecnologia digital e inteligência artificial. A ideia vai começar a ser posta em prática em Recife.

O projeto vai observar seres vivos que fazem parte da cena urbana da cidade para descobrir o que eles estão “falando” sobre o ambiente no qual estão inseridos. Uma espécie de tradutor digital, ou como resume Artur Maia, biólogo e pesquisador do departamento de botânica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): uma Babel reversa.

O projeto vai usar equipamentos para captar os sons emitidos por morcegos, o ritmo de abertura e fechamento das conchas das ostras, a transpiração das aroeiras (árvore nativa da região) e o vôo das abelhas em Recife e comparar com os registros das mesmas espécies em áreas com menor influência humana, como Reserva Ambiental de Saltinho e na APA de Guadalupe, ambas no litoral sul de Pernambuco.

“As respostas metabólicas são particulares de cada organismo, mas muitas vezes isso não é utilizado como informação, simplesmente porque a gente não consegue entender aquela língua”, diz Artur.

“As ostras, por exemplo, tendem a abrir com menor frequência em condições adversas. Ela segura a onda, reduz a frequência de filtração e fica sem se alimentar para se manter naquele ambiente e evitar o acúmulo de metal pesado e outras coisas”. 

Índice de Resiliência Metabólica

Artur explica que é a diferença entre o “ritmo de vida” dessa ostra estressada e o da que vive numa área de proteção que mostra a resiliência metabólica da espécie. “Eu quero verificar o quanto aquele organismo está se esforçando para sobreviver naquele ambiente”, afirma.

A ideia é reunir os dados das respostas metabólicas de cada espécie monitorada para calcular o Índice de Resiliência Metabólica (IRM) do lugar. Algo como um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), mas com parâmetros ambientais.

“O estresse é uma informação que não pode ser fingida.  Essa resposta metabólica existiu, aconteceu. O que a gente quer é, de posse dessa informação, juntar o nervosismo da abelha, a movimentação da ostra mais tranquila, a respiração da aroeira, para ter um índice de resiliência metabólica, que a gente quer padronizar numa escala de 0 a 100”.

Batizado como Apeiron, palavra grega que significa ilimitado, a pesquisa vai começar os primeiros testes até novembro, em Recife, e vai ser conduzido pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (CESAR). 

E assim como seu Lino, o profeta da chuva que traduz o que vê em previsão, Artur Maia diz que a observação do metabolismo das espécies que convivem com os seres humanos pode se transformar em ações concretas:  “um planejamento urbano pensando na cidade como um organismo vivo, com as suas particularidades”, explica. 

“Pode ser que, por exemplo, lá na Mustardinha [bairro de Recife] a pressão térmica para aqueles habitantes não se reflita em desconforto habitacional como se reflete para o habitante da zona norte, no bairro de Casa Forte. Então essa pressão é diferente. Se tem uma coisa que você não pode fingir, é conforto metabólico”, conclui.

Meio ambiente

Novas tecnologias ajudam brigadistas a proteger o Cerrado de incêndios

Monitoramento em tempo real e aplicativo estão entre inovações

31/05/2026 19h00

Fernando Fazão/Agência Brasil

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Torres de monitoramento em tempo real, algoritmos de detecção de fumaça e aplicativos que podem ser usados em modo offline. A tecnologia está mudando a rotina de brigadas comunitárias que combatem incêndios em unidades de conservação (UCs) do Cerrado. Iniciativas apoiadas pelo Programa Copaíbas reduzem o tempo de resposta aos focos de fogo e ampliam a proteção de áreas ambientais.

Criado para atuar nos biomas Amazônia e Cerrado, o Programa Copaíbas trabalha em ações ligadas à redução do desmatamento, fortalecimento de Unidades de Conservação e apoio a povos indígenas e populações tradicionais. O programa é gerido pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e financiado pela Iniciativa Internacional da Noruega pelo Clima e Florestas.

Gerente do programa, Paula Ceotto conta que, desde 2022, o Copaíbas também investe na aquisição de equipamentos e equipamentos de proteção individual para as UCs.

“O Copaíbas apoia atividades de planejamento, capacitação e implementação de ações de Manejo Integrado do Fogo (MIF), inclusive por meio de uma chamada iniciada em 2025, que destinou R$5 milhões a projetos em Unidades de Conservação e seus entornos”.

Monitoramento em tempo real

Uma das experiências mais recentes foi instalada no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, no Mato Grosso do Sul, onde uma torre equipada com câmeras de alta resolução começou a operar em maio.

O equipamento utiliza algoritmos capazes de identificar sinais iniciais de fumaça quase em tempo real. Consultor ambiental da Fundação Neotrópica do Brasil, instituição responsável pela instalação do equipamento, Guilherme Dalponti explica que ele se diferencia de sistemas que usam apenas imagens de satélite e podem apresentar atraso na detecção do fogo.

“O sistema envia alertas imediatos às equipes que realizam o monitoramento”, descreve.

A torre foi posicionada em um ponto estratégico do parque para ampliar a cobertura das áreas mais afetadas por queimadas. Segundo Dalponti, o monitoramento já alcança cerca de 90% da unidade de conservação, que possui aproximadamente 76 mil hectares. Além da estrutura tecnológica, o projeto também inclui formação de brigadas comunitárias, capacitação para uso de equipamentos e ações de educação ambiental.

Aplicativo para brigadistas

Outra iniciativa que ganhou apoio do Copaíbas é o aplicativo Caminho do Fogo, desenvolvido pela Rede Contra Fogo para auxiliar brigadistas em campo. A ferramenta reúne dados sobre ocorrências, localização e território, permitindo comunicação entre equipes, monitoramento e registro das operações, mesmo em áreas sem acesso à internet.

“Esses dados apoiam o monitoramento, o planejamento das ações, a comunicação entre equipes, o combate, a prevenção e a produção de relatórios de ocorrência”, explica Ivan Anjo Diniz, coordenador e brigadista da rede.

O aplicativo também registra os trajetos percorridos pelas equipes, o que facilita o retorno à base em áreas desconhecidas. A ferramenta já é testada em diferentes regiões do país, incluindo Alter do Chão, no Pará, e o Parque Nacional das Emas, em Goiás.

A expectativa é que a primeira versão oficial seja lançada em julho de 2026. O sistema integra informações geográficas, registros operacionais e monitoramento por satélite em uma única plataforma, permitindo que os dados sejam compartilhados também com sistemas oficiais.

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