Cidades

AMÉRICA DO SUL

Festival terá hoje Paulinho da Viola e mostra de cinema

Festival terá hoje Paulinho da Viola e mostra de cinema

DA REDAÇÃO

02/05/2014 - 00h00
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O público que comparecer hoje (02), terceiro dia do 11º Festival América do Sul poderá conferir diversas atrações como o show do sambista Paulino da Viola, o famoso Quebra-Torto com Letras, um café da manhã pantaneiro que é aliado a um bate-papo literário com diversos convidados, além de intervenções de rua com arte pública e muito mais. Na programação ainda estão incluídas realização de oficinas, palestras, workshops, exibições de cinema e apresentações de artes cênicas de teatro, dança e circo pelas ruas da cidade de Corumbá.

O artesanato continua tendo seu espaço garantido durante a festa no Pavilhão dos Países. O local continuará reunindo exposições de artistas e artesãos de diferentes lugares. A Feira dos Países funciona diariamente das 14 às 22 horas com a Mostra Internacional dos Países: Bolívia, Paraguai, Chile, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Uruguai e Argentina e a Mostra Mato Grosso do Sul Artesanato.

Outro local que também continua aberto para visitação é o espaço dos homenageados. Lá o público poderá conferir das 14 às 22 horas a Exposição dos Homenageados que este ano traz a arte e a cultura como tema central contando histórias e reunindo memórias de pessoas que ajudaram a definir os contornos da cultura da América Latina. Os três homenageados desta edição do Festival América do Sul são: o escritor, poeta e historiador argentino Horácio Ferrer, o compositor, instrumentista e intérprete da música de viola Aurélio Miranda e ao escritor modernista, o corumbaense Lobivar Barros de Matos.

No espaço do Sesc Corumbá o 11º Festival América do Sul vai oferecer ao público diversas atividades culturais como exposições de artes plásticas, fotografia, entre outras. O famoso Quebra-Torto com Letras acontece no Moinho Cultural Sul-Americano à partir das 8 horas. O café da manhã pantaneiro do terceiro dia vai proporcionar bate-papo e interação com escritores corumbaenses e de outras localidades.

A arte de rua terá vez com a exposição de Grafite e Skate da Mostra Rua que reúne registros urbanos em audiovisual com apresentações no Centro de Corumbá. O Moinho Cultural ainda vai receber o Sarau Literário com a apresentação do grupo Cia Ó do Borogodó e Roberta Valente com o espetáculo O Chorinho e os Chorões, uma roda de música que ai contar a história desse ritmo tão importante da MPB.

O Sesc Corumbá ainda vai receber mostras de cinema de MS e de países vizinhos a partir das 13h30, além de palestras sobre a canções do Estado com o músico, jornalista e escritor Rodrigo Teixeira, que irá traçar a trajetória da música em Mato Grosso do Sul.
Artes cênicas nas ruas
O teatro, a dança e o circo têm espaço garantido no terceiro dia de festa do 11º Festival América do Sul, nas apresentações, oficinas e workshops que acontecem na Praça da Independência e no Moinho Cultural.

Música

Fechando a terceira noite de Festival o Palco das Américas vai receber três grandes shows. O primeiro a subir ao palco é Giani Torres que vai apresentar um repertório tipicamente brasileiro. Em seu novo trabalho “Como Bolhas, Água e Sabão“ Giani promete um repertório empolgante e introspectivo. A artista vem se destacando como um dos grandes nomes da nova geração de artistas sul-americanos.

Outro grande destaque da nova geração de intérpretes nacionais que também vai se apresentar no Palco das Américas é Filipe Catto. O cantor rapidamente emplacou sucessos nas novelas e arrasta grande público por onde passa.

Para fechar a noite sobe ao Palco das Américas o sambista Paulinho da Viola com sua música que representa um universo particular dentro da cultura brasileira. Um show recheado de clássicos da MPB e uma das maiores atrações da Música Brasileira.

FIM DO ISOLAMENTO

Sinal de celular deve cobrir toda BR-163 antes do previsto em MS

Política nacional de conectividade anunciada nesta quinta-feira (15) prevê que a rodovia tenha o sinal em toda extensão até o fim do próximo ano

15/10/2026 12h20

Atualmente, sinal de celular está disponível só perto das áres urbanas e concessão exige cobertura total somente em agosto de 2028

Atualmente, sinal de celular está disponível só perto das áres urbanas e concessão exige cobertura total somente em agosto de 2028

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O governo federal anunciou nesta quinta-feira (15) a política nacional de conectividade para rodovias. O plano consiste em um conjunto de iniciativas para levar a cobertura de telefonia e internet móveis para uma extensão total de 72,3 mil quilômetros de estradas federais e estaduais até 2030. 

Nas estradas federais, a meta é levar o sinal para mais 29,9 mil quilômetros, ampliando a cobertura dos atuais 27,2 mil para 57,1 mil quilômetros - o correspondente a cerca de 77% de toda a malha federal no País. O cronograma prevê que já em 2027 sejam conectados 16 mil quilômetros de vias.

No final desse processo, haverá cobertura integral de seis rodovias federais consideradas prioritárias: BRs 101, 16, 135, 163, 242 e 364. A BR 101, por exemplo, é uma das rodovias mais importantes do País, ligando o Nordeste ao Sul, com 4,8 mil quilômetros de extensão.

No contrato de repactuação do Governo Federal com a Motiva, assinado em agosto do ano passado, está previsto que até o final do terceiro ano de concessão (agosto 2028) os usuários dos 845 quilômetros da rodovia em Mato Grosso do Sul tenha acesso ao serviço. 

Agora, se o programa do Governo Federal sair do papel, a disponibilização do serviço ficará disponível com pelo menos oito meses de antecdência. 

RODOVIAS ESTADUAIS

Já nas rodovias estaduais, o plano prevê a cobertura em mais 42,4 mil quilômetros.

Para atingir essas metas, a política nacional considera uma série de medidas, sendo que a principal delas é a obrigação imposta para as operadoras abrirem o sinal de internet entre si, via compartilhamento das redes. Dessa forma, o usuário de uma operadora poderá se conectar ao sinal de outra empresa.

Essa obrigação definida para as empresas será o grande motor da política nacional de conectividade, sendo responsável por levar internet para 13 mil quilômetros de rodovias federais e 42,4 mil quilômetros (100%) das estaduais.

Apesar da obrigação imposta, as operadoras não serão compensadas, pois a expectativa do governo é que os custos de cada uma com a cessão da rede sejam compensados pelo ganho com o uso da infraestrutura das demais.

Além disso, a política se apoia em outras medidas que já haviam sido pactuadas e estavam em andamento. Entre elas está o leilão da faixa de 700 Mhz realizado no primeiro semestre, que determinou às operadoras a contrapartida de levar o sinal para 6,4 mil quilômetros de rodovias e áreas rurais.

Outra parte da cobertura, de 4,3 mil quilômetros, será providenciada pela Claro. Essa cobertura foi colocada como contrapartida pelo contrato assinado com a União, meses atrás, para adaptar os contratos de concessão de telefonia da companhia

A política nacional prevê ainda que 1,3 mil quilômetros virão das próximas concessões de rodovias, que já terão a conectividade como obrigação.

"Estamos reorganizando todos os instrumentos disponíveis, regulatórios, tecnológicos e financeiros, para garantir internet ao longo de praticamente toda a malha nacional", afirmou o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filha, durante entrevista em São Paulo, para lançamento da nova política pública.

Ele destacou que a telefonia e a internet nas rodovias vão facilitar medidas diversas, como chamadas de emergência e uso de aplicativos, com benefícios para motoristas, passageiros e comunidades ao redor das estradas. São esperados também ganhos de produtividade para o agronegócio, a logística e os transportes, apontou.

A conectividade também deve apoiar serviços de cobrança automática de pedágios (o chamado free flow) e outros serviços, como pesagem de veículo de carga sem paradas.

 

MEIO AMBIENTE

MPMS abre investigação sobre infestação de moscas em usina

Produtores rurais relatam prejuízos à criação de gado e problemas de saúde

15/10/2026 12h00

Produtores relataram que a infestação estaria provocando a perda de animais domésticos, além de prejudicar a produção de gado de corte e leite

Produtores relataram que a infestação estaria provocando a perda de animais domésticos, além de prejudicar a produção de gado de corte e leite Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito civil para investigar a proliferação da mosca-dos-estábulos e sua possível relação com as atividades da usina Adecoagro Vale do Ivinhema, localizada no município de Angélica, cerca de 260 quilômetros de Campo Grande. A medida foi divulgada nesta quinta-feira (15), no Diário Oficial da instituição, após denúncias de produtores rurais sobre prejuízos à pecuária e impactos na saúde de moradores da regiao. 

A investigação foi determinada pelo promotor de Justiça Allan Thiago Barbosa Arakaki, que busca esclarecer possíveis irregularidades ambientais e riscos à saúde pública relacionados à infestação dos insetos nas proximidades da unidade industrial.

O caso teve início após proprietários rurais procurarem a Promotoria de Justiça de Angélica para denunciar o aumento da quantidade de moscas em suas propriedades.

Durante audiência realizada em 17 de junho, os produtores relataram que a infestação estaria provocando a perda de animais domésticos, além de prejudicar a produção de gado de corte e leite.

Segundo os relatos apresentados ao Ministério Público, a situação também estaria afetando a saúde dos moradores, que convivem com a presença constante dos insetos nas propriedades.

Diante das reclamações,  o MPMS solicitou fiscalizações da Vigilância Sanitária e da Polícia Militar Ambiental (PMA) para verificar as condições da usina e identificar possíveis focos de reprodução das moscas.

Fiscalização

Uma vistoria realizada pela Polícia Militar Ambiental em 21 de junho identificou grande quantidade de moscas no pátio de compostagem da Adecoagro, área utilizada para armazenar resíduos orgânicos provenientes da produção de açúcar e álcool. 

Entretanto, conforme o relatório encaminhado ao Ministério Público, os insetos encontrados apresentavam características de moscas domésticas, e não da chamada mosca-dos-estábulos, espécie conhecida por atacar animais e causar prejuízos à pecuária. 

Os proliciais também inspecionaram os reservatórios de vinhaça, resíduo líquido da produção sucroalcooleira utilizado na fertilização das lavouras de cana-de-açúcar. No local foi identificada uma quantidade menor de moscas.

Apesar da presença dos insetos, a equipe não encontrou focos de reprodução durante a fiscalização. 

O relatório também apontou que a usina mantém armadilhas para captura de moscas e desenvolve ações de monitoramento e controle. Ainda assim, os policiais recomendaram ampliar a quantidade e a área de distribuição das armadilhas para melhorar a eficiência do combate. 

A empresa, segundo o documento, demonstro disposição para realizar as adequações sugeridas.

A PMA informou que não identificou descumprimento das condições da licença ambiental da usina, nem indícios suficientes de crime ambiental que justificassem aplicação de multa ou outra medida administrativa.

A unidade apresentou licença de operação válida até outubro de 2031, além de documentos referentes ao monitoramento dos insetos e às medidas de prevenção adotadas.

Com base nos resultados das fiscalizações, a denúncia chegou a ser arquivada em julho, após o Ministério Público considerar que não havia elementos suficientes para relacionar a infestação às atividades da empresa.

Entretanto, o caso voltou a ser analisado depois que a Promotoria identificou registros de uma investigação anterior, iniciada em 2009, sobe a proliferação de moscas na região. 

O procedimento antigo incluía documentos técnicos e um acordo relacionado ao controle dos insetos. Além disso, informações encaminhadas pelo Ministério Público Federal reforçaram a necessidade de aprofundar a apuração.

Diante dos novos elementos, o promotor determinou, em 5 de outubro, a abertura de um inquérito civil para investigar a possível relação entre as atividades da Adecoagro e o aumento da população de moscas.

A empresa também foi notificada para apresentar informações, documentos e eventuais questionamentos à perícia no prazo de dez dias.

 

 

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