Cidades

CAMPO GRANDE

Figueira centenária 'assassina' será finalmente removida um ano após promessa

Árvore já vitimou um vigia noturno em 2021 e chegou a ser alvo de incêndios diários há cerca de dois anos

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Localizada na rua Dr. Pacífico Lopes Siqueira, a figueira 'assassina' que é centenária em Campo Grande e já foi alvo da ação do tempo e de queimadas pelas mãos humanas, está com seus dias contados, prestes a ser finalmente removida um ano após promessa do Executivo Municipal. 

Com raízes firmes na calçada até o momento, a árvore - de nome científico "ficus-elástica" - que já vitimou um ser humano no passado, foi condenada após elaboração de relatório técnico, onde um auditor fiscal de meio ambiente recomendou por sua remoção total, como acompanhou o Correio do Estado

Em retorno recente, a rem esclareceu os motivos que levaram à espera de cerca de um ano desde a "condenação" que deixou a figueira com os dias contados pela promessa da Prefeitura. 

Segundo a Pasta de Meio Ambiente do município, e como é possível observar por quem passa pelo local, a árvore encontra-se em conflito com a rede e por isso o serviço foi iniciado em parceria com a concessionária de energia elétrica. 

Porém, o Executivo indica que o trabalho de remoção dessa figueira deve ser retomado em breve, com a previsão da Secretaria de que até o dia 26 de maio os serviços recomecem no trecho. 

Por essa 'ficus-elástica"  se tratar de uma espécie de grande porte, esse trabalho de remoção não deve ser feito "da noite para o dia", com o Executivo precisando de até 15 dias para concluir a remoção dessa árvore. 

Ou seja, conforme a previsão do cronograma da Prefeitura, a partir de 11 de junho a paisagem da rua Dr. Pacífico Lopes Siqueira já deve estar completamente alterada, sem a frondosa árvore erguendo-se por metros ou suas raízes despedaçando a calçada local. 

Perfil da figueira

Justamente o perfil radicular, ou seja, as características das raízes dessa planta, mostram que - em condições favoráveis - o crescimento lateral da figueira pode ser bastante extenso, já que a raiz pode alcançar até seis metros de profundidade. 

Com isso, é comum observar, como no caso dessa figueira, que essas árvores em perímetro urbano acabam por destruir o passeio e tomar conta de toda uma calçada. 

Alvo de incêndios

No ano de 2023 a equipe do Correio do Estado acompanhou a situação da figueira, alvo diário de incêndios criminosos, que aumentavam ainda mais o risco de queda da árvore que se estendia tanto por cima da rua Dr. Pacífico, como por cima do muro e para dentro do terreno da empresa local. 

Os próprios agentes do Corpo de Bombeiros Militar que controlaram as chamas em 06 de setembro de 2023, relataram a frequência com que a árvore foi incendiada, cerca de três ocorrências e aproximadamente sete mil litros entre as 24 horas do dia 05 de setembro de 2023. 

"A primeira guarnição usou uns dois mil litros de água, depois viemos usar outros três e em seguida voltamos onde foi preciso usar outros dois mil. Esses substratos queimam em tempos diferentes, mas o incêndio nesse tronco, que nem pegou agora, não acontece do nada, foi alguém que colocou", relataram os agentes do Corpo de Bombeiros Militar à época. 

"Árvore assassina"

Funcionários da empresa vizinha, ainda em 2023, explicaram o título de "árvore assassina" dado à árvore, - inclusive com um banner colocado no tronco pela equipe - com esse apelido atirbuído para a figueira após ela vitimar um vigia noturno em 2021.

Responsável pela Rodomaq Construtora à época, Helmut Maaz detalhou que há mais de uma década pedia pela retirada da árvore, já que, além do fato dessa figueira consumir a calçada do local e o tronco adentrar o ambiente privado que funciona sua empresa, a queda de seus galhos pode ser fatal, como de fato foi. 

 

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Cidades

Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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