Preso hoje em operaçõ da Polícia Federal por suspeita de chefiar quadrilha que abastecia de drogas facções criminosas, o subtenente da Polícia Militar, Silvio César Molina de Azevedo, teve o filho, Jefferson Henrique Piovezan Azevedo Molina, 25, assassinado com 10 tiros em junho do ano passado, em uma conveniência de Mundo Novo.
Conforme informações da Polícia Civil, divulgadas na época, Jefinho Molina, como era conhecido, estava na lanchonete com amigos, quando dois suspeitos passaram em um motocicleta e o piloto efetuou os disparos contra o rapaz.
Molina chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu aos ferimentos e morreu antes de dar entrada no Hospital Bezerra de Menezes, para onde estava sendo encaminhado. Os suspeitos para o crime não foram presos.
Antes da execução, em 2016, Molina foi preso por porte ilegal de arma de fogo. Na época, ele estava acompanhado de um traficante foragido da justiça, estando ambos de posse de uma pistola .380, em Salto Del GuaiRá, no Paraguai. Eles foram detidos pela Receita Federal ao tentar entrar com a arma no Brasil.
OPERAÇÃO LAÇOS DE FAMÍLIA
Na manhã de hoje, Polícia Federal cumpriu 21 dos 22 mandados de prisão expedidos pela Justiça. De acordo com o delegado Nilson Zocaratto, de Naviraí e responsável pelas investigações, foram 15 presos em Mato Grosso do Sul e o restante nas cidades de Aparecida de Goiás (GO), Astorga (PR) e Presidente Bernardes (SP).
Entre os presos está o subtentente da Polícia Militar, Silvio César Molina Azevedo, pontado pela Polícia Federal como o chefe da quadrilha considerada como uma máfia na região Conesul de Mato Grosso do Sul e que abasteciam facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) com drogas em todo País.
Durante coletiva de imprensa, o delegado ainda explicou a forma de ação da quadrilha. Eles puxavam a droga do Paraguai por vias terrestres, geralmente em caminhões, escondiam em propriedades rurais da região Conesul e passavam para todo país. Os pagamentos eram em dinheiro e algumas ocasiões, em jóias, pois uma das empresas de fachada era uma loja de bijuterias. “Uma das ocasiões a gente flagrou uma entrega que seria feita de helicóptero que só em joias eram R$ 80 mil e mais R$ 300 mil em espécie”, explicou Zocaratto.
Dos 15 presos no Estado, sete vão para o Presídio Federal, por conta da periculosidade, um para o presídio militar e o restante para o Presídio Estadual. Ao todo, além das prisões, 25 imóveis foram sequestrados, sete helicópteros, 136 veículos e 27 toneladas de maconha foram apreendidas.
Participaram dos trabalhos 211 policiais da Polícia Federal no cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão, 22 de prisão, apreensão de 136 veículos e 25 imóveis, além de sete helicópteros, entre os quais está aquele utilizado na morte de Gegê do Mangue e de Paca, no Ceará, em fevereiro deste ano.
Plantação de girassol na Fazenda Cinco Estrelas, em 2025. Foto: Marcelo Victor/arquivo
Plantação de milho na Fazenda Cinco Estrelas, em 2026. Foto: Gerson Oliveira

