Cidades

risco à vida

Fim de semana encerra com 4 vítimas por afogamento em rios de MS

É comum procurar rios para se refrescar em meio a onda de calor, mas Bombeiros deixam alerta para cuidados

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Em meio a onda de calor, boa parte da população procura se refrescar nos rios e cachoeiras que temos no Estado. Em contrapartida, os riscos são altos e, apenas neste fim de semana, ocorreram 4 casos de vítimas de afogamento.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, um dos casos foi registrado em Corumbá, com a morte de um homem de 47 anos, identificado como Reginaldo Ferreira Cardoso, no Pantanal. 

"Por volta das 17h de sábado (23), recebemos uma solicitação para atendimento de um afogamento na região do Passo do Lontra, logo abaixo da ponte", informou o corpo de bombeiros. 

A vítima estava no local com amigos tomando banho no rio, quando foi avistada acenando com as mãos, logo depois, o homem submergiu e não foi mais avistado.

O corpo da vítima foi encontrado apenas no domingo (24), após a equipe de mergulhadores do 3ºGBM se deslocar até a região do Passo do Lontra para realizar a busca da vítima de afogamento.

Outro caso foi o de uma vítima de 14 anos, identificado como Kauã Rios da Silva. Ele foi encontrado no rio Anhanduí, em Campo Grande, na manhã desta segunda-feira (25), após sumiço de 4 dias. Entretanto, os militares bombeiros foram informados apenas na noite de domingo (24).

Os amigos de Kauã notificaram os bombeiros, revelando que ele havia se afogado. Eles dizem ter demorado a contar por medo de retaliações, por isso.

Os outros dois casos ocorreram no Rio Miranda, em Jardim, onde uma criança de 7 anos e um idoso de 74, identificado como Rovirso Nogueira Ramos, morreram afogados. 

Conforme apuração do jornal local Jardim MS News, foi dada morte do idoso após ele ter sido puxado por um rebojo ao tentar atravessar o rio a nado, na tarde domingo (24). Entretanto, o corpo não foi encontrado, em razão do local ter muitos galhos, pedras e sujeira, informaram os bombeiros. 

Já a criança de 7 anos afogou-se enquanto tomava banho de rio na região conhecida como Praia Marli, junto a familiares e outras duas crianças. 

Os bombeiros disseram que o avô da vítima percebeu que as três crianças estavam se afogando, conseguindo salvar apenas duas. 

Posteriormente, o Corpo de Bombeiros foi acionado e mergulhadores fizeram buscas no local. O corpo da menina foi encontrado próximo de onde ela desapareceu.

Alerta

Para tal lazer, que envolve água, alguns cuidados extras são necessários e o Corpo de Bombeiros dá algumas orientações:

Se presenciar uma situação de afogamento, ligue imediatamente 193. Depois:

  • Tente ajudar a vítima sem entrar na água, fornecendo um material flutuante para que a vítima se acalme, e posteriormente, com o auxílio de uma corda, um galho para tentar retirar essa vítima, sem entrar na água.
  • Caso decida entrar na água, avise pessoas que estiverem por perto e evite contato direto com a vítima;
  • Leve consigo um material flutuante para ofertar e rebocar a vítima até a margem em segurança.

Quando for a vítima:

  • Tente manter a calma e manter o pulmão sempre cheio de ar, pois ele funcionará como uma boia;
  • Caso esteja em um rio, tente jogar as pernas para frente, de forma a proteger a cabeça.
  • A própria correnteza do rio em algum momento o levará para a margem do rio;
  • Tente agarrar algum galho de árvore que esteja flutuando no rio, ele auxiliará sua flutuação.

Para evitar afogamentos em geral:

  • Ensine as crianças a nadar.
  • Mesmo com boias e materiais flutuantes, crianças devem ficar na água sempre na supervisão de adultos.
  • Não permita brincadeiras como corrida, saltos, e de empurrar perto de piscinas, rios ou lagos.
  • Cerque a piscina para evitar que crianças entrem sem que os adultos estejam por perto e instale ralos com sistema de anti aspiração de cabelos.
  • Não deixar brinquedos ou materiais dentro da piscina, pois atraem a atenção de crianças.
  • Não deixe baldes ou bacias com água ao alcance de crianças e sempre deixe a tampa da privada fechada.
  • Antes de entrar na água, não ingira bebida alcoólica e obedeça as sinalizações.
  • Nade longe de pedras e estacas.

SITUAÇÃO NA CAPITAL

Falta de comida em campi afeta mais de mil estudantes do IFMS

Suspensão do fornecimento da alimentação escolar atinge apenas unidade do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul de Campo Grande e não há previsão de normalização do serviço

13/04/2026 13h00

 alimentação escolar dos campi de Dourados, Ponta Porã e também Campo Grande acontece através do fornecimento de lanches por empresas contratadas

alimentação escolar dos campi de Dourados, Ponta Porã e também Campo Grande acontece através do fornecimento de lanches por empresas contratadas Arquivo/Correio do Estado

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Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, o IFMS informou que a suspensão do fornecimento da alimentação escolar, que afeta mais de mil estudantes, ainda não foi regularizada nesta segunda-feira (13), restringindo-se apenas à unidade da Capital e ainda sem previsão de quando deve ocorrer a normalização das atividades. 

Ao Correio do Estado, o Instituto Federal do Mato Grosso do Sul esclareceu que a falta de comida afeta apenas a unidade de Campo Grande, que fica localizada na rua Taquarí, número 831, no bairro Santo Antônio. 

Parte dos objetivos estratégicos do Instituto, estabelecido através do Plano de Desenvolvimento Institucional do IFMS 2024-28, essa alimentação escolar, que consiste em lanches e refeições, é normalmente oferecida aos dez campi presentes no Mato Grosso do Sul, com algumas diferenças. 

Para as unidades de Aquidauana, Corumbá, Coxim, Naviraí e Três Lagoas, por exemplo, o IFMS serve a chamada "merenda quente", tratando-se de refeições completas que são preparadas nos respectivos e próprios campi.

Essa modalidade de "prato-feito" contempla ainda o município de Jardim, onde há uma parceria com a prefeitura, que por sua vez fica responsável por preparar os alimentos. 

Enquanto em Nova Andradina também são servidas refeições e um alimento complementar, a alimentação escolar dos campi de Dourados, Ponta Porã e também Campo Grande acontece através do fornecimento de lanches por empresas contratadas. 

Essa suspensão do serviço na Capital afeta mais de mil estudantes, já que, conforme o Censo Escolar de 2025, elaborado através do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a unidade de Campo Grande conta com 1.231 matrículas.

Sem comida

Como repassado pela instituição, a suspensão acontece em razão de uma decisão judicial, com o fornecimento interrompido até o momento e sem uma previsão de quando deve ocorrer a normalização do serviço. 

"Esclarecemos que a suspensão decorre de decisão judicial que resultou na paralisação das atividades da empresa responsável junto a toda a Administração Pública, não havendo qualquer vínculo entre o contrato firmado com o IFMS e o mérito da referida decisão judicial", cita o IFMS em nota divulgada à imprensa. 

Vale lembrar que, ainda em 1° de abril, o IFMS lançou o Questionário de Segurança Alimentar, levantamento esse feito pela pró-reitoria de ensino para avaliar os acessos dos estudantes à alimentação. 

Como bem esclarece o nutricionista do IFMS, Murillo Penze Cardoso, o questionário busca levantar pontos que vão além da disponibilidade de alimentos, questionando entre outros pontos preocupação com a falta; se as famílias desses alunos estão preocupadas em reduzir quantidade e/ou qualidade das refeições, e se há até mesmo a ausência de comida por falta de recursos.

Por fim, a governança do IFMS indica que os setores competentes foram acionados, para adoção das medidas necessárias para que a situação se regularize, com o intuito de que o serviço seja retomado "o mais breve possível". 

 

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10° feminicídio

Filha viu mãe ser baleada e pai atirar na própria cabeça, diz delegado

Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, foi encontrada morta próxima ao portão de sua casa, ao lado do corpo do ex-companheiro, Valdeci Caetano dos Santos

13/04/2026 11h45

Autoridades descrevem que Vera Lúcia chegava em sua residência na data em questão, na companhia da filha, quando o responsável pelos disparos chegou ao endereço. 

Autoridades descrevem que Vera Lúcia chegava em sua residência na data em questão, na companhia da filha, quando o responsável pelos disparos chegou ao endereço.  Reprodução/PCMS

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Titular da Delegacia de Polícia de Eldorado, o delegado Robilson Junior Albertoni Fernandes esclareceu que a filha de apenas nove anos de Vera Lúcia da Silva, 10ª vítima de feminicídio do ano em Mato Grosso do Sul, viu a mãe ser baleada e em seguida o pai atirar contra a própria cabeça no crime registrado no último domingo (12) em Eldorado.

Conforme o delegado, o caso foi inicialmente comunicado à polícia como "disparo de arma de fogo", com os agentes encontrando o corpo de duas pessoas próximo ao portão da residência localizada no bairro chamado de Jardim Novo Eldorado. 

"Chegando lá foi possível perceber que haviam duas pessoas caídas ao solo, feridas por disparos de arma de fogo e as duas já estavam em óbito", afirma o delegado Robilson Albertoni. 

Em complemento o delegado indica que, as apurações preliminares identificaram que essas vítimas em questão tratava-se de um casal conhecido no município, que fica distante aproximadamente 442 quilômetros de Campo Grande.

Comerciante local, o ex-companheiro estaria separado de Vera Lúcia há cerca de oito meses, segundo o delegado. Apontado como suspeito do caso, ele teria tirado a própria vida após a morte de Vera Lúcia.

"Desse relacionamento eles tiveram uma filha, com nove anos, a qual presenciou todo esse crime bárbaro", cita o titular da delegacia de Eldorado. 

As autoridades descrevem que Vera Lúcia chegava em sua residência na data em questão, na companhia da filha, quando o responsável pelos disparos chegou ao endereço. 

"O autor não morava mais com ela, veio ao encontro e efetuou dois disparos que a atingiram e causaram sua morte. Ato contínuo, ele tirou a própria vida com um tiro na cabeça... tudo isso presenciado pela criança", cita o delegado.

Nesse caso que passa a ser investigado como o 10° feminicídio do ano em Mato Grosso do Sul, o delegado esclarece ainda que, após o término do casal, foram registrados ocorrências de violência doméstica, "sendo inclusive requisitadas e estavam em vigor algumas medidas protetivas em favor da vítima", completa Robilson.

A perícia foi acionada para atender a ocorrência, com as investigações ainda em curso para apuração das circunstâncias do crime. 

Feminicídios em MS

Se comparado com o último ano, os feminicídios em Mato Grosso do Sul ainda apresentam uma tendência desenfreada, tendo em vista que o número de 10 mulheres mortas pelas mãos dos próprios companheiros neste 2026 chegou um mês antes dessa mesma marca em 2025. 

No ano passado, Simone da Silva, de 25 anos, foi a 10ª vítima de feminicídio, morta a tiros na frente dos filhos por William Megaioli da Silva, que chegou a se entregar para a polícia com a arma do crime em mãos. 

Já neste ano, o primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

No início da manhã do dia 7 de março, em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande, Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

Inicialmente, Edson disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio. No entanto, durante as investigações, confessou ter asfixiado a mulher.

Também no dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

Em 8 de março, Ereni Benites, de 44 anos, foi o sétimo feminicídio. Morta carbonizada no dia internacional da mulher pelo ex-companheiro.

Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, foi o 8º caso de feminicídio do Estado, e interrompeu 15 dias sem registros do crime. Ela foi encontrada morta em Selvíria, interior do Estado, a menos de 400 quilômetros de Campo Grande. 

Maurício da Silva, sobrinho da vítima, confessou que matou a tia após uma discussão com vários golpes aplicados com instrumentos contundentes na cabeça da vítima, entre quais foram usados uma panela e uma maquita. 

Antes de Vera Lucia, a morte da subtenente Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, encontrada morta na sala de casa, ainda fardada, com marca de tiro no pescoço, morta pelo namoraDo, Gilberto Jarson, de 50 anos, aparece como o nono feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul neste 2026. 

 

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