Cidades

POLÍCIA

MS registra 10º feminicídio com mulher morta a tiros na frente dos filhos

Simone da Silva, de 35 anos, foi vítima de William Megaioli da Silva, que se entregou à polícia com a arma do crime em mãos

Continue lendo...

Mato Grosso do Sul chega ao décimo feminicídio em 2025, com o registro do óbito de Simone da Silva, de 35 anos, na noite de quarta-feira (14), morta a tiros na frente dos próprios filhos por William Megaioli da Silva, de 22 anos, que se entregou à polícia ainda com a arma em mãos, longe cerca de 405 quilômetros da Capital. 

Esse caso aconteceu no município de Itaquiraí, dentro da própria residência da vítima, com o filho adolescente de 14 anos de Simone usando o celular da mãe para pedir socorro a uma tia após o crime. 

Nesse caso foram acionadas as equipes periciais e as polícias Civil e Militar, com os agentes se deparando com o óbito assim que chegaram na casa de Simone, conforme boletim de ocorrência. 

Enquanto William ainda era procurado, o próprio responsável pelos disparos se apresentou com sua advogada na 1ª Delegacia de Polícia de Naviraí, entregando um revólver calibre .38 que teria usado para matar Simone junto de duas munições deflagradas. 

Conforme a Polícia Civil em nota, o suspeito foi autuado em flagrante delito pela prática de femínicido "majorado em razão de ter sido praticado na presença dos descendentes da vítima, bem como por porte ilegal de arma de fogo".

Segundo a PC, William não aceitava o boato de suposto envolvimento amoroso de Simone com seu pai.  

Depois da prisão de William, a Polícia Civil também foi acionada para atender uma denúncia de violência doméstica envolvendo a família do acusado, com seu pai sendo preso em flagrante por, supostamente, ter ameaçado a esposa em casa.

Corpo achado, o 9º caso

Mesmo que os casos de feminicídios em 2025 estejam abaixo da total anotado no período em anos anteriores, Simone já é a décima morta nessas circunstâncias em Mato Grosso do Sul, números que representam duas mulheres assassinadas por mês no Estado. 

Em comparativo de anos anteriores até o mês de maio, 2024 havia registrado 16 feminicídios, sete casos a frente do total anotado no mesmo período de 2023, por exemplo. 

No pior ano até então na série histórica, 2022 por exemplo começou o mês de janeiro com sete feminicídios e fechou o mês de maio anotando 20 mulheres mortas nos primeiros cinco meses em Mato Grosso do Sul, com base em dados estatísticos compilados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). 

Antes de Simone, o nono caso foi registrado com o achado do corpo de Thácia Paula Ramos de Souza, de 39 anos, encontrado na tarde de quarta-feira (14), no Rio Aporé, em Cassilândia-MS, segundo divulgado pela Polícia Civil. 

Vale lembrar que o marido de Thácia, um homem de 43 anos, estava preso desde segunda-feira (13) como suspeito de envolvimento no desaparecimento e possível feminicídio da companheira, em Cassilândia.

As investigações começaram no domingo, após a mãe de Thácia procurar a delegacia para registrar o desaparecimento, sendo que, segundo a polícia, ainda durante as primeiras diligências, um dos sapatos da vítima foi localizado às margens do Rio Aporé, junto a uma mancha de sangue. 

Preso em uma casa no centro de Cassilândia, o homem revelou aos agentes em depoimento informal que agrediu a companheira dentro do carro e a levou até as margens do rio, onde teriam entrado em luta corporal, com o caso ainda sob investigação para completa elucidação dos fatos.  

Cronologia feminicídios 2025

Pela ordem cronológica, o primeiro caso de 2025 foi a morte de Karina Corin, de 29 anos, nos primeiros dias de fevereiro, baleada na cabeça pelo ex-companheiro, Renan Dantas Valenzuela, de 31 anos. 

Já o segundo feminicídio deste ano no Estado foi a morte de Vanessa Ricarte, esfaqueada aos 42 anos, por Caio Nascimento, criminoso com passagens por roubo, tentativa de suicídio, ameaça, além de outros casos de violência doméstica contra a mãe, irmã e outras namoradas.

Após denúncia do Ministério Público de  Mato Grosso do Sul em quatro crimes, em caso de condenação e penas máximas aplicadas, o assassino de Vanessa pode pegar mais de 86 anos de cadeia, como abordado pelo Correio do Estado.

Os outros feminicídios de 2025 vitimaram: 

O sétimo caso de feminicídio registrado em 2025 foi o de Giseli Cristina Oliskowiski, morta aos 40 anos, encontrada carbonizada em um poço no bairro Aero Rancho, em Campo Grande.

Já o oitavo feminicídio foi o de Ivone Barbosa da Costa Nantes, morta a golpes de faca na região da nuca pelas mãos do então namorado no assentamento da zona rural de Sidrolândia batizado de Nazareth, em 17 de abril. 

**(Matéria editada às 09h45 para correção)

 

Assine o Correio do Estado

Decisão Judicial

Acusado de matar jovem em emboscada é condenado a 17 anos de prisão

Segundo o MPMS, crime foi motivado por ciúmes e ocorreu após o fim do relacionamento do réu com uma amiga da vítima

05/10/2026 11h40

Divulgação: MPMS

Continue Lendo...

O Tribunal do Júri de Campo Grande condenou a 17 anos de prisão, um homem acusado de feminicídio contra uma jovem baleada nas costas em 2024. A pena deve ser cumprida de forma imediata, e o condenado terá de pagar R$ 10 mil de reparação mínima à família da vítima, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

O MPMS teve sua tese acolhida pelo Conselho de Sentença e e reconheceu as três qualificadoras da denúncia, motivo torpe, emboscada que impediu a defesa da vítima e crime cometido em razão da condição de gênero.

O réu também respondia por porte ilegal de arma de fogo. No plenário, a acusação foi feita pelo promotor de Justiça Luiz Eduardo de Souza Sant'Anna Pinheiro, da 21ª Promotoria de Justiça da Capital.

Como foi o crime?

A vítima morava com uma amiga que namorava o réu. Segundo a Polícia Civil e as provas periciais, ele criava conflitos constantes na casa, movido por ciúmes da amizade entre as duas mulheres. A convivência ficou insustentável, o namoro terminou e ele saiu do imóvel.

Cerca de duas semanas depois, a jovem esperava um carro de aplicativo na calçada quando foi surpreendida pelo agressor armado. Ela levou dois tiros no pescoço, pelas costas, sem chance de defesa. O homem fugiu e a vítima ficou quatro meses internada, onde veio a falecer, deixando um filho pequeno.

Contra o acusado havia mandado de prisão preventiva, mas ele permaneceu foragido por quase um ano, até ser localizado e preso. Com a prisão, o processo foi retomado.

O acusado negou o homicídio e afirmou ter viajado para Presidente Prudente (SP) antes do crime. De acordo com o MPMS, ele não apresentou dados nem testemunhas que comprovem a viagem. A promotoria sustentou que a versão era contraditória e incompatível com as provas do processo.

A defesa recorreu pedindo a anulação do julgamento, mas o MPMS contestou o recurso, e a sessão do Tribunal do Júri foi realizada.

Ainda internada, a vítima prestou depoimento à Polícia Civil, reconheceu o agressor por fotografia e relatou as ameaças de morte que já havia recebido. Testemunhas confirmaram na Justiça a rotina de conflitos na casa.
 

BURAQUEIRA

Em Ivinhema, forte chuva causa estrago e abre cratera em avenida

Prefeito Juliano Ferro publicou um vídeo, onde mostra que a rede de esgoto foi mal instalada por uma empresa terceirizada da Sanesul

05/10/2026 11h30

Cratera abriu depois de forte chuva no município de Ivinhema

Cratera abriu depois de forte chuva no município de Ivinhema Reprodução: Ivinotícias

Continue Lendo...

A forte chuva que atingiu o município de Ivinhema, neste domingo (4), abriu uma cratera no cruzamento das avenidas Antônio Travain e Fermino Alves de Souza, no bairro Piravevê. O prefeito Juliano Ferro (PL), o "Mais Louco do Brasil", visitou o local e explicou a causa do problema. 

Em vídeo divulgado nas suas redes sociais, o 'Mais Louco' diz que uma empresa, contratada pela Sanesul para prestar serviço de implantação de esgoto na cidade, passou o cano da rede por dentro do tubo de água da chuva e não fechou de maneira adequada o buraco. Com isso, o volume acumulado da precipitação passou por debaixo do asfalto e causou o estrago, abrindo a cratera na avenida.

O prefeito disse que o trecho será interditado e acionou a Sanesul, a qual informou ao gestor que enviará uma equipe de Campo Grande para resolver o problema.

Segundo a Defesa Civil, o município recebeu cerca de 55 milímetros de chuva durante a madrugada de sábado (3) para domingo (4), com ventos de aproximadamente 90 km/h.

O temporal também causou danos em Nova Andradina, onde árvores, outdoors e placas foram derrubados. Houve destelhamentos em diferentes regiões da cidade e interrupções no fornecimento de energia, problema registrado também em Batayporã.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).