Cidades

AMEAÇAS CONTRA INDÍGENAS

"Foi da boca para fora", alegam servidores que ameaçaram envenenar indígenas em MS

Funcionários da Prefeitura de Tacuru admitiram ter gravado áudios com ameaças contra moradores da Aldeia Sassoró, mas afirmaram à Polícia Federal que não tinham intenção de colocá-las em prática

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Dois servidores da Prefeitura de Tacuru, município localizado no sul de Mato Grosso do Sul, admitiram à Polícia Federal (PF) ter gravado áudios com ameaças de envenenamento contra indígenas da Aldeia Sassoró. Apesar de reconhecerem a autoria das mensagens, os funcionários alegaram que as declarações foram feitas "da boca para fora" e que não tinha intenção de colocar as ameaças em prática.

As informações foram divulgadas pelo UOL Notícias, que recebeu a confirmação da Polícia Federal. Segundo a corporação, os dois servidores foram ouvidos durante as investigações e reconheceram a autoria das gravações. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas. 

Nos áudios que motivaram a abertura do inquérito, os investigados mencionavam a possibilidade de envenenar a água consumida pelos moradores da comunidade indígena. A divulgação das mensagens provocou preocupação entre os indígenas e mobilizou autoridades federais para apurar o caso.

O diretor de Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal, Humberto Freire, afirmou à TV Morena que os servidores atribuíram as declarações ao consumo de bebidas alcoólicas. Durante os depoimentos, eles teriam alegado que não possuíam meios de concretizar as ameaças e classificaram o conteúdo das gravações como “besteira” e “palavra mal colocada”.

Apesar das justificativas apresentadas, a Polícia Federal informou que as investigações não ficarão restritas aos depoimentos dos suspeitos. A corporação continua reunindo provas para esclarecer as circunstâncias em que as ameaças foram feitas e verificar possíveis responsabilidades criminais.

Após a conclusão do inquérito, o material será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para análise das medidas cabíveis. 

Ministros visitam aldeias ameaçadas

Diante das denúncias de ameaças, racismo e violência contra comunidades indígenas após as eleições, representantes do governo federal estiveram em Mato Grosso do Sul para acompanhar a situação e discutir medidas de proteção.

No sábado (31), o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, e a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, visitaram as aldeias Taquapery, em Coronel Sapucaia, e Sassoró, em Tacuru.

Durante as visitas, os ministros conversaram com lideranças indígenas para avaliar a situação das comunidades e identificar a necessidade de reforço nas ações de segurança.

“Não iremos permitir que nenhuma violência, nenhuma ameaça perpetrada contra comunidades indígenas ou seus integrantes será desconsiderada”, declarou Eloy Terena.

Equipes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) também foram encaminhadas às aldeias citadas nas denúncias, com a finalidade de verificar as informações e prestar apoio aos moradores.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César e Lima, esteve em Dourados, onde se reuniu com representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança Pública e Polícia Militar para discutir a atuação conjunta das forças de segurança.

“Queremos ser absolutamente rigorosos para que nenhuma dessas práticas possa ocorrer sem a responsabilização. E, por outro lado, queremos tranquilizar a todos de que outros episódios não aconteçam mais”, afirmou o ministro.

Segundo Janine Mello, a força-tarefa organizada pelo Ministério da Justiça, em parceria com as forças de segurança estaduais e órgãos federais, deverá permanecer em atuação enquanto houver necessidade de proteção às comunidades.

“A ideia é que a força-tarefa se mantenha pelo tempo que for necessário, em diálogo permanente com o Ministério da Justiça, com a Polícia Federal, com a Defensoria Pública da União e com o Ministério Público”, declarou a ministra.

Governo recebeu 189 denúncias após as eleições

Até sexta-feira (30), o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania havia recebido 189 denúncias de violência política, intimidação e discriminação relacionadas às eleições em todo o país.

Entre os casos relatados estão agressões físicas, episódios de xenofobia e situações de assédio eleitoral no ambiente de trabalho.

Em relação especificamente às comunidades indígenas, o Ministério dos Povos Indígenas contabilizou dez denúncias de ameaças e violência. De acordo com a pasta, todos os registros foram encaminhados aos órgãos competentes para investigação.

O governo federal informou que continuará acompanhando os casos e articulando medidas de segurança para evitar novos episódios de violência contra as populações indígenas.

FERIADO

Finados terá 92 guardas municipais e fiscalização de ambulantes em Campo Grande

Esquema especial segue até segunda-feira (2) nos três cemitérios públicos da Capital, com reforço no trânsito e controle da ocupação das calçadas

01/11/2026 09h30

Cemitérios públicos de Campo Grande terão reforço na segurança e fiscalização do comércio ambulante durante o Dia de Finados

Cemitérios públicos de Campo Grande terão reforço na segurança e fiscalização do comércio ambulante durante o Dia de Finados Divulgação/PMCG

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Quem pretende visitar os cemitérios de Campo Grande no Dia de Finados, nesta segunda-feira (2), encontrará um esquema especial de segurança e fiscalização. Ao todo, 92 guardas municipais e 28 veículos foram mobilizados para atuar nos cemitérios Santo Amaro, Santo Antônio e São Sebastião, além das áreas próximas aos locais. 

A operação começou na sexta-feira (30) e segue até o feriado. Nos dias que antecedem Finados, o patrulhamento também foi reforçado durante a noite. Já na segunda-feira, os agentes estarão nos três cemitérios, das 7h às 18h30, período em que é esperada maior circulação de visitantes.

Além da segurança, o comércio ambulante será alvo de fiscalização. Vendedores que costumam ocupar as proximidades dos cemitérios deverão permanecer nos espaços delimitados pela Prefeitura, sem bloquear calçadas ou dificultar a passagem de pedestres.

A fiscalização ficará a cargo da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), que também fará a demarcação dos pontos autorizados para os comerciantes.

A medida busca evitar problemas de circulação, principalmente nos acessos aos cemitérios, onde o movimento de pessoas e veículos costuma aumentar durante o feriado.

Reforço nos cemitérios

A distribuição dos guardas será feita por região. No Cemitério Santo Antônio, na área central, atuarão equipes do Centro, Anhanduizinho e Bandeira.

No Santo Amaro, localizado na região do Imbirussu, o patrulhamento ficará sob responsabilidade de agentes do Imbirussu, Lagoa e Patrulha Ambiental.

Já no São Sebastião, também conhecido como Cemitério do Cruzeiro, na região do Prosa, estarão equipes do Prosa, Segredo e da Fiscalização de Trânsito.

Agentes da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) e do Grupo Especializado de Motopatrulhamento (Gemop) também farão rondas nas proximidades. Os cemitérios particulares da Capital estão incluídos no planejamento de segurança.

Durante o feriado, os guardas deverão monitorar a movimentação de visitantes e registrar eventuais ocorrências.

A programação também contará com apresentações da Banda da Guarda Civil Metropolitana nos três cemitérios públicos ao longo de segunda-feira.

As apresentações serão realizadas durante as visitas e homenagens aos mortos. Os horários específicos de cada apresentação não foram informados.

CONFRONTO

Jovem de 21 anos morre em confronto com a PM em distrito de Maracaju

Polícia apreendeu cerca de 22 quilos de maconha, revólver e tornozeleira eletrônica rompida em imóvel no distrito de Vista Alegre

01/11/2026 08h30

Polícia Militar apreendeu cerca de 22 quilos de maconha, revólver calibre .38 e tornozeleira eletrônica rompida durante ocorrência em Vista Alegre, distrito de Maracaju

Polícia Militar apreendeu cerca de 22 quilos de maconha, revólver calibre .38 e tornozeleira eletrônica rompida durante ocorrência em Vista Alegre, distrito de Maracaju Reprodução: Maracaju Speed

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Uma jovem de 21 anos morreu após ser baleado durante uma ação da Força Tática do 15° Batalhão da Polícia Militar, na tarde deste sábado (31), no distrito de Vista Alegre, em Maracaju, a cerca de 160 quilômetros de Campo Grande. Na ocorrência, os policiais apreenderam aproximadamente 22 quilos de maconha, uma arma de fogo e uma tornozeleira eletrônica danificada. 

Conforme divulgado no portal de notícia Maracaju Speed, o rapaz foi identificado como João G. G. Fleitas, ele foi atingido durante uma abordagem policial em uma residência localizada na Rua Vitória Alves Marcondes. João chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com informações policiais, a equipe realizava diligência após receber denúncias sobre o armazenamento e a comercialização de drogas na região. Durante o patrulhamento, os militares encontraram dois homens em frente a um imóvel.

Ao perceberem a aproximação da viatura, os suspeitos fugiram. Um deles correu pela rua e não foi localizado, enquanto João entrou na residência.

Segundo o relato da Polícia Militar, os agentes acompanharam o jovem até o imóvel e, durante a abordagem, ele teria apontado um revólver em direção à equipe. Os policiais efetuaram disparos, que atingiram o suspeito.

O rapaz foi encaminhado ao pronto-socorro da cidade, onde a morte foi constatada.

Conforme informações dos setores de inteligência policial, João possuía antecedentes criminais e seria ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV).

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