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Foragido da justiça morre após trocar tiros com policiais em Ponta Porã

O indivíduo, considerado de alta periculosidade, era alvo de um mandado de prisão temporária, expedido em decorrência de uma tentativa de homicídio

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Durante a sexta-feira (9) e sábado (10), uma operação, que contou com diversas forças de segurança em Ponta Porã resultou na localização de um foragido da justiça após confronto armado com as equipes de policiais civis.

O indivíduo, considerado de alta periculosidade, era alvo de um mandado de prisão temporária, expedido em decorrência de uma tentativa de homicídio .

A ação teve início quando equipes da Polícia Civil receberam informações sobre o paradeiro do suspeito no bairro Flamboyant. Durante o monitoramento, os policiais tentaram realizar a abordagem no momento em que o homem saía de uma residência conduzindo uma motocicleta.

Ao receber ordem de parada, o suspeito desobedeceu e fez menção ao saque de uma arma contra os agentes.  Em seguida, fugiu em direção a uma rua com uma região de mata. No local, ao ser novamente confrontado pelas equipes, o suspeito reagiu efetuando disparos de arma de fogo.

Os policiais revidaram, dando início a uma troca de tiros. Diante da gravidade da situação e da complexidade do terreno, uma área de mata, foi solicitado apoio para equipes da Polícia Militar, Polícia Federal e Guarda Civil Metropolitana de Fronteira.

Embora a densidade da mata e o risco iminente tenham impedido a entrada das equipes na mata, especialmente durante à noite, as equipes realizaram, com o apoio da Polícia Federal, o monitoramento por meio de drone.

Por volta do meio-dia deste sábado (10), os vizinhos informaram aos policiais o paradeiro do corpo do investigado, localizado no interior da mata, junto à arma utilizada para investir contra os agentes.

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"INFILTRADOS"

Delegado segue preso após audiência e defesa prepara pedido de revogação

Hoffman D'Ávila está preso desde quinta-feira, após se apresentar à Corregedoria; advogados afirmam que tiveram acesso aos autos e vão pedir a revogação da preventiva

26/09/2026 12h30

Delegado Hoffman D'Ávila Cândido e Sousa é um dos investigados na Operação Infiltrados, que apura o suposto desvio de drogas apreendidas em Mato Grosso do Sul

Delegado Hoffman D'Ávila Cândido e Sousa é um dos investigados na Operação Infiltrados, que apura o suposto desvio de drogas apreendidas em Mato Grosso do Sul Correio do Estado/Paulo Ribas

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O delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa vai permanecer preso após passar por audiência de custódia na manhã deste sábado (26), em Campo Grande. Investigado na Operação Infiltrados, que apura o suposto desvio de drogas apreendidas por agentes das forças de segurança de Mato Grosso do Sul, ele está detido desde quinta-feira (24).

A defesa informou ao Correio do Estado que teve acesso aos autos e agora prepara um pedido de revogação da prisão preventiva, que deverá ser apresentado à Justiça na próxima semana.

“Agora, o próximo passo é analisar os autos e preparar um pedido de revogação de prisão para a semana que vem”, afirmou o advogado Amilton Ferreira de Almeida, que atua na defesa ao lado do advogado José Roberto Rosa.

A audiência de custódia realizada neste sábado teve como finalidade verificar a regularidade da prisão e as condições em que ela ocorreu, incluindo eventual ocorrência de agressão ou maus-tratos. A prisão preventiva do delegado foi mantida.

Hoffman deverá ser encaminhado para uma unidade prisional do Estado, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Além de preparar o pedido para tentar reverter a prisão, a defesa afirmou que Hoffman vinha realizando acompanhamento médico antes de ser detido.

Segundo Amilton Ferreira de Almeida, o delegado passou por atendimento médico neste mês após apresentar uma alteração cardíaca e teria sido orientado a procurar um cardiologista com urgência.

“Ele fez uma consulta com o cardiologista agora no mês de setembro e deu uma alteração no coração. Foi ao plantão da Unimed e houve indicação para procurar um cardiologista com urgência. Ele começaria esse tratamento, mas acabou sendo preso”, declarou o advogado.

A defesa também afirma que Hoffman apresenta problemas relacionados à ansiedade e sustenta que a permanência na prisão pode agravar seu estado de saúde.

Até o momento, não há informação de que a condição médica relatada pela defesa tenha provocado mudança na decisão que manteve a prisão preventiva.

Além da prisão, Hoffman foi afastado compulsoriamente das funções na Polícia Civil. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado na sexta-feira (25) e ocorre no contexto da investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

O delegado havia se apresentado à Corregedoria-Geral da Polícia Civil na tarde de quinta-feira, depois de não ser localizado em sua residência durante o cumprimento das ordens judiciais nas primeiras horas da Operação Infiltrados.

Na ocasião, a defesa afirmou que Hoffman não havia fugido e que não tinha conhecimento antecipado da operação. Horas depois, ele compareceu à Corregedoria e ficou detido.

Operação Infiltrados

A Operação Infiltrados investiga a suspeita de que agentes das forças de segurança utilizavam o acesso proporcionado pelos próprios cargos para desviar entorpecentes apreendidos e fazer com que as drogas retornassem ao mercado ilegal.

Segundo as informações divulgadas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a Justiça expediu 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão, com diligências em Campo Grande, Dourados e Terenos.

Entre os investigados estão policiais civis, policiais militares e um policial penal.

Conforme já noticiado pelo Correio do Estado, a investigação aponta que a cocaína seria o principal entorpecente desviado pelo grupo.

Uma das suspeitas é de que a quantidade de droga encontrada em determinadas ocorrências fosse superior à registrada oficialmente. Dessa forma, parte do entorpecente ficaria fora dos documentos de apreensão e poderia ser desviada.

Outra linha investigada envolve a retirada de drogas que já estavam formalmente apreendidas e armazenadas em depósitos de delegacias.

De acordo com o MPMS, os entorpecentes desviados seriam posteriormente entregues a traficantes ligados ao grupo e recolocados em circulação.

A investigação que resultou na Operação Infiltrados teve início em outubro de 2025, a partir de elementos encontrados durante as operações Traquetos e Blindspot, também conduzidas pelo Gaeco.

Em Campo Grande

Acusado de matar homem com carro após briga recebe pena de 11 anos

Sentença também determinou a perda e a destruição do veículo, além do pagamento de R$ 10 mil à família da vítima

26/09/2026 11h30

Foto: Divulgação / MPMS

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Um motorista foi condenado a 11 anos de reclusão, pelo homicídio de um homem, o caso ocorreu em agosto de 2019, na cidade de Campo Grande. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri da Capital, após a atuação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), sustentando a tese de que o acusado agiu com intenção de matar. 

De acordo com as provas apresentadas no processo, o acusado e a vítima consumiram bebidas alcoólicas e se envolveram em uma briga. Após o confronto, o motorista entrou no carro e utilizou o veículo para atropelar o outro rapaz, que já estava caído no chão. 

Segundo os depoimentos e os laudos periciais apresentados, o acusado atropelou a vítima e, em seguida, realizou uma manobra de marcha ré, passando diversas vezes sobre o corpo. 

Depois do ocorrido, o réu fugiu do local sem prestar socorro. A vítima sofreu politraumatismo, traumatismo cranioencefálico e lesões torácico-abdominais, ferimentos estes que provocaram a morte do rapaz. 

Reclassificação 

Inicialmente, o episódio havia sido registrado pelas autoridades como homicídio culposo na direção, alegando que o motorista não tinha intenção de matar. Porém, no decorrer das investigações e do processo, o MPMS demonstrou que o motorista teria atuado com dolo, ou seja, com intenção de matar. 

A materialidade do crime foi comprovada por meio dos boletins de ocorrência, prontuários médicos, laudos necroscópicos e exame pericial realizado no veículo. A perícia identificou amassados e manchas de sangue no para-choque, no espelho retrovisor e na lateral da carroceria. 

No julgamento, a defesa pediu a absolvição do réu com o argumento de legítima defesa. Também tentou desclassificar o crime para lesão corporal seguida de morte ou homicídio culposo de trânsito. 

De forma alternativa, também foi solicitado a redução da pena por homicídio privilegiado, alegando que o acusado teria agido sob forte emoção ou para proteger familiares de supostas ameaças. 

No entanto, o promotor de Justiça Francisco de Salles Bezerra Farias Neto rebateu os argumentos, conforme a acusação, a sequência dos atos demonstrou premeditação e revelou que o ataque foi desproporcional, especialmente porque a vítima já estava caída no chão. 

Na sentença, o juiz fixou a pena-base em 12 anos de prisão, considerando a gravidade do dolo e o abalo provocado aos familiares da vítima. Mas por cauda da confissão, houve redução de um ano, resultando na pena definitiva de 11 anos de reclusão.

A decisão determinou a execução imediata da pena e estabeleceu o regime fechado para o cumprimento da condenação. O réu também foi inabilitado para dirigir, perdeu o veículo utilizado no crime e deverá pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais à família da vítima.

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