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Fraude no CNJ tenta expedir falso mandado de prisão contra Moraes e Lula

Moraes já havia sido alvo uma invasão hacker nos sistemas do órgão

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) voltou a identificar alterações indevidas em dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões. O órgão registrou a tentativa de expedição de mandado de prisão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O CNJ confirmou o episódio nesta quinta-feira, 22.

Moraes já havia sido alvo uma invasão hacker nos sistemas do órgão. Na ocasião, o hacker Walter Delgatti Neto expediu, a mando da então deputada Carla Zambelli (PL-SP), um mandado de prisão falso contra o ministro, assinado pelo próprio magistrado Os dois foram condenados pelo caso pelo Supremo.

"Expeça-se o mandado de prisão em desfavor de mim mesmo, Alexandre de Moraes. Publique-se, intime-se e faz o 'L'", dizia um trecho do documento fake de 2023.

À reportagem, o CNJ informou que o episódio comunicado nesta quinta não se trata de uma invasão hacker, mas sim de um uso indevido do sistema.

"As ações foram realizadas por meio de credenciais de acesso comprometidas, pertencentes a usuários de tribunais, em decorrência de roubo de credenciais, utilizadas de forma indevida no sistema. Não houve invasão, violação ou comprometimento dos sistemas do CNJ. A alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas. O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos", informou o órgão por meio de nota.

A reportagem tentou contato com o gabinete de Moraes e com a Presidência da República, mas não obteve resposta até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

Delgatti está em regime semiberto e Zambelli, presa na Itália

Moraes autorizou neste mês o hacker Walter Delgatti Neto a progredir do regime fechado para o regime semiaberto no cumprimento de sua pena. Delgatti cumpre pena de oito anos e três meses de prisão pela invasão dos sistemas do CNJ, a mando de Zambelli.

Já a ex-deputada aguarda, presa na Itália, decisão sobre sua extradição ao Brasil. A Justiça da Itália adiou nesta terça-feira, 20, o julgamento dela pela quarta vez.

 

Tentativa de homicídio

Foragido após atear fogo na mãe, servente de pedreiro é preso em Campo Grande

Renato Rosa Gomes estava foragido desde setembro de 2025

30/03/2026 14h30

Foto: Reprodução

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Condenado por tentativa de homicídio qualificado após atear fogo na própria mãe em julho de 2015, o servente de pedreiro Renato Rosa Gomes, de 38 anos, foi recapturado nesta segunda-feira (30), em Campo Grande. O homem estava foragido do sistema prisional desde setembro de 2025, quando teve mandado de recaptura expedido pela 2ª Vara de Execução Penal.

O crime ocorreu em julho de 2015, a cerca de 160 quilômetros da Capital, no Bairro Paraguai. Segundo a denúncia do Ministério Público, Renato, com a ajuda de Aparecida Farias de Souza, contratada mediante pagamento com drogas, planejou e executou o ataque contra a mãe, Eliete Albuquerque Rosa, após desavença por causa do volume alto de um aparelho de som.

A desavença ganhou força após a mãe acionar a Polícia Militar para reclamar do barulho. Após a saída da equipe, Renato e Aparecida decidiram jogar líquido inflamável sobre Eliete, momento em que ele ateou fogo com um isqueiro. Mesmo com a mãe em chamas, Renato não prestou socorro, destaca o Ministério Público.

A vítima conseguiu pedir ajuda a familiares e foi socorrida. Conforme o MP, ela já era alvo constante de ameaças e agressões por parte do filho.

Julgado em dezembro de 2018,  Renato foi condenado a 10 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. Aparecida recebeu pena de 7 anos e 6 meses, também em regime fechado. Ambos chegaram a cumprir pena na Penitenciária Estadual de Dourados.

De acordo com a Justiça, Renato deve cumprir outros 9 anos, 7 meses e 27 dias de pena. Após a recaptura, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

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Eleições

Justiça eleitoral passa a atender eleitores no Memorial da Cultura

Os atendimentos foram transferidos para a região central da cidade para facilitar o acesso dos cidadãos a demandas que antecedem o prazo final para regularização do título de eleitor

30/03/2026 14h00

Os atendimentos foram transferidos para o Memorial da Cultura, no centro de Campo Grande

Os atendimentos foram transferidos para o Memorial da Cultura, no centro de Campo Grande Bruno Henrique/Arquivo Correio do Estado

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A Justiça Eleitoral de Campo Grande vai passar a atender os eleitores em um novo endereço a partir do dia 6 de abril. Os atendimentos que antes eram feitos na Cnetral de Atendimento no Parque dos Poderes passarão a acontecer no Memorial da Cultura (antigo fórum estadual), que fica na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559, no Centro da cidade. 

O horário dos atendimentos também será ampliado, passando a ser de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. 

A mudança tem o objetivo de tornar mais central o atendimento à população, facilitando o acesso aos serviços eleitorais em um local situado na região central, especialmente em um período com grande demanda de atendimentos, já que o prazo de fechamento do caastro eleitoral se encerra no dia 6 de maio. 

No local, serão realizados serviços de alistamento eleitoral (primeiro título), transferência de domicílio eleitoral, atualização de dados cadastrais, alteração de local de votação, cadastro biométrico.

 No interior do Estado, os cartórios eleitorais continuam atendendo das 12h às 18h até o dia 27 de abril. Após esta data, o horário também passa a ser ampliado, com funcionamento das 8h às 18h até o dia 6 de maio, último prazo para regularização do título eleitoral. 

Os atendimentos ampliados buscam atender os mais de 79 mil eleitores sul-mato-grossenses que estão com o título irregular. Caso não haja regularização, estes cidadãos não poderão participar das próximas eleições que acontecem em outubro deste ano. 

Do total, 30.374 eleitores são da Capital e 48.924 do interior do Estado. Os municípios com maior quantidade de títulos irregulares são Campo Grande (30.374), Dourados (30.374), Três Lagoas (3.643), Ponta Porã (2.505) e Corumbá (2.505).

Números divulgados pelo TRE-MS indicam que Mato Grosso do Sul tem 1.989.797 eleitores, sendo que 1.722.151 possuem biometria e 267.646 não possuem. 

Os documentos necessários para regularização são:

  • documento oficial com foto que comprove sua identidade;
  • título eleitoral ou e-Título;
  • comprovantes de votação;
  • comprovantes de justificativas eleitorais;
  • comprovante de dispensa de recolhimento ou, caso não tenha sido dada baixa, os comprovantes do recolhimento das multas.

As eleições brasileiras acontecem nos dias 4 de outubro (1º turno) e 25 de outubro (2º turno) para eleger parlamentares para o mandato de 2027 a 2030. 

Os cargos em disputa são para Presidente da República, governadores, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e deputados estaduais/distritais.
 

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