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Demarcação

Funai notifica quase 200 propriedades em nova etapa de demarcação em MS

Edital publicado no Diário Oficial da União envolve área em estudo para identificação da Terra Indígena Laranjeira Ñanderu, em Rio Brilhante, e abre prazo para manifestações de proprietários e interessados

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A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) publicou nesta segunda-feira (9), no Diário Oficial da União, um edital de notificação relacionado ao processo de identificação e delimitação da Terra Indígena Laranjeira Ñanderu, localizada em Rio Brilhante, em Mato Grosso do Sul.

A medida alcança 199 imóveis rurais e urbanos que, segundo os estudos preliminares, estão inseridos nos limites da área atualmente analisada para possível reconhecimento territorial indígena.

A publicação marca mais uma etapa do procedimento administrativo conduzido pela Funai e ocorre após tentativas frustradas de localizar individualmente todos os proprietários e demais interessados.

Diante disso, a autarquia optou pela notificação coletiva por meio de edital, instrumento previsto na legislação federal para assegurar o direito à informação e à participação dos envolvidos.

O processo tramita sob o número 08620.076835/2015-30 e está relacionado à área denominada Laranjeira Ñanderu, cujo procedimento demarcatório teve início em 2017, com a criação de um Grupo Técnico responsável pelos estudos antropológicos, fundiários, ambientais e históricos necessários para avaliar a ocupação tradicional indígena da região.

Área envolve assentamentos, chácaras e grandes fazendas

A extensa relação divulgada pela Funai reúne imóveis de diferentes perfis, desde lotes do Assentamento Getúlio Vargas até fazendas de grande porte, estâncias, sítios, chácaras e propriedades pertencentes a empresas do setor agropecuário.

Entre os imóveis citados estão áreas como as fazendas São Marcos, Boa Esperança, Cadeado, Rancho Grande, Bacuri, Santa Angélica, Santo Antônio da Nova Esperança, além de dezenas de lotes rurais localizados na região de Rio Brilhante.

Também aparecem na lista propriedades vinculadas a pessoas físicas, empresas do agronegócio, associações rurais e até imóveis pertencentes ao próprio município de Rio Brilhante.

A inclusão no edital não significa reconhecimento definitivo da área indígena, mas indica que esses imóveis estão situados dentro dos limites preliminares considerados nos estudos técnicos em andamento.

O que acontece agora

Com a publicação do edital, os proprietários, possuidores e demais interessados passam a ter prazo de 30 dias para apresentar manifestações, documentos ou informações que considerem relevantes para o processo administrativo.

As contribuições poderão ser encaminhadas eletronicamente à Diretoria de Demarcação de Terras Indígenas da Funai ou protocoladas fisicamente em Brasília.

A Funai ressalta que a ausência de manifestação não interrompe o andamento do procedimento. Encerrado o prazo, os documentos recebidos serão analisados pela equipe técnica responsável antes da decisão administrativa sobre a aprovação ou não dos estudos realizados.

Próximas etapas da demarcação

Caso os estudos sejam aprovados pela Funai, será publicado o resumo do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RCID) no Diário Oficial da União e nos estados afetados.

A partir dessa publicação, os interessados terão até 90 dias para apresentar contestações formais ao processo de demarcação.

A Terra Indígena Laranjeira Ñanderu é uma das áreas em análise no Mato Grosso do Sul, estado que concentra algumas das mais complexas disputas fundiárias envolvendo comunidades indígenas e proprietários rurais do país.

A publicação do edital representa uma fase preliminar do procedimento e não configura, por si só, a homologação ou a demarcação definitiva da área.

Guerra

Trump acusa Irã de derrubar helicóptero americano e diz que EUA 'precisam responder' ao ataque

Um barco-drone resgatou dois pilotos do Exército que estavam a bordo do helicóptero de ataque Apache

09/06/2026 17h30

Helicóptero Apache

Helicóptero Apache U.S Army

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, culpou o Irã pelo abate de um helicóptero do Exército americano perto do Estreito de Ormuz nesta terça-feira, 9. O republicano afirmou que os EUA devem responder ao ataque.

Um barco-drone resgatou dois pilotos do Exército que estavam a bordo do helicóptero de ataque Apache quando ele caiu perto da via navegável que o Irã fechou efetivamente durante sua guerra contra os EUA e Israel.

Trump disse em uma publicação nas redes sociais que ambos os militares "estão bem e ilesos". "No entanto, os Estados Unidos devem, por necessidade, responder a este ataque", escreveu Trump.

Autoridades militares não revelaram o que causou a queda do helicóptero Apache, informando que o acidente está sob investigação. Pouco antes de publicar sua acusação, Trump afirmou que acabara de saber que o Irã era o responsável.

O helicóptero caiu enquanto o Oriente Médio ainda se recuperava após Irã e Israel trocarem tiros no dia anterior, no maior golpe até então após o frágil cessar-fogo na guerra. A televisão estatal iraniana informou na terça-feira que os ataques israelenses mataram pelo menos dois membros das unidades de defesa aérea do país.

Resgate

O acidente ocorreu por volta das 3h30 da manhã, horário local, na costa de Omã, enquanto o helicóptero realizava uma patrulha, informou o Comando Central dos EUA.

Um barco não tripulado localizou os dois aviadores depois que eles passaram cerca de duas horas na água, disse o capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA. Ele afirmou que este foi o primeiro resgate marítimo conhecido realizado por um drone pelas Forças Armadas dos EUA.

Os helicópteros AH-64 Apache têm sido um recurso fundamental para as Forças Armadas americanas na imposição do bloqueio aos carregamentos de petróleo bruto e aos petroleiros iranianos, com o objetivo de pressionar Teerã a chegar a um acordo para colocar fim à guerra.

Os helicópteros também têm sido usados pelos Emirados Árabes Unidos para derrubar drones iranianos. O drone usado para realizar o resgate era uma embarcação de 7,3 metros chamada Corsair, disse Hawkins. Ele é fabricado pela Saronic Technologies.

O drone foi designado para a Força-Tarefa 59, criada em 2021 como a primeira unidade não tripulada e de inteligência artificial da Marinha que se concentra na segurança marítima no Oriente Médio, incluindo o Estreito de Ormuz e o Canal de Suez.

Desde que os EUA e Israel começaram a atacar o Irã em 28 de fevereiro, a guerra abalou a economia global, elevou os preços da energia em todo o mundo e encareceu muitos produtos básicos, incluindo alimentos.

Autoridades não conseguiram transformar o cessar-fogo de abril em um acordo para encerrar definitivamente o conflito, especialmente à medida que Israel intensifica e expande sua campanha militar no Líbano contra o grupo radical xiita Hezbollah, que é pró-Irã.

*Com informações da Associated Press (AP).
 

Violência

Execução de idoso de 82 anos em MS intriga polícia e familiares

Marcas de tiros na janela, depoimentos divergentes e relatos sobre interesse no imóvel da vítima estão entre os elementos analisados pela investigação

09/06/2026 16h44

Foto: Divulgação

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A execução de um idoso de 82 anos dentro da própria residência mobiliza a Polícia Civil e levanta uma série de questionamentos em Três Lagoas.

José Bernardino da Silva Sobrinho foi encontrado morto na tarde desta segunda-feira (8) em sua casa, localizada na Rua Itacil Pereira Martins, no bairro Guanabara. A principal hipótese investigada é de que ele tenha sido assassinado enquanto dormia.

O corpo foi localizado por volta das 13 horas, após familiares acionarem a Polícia Militar. O filho da vítima informou ter encontrado o pai aparentemente sem sinais de vida dentro do quarto.

Ao chegar ao imóvel, ele teria percebido danos em uma das janelas da residência e, ao se aproximar da cama, constatado que o idoso estava com o corpo frio.

Quando os policiais chegaram ao local, identificaram sinais que apontavam para uma morte violenta. Ainda do lado de fora da residência, foi possível observar marcas compatíveis com disparos de arma de fogo na janela do quarto onde José Bernardino dormia. O corpo estava sobre a cama, coberto por um lençol, com apenas a cabeça descoberta.

A cena reforçou a suspeita de que o criminoso tenha agido sem sequer entrar na residência. De acordo com os primeiros levantamentos periciais, os disparos teriam sido efetuados através de uma veneziana de ferro localizada na janela do quarto, atingindo diretamente o local onde a vítima repousava.

A área foi isolada para o trabalho da Polícia Científica e das equipes da Polícia Civil, além de investigadores da Seção de Investigações Gerais (SIG).

Os exames periciais revelaram a violência da ação criminosa. José Bernardino apresentava perfurações provocadas por arma de fogo na cabeça, no abdômen, em uma das mãos e nos dois cotovelos.

Durante a perícia, seis cápsulas deflagradas foram recolhidas e encaminhadas para exames técnicos. O material poderá auxiliar os investigadores na identificação da arma utilizada e, eventualmente, do autor dos disparos.

Outro aspecto que chamou a atenção das autoridades foi a situação encontrada no imóvel. A residência estava fechada com correntes e cadeados, sendo necessário rompê-los para que a perícia e a remoção do corpo fossem realizadas.

Ao longo da ocorrência, o filho da vítima prestou novos esclarecimentos aos investigadores. Segundo informações apuradas, algumas declarações apresentaram divergências em momentos distintos do atendimento policial.

O conteúdo desses relatos passou a integrar a investigação e será analisado pela equipe responsável pelo caso.

Além disso, uma amiga próxima da família trouxe uma informação considerada relevante para os investigadores.

Conforme o depoimento, José Bernardino teria comentado recentemente sobre o interesse de terceiros em adquirir sua residência por valores considerados muito abaixo do mercado. Segundo ela, o idoso demonstrava incômodo com as constantes tentativas de negociação.

Diante desse contexto, a motivação do crime ainda permanece indefinida. A Polícia Civil trabalha com diferentes linhas de investigação e busca esclarecer se a execução possui relação com interesses patrimoniais, conflitos pessoais ou outras circunstâncias ainda desconhecidas.

A apuração está sob responsabilidade da Seção de Investigações Gerais (SIG), do Núcleo Regional de Investigações (NRI) e da 3ª Delegacia de Polícia Civil de Três Lagoas. Até o momento, ninguém foi preso.

Tratado inicialmente como homicídio qualificado, o caso segue cercado de mistério. A principal pergunta que permanece sem resposta é quem planejou e executou a morte de José Bernardino da Silva Sobrinho e qual teria sido a motivação para o crime.

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