Cidades

Atrasos

Funcionários denunciam mais descaso e obra do Aquário
do Pantanal para

Governo garante que energia foi normalizada ontem, mas empreiteira não paga trabalhadores

VÂNYA SANTOS

22/07/2015 - 11h10
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Há 19 dias de braços cruzados, funcionários que trabalham na obra do Aquário do Pantanal, nos altos da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, denunciam descaso com relação a falta de condições de trabalho e também a falta de pagamento de salário e benefícios.

De acordo com informações repassadas ao Portal Correio do Estado, a última vez que os funcionários atuaram na obra foi no dia 3 deste mês. Desde então, os trabalhadores são obrigados a cumprir expediente, mas não executam o serviço porque as máquinas estão paradas por falta de combustível e energia elétrica.

Denuncias dão conta ainda de que os funcionários recebiam hora extra para trabalhar aos sábado, porém, desde o inicio do mês foram dispensados e não prestam mais serviço nos finais de semana.

ATRASOS

Em média, o salário de um auxiliar de obras que trabalha no Aquário do Pantanal é de R$ 1.346, sendo que deste total, R$ 380 são pagos no dia 20 como adiantamento de salário e R$ 833 são repassados até o quinto dia último de cada mês.

Segundo os trabalhadores o vale que deveria ter sido depositado no dia 20 de junho ainda não foi pago. Já o salário deste mês só foi depositado no dia 10, ou seja, atrasado.

O benefício do vale alimentação, no valor de R$ 380, também está atrasado desde o mês passado.

OUTRO LADO

Conforme assessoria de imprensa do Governo do Estado, a energia elétrica foi normalizada nesta terça-feira, no entanto um pequeno grupo de trabalhadores está paralisado por problemas pontuais.

Alguns funcionários, de acordo com o Governo, estão de braços cruzados por falta de pagamento do vale alimentação, enquanto outro grupo está parado por falta de combustível, que é utilizado na execução da obra do estacionamento. Essa parcelas de trabalhadores aguarda a empreiteira Proteco comprar o combustível, que só é adquirido com pagamento à vista.

DENÚNCIA

No ultimo dia 16, trabalhadores denunciaram que máquinas estavam paradas por falta de combustível e energia elétrica nas obras do Aquário do Pantanal. Funcionários gravaram vídeo mostrando que equipamentos considerados essenciais para o serviço não estavam funcionando e que o tanque que abastece as máquinas estava vazio.

Além disso, betoneiras, usadas para mistura de materiais de concreto ou argamassa, também estavam paradas por falta de energia. Devido aos problemas, funcionários relataram que a única atividade realizada no local era o serviço de limpeza.

AQUÁRIO DO PANTANAL

Firmado em abril do ano passado, o contrato com valor inicial de R$ 2,7 milhões com a empresa do arquiteto que projetou o Aquário do Pantanal tinha prazo de 270 dias para ser finalizado.

A obra emblemática da gestão de André Puccinelli (PMDB) deveria ser inaugurada em novembro de 2014 e agora não há prazo para conclusão. O custo da obra, estima-se, passa dos R$ 300 milhões. Inicialmente, o Governo pretendia gastar R$ 87 milhões na obra.

Desde o fim do ano passado, milhares de peixes estavam em quarentena em tanques improvisados na sede da Polícia Militar Ambiental (PMA) e a empresa que cuidava dos animais afirmou que milhares morreram em razão das mudanças climáticas.

Agora, o Imasul é responsável pelos animais e o contrato com a Anambi Análise Ambiental, no valor de R$ 5,3 milhões, foi rescindido.

Declaração

Apenas ameaça de envenenamento de água tem viés político, diz ministro

Comitiva contou com o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello e a deputada federal por SP, Sônia Guajajara

31/10/2026 15h00

Coletiva realizada na manhã deste sábado, em Dourados

Coletiva realizada na manhã deste sábado, em Dourados Foto: Reprodução / Redes Sociais - Ministro Eloy Terena

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Das quatro denúncias recebidas pelo Governo Federal e que englobam indígenas em Mato Grosso do Sul, há ligação preliminar com violência política apenas na ameaça de envenenamento da água dos Guarani-Kaiowa, em Tacuru, avaliação apresentada pelo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, neste sábado (31), durante coletiva em Dourados, interior do Estado.

A comitiva federal contou também com o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello e a deputada federal por SP, Sônia Guajajara (PSOL), motivada por uma série de denúncias de violência e intimidações pós a eleição do último domingo (25).  Para além da apuração sobre o possível envenenamento, o Governo Feral apura denúncias de atropelamentos. 

Cabe destacar que o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) já havia instaurado procedimentos para investigar as acusações sobre ataques, hostilidades e intimidações contra comunidades indígenas no Estado.

As apurações tiveram início após denúncias encaminhadas pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) a órgãos federais, relatando o aumento de episódios de violência, atropelamentos, ameaças, além das suspeitas de contaminação de água após o 2°tunno das eleições presidenciais de 2026. 

Eloy afirmou que buscará ampliar o debate junto à Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), para apurar o controle da qualidade da água consumida pelos moradores da região.

“No universo das 189 denúncias que chegaram pelos canais do Ministério dos Direitos Humanos e do Ministério dos Povos Indígenas, recebemos dez casos relacionados a indígenas, desses dez casos, quatro são de Mato Grosso do Sul”, afirmou Eloy Terena em coletiva. "Apenas nesse caso da ameaça de envenenamento se enxerga uma ligação direta com crime político, assédio ou violência política”, complementou o ministro. Cabe destacar que os acusados foram ouvidos ontem pela Polícia Federal. 

Apuração 

Para apurar a veracidade das acusações e garantir a proteção dos territórios, o MPF-MS distribuiu frentes regionais de investigação em cidades do interior do Estado.

Em Naviraí, o procurador da República Marco Antonio Delfino de Almeida instaurou apuração para averiguar denúncias de supostos homicídios motivados por conflitos políticos na região. Contudo, uma investigação detalhada conduzida pela assessoria do 1º Ofício da PRM Dourados derrubou a alegação, segundo MPF-MS.  

Em resposta a pedidos de informação, a 4ª Promotoria de Justiça de Naviraí e a Prefeitura Municipal esclareceram que o caso registrado na cidade foi uma tentativa de duplo homicídio decorrente de um desentendimento familiar e interpessoal, sem qualquer motivação política ou étnica.

Em Tacuru, a recomendação foi de que a prefeitura afastasse os servidores responsáveis pelos áudios que ameaçam envenenar a água fornecida aos indígenas do município. 

Dentre as medidas tomadas, o Ministério Público solicitou averiguação da autoria, autenticidade e divulgação de gravações com intimidações direcionadas aos povos originários, além de medidas adotadas para garantir a segurança e a manutenção do atendimento essencial prestado às comunidades.

A administração municipal acolheu o pedido do MPF e abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o caso, assim como afastou os servidores. 

O grupo cumpre agendas também na Aldeia Taquapery em Coronel Sapucaia e Aldeia Sassoró em Tacuru.

Oportunidade

TRE-MS prorroga seleção de estágio com bolsas de R$ 1 mil para alunos de 9 cursos; veja

Processo seletivo prevê a formação de cadastro de reserva e oportunidades para atuação na Secretaria do Tribunal Regional Eleitoral

31/10/2026 13h45

Sede do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS)

Sede do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul prorrogou as inscrições do processo seletivo de estágio destinado a estudantes de nível superior de nove cursos. 

Conforme o edital, o processo seletivo prevê a formação de cadastro de reserva e oportunidades para atuação na Secretaria do Tribunal, em Campo Grande. As bolsas são de R$ 1.020,00.

Podem participar estudantes dos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Comunicação Social (Jornalismo), Direito, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Informática, Psicologia e Publicidade e Propaganda, matriculados a partir do 3º semestre da graduação.

O prazo segue até as 12h do dia 02 de dezembro de 2026. A seleção é realizada pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), por meio de plataforma on-line.

A jornada é de cinco horas diárias, 25h semanais, além de auxílio-transporte calculado com base na tarifa do transporte público de Campo Grande e na quantidade de dias úteis do mês.

Seleção

A inscrição e a realização da prova ocorrem no mesmo período. Assim, o candidato pode fazer a avaliação on-line no momento em que se inscrever, sem precisar aguardar o fim do prazo.

A prova é objetiva, com 20 questões de múltipla escolha: 10 de Língua Portuguesa, cinco de Conhecimentos Gerais e cinco de Noções de Informática. Para ser aprovado nessa etapa, é necessário obter pelo menos 50% de aproveitamento.

Cronograma

  • 14 a 02 de dezembro inscrições e realização da prova on-line, até as 12h;
  • 03 de dezembro: disponibilização do gabarito provisório;
  • 04 de dezembro: prazo para apresentação de recursos contra o gabarito provisório;
  • 21 de janeiro: publicação da classificação provisória, do gabarito definitivo e das respostas aos recursos;
  • 22 de janeiro: prazo para recursos contra a classificação provisória;
  • 29 de janeiro: publicação da classificação definitiva.

Saiba* 

Os candidatos devem consultar o edital para conferir os requisitos e as demais regras do processo seletivo.

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