Cidades

'Gravity Payments'

Funcionários se demitem após aumento de salários

Funcionários se demitem após aumento de salários

Redação

05/08/2015 - 05h00
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O CEO da Gravity Payments, Dan Price, fez um anúncio que correu o mundo: para aumentar os ganhos de seus funcionários, reduziria seu próprio salário, que era de 1 milhão de dólares anuais, para 70 mil dólares.

Todos os 120 funcionários da startup de serviços de pagamentos também receberiam um salário mínimo de 70 mil dólares ao ano (aproximadamente 241 mil reais, ou 20 mil reais por mês, considerando o preço do dólar de hoje).

O aumento seria feito de forma progressiva nos próximos três anos e, para fazê-lo, Price também usaria 2 milhões de dólares lucrados pela empresa em 2014.

Desde o anúncio da medida, em abril deste ano, Price foi capa de revista, participou de programas de TV, foi visto como um “líder visionário” e sua atitude foi até estudada por professores de Harvard.

Mas, de acordo com uma reportagem do The New York Times, muita coisa mudou na empresa desde então.

A repercussão do caso fez a equipe da startup ficar sobrecarregada com a avalanche de e-mails, ligações e posts no Facebook. Com tantos olhos na empresa, alguns deles esperando pelo fracasso, a pressão foi intensa, segundo o jornal. 

O que resultou na perda de clientes, que romperam os contratos por acreditar que a decisão traria custos no longo prazo.

Outros clientes, ainda de acordo com o New York Times, ficaram com medo da medida e deixaram a empresa, uma vez que o aumento foi visto como uma “declaração política” e “socialista”, em meio a um debate nos Estados Unidos sobre a desigualdade de salários entre diretores e funcionários. 

Outro problema para o CEO é que Lucas Price, cofundador da empresa e seu irmão, entrou com uma ação contra a Gravity, alegando diferenças de longa data com Dan Price.

Demissões

Não bastasse isso, o aumento salarial teve outra consequência séria para a Gravity Payments: dois importantes funcionários do negócio, valorizados pelo CEO, pediram demissão por acreditar que a medida era injusta.

A gerente financeira Maisey McMaster disse à reportagem do New York Times que até se entusiasmou pelo aumento no começo, mas que pensou melhor depois e passou a "remoer" a medida. Para ela, o aumento nivelou todos os profissionais -- inclusive os menos preparados. 

Ela pediu demissão, após conversar com o chefe, que teria dito a ela que era uma “egoísta”.

O outro funcionário que saiu foi Grant Moran, desenvolvedor web. Ele não gostou da exposição do novo salário.

LICITAÇÕES

Às vésperas da eleição, capital destrava licitações que superam R$ 70 milhões

Licitações incluem obras de infraestrutura focadas em de pavimentação, recapeamento e revitalização de diversos locais da capital

24/07/2024 12h45

Parque do Lageado vai ganhar asfalto e drenagem

Parque do Lageado vai ganhar asfalto e drenagem Foto: Álvaro Rezende / Segov

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A Edição n. 7.587 do Diário Oficial de Campo Grande (DIOGRANDE), publicada nesta quarta-feira (24), trouxe a homologação da obra de  pavimentação de mais uma parte do complexo Rita Vieira. A obra, somada a outras licitações homologadas neste mês, ultrapassam a quantia de RS 70 milhões.

Conforme o informativo, somente no complexo Rita Vieira, a obra de pavimentação foi orçada no valor de R$ 6.930.489,9 (seis milhões, novecentos e trinta mil, quatrocentos e oitenta e nove reais e noventa centavos) e deve ser executada pela empresa A.S CONSTRUTORA E COMERCIO LTDA. 

Além dessa, à beira da eleição municipal, diversas outras obras de infraestrutura e revitalização foram aprovadas pela prefeitura. Na capital, entre os principais projetos homologados, estão a pavimentação do Parque Lajeado do Sol, a pavimentação asfáltica da Avenida Ernesto Geisel, a revitalização das margens do córrego Anhanduizinho e a pavimentação do complexo Nova Lima. 

Todas as obras, somadas, atingem o montante de 72.900.399,98 (setenta e dois milhões, novecentos mil, trezentos e noventa e nove reais e noventa e oito centavos)

 

 

Lageado

Ainda no começo da semana, outro projeto de pavimentação foi homologado pela prefeitura. Segundo a publicação feita na última segunda-feira (22), no valor de R$15,3 milhões, a empresa Sagres Engenharia foi a vencedora da licitação para asfaltar e instalar drenagem no Complexo Lageado.

De acordo com o projeto, cerca de 21 ruas serão pavimentadas, além de serem contempladas com obras de drenagem. Você pode conferir a relação completa de ruas aqui

Recapeamento da Ernesto Geisel

Na última sexta-feira (19), o recapeamento asfáltico da Avenida Ernesto Geisel foi homologada por um valor de R$ 5.180.249,98 (cinco milhões cento e oitenta mil duzentos e quarenta e nove reais e noventa e oito centavos). Inicialmente orçado por, R$ 5.180.454,90, a empresa responsável pela realização, a AR Pavimentação e Sinalização, concedeu um desconto de R$ 204,92 para a feitura do serviço.

Revitalização Anhandui 

Publicado na última quinta-feira (20), uma outra licitação foi aberta para a revitalização das margens do córrego Anhanduizinho, um projeto que se arrasta há 13 anos em Campo Grande e que está parado faz três anos. O valor previsto para o projeto será de R$ 22,4 milhões para a conclusão  do trecho entre as ruas Bom Sucesso e Abolição, na região do bairro Marcos Roberto, próximo ao shopping Norte Sul Plaza.

Em agosto do ano passado, quando houve a tentativa de licitação, o valor máximo previsto era de R$ 19.716.493,54. Este valor sofreu reajuste de 13,7% e agora o edital prevê desembolso de até R$ 22.450.994,08 para conclusão.

Nova Lima

Também na sexta-feira (19), a prefeitura realizou a alteração do valor do projeto de pavimentação do Lote 02 complexo Nova Lima. O contrato, que teve início em 25 de janeiro de 2022 sob o valor de R$ 23.038.666,02 (vinte e três milhões, trinta e oito mil, seiscentos e sessenta e seis reais e dois centavos) recebeu um desconto de cerca de R$ 33 mil. 

Parado desde 2022, o projeto foi ‘revivido’ pela prefeitura neste mês. As obras, no entanto, ainda se encontram paradas. 
 

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Cidades

MS tem 4,7 milhões de hectares de pastagens degradadas passíveis de recuperação

Tema está sendo debatido em encontro realizado pelo Ministério da Agricultura

24/07/2024 12h30

Arquivo.

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Uma pesquisa, realizada pela Universidade de São Paulo (USP) mostra que Mato Grosso do Sul tem 11,8 milhões de hectares de área degradada, sendo 4,7 milhões destes hectares correspondentes a áreas passíveis de recuperação.

A área a ser recuperada é maior do que a utilizada para o plantio de soja em todo o Estado, que é de aproximadamente 4,1 milhões de hectares, e supera em mais de 100% a área plantada de milho, que é de aproximadamente 2,2 milhões de hectares na 2ª safra deste ano. Os dados são do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (Projeto Siga-MS) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) 

Pensando em buscar medidas para amenizar as áreas degradadas em Mato Grosso do Sul, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está realizando em Campo Grande, nesta quarta-feira (24), uma Oficina sobre as Ações de Recuperação e Conversão de Áreas Degradas.

O evento reúne gestores públicos e de instituições ligadas ao setor agropecuário sul-mato-grossense, com o objetivo de identificar quais são os municípios e áreas prioritárias a serem recuperadas, além de compartilhar conhecimentos e pensar ações e formas de investimento a serem adotadas para apoiar o agricultor, para que ele possa investir na recuperação dos pastos.

As atividades serão definidas a partir das diretrizes do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD) e das metas do Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária 2020-2030 (Plano ABC+). 

A oficina acontece até as 18h, no auditório da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) – Av. Desembargador José Nunes Da Cunha S/N - Bloco Parque dos Poderes, Campo Grande (MS).

Recuperação de pastagens degradadas
no Pantanal custaria quase R$ 16 bilhões

Conforme noticiado anteriormente pelo Correio do Estado, um estudo desenvolvido pelo Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado em outubro de 2022, apontava que seriam necessários R$ 15,96 bilhões para recuperar e reformar todas as áreas de pastagem do Pantanal que apresentam algum nível de degradação.

O levantamento mostrava ainda que 50% das áreas de pastagem do bioma apresentavam degradação severa, 35% degradação moderada, e apenas 15% não apresentavam degradação.

A avaliação do nível de degradação é necessário para calcular o nível de intervenção necessário para a recuperação.

“Por exemplo, áreas em estágios iniciais de degradação exigem menor intervenção e menores custos operacionais a fim de conter a redução da produtividade. Por outro lado, se o processo de degradação se encontra em estágio avançado, são necessárias ações mais intensivas e dispendiosas, uma vez que, o alto grau de degradação compromete a capacidade de manter a produção e a qualidade da forragem e a resistência aos efeitos nocivos de doenças, pragas e plantas invasoras", explicou Sabrina de Matos Carlos, pesquisadora do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas à época.

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