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TCU

Fundos estatais deixam de ganhar
R$ 85 bilhões por ineficiência

Fundos estatais deixam de ganhar
R$ 85 bilhões por ineficiência

Folhapress

24/03/2018 - 09h28
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Uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) que comparou o desempenho de fundos de pensão públicos e privados concluiu que entidades estatais de previdência deixaram de ganhar R$ 85 bilhões em 2016 devido à ineficiências na gestão.

Segundo o tribunal, o mau desempenho se concentrou nas três maiores entidades de estatais -Previ (dos funcionários do Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa Econômica Federal). Os três fundos, que concentram quase 483 mil associados, deixaram de ganhar R$ 75 bilhões no período.

Por isso, o tribunal decidiu buscar a reparação dos danos causados aos beneficiários de planos de aposentadoria dessas três estatais. No julgamento, o TCU exigiu que os conselhos deliberativos desses fundos enviem o cálculo dos prejuízos.

PARALELO
Os auditores destrincharam os investimentos de todos os fundos de pensão -estatais e privados- de julho de 2006 a maio de 2017. A comparação entre os públicos e os privados ocorreu com base na evolução do patrimônio líquido.

Em 2016, os recursos somados dos 305 fundos privados registraram um aumento de 4% contra uma perda de 15% nos 88 estatais. Essa diferença de desempenho, ainda segundo os auditores, correspondeu aos R$ 85 bilhões.

"O resultado agregado da Previ, Petros e Funcef foi pior que o consolidado de todos os fundos públicos", disse o ministro José Múcio Monteiro, relator do processo no julgamento do caso, na quarta-feira (21).

O patrimônio dessas entidades não pode render menos do que a inflação mais 6% ao ano, limite definido pela Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar), que regula os fundos de pensão. Nenhum dos três alcançou a meta.

O desempenho negativo se deve principalmente à compra de cotas de fundos de participação (FIPs) de projetos com mau desempenho ligados à Sete Brasil, Multiner, OAS, Enseada, entre outros investigados por suspeitas de fraude em operações policiais, como Lava Jato, Greenfield, Sépsis e Cui Buono.

No período considerado pelo TCU, essas aplicações causaram perdas de R$ 15,5 bilhões. A Previ aplicou em 25 fundos desse tipo -dez sofreram perdas de 50% do valor das cotas e, em cinco, ela foi total. Na Petros, dos 35, 18 desvalorizaram 50% e sete, 100%. Na Funcef, dos 46 investidos, 19 encolheram pela metade e dez, totalmente.

"Na Previ, apenas seis dos 25 FIPs apresentaram retorno positivo; na Petros, sete dos 37; e, na Funcef, 13 dos 46. "Não se pode atribuir perdas desses fundos com esse instrumento financeiro às vicissitudes usuais do mercado. Há indícios de falhas na gestão dos aportes", disse Monteiro no relatório.

O TCU também avaliou a atuação da Previc. Para o tribunal, o órgão não tem poder suficiente de punição. Outro problema é que os administradores não são agentes públicos e, portanto, não podem ser processados por improbidade administrativa. Não há tampouco previsão legal para que eles sejam cobrados por prejuízos.

OUTRO LADO
Por meio de sua assessoria, a Previ questiona o relatório do TCU. A entidade informa que o resultado negativo dos planos no passado se deve à recessão e não a investimentos mal feitos, que pesaram muito pouco. O fundo do diz que opera com superávit. Ainda segundo a Previ, outro ponto controverso na avaliação do desempenho negativo pelo TCU foi não ter considerado a distribuição do superávit entre 2010 e 2013, quando R$ 25 bilhões saíram do resultado do fundo e foram para as contas dos beneficiários dos planos.

A Petros informou que ainda mantém investigações para averiguar eventuais irregularidades. Além disso, segundo a entidade, está em andamento, com o suporte de um escritório de advocacia, estudo sobre a atuação de ex-dirigentes em eventuais prejuízos durante os seus mandatos. Se houver prejuízo comprovado, a Petros ingressará com processos de responsabilização de ex-dirigentes para buscar ressarcimento.

A Previc também não quis se manifestar. A Funcef não respondeu até a conclusão desta edição.

PREVISÃO DE ABERTURA

Morenão deve receber jogos a partir de janeiro de 2027

O gestor do estádio afirma que grandes jogos podem ocorrer após a conclusão das obras e que o governador Eduardo Riedel (PP) conversa com empresários para fazer uma Parceria Pública-Privada

02/09/2026 12h00

Em Campo Grande, presidente da CBF, Samir Xaud, visita a reforma no gramado do Morenão

Em Campo Grande, presidente da CBF, Samir Xaud, visita a reforma no gramado do Morenão Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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O Estádio Universitário Pedro Pedrossian, conhecido como Morenão, deve receber jogos com público a partir de janeiro de 2027, segundo o gestor André Chita. A previsão aconteceu na manhã desta terça-feira (1°), durante a visita do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, à reforma do gramado, que é financiado pela CBF em parceria com a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS).

Em Campo Grande, presidente da CBF, Samir Xaud, visita a reforma no gramado do Morenão
André Chita, gestor do Estádio Universitário Pedro Pedrossian / Foto: Marcelo Vitor

Desde a concessão da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) ao Governo do Estado, houve a desocupação de todo o estádio, por parte da universidade. Há cerca de dois meses ocorre a reforma no gramado, segundo André. O projeto de revitalização prevê investimentos de R$ 16,7 milhões em obras estruturais, além de recursos específicos da CBF para a recuperação completa do gramado.

"Foram retirados praticamente 60 caminhões de terra, de grama. Já está concluído o aspecto da irrigação, foi testada, totalmente computadorizada, eletrônica, e agora está na fase do nivelamento com caminhões de areia. Praticamente 60 caminhões vão ser colocados, e posteriormente o plantio da grama. Sobre a parte cronológica, está bacana, está legal, o Governo de Estado, através da Secretaria de Obras, da Agesul, já vai começar a parte estrutural, a parte de implementação das arquibancadas, cabines da imprensa, acessibilidade e tudo isso já está no plano de trabalho e cremos que em janeiro a gente já possa estar atendendo o público com grandes eventos aqui", disse o André Chita.  

Sobre receber grandes jogos após a conclusão das obras no estádio, André afirmou que o governador Eduardo Riedel (PP) conversa com empresários para fazer uma Parceria Pública-Privada (PPP).

"Nosso governador, Eduardo Riedel, já está em tratativa de um segmento que é a EPE, o Escritório de Parcerias Estratégicas, já estamos tendo a visitação de grandes empresários para fazer uma possível PPP. Semana passada, nós tivemos uma visita de várias pessoas desse segmento, até eu brinquei em uma das reuniões. Daqui a pouco, eu creio que em dois ou três anos, a gente vai ter uma arena aqui que até jogo de futebol vai ter, vai ser a cereja do bolo".

Segundo o gestor, o objetivo é manter o Morenão com uma parceria pública-privada. O gramado passa por ajustes, financiados pela CBF após uma parceria com a federação, e a despesa total gira em torno de R$ 1,8 milhão. O restante das obras, que está previsto em torno de R$ 16,7 milhões, será custeado pelo Governo do Estado.

O que será revitalizado

O projeto prevê uma modernização completa da estrutura do Morenão. Entre as intervenções programadas estão a adequação dos acessos, das rotas de fuga e das rampas para atender às normas de segurança e acessibilidade, além do fechamento dos fossos, da instalação de guarda-corpos, corrimãos, barras antiesmagamento e novos portões.

Também fazem parte do pacote de obras a modernização da rede elétrica, a implantação do sistema de prevenção e combate a incêndio, a instalação de novos refletores, a construção de um sistema de irrigação de última geração e a substituição integral do gramado.

As intervenções ainda incluem a reforma da pista de atletismo e melhorias no sistema de drenagem, consideradas essenciais para que o estádio volte a receber partidas oficiais e grandes eventos a partir de 2027.

Lembranças

O presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), Estevão Petrallás, relembrou o dia que um suposto disco voador apareceu no estádio durante o jogo entre Operário e Vasco, o qual o time sul-mato-grossense venceu por 2 a 0, em 1982.

"O Operário e Comercial eram os grandes representantes dessa disputa aqui na região de Campo Grande. E o que nos traz lembranças de uma forma muito ilustrada, mas assim, até muito descontraída, a questão do disco voador aqui. Essas histórias o torcedor presenciou. Essas histórias fazem com que o torcedor relembre desse momento que é recente e não é tão distante e que com certeza tem uma geração que está na expectativa de voltar para o estádio, tendo condições físicas como a CBF está colocando junto com a federação e com a etapa do Governo do Estado numa sequência posterior".

Sobre o Centro de Desenvolvimento do Futebol (CD) no Estado, Petrallás disse que esta é uma continuidade da condição que Samir Xaud tem na presidência da CBF.

"O CD é um legado da Copa de 2014 nos estados que não tiveram a contemplação de arenas, isso precisa ficar esclarecido para opinião pública, mas a determinação desse presidente, Samir, diferente, de uma forma muito competente, jovem, mas buscando justamente dar condição nos estados que mais têm necessidade de fomentar, principalmente a categoria de base. Esse CD vai ter uma exclusividade com olhares para esses jovens jogadores que no futuro vão trazer o palco de volta, como eu coloquei".

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oscilação

Usuários e despachantes alegam instabilidades no site do Detran-MS

Departamento confirmou que o site registrou instabilidades na segunda-feira (31) e, por isso, teve que prorrogar o prazo de pagamento de alguns serviços

02/09/2026 11h50

Pessoa mexendo no site do Detran-MS, com instabilidades nesta quarta-feira (2)

Pessoa mexendo no site do Detran-MS, com instabilidades nesta quarta-feira (2) MARCELO VICTOR

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Usuários e despachantes reclamam de instabilidades e oscilações no site/aplicativo do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS).

Leitores do Correio do Estado alegam que o atendimento está oscilando e, por conta disso, despachantes não conseguem trabalhar nos últimos dias.

No caso, despachante é o profissional que atua como intermediário entre o cidadão e o órgão de trânsito. Ele transfere propriedade de veículos, emplaca e registra veículos, regulariza documentos e pendências, altera dados do veículo ou do proprietário, protocola documentos e acompanha o andamento de determinados serviços.

Na segunda-feira (31), o Detran-MS confirmou que o site registrou instabilidades. Inclusive, o departamento teve que prorrogar prazos para pagamento do licenciamento de veículos e outros serviços.

No caso do licenciamento, o prazo para o pagamento de placas com finais 7 e 8 venceria em 31 de agosto e, com a oscilação do sistema, a data limite foi prorrogada para o dia 18 de setembro.

Outros serviços, como validade de laudos de vistoria, prazos para aquisição ou transferência de veículos, diárias de veículos recolhidos, entre outros, que também teriam vencimento nesta segunda-feira (31), foram prorrogados.

Conforme o Detran-MS, a medida visa garantir que nenhum cidadão seja prejudicado por eventuais instabilidades operacionais e possa regularizar os débitos dentro do novo prazo estabelecido, sem a cobrança de encargos ou sanções.

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria do Detran-MS na manhã desta quarta-feira (2), via e-mail, para confirmar se o serviço está instável para despachantes e saber quando a página volta ao normal, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

APP E SITE

Há vários serviços para condutores e proprietários de veículos disponíveis no site e app do Detran. Confira:

  • Consulta de Débitos de Veículos
  • CNH Ágil
  • Multas
  • Segunda Via de Documentos
  • Pontuação da CNH / Situação da CNH
  • Andamento de Processos
  • Emissão de CRLV Digital
  • Emissão de CNH digital
  • Agendamento e Exames
  • Licenciamento
  • Emplacamento
  • Educação no Trânsito
  • Detran em Números (Estatísticas)
  • Licitação e compras
  • Leilões
  • Legislação
  • Habilitação
  • Veículo
  • CFCs
  • Entre outros

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