Cidades

MILÍCIA

Gaeco denuncia mais três por envolvimento com grupo de extermínio

Grupo seria responsável por 3 execuções na Capital

LUANA RODRIGUES

16/08/2019 - 15h31
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Mais dois guardas municipais, além de um motorista de aplicativo, foram denunciados pela força-tarefa do Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por envolvimento com suposta milícia, em Campo Grande. Rafael Antunes Vieira, Robert Vitor Kopetski e Flávio Narciso, que estão presos desde o dia 30 de julho, são acusados de integrar organização criminosa que agiu como  “grupo de extermínio” e seria responsável por, pelo menos, três execuções na Capital.

Conforme denúncia do Gaeco, durante as investigações voltadas a apurar os assassinatos do policial militar reformado Ilson Martins de Figueiredo; do segurança Orlando da Silva Fernandes; e do estudante Matheus Coutinho Xavier, filho do policial aposentado Paulo Xavier, a força-tarefa prendeu em flagrante o guarda municipal Marcelo Rios, 42 anos, com diversas armas.

Na acusação, os promotores de justiça Marcelo Ely, Gerson Eduardo de Araujo, Marcos Roberto Dietz e Thalys Franklyn de Souza narram que após a apreensão do arsenal bélico em poder de Rios, houve avanços na identificação de integrantes da organização criminosa alvo de investigação, seguida de uma tentativa de sequestro à esposa de Marcelo Rios, uma mulher de 28 anos.

 “Em decorrência disso, os ora denunciados passaram, então, a praticar atos para dificultar (embaraçar) o andamento dos trabalhos investigativos, objetivando garantir a impunidade dos componentes do citado grupo criminoso”, cita o documento.

Os promotores afirmam, ainda, que os três assassinatos foram perpetrados com extrema violência e audácia, mediante o emprego de armas de guerra, como fuzis de calibre 762e calibre .556, ou seja, com características claras de execução sumária. “Apurou-se, assim, que o modus operandi empregado pelos criminosos para o cometimento dos assassinatos em questão difere daqueles homicídios que são praticados comumente por qualquer um do povo, isto é, por motivos banais ou com “dolo de ímpeto”.Em outras palavras, ficou demonstrado que esses crimes de homicídios foram meticulosamente planejados e executados por uma organização criminosa, em autêntica divisão de tarefas, com as vistas a ludibriar as autoridades envolvidas na persecução criminal e, via de consequência, obter a impunidade”, revela a denúncia

O CASO

Marcelo Rios foi preso em 19 de maio deste ano, depois de ter sido flagrado com um arsenal em vários endereços. A maior parte das armas estava em uma casa localizada no Bairro Monte Líbano. No local, havia seis fuzis (dois AK-47 de calibre 762 e quatro de calibre 556), um revólver 357, 11 pistolas 9 milímetros, quatro pistolas .40, uma pistola de calibre 22 e outra pistola de calibre 380, além de duas espingardas, sendo uma de calibre 12 e outra de calibre 22. Também foram encontradas 1.753 munições, 392 para os fuzis AK-47.

Na semana seguinte à prisão de Marcelo, a mulher dele, conforme consta nas investigações, passou a ser assediada pelos colegas do marido. Por isso, os outros dois guardas municipais e o motorista de aplicativo foram presos.

Indenização

TJMS condena réu por injúria racial a pagar indenização por danos morais em Ribas do Rio Pardo

Por maioria de votos, a 1ª Câmara Criminal definiu a indenização em R$ 1,5 mil

08/06/2026 18h29

Foto: Divulgação / MPMS

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) reformou uma sentença de primeira instância e determinou o pagamento de indenização por danos morais a uma vítima de injúria racial em Ribas do Rio Pardo. A decisão foi proferida pela 1ª Câmara Criminal após recurso apresentado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que defendeu a necessidade de reparação civil pelos danos causados à ofendida. Por maioria de votos, a 1ª Câmara Criminal definiu a indenização em R$ 1,5 mil.

O réu já havia sido condenado pela 2ª Vara de Ribas do Rio Pardo pelo crime de injúria racial, previsto no artigo 2º-A da Lei nº 7.716/89, com agravante de reincidência. No entanto, a sentença original não fixou valor mínimo para reparação dos danos sofridos pela vítima.

Diante da omissão, o promotor de Justiça George Zarour Cezar recorreu ao TJMS, sob argumento de que a conduta criminosa ocorreu no ambiente de trabalho da vítima e representou uma grave violação à sua dignidade, justificando a aplicação da indenização prevista no artigo 387, inciso IV, do Código de Processo Penal.

Ao analisar o caso, o relator do recurso, desembargador Lúcio R. da Silveira, acolheu os argumentos do Ministério Público e aplicou o entendimento consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Tema Repetitivo 983.

Segundo o acórdão, o dano moral em casos de injúria racial decorre automaticamente da própria prática do crime, dispensando a apresentação de provas específicas sobre o sofrimento ou abalo psicológico da vítima.

A decisão também afastou a necessidade de que o Ministério Público apresente previamente um valor exato para a indenização na denúncia. Conforme o entendimento adotado, basta que exista pedido expresso de reparação para que o juiz possa fixar o montante na sentença, garantindo o direito de defesa do acusado.

Para os desembargadores, o valor atende aos critérios de proporcionalidade e razoabilidade, cumprindo tanto a função de compensar a vítima quanto o caráter pedagógico da condenação.

PEDÁGIO

Subprefeito de Anhanduí critica "tarifaço" de R$ 14 na BR-163

Em vídeo postado na rede social, Elenilton afirmou que o novo valor do pedágio pode dificultar o deslocamento de trabalhadores e prejudicar o desenvolvimento econômico do distrito

08/06/2026 18h15

Novo valor do pedágio pode dificultar o deslocamento de trabalhadores e prejudicar o desenvolvimento econômico do distrito

Novo valor do pedágio pode dificultar o deslocamento de trabalhadores e prejudicar o desenvolvimento econômico do distrito Gerson Oliveira

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O subprefeito de Anhanduí, Elenilton Dutra, utilizou as redes sociais para criticar o reajuste das tarifas de pedágio da BR-163/MS, previsto para entrar em vigor em agosto. Em vídeo publicado nesta segunda-feira (8), ele classificou o aumento como um “absurdo” e pediu apoio da população para pressionar autoridades federais em busca de alternativas que minimizem os impactos para os moradores do distrito.

A manifestação ocorre após a divulgação de que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) recomendou reajuste médio de 41,63% nas tarifas cobradas pela concessionária Motiva Pantanal, responsável pela administração da rodovia. Em algumas praças, como a de Campo Grande, a tarifa para veículos de passeio poderá se aproximar dos R$ 15.

No vídeo, Elenilton destacou a situação dos trabalhadores que precisam se deslocar diariamente entre Anhanduí e Campo Grande.

“Como que um trabalhador que reside no Anhanduí consegue pagar um valor desse para ir e vir de Campo Grande, mais o combustível do seu carro ou da sua moto? Isso é piada. Nós não podemos nos calar”, afirmou.

Segundo ele, o aumento pode provocar impactos econômicos e sociais para o distrito, que fica localizado a cerca de 60 quilômetros da Capital.

“Estão isolando o Anhanduí de Campo Grande. Como vamos trazer empresas ou qualquer outra coisa para o distrito com um pedágio caríssimo desse jeito?”, questionou.

Durante a gravação, Elenilton também defendeu a criação de mecanismos que reduzam o custo para os moradores da região, como descontos ou benefícios específicos para usuários frequentes.

“Não importa se vocês gostam do Elenilton ou não. Vocês têm que gostar do Anhanduí. É pelo Anhanduí que estou lutando. Quero contar com o apoio de cada um para procurarmos nossa bancada federal e não deixar esse absurdo acontecer”, declarou.

Veja o vídeo completo: 

 

 

Reajuste supera pedido da concessionária

Conforme nota técnica da ANTT, a primeira revisão ordinária do contrato da BR-163 prevê reajustes que variam entre 40,54% e 44% nas nove praças de pedágio existentes ao longo dos 845 quilômetros da rodovia em Mato Grosso do Sul.

O percentual é superior ao solicitado pela própria Motiva Pantanal, que havia pedido aumento médio de 39,3%. Segundo a agência, o cálculo considera a recomposição monetária da tarifa pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a aplicação do chamado degrau tarifário previsto no contrato de concessão.

Entre os maiores reajustes previstos está o da praça localizada em Campo Grande, onde a alta deverá chegar a 43%. Em São Gabriel do Oeste, o aumento poderá alcançar 44%.

A previsão é de que os novos valores passem a ser cobrados a partir de 5 de agosto, após a conclusão dos procedimentos regulatórios da ANTT

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