Cidades

POLÍCIA

Garagem de veículos aplica golpe e vende caminhonete avaliada em mais de R$ 300 mil

O veículo foi negociado em Campo Grande e após ser paga uma parte do valor, o dono do empreendimento se recusou a informar a localização do automóvel

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A Polícia Civil, com apoio do Batalhão de Operações Policiais Especiais  (BOPE/MS) e do Batalhão de Polícia Militar de Fronteira (BPFRON/PR), recuperou uma caminhonete modelo Hilux, avaliada em mais de R$ 300 mil, que havia sido subtraída por meio de estelionato. O veículo foi localizado no município de Santo Antônio do Sudoeste, no Paraná.

De acordo com as informações apuradas, a vítima deixou a caminhonete em uma garagem de veículos após ser informada de que já haveria um comprador interessado. Na ocasião, foi firmado contrato de venda, com pagamento inicial de 10% do valor, equivalente a R$ 27.660,00, ficando o restante acordado para quitação no prazo de 20 dias úteis.

O valor, contudo, não foi quitado no prazo combinado. A vítima tentou contato por diversas vezes, mas o responsável pela negociação passou a se negar a informar a localização do veículo, limitando-se a afirmar que efetuaria o pagamento, o que não ocorreu.

Após o registro do boletim de ocorrência na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC/CEPOL), a equipe policial iniciou um trabalho investigativo que resultou na localização da caminhonete fora do estado.

Em ação integrada, a DEPAC/CEPOL, por meio da inteligência do BOPE, realizou contato com a equipe do Canil do BPFRON/PR, que conseguiu localizar e recuperar o veículo, o qual se encontrava na posse de uma garagem de compra e venda de automóveis.

Com a atuação conjunta das forças de segurança dos dois estados, a caminhonete foi apreendida e colocada à disposição da Justiça para os procedimentos legais cabíveis.

A Polícia Civil destaca que este é mais um veículo recuperado em investigações relacionadas a estelionatos praticados por uma organização criminosa, a qual utilizava a garagem de veículos como meio para aplicar golpes em Campo Grande.

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Cidades

Polícia recupera cervejeiras furtadas avaliadas em R$ 60 mil

Os refrigeradores foram recuperados, e a investigação apura a possível participação de funcionários da transportadora

31/01/2026 13h28

Imagem Divulgação

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Durante ação que durou três dias, a Polícia Civil recuperou dez refrigeradores do tipo cervejeira, desviados de uma empresa de transporte e avaliados em R$ 60 mil, em Três Lagoas, município localizado a 327 quilômetros de Campo Grande.

Assim que a polícia foi acionada para atender a ocorrência, os investigadores iniciaram diligências, realizando um mapeamento da região e verificando imagens de câmeras de segurança, onde conseguiram identificar os suspeitos de receptação.

Os refrigeradores estavam em posse de três pessoas diferentes, que vão responder pelo crime de receptação.

Durante a investigação, a equipe conseguiu identificar os suspeitos responsáveis pela venda das geladeiras furtadas, além de outros criminosos que irão responder pelo crime de furto qualificado.

O caso segue sendo investigado para apurar um possível envolvimento de funcionários da empresa vítima. Os refrigeradores foram devolvidos à empresa proprietária.

A polícia do município pede a colaboração e o apoio de toda a população três-lagoense, com informações sobre a prática de crimes e a localização de indivíduos foragidos da Justiça.

As denúncias podem ser realizadas pelos telefones (67) 3929-1173 ou (67) 99226-8210 (WhatsApp). O sigilo e o anonimato são assegurados.
 

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Planta Exótica

Prefeitura inicia erradicação da murta em área urbana em MS

A remoção ocorre porque a planta exótica é hospedeira da bactéria que afeta a citricultura

31/01/2026 12h22

Divulgação: Prefeitura Municipal de Sidrolândia

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Com a lei que determina a erradicação da murta (Murraya paniculata), a Prefeitura Municipal de Sidrolândia iniciou a retirada, em área urbana, da planta considerada um risco para a citricultura.

Sancionada pelo governador Eduardo Riedel a Lei nº 6.293, de 22 de agosto de 2024, que proíbe o plantio, o comércio e o transporte da murta em Mato Grosso do Sul.

A murta (Murraya paniculata) é uma espécie de planta exótica, conhecida popularmente como dama-da-noite, que possui folhas verdes e flores brancas ou rosa-claro.

A planta é conhecida por exalar uma fragrância fresca e aromática. Apesar de parecer inofensiva, é hospedeira da bactéria causadora da doença dos citros denominada huanglongbing (HLB), considerada uma das doenças mais graves e destrutivas da citricultura mundial, uma vez que ataca todos os tipos de citros e, até o momento, não possui tratamento curativo para as plantas doentes.

Divulgação: Prefeitura Municipal de Sidrolândia

Retirada

No município, localizado a 70 quilômetros de Campo Grande, a retirada está sendo executada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Sedema), pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Semaa) e pela Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), em parceria com a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro). As equipes iniciaram os trabalhos de remoção da murta (Murraya paniculata) em áreas públicas.

Por meio das redes sociais, a Prefeitura de Sidrolândia tem orientado a população sobre os riscos que a planta exótica representa para a citricultura.

Com o enrijecimento da legislação, gigantes do setor encontraram em Mato Grosso do Sul segurança para instalar fábricas e realizar o plantio, transformando o Estado no chamado “vale dos citros”.

A medida atende à Lei Municipal nº 2.309, de 2025, que, em consonância com a legislação estadual, trata da proibição da planta.

Divulgação: Prefeitura Municipal de Sidrolândia

Entenda

A legislação foi instituída como medida de defesa fitossanitária da citricultura, considerando que a murta é planta hospedeira de pragas que afetam diretamente a produção de citros, especialmente o HLB (greening), uma das doenças mais severas da citricultura.

A atuação do município ocorre de forma integrada e complementar às ações do Governo do Estado, seguindo as orientações técnicas da Iagro, conforme previsto na legislação vigente.

Vale da citricultura

Os produtores iniciaram a transferência da produção para Mato Grosso do Sul após terem tido as plantações afetadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Para se ter ideia, o greening afetou quase 80% da produção na região conhecida como Cinturão Citrícola, em São Paulo, no ano de 2024.

O Triângulo Mineiro, que também faz parte do cinturão, embora tenha registrado uma incidência de casos menor que a de São Paulo, precisou ser monitorado, conforme levantamento da Fundecitrus.

Com isso, a Cutrale, que possui sede em Araraquara (SP), transferiu parte de sua produção para terras sul-mato-grossenses, com um investimento de R$ 500 milhões no plantio de 5 mil hectares em uma fazenda Aracoara, localizada entre Sidrolândia e Campo Grande.

Cabe ressaltar que a empresa já possuía pomares na região e, a depender da proporção da produção, uma indústria de processamento de suco de laranja no Estado pode ser viabilizada.

A expectativa, segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), é que, até abril de 2026, a fazenda da Cutrale tenha 4,8 mil hectares plantados, com estimativa de produção, em oito anos, de 8 milhões de caixas de laranja por ano.

A quarta a anunciar a vinda foi a Citrosuco, que possui sede em Matão (SP), com investimentos anunciados de R$ 2,1 bilhões.

Outros grupos, como o Junqueira Rodas, sediado em Monte Azul (SP), também estão investindo na plantação de laranja, enxergando o potencial de Mato Grosso do Sul, especialmente pela legislação firme no combate ao causador da doença huanglongbing (HBL), conhecida como greening dos citros.

O Grupo Junqueira Rodas, que, em abril de 2024, apresentou um projeto de plantio de 1,5 mil hectares nos municípios de Paranaíba e mais 2,5 mil Naviraí, ou seja, um total de R$ 400 milhões. 

E o mais recente anúncio foi da empresa Cambuhy Agropecuária (Grupo Moreira Salles), que confirmou o investimento de R$ 1,2 bilhão no Estado, que é considerado o “novo cinturão citrícola” do Brasil.

 

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