Cidades

Planta Exótica

Prefeitura inicia erradicação da murta em área urbana em MS

A remoção ocorre porque a planta exótica é hospedeira da bactéria que afeta a citricultura

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Com a lei que determina a erradicação da murta (Murraya paniculata), a Prefeitura Municipal de Sidrolândia iniciou a retirada, em área urbana, da planta considerada um risco para a citricultura.

Sancionada pelo governador Eduardo Riedel a Lei nº 6.293, de 22 de agosto de 2024, que proíbe o plantio, o comércio e o transporte da murta em Mato Grosso do Sul.

A murta (Murraya paniculata) é uma espécie de planta exótica, conhecida popularmente como dama-da-noite, que possui folhas verdes e flores brancas ou rosa-claro.

A planta é conhecida por exalar uma fragrância fresca e aromática. Apesar de parecer inofensiva, é hospedeira da bactéria causadora da doença dos citros denominada huanglongbing (HLB), considerada uma das doenças mais graves e destrutivas da citricultura mundial, uma vez que ataca todos os tipos de citros e, até o momento, não possui tratamento curativo para as plantas doentes.

Divulgação: Prefeitura Municipal de Sidrolândia

Retirada

No município, localizado a 70 quilômetros de Campo Grande, a retirada está sendo executada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Sedema), pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Semaa) e pela Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), em parceria com a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro). As equipes iniciaram os trabalhos de remoção da murta (Murraya paniculata) em áreas públicas.

Por meio das redes sociais, a Prefeitura de Sidrolândia tem orientado a população sobre os riscos que a planta exótica representa para a citricultura.

Com o enrijecimento da legislação, gigantes do setor encontraram em Mato Grosso do Sul segurança para instalar fábricas e realizar o plantio, transformando o Estado no chamado “vale dos citros”.

A medida atende à Lei Municipal nº 2.309, de 2025, que, em consonância com a legislação estadual, trata da proibição da planta.

Divulgação: Prefeitura Municipal de Sidrolândia

Entenda

A legislação foi instituída como medida de defesa fitossanitária da citricultura, considerando que a murta é planta hospedeira de pragas que afetam diretamente a produção de citros, especialmente o HLB (greening), uma das doenças mais severas da citricultura.

A atuação do município ocorre de forma integrada e complementar às ações do Governo do Estado, seguindo as orientações técnicas da Iagro, conforme previsto na legislação vigente.

Vale da citricultura

Os produtores iniciaram a transferência da produção para Mato Grosso do Sul após terem tido as plantações afetadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Para se ter ideia, o greening afetou quase 80% da produção na região conhecida como Cinturão Citrícola, em São Paulo, no ano de 2024.

O Triângulo Mineiro, que também faz parte do cinturão, embora tenha registrado uma incidência de casos menor que a de São Paulo, precisou ser monitorado, conforme levantamento da Fundecitrus.

Com isso, a Cutrale, que possui sede em Araraquara (SP), transferiu parte de sua produção para terras sul-mato-grossenses, com um investimento de R$ 500 milhões no plantio de 5 mil hectares em uma fazenda Aracoara, localizada entre Sidrolândia e Campo Grande.

Cabe ressaltar que a empresa já possuía pomares na região e, a depender da proporção da produção, uma indústria de processamento de suco de laranja no Estado pode ser viabilizada.

A expectativa, segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), é que, até abril de 2026, a fazenda da Cutrale tenha 4,8 mil hectares plantados, com estimativa de produção, em oito anos, de 8 milhões de caixas de laranja por ano.

A quarta a anunciar a vinda foi a Citrosuco, que possui sede em Matão (SP), com investimentos anunciados de R$ 2,1 bilhões.

Outros grupos, como o Junqueira Rodas, sediado em Monte Azul (SP), também estão investindo na plantação de laranja, enxergando o potencial de Mato Grosso do Sul, especialmente pela legislação firme no combate ao causador da doença huanglongbing (HBL), conhecida como greening dos citros.

O Grupo Junqueira Rodas, que, em abril de 2024, apresentou um projeto de plantio de 1,5 mil hectares nos municípios de Paranaíba e mais 2,5 mil Naviraí, ou seja, um total de R$ 400 milhões. 

E o mais recente anúncio foi da empresa Cambuhy Agropecuária (Grupo Moreira Salles), que confirmou o investimento de R$ 1,2 bilhão no Estado, que é considerado o “novo cinturão citrícola” do Brasil.

 

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segurança pública

PCC entra na mira da PF em meio à guerra de facções em MS

Ao todo, 24 membros do grupo foram presos, com mandados cumpridos em oito municípios do Estado

09/10/2026 08h15

Imagem de um dos mandados que foi cumprido em Corumbá

Imagem de um dos mandados que foi cumprido em Corumbá Foto: Divulgação/PF

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A Polícia Federal (PF) realizou uma ofensiva contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) ao prender mais de 20 integrantes em Mato Grosso do Sul, com mandados de prisão espalhados por oito municípios do Estado, em meio à guerra entre a facção e o Comando Vermelho (CV), que atingiu o ápice de mortes neste ano.

Ontem, foi deflagrada a Operação Kathárisma (palavra de origem grega que significa purificação), com o objetivo de desarticular uma organização criminosa ligada ao PCC, que atuava principalmente na região norte do Estado. Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão.

“As investigações identificaram uma estrutura organizada, com diferentes níveis de atuação e mecanismos próprios de comunicação, além de elementos relacionados à identificação de integrantes e à movimentação financeira do grupo. A apuração investiga a atuação dos envolvidos para integrar a facção criminosa, nos termos do art. 2º da Lei nº 12.850/2013 [Lei de Organização Criminosa]”, explica.

O artigo da lei – que define o crime de organização criminosa e regulamenta os meios de investigação criminal e obtenção de provas no Brasil – citada diz a respeito da proibição em “promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa”, sob pena de três a oito anos, além de pagamento de multa.

Ainda de acordo com a PF, as medidas judiciais foram cumpridas em Sonora, Pedro Gomes, Coxim, Aquidauana, Terenos, Corumbá, Anastácio e Campo Grande. Na Capital, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em unidades prisionais – dois na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira (PEMRFG) e um no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (EPJFC).

GUERRA

Há um mês, o Correio do Estado reportou que a guerra entre o CV e o PCC por território em Mato Grosso do Sul atingiu o ápice de mortes neste ano, segundo o promotor de Justiça Felipe Almeida Marques, coordenador da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos (UICC) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Desde o ano passado as duas principais facções criminosas do País estão em guerra pelo comando de novas rotas para escoar as drogas que entram no Brasil por meio das fronteiras com Paraguai e Bolívia.

Em razão da localização estratégica, que faz fronteira seca com esses dois países, Mato Grosso do Sul entrou no foco das duas facções como ponto importante das ambições de ampliação e domínio de território. Foi a partir daí que as mortes começaram.

O Estado é uma das unidades da Federação com mais membros do PCC fora de São Paulo, o que faz dele um estado com predomínio da facção. E é este cenário que o CV busca mudar.

Com atuação muito mais forte no norte do Estado, na divisa com o Mato Grosso, estado de domínio da facção carioca, o CV quer dominar as rotas que hoje são do PCC em MS. 

Essa situação começou em maio do ano passado, quando ambas as facções decidiram encerrar um acordo de paz que havia entre os seus líderes, tema noticiado na época pelo Correio do Estado.

Após esse retorno das agressões mútuas, Marques avaliou que este tem sido o ano mais sangrento da disputa.

“A guerra de facções já está aí há um tempo, e ela já fez várias vítimas aqui do Estado. A gente não tem o número exato, mas, talvez, seja o ano mais sangrento de Mato Grosso do Sul nessa guerra de facções. Mais de 100 [já morreram] só aqui”, afirmou o promotor, que listou como o principal motivo para a guerra a busca pelo domínio de território.

TERRORISTAS

No fim de maio, a Secretaria de Estado do governo dos Estados Unidos (EUA) emitiu um comunicado em que informa a designação do PCC e do CV como organizações terroristas internacionais.

O objetivo da designação pelos EUA é facilitar o congelamento de ativos do narcotráfico, a investigação e o monitoramento de membros das facções, a troca de informações de inteligência, a aplicação de sanções financeiras, o banimento de vistos e a criminalização do apoio material, com armas, dinheiro ou treinamento, entre outros.

* Saiba 

Conforme dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS), mais de 7,5 toneladas de cocaína foram apreendidas em MS este ano, de janeiro até ontem. 

Economia

AliExpress e Correios firmam acordo para acelerar entregas no Brasil

Objetivo é reduzir os prazos e melhorar a rastreabilidade

08/10/2026 23h00

Joédson Alves/Agência Brasil

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Os Correios e a plataforma de comércio eletrônico AliExpress renovaram a parceria para garantir a entrega dos pedidos feitos por consumidores brasileiros. 

As empresas também assinaram um memorando de entendimentos que prevê ações para acelerar as entregas no Brasil durante os períodos de maior volume de compras do ano, como a Black Friday e o dia 11 de novembro, quando acontece o principal festival de compras do e-commerce chinês. 

O objetivo é reduzir os prazos de entrega, aumentar a capacidade de processamento e melhorar a visibilidade no rastreamento dos pedidos. A expansão das parcerias internacionais é um dos pilares do Plano de Reestruturação dos Correios. 

Segundo o presidente dos Correios, Emmanuel Rondon, a parceria com o AliExpress demonstra o reconhecimento da capacidade operacional da empresa para atender um mercado em constante expansão. 

“Estamos preparados para o aumento do volume de encomendas previsto para o fim do ano, com uma logística robusta e integrada, que conecta o Brasil ao e-commerce global e garante mais agilidade aos consumidores”, comentou .

A assinatura aconteceu em setembro, na sede do Alibaba Group, em Hangzhou, na China.

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