Cidades

Agora é Lei

Riedel sanciona lei que proíbe plantio de murta em MS

A sanção publicada na sexta-feira (23) no Diário Oficial do Estado resulta da identificação da murta como hospedeira de uma bactéria prejudicial à citricultura

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O governador Eduardo Riedel (PSDB) sancionou a lei que proíbe o plantio, comércio e transporte da murta em Mato Grosso do Sul; A murta (Myrtus communis), é uma espécie de planta exótica da família da dama da noite, possui folhas verdes e flores brancas ou rosa claro. 

Após passar por duas votações na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), o PL (Lei nº  6.293, de 22 de agosto de 2024), foi sancionado, na sexta-feira (23) e publicada no Diário Oficial. 

A planta é conhecida por exalar uma fragrância fresca e aromática. Apesar de parecer indefesa, ela é hospedeira da bactéria causadora da doença dos citros, "denominada  huanglongbing (HLB), que é uma das doenças mais graves e destrutivas da citricultura mundial, tendo em vista que ataca todos os tipos de citros e que, até o momento, não existe tratamento curativo para as plantas doentes".

Proibição

A murta é proibida em diversos estados do país por prejudicar o cultivo de citros. Recentemente, Mato Grosso do Sul foi incluído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)  com ocorrência da doença que coloca em risco o cultivo de citros.

 O governo afirmou que a citricultura está em expansão no Estado, no contexto de diversificação da produção agrícola, e que a restrição da plantação de murta visa fortalecer a fruticultura e promover ambiente favorável a novos investimentos privados para a geração de emprego e renda neste setor.

Segundo estabelecido pelo Art. 7 ficou o seguinte critério:

“Ficam proibidos, em todo o território do Estado de Mato Grosso do Sul, o plantio, o comércio, o transporte e a produção da planta exótica murta (Murraya paniculata), hospedeira da bactéria
Candidatus liberibacter ssp., disseminada pelo inseto vetor psilídeo dos citros (Diaphorina citri), causadora da doença dos citros denominada huanglongbing (HLB) ou greening”.


O que irá acontecer agora?

Ficará por conta da a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), por meio da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), estabelecer os critérios e próximos passos a serem tomados.

Conforme a publicação no Diário Oficial ficará aos cuidados da Semadesc os seguintes pontos:

  • Fiscalizar e elaborar um plano de supressão e erradicação da murta em áreas próximas ao cultivo de citrícolas (com substituição por outra);
  • Celebrar convênio de cooperação com outros órgãos para conscientizar a população;
  • Gestão e operacionalização das medidas necessárias para o cumprimento do plano de supressão e de erradicação de todas as árvores da espécie exótica murta.
  • A Semadesc também poderá impor condenação, apreensão e destruição da planta. Assim como impor multa de acordo com a quantia em Unidade Fiscal Estadual de Referência de Mato Grosso do Sul (UFERMS).
  • Caso o infrator seja primário, a pena pode ser convertida em medida sócioeducativa com participação em um seminário. 

** Colaborou Glaucea Vaccari


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investigação

Corrupção em Sidrolândia não parou mesmo após 1ª operação, aponta MPMS

Nova fase da Dirty Pix levou três à cadeia esta semana e afastou secretários e vereadores que foram alvo pela segunda vez

09/10/2026 08h25

Investigação do Gecoc aponta que recursos entravam na conta do hospital de Sidrolândia e depois eram desviados para outras finalidades

Investigação do Gecoc aponta que recursos entravam na conta do hospital de Sidrolândia e depois eram desviados para outras finalidades Foto: Divulgação

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A primeira fase da Operação Dirty Pix, deflagrada em novembro de 2025, já havia identificado um suposto esquema de corrupção sistêmica envolvendo membros da administração municipal, vereadores e pessoas ligadas ao Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa. Na época, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão. Mesmo após essa primeira investida contra o grupo, a corrupção não cessou.

De acordo com fontes do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), apesar de vereadores, secretários e do diretor-presidente do hospital terem recebido a visita do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), o esquema não foi encerrado.

Na época, foram alvo de mandados de busca e apreensão os vereadores Adavilton Brandão (MDB), Izaqueu de Souza Diniz (PSD) e Cledinaldo Marcelino Costócio (PSDB), os ex-vereadores Ademir Gabardo e Eliel da Silva Vaz, além dos secretários municipais de Desenvolvimento Rural, Cleyton Martins Teixeira, e de Desenvolvimento Econômico, Enelvo  Felini Júnior.

Nesta nova fase, além das prisões de Jacob Meeuvis Breure – diretor-presidente do hospital –, da policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho e do assessor político Júlio César Alves da Silva, a Justiça determinou o afastamento por 180 dias dos vereadores e secretários que haviam sido alvo na primeira fase.

A decisão foi proferida pela juíza May Meike Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias da Comarca de Campo Grande, no âmbito das investigações conduzidas pelo MPMS.

Os investigados são suspeitos de envolvimento em suposto esquema de recebimento de vantagens indevidas relacionado a contratos e convênios destinados ao Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia.

A determinação judicial afastou da Câmara: Adavilton Brandão; Cledinaldo Cotócio; e Izaqueu de Souza Diniz. Os parlamentares ficam temporariamente impedidos de exercer suas funções legislativas.

Além deles, o prefeito Rodrigo Borges Basso publicou no Diário Oficial de ontem o afastamento de Enelvo Iradi Felini Junior, do cargo de Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, e de Cleyton Martins Teixeira, do cargo de Secretário Municipal de Agricultura e Abastecimento, também por 180 dias.

Segundo a publicação, que segue a determinação judicial, durante o período de afastamento “o prefeito municipal exercerá a ordenação de despesas das Secretarias Municipais mencionadas nos incisos I e II do art. 1º, competindo-lhe praticar os atos necessários à execução orçamentária, financeira e administrativa das respectivas Pastas, observada a legislação vigente”.

“Durante o período de afastamento, ficam preservadas as atividades e os serviços públicos sob responsabilidade das respectivas Secretarias, cabendo ao prefeito municipal adotar as providências necessárias à continuidade administrativa das Pastas. Decorrido o prazo estabelecido no art. 1º, os secretários deveram retornar às suas funções, salvo disposição em contrário decorrente de ato administrativo ou determinação legal”, completa o decreto. 

No caso da Câmara, o presidente da Casa, Otacir Pereira Figueiredo, deverá providenciar a convocação dos respectivos suplentes para ocupar as cadeiras durante o período estabelecido pela Justiça.

A previsão é de que sejam convocados Maria Tereza Fiúza Ferreira, a Maria Fiúza (MDB), Itamar de Souza Silva (PSDB) e Claésio Lechner de Albuquerque (PSD).

ESQUEMA

Segundo a investigação, o Ministério Público identificou uma série de movimentações financeiras após analisar dados obtidos mediante quebra de sigilos bancários.

Entre os valores apontados na investigação estão R$ 25 mil destinados a Cledinaldo Cotócio e R$ 120 mil, a Gabriel Autocar. Os investigadores também identificaram um repasse de R$ 20 mil para Adriana Zarati Franco Brandão, esposa do vereador Adavilton Brandão.

No caso de Cleyton Martins, foram identificadas transferências de R$ 20 mil e R$ 5 mil. Já Ademir Gabardo aparece relacionado a movimentações nos mesmos valores.

O levantamento aponta ainda que Cristina Fiúza, Enelvo Felini Júnior e Ademir Gabardo teriam recebido R$ 20 mil cada, por intermédio de Júlia Carla Nascimento.

Ela é filha de Júlio César Alves da Silva, identificado nas investigações como representante comercial de empresas envolvidas nas contratações investigadas.

Segundo os dados apresentados, Júlio César recebeu R$ 482,5 mil das empresas, quantia registrada como comissão comercial. Desse montante, R$ 100 mil teriam sido posteriormente transferidos à sua filha, que aparece como intermediária de parte dos pagamentos investigados.

O Ministério Público apura se essas movimentações financeiras foram utilizadas para viabilizar pagamentos indevidos a agentes políticos.

SEGUNDA FASE

Na primeira fase, o esquema descoberto tinha gerado prejuízo ao Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa de R$ 5,4 milhões. Nesta nova etapa, as investigações foram ampliadas e passaram a abranger convênios que somam mais de R$ 18 milhões em recursos públicos destinados ao Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa.

Segundo o Ministério Público, o esquema atingiu recursos públicos destinados à aquisição de equipamentos e materiais hospitalares, de unidade de terapia intensiva (UTI) móvel, bem como à execução de obras de reforma do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, cujos valores ultrapassaram
R$ 18 milhões.

* Saiba 

Conforme o MPMS, o esquema fazia uma triangulação do dinheiro desviado; após o ingresso dos recursos públicos nas contas do hospital, parte dos valores era desviada das finalidades previstas nos respectivos convênios e posteriormente redistribuída por meio de sucessivas movimentações financeiras, envolvendo repasses diretos e indiretos a agentes políticos e intermediários.

PROTESTOS

Estudantes da UFMS fazem manifestação em apoio a Lula em Campo Grande

Além da Capital, acadêmicos do campus de Três Lagoas também foram às ruas

09/10/2026 08h20

Estudantes da UFMS em Campo Grande se reuniram na tarde desta quinta-feira (8)

Estudantes da UFMS em Campo Grande se reuniram na tarde desta quinta-feira (8) Foto: João Pedro Zequini

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Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande, fizeram uma manifestação, nesta quinta-feira (8), em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O protesto começou no fim da tarde e se estendeu até a noite, aos gritos de "Olê, Olê, Olá! Lula, Lula".

A concentração dos acadêmicos começou por volta 16h, com distribuição de cartazes e terminou em torno das 19h15. Os manifestantes pró-Lula se reuniram inicialmente nas quadras da universidade. Logo após, percorreram a área interna da UFMS e foram à Avenida Costa e Silva, onde cantavam "Trabalhador, olha pra cá, eu estou na rua para o seu filho estudar!"

Tiago Botelho (PT), eleito deputado estadual, e Pedro Kemp (PT), que cumpre seu mandato na Assembleia Legislativa, estiveram presentes na manifestação da Cidade Universitária. Além de Campo Grande, o campus de Três Lagoas também teve o apoio ao candidato Lula. 

Manifestações no Brasil

Os atos também aconteceram no Distrito Federal, na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília, em Curitiba, na Praça Santos de Andrade, e São Paulo, nas faculdades Cásper Líbero, Mackenzie e na Praça Roosevelt. As manifestações foram convocados pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e outros coletivos.

Além dessas, também teve manifestações em universidades do Amazonas, Rio Grande do Sul, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba e Sergipe.

Ameaças e incêndios

O Ministério da Educação (MEC) irá acionar a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal após ameaças denunciadas por universidades federais. Em entrevista à Agência Brasil, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, disse que a pasta tem "uma preocupação grande de que essa violência escale".

O ministro conversou com a Agência Brasil após visitar a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que sofreu um incêndio de grandes proporções, com prejuízo estimado em R$ 100 milhões.  

A PF foi acionada para investigar as causas do incêndio. No entanto, como há também denúncias de ameaças feitas nas redes sociais, o ministro pedirá uma investigação específica.

"Nós acionamos a Polícia Federal, que já instaurou inquérito sobre o incêndio em Pernambuco. Mas, após as ameaças verificadas nas redes sociais, nós vamos acionar agora a Diretoria de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, que atua em conjunto com o Ministério da Educação para vários eventos de ameaças na rede escolar e também ameaça de universidades", ressaltou. 

Além das ameaças na UFPE, nesta quinta-feira (8), a Universidade Federal Fluminense (UFF) também informou em nota que recebeu denúncias de ameaças à instituição.

A universidade informou que se trata de conteúdos compartilhados em aplicativos de mensagens e redes sociais. As mensagens falam, por exemplo, em incendiar a universidade e agredir estudantes em atos políticos. A PF também foi acionada para este caso. 

"Toda vez que a gente tem uma situação de risco, a gente aciona a Diretoria de Crimes Cibernéticos da PF e, dessa vez também, tendo em vista o que a gente encontrou no monitoramento das redes sociais e naquilo que a gente tem recebido de estudantes, reitores e professores", disse, Barchini.

"A universidade é um ambiente plural, um ambiente de manifestação política também", acrescentou. 

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