Em reunião para debater os rumos para a preservação do Pantanal, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), disse que o índice de preservação e para o desmatamento no bioma ainda não está definido.
O decreto assinado pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB), em 2015, permitia um desmatamento de 60% da mata nativa não arbórea e 50% da vegetação arbórea na região pantaneira. De acordo com Riedel, este percentual deverá ser discutido amplamente com todas as partes interessadas para constar em lei posteriormente.
“A sociedade que vai decidir. São os produtores, as ONGs, o poder público, a bancada estadual, a bancada federal. A gente não tem uma fórmula pronta”, disse em entrevista.
Ainda de acordo com o Chefe do Executivo é preciso pensar na preservação, mas, sem perder de vista que é preciso ter uma dinâmica para o futuro que equilibre as atividades econômicas desenvolvidas na região e o conjunto socioambiental.
Riedel disse que todas essas perspectivas devem ser levadas em conta, mas será a ciência que irá definir qual o valor de preservação será necessário definir para manter as atividades econômicas e o desenvolvimento social na região.
Por sua vez, o presidente da Assembleia Legislativa de MS, Gerson Claro, destacou que todas as decisões precisam ser tomadas em consenso e, quando não houver um, o caminho será decidir com base no que será melhor para o poder público.
“A gente busca o melhor caminho, tenta um consenso e o que atende melhor o poder público da melhor forma possível”, afirmou Claro.
Já a deputada Camila Jara disse que esta não é uma questão que as pessoas possam ter uma opinião contrária, já que, de acordo com ela, é preciso entender que o desenvolvimento econômico e social está atrelado ao desenvolvimento e preservação ambiental.
Ainda de acordo com sua fala, este debate faz parte de uma agenda mundial tal como a preservação da Amazônia, por exemplo.
Eu não entendo que essa pauta é uma pauta antagônica. Nós já temos evolução tecnológica o suficiente que nos garante conseguir aumentar a nossa produção através do desenvolvimento sustentável e garantir que a gente continue com a agro pujante”, apontou.
NOVO DECRETO
Para tentar frear os desmatamentos que ocorrem embasados pelo decreto de 2015, o governo estadual irá publicar, na próxima quarta-feira (16), um decreto barrando novas supressões na vegetação.
O decreto de Azambuja ainda ficará válido até a aprovação de uma nova lei, sendo que novas licenças não serão concedidas e as antigas liberações ainda terão validade.






