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Infraestrutura

Governo contrata obra de R$ 9,1 milhões para recuperar 18 km da MS-162

Obra alcançará 18 quilômetros entre o distrito de Quebra Coco e a área urbana de Sidrolândia; empresa terá 180 dias para concluir os serviços.

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O Governo de Mato Grosso do Sul contratou por R$ 9,08 milhões a recuperação de um trecho de 18 quilômetros da MS-162, entre o distrito de Quebra Coco e o início do perímetro urbano de Sidrolândia. A obra deverá ser executada no segmento localizado entre os quilômetros 67 e 85 da rodovia.

O contrato foi publicado nesta quinta-feira (20) no Diário Oficial do Estado e firmado entre a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e a empresa Transenge Engenharia e Construções Ltda. A assinatura ocorreu na última terça-feira (18).

A intervenção prevê a recomposição funcional do revestimento asfáltico. Na prática, o serviço busca recuperar as condições do asfalto existente, corrigindo desgastes e deteriorações acumuladas ao longo do tempo para melhorar a segurança e a circulação de veículos.

O valor total contratado é de R$ 9.087.304,85, o equivalente a aproximadamente R$ 504,8 mil por quilômetro. Uma nota de empenho no valor de R$ 889,8 mil já foi emitida para o início da execução financeira do contrato.

A empresa terá 180 dias consecutivos para concluir os trabalhos, prazo que começará a contar somente após o recebimento da Ordem de Início dos Serviços. Dessa forma, a publicação do contrato ainda não representa o começo imediato das obras no trecho.

Conforme o documento, a contratada deverá seguir o cronograma físico-financeiro aprovado. O descumprimento do prazo poderá resultar na aplicação de multa, além de outras penalidades e até na rescisão contratual.

Ligação com Quebra Coco

O trecho contemplado funciona como acesso entre Sidrolândia e Quebra Coco, distrito localizado na área rural do município. A recuperação da ligação já havia sido anunciada pelo Governo do Estado entre os projetos de infraestrutura destinados à região.

Em março de 2024, durante reunião com representantes de Sidrolândia, o Executivo estadual informou que seria realizado um estudo para restaurar a MS-162 entre o município e o distrito. Com a assinatura do contrato, o projeto avança para a etapa de execução. 

A obra integra o programa-piloto Pró-Revest, voltado à recuperação funcional do pavimento rodoviário. A contratação ocorreu após concorrência eletrônica promovida pela Agesul, cujo resultado foi homologado no dia 14 de agosto.

Além de atender os moradores do distrito, a rodovia está inserida em uma região marcada pela atividade rural e pela circulação de veículos ligados à produção agropecuária. A MS-162 também se conecta a estradas que atendem assentamentos e outras comunidades do município.

Nos últimos anos, Sidrolândia recebeu diferentes investimentos estaduais em infraestrutura rodoviária. Entre eles está a pavimentação do acesso ao Assentamento Capão Bonito, estrada que começa no entroncamento com a MS-162 e segue em direção à MS-455.

O novo contrato terá vigência até 120 dias depois do término do período estabelecido para a execução da obra. Esse prazo adicional será destinado ao encerramento das obrigações administrativas e contratuais relacionadas aos serviços.

Formação

Convocados para Curso da GCM têm até hoje para fazer matrícula

Prefeitura chamou 30 aprovados no concurso; candidatos devem enviar documentação até as 23h59 desta quinta-feira

20/08/2026 14h00

Divulgação/ GCM

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Os 30 candidatos convocados para a próxima etapa do concurso da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Campo Grande têm até as 23h59 desta quinta-feira (21) para realizar a matrícula no Curso de Formação. A convocação foi publicada pela Prefeitura nesta quarta-feira (19) e contempla candidatos considerados aptos na etapa de investigação social.

A matrícula é obrigatória para os convocados e deve ser feita dentro do prazo estabelecido no edital. Quem não cumprir as exigências pode ficar de fora da etapa seguinte do concurso.

Os candidatos devem preencher e assinar a ficha de matrícula e reunir toda a documentação exigida no edital.

Depois, os documentos precisam ser digitalizados em um único arquivo no formato PDF e enviados para o e-mail [email protected].

Após o envio, o candidato deve aguardar a confirmação de recebimento pela Comissão do Concurso.

A relação dos 30 convocados, a ficha de matrícula e as demais orientações estão disponíveis no Anexo I do edital publicado pela Prefeitura.

Curso começa em setembro

A formação corresponde à 6ª etapa do concurso e tem caráter classificatório e eliminatório. A aula inaugural está marcada para 8 de setembro, às 8h, no Teatro do Paço Municipal.

Na ocasião, os candidatos receberão informações sobre os locais e horários das demais atividades.

O curso terá 760 horas de formação, com aulas teóricas e atividades práticas. A programação será em período integral e poderá incluir atividades aos sábados, domingos, feriados e também no período noturno.

Para ser aprovado, o candidato deverá atingir média final mínima de 60 pontos, além de cumprir os critérios previstos para as avaliações práticas.

A frequência mínima exigida é de 90%.

Durante o Curso de Formação, os convocados deverão ter dedicação exclusiva às atividades. O edital também prevê o pagamento de bolsa-auxílio equivalente a 50% do vencimento inicial do Guarda Civil Metropolitano de 3ª Classe, calculada de forma proporcional aos dias de curso.

A conclusão e aprovação na formação são necessárias para que o candidato avance no processo de ingresso na Guarda Civil Metropolitana.

Serviço

Quem: 30 candidatos aprovados no concurso da GCM e considerados recomendados na investigação social

Matrícula: 20 e 21 de agosto

Prazo final: 23h59 de 21 de agosto

Envio: ficha de matrícula e documentação em um único arquivo PDF

E-mail: [email protected]

Aula inaugural: 8 de setembro, às 8h

Local: Teatro do Paço Municipal

Carga horária: 760 horas

Frequência mínima: 90%

Bolsa-auxílio: 50% do vencimento inicial da 3ª Classe, proporcional aos dias de curso

A lista dos convocados e todas as exigências para a matrícula estão no Anexo I do edital divulgado pela Prefeitura de Campo Grande.

MATO GROSSO DO SUL

Área de retomada vira zona de conflito de 72 horas entre PM e indígenas

Espaço às margens da rodovia que liga aos distrito de Itahum é local de tensão violenta entre policiais militares e povos da Comunidade Aratikuty

20/08/2026 12h44

Ainda na segunda-feira (17) povos originárias denunciaram uma avançada teria sido começada por pistoleiros a mando de um indivíduo identificado como

Ainda na segunda-feira (17) povos originárias denunciaram uma avançada teria sido começada por pistoleiros a mando de um indivíduo identificado como "Alemão", junto de agentes policiais militares.  Reprodução/Redes sociais

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Na região de Dourados, município distante aproximadamente 230 quilômetros da Capital do mato Grosso do Sul, uma área de tomada às margens da rodovia que liga aos distrito de Itahum se tornou uma zona de conflito entre a Polícia Militar e indígenas da Comunidade Aratikuty, tensão violenta com resultado de presos e feridos que já se estende por cerca de 72 horas.

Ainda na segunda-feira (17) os povos originários da Terra Indígena (T.I) Aratikuty denunciaram uma avançada que, por volta de 17h, segundo a Assembleia Geral do povo Kaiowá e Guarani (Aty Guasu), teria sido começada por pistoleiros a mando de um indivíduo identificado como "Alemão", junto de agentes policiais militares. 

Segundo os indígenas, nesta primeira ocasião caixas d'água e garrafões chegaram a ser destruídos e casas foram queimadas. Até às 22h18 da última segunda (17) esses povos não haviam conseguido ajuda da Força Nacional. 

Já na manhã de ontem (19) houve um novo ataque contra a comunidade, ocasião em que vários indígenas saíram com ferimentos. Em repúdio, a Aty Guasu publicou uma nota e o secretário executivo da Grande Assembleia, Jânio Kaiowá, saiu em defesa dos povos da Retomada Aratikuty. 

“Não podemos aceitar que nossas comunidades continuem vivendo sob ameaça e violência. O Tekoha Arakutity não está sozinho. A Aty Guasu está junto com as famílias e lideranças na defesa da vida, do território e dos direitos do povo Guarani e Kaiowá", citam. 

Presos e feridos

Imagens que circulam nas redes sociais ilustram a violência na região às margens da , com maquinários derrubando estruturas, filas de agentes uniformizados e registros de indígenas feridos supostamente feridos em confronto.

Como bem destaca o secretário executivo da Aty Guasu, as ações violentas na região de Dourados teriam acontecido sem ordens judiciais. 

"Uma onda de violência que indígenas vêm sofrendo em Mato Grosso do Sul. Atacam nossos territórios. Em retomadas há crianças, jovens e também várias casas foram destruídas por tratores. É a realidade que o povo passa e há mais de 30 anos espera a demarcação do território indígena", cita Jânio Kaiowá. 

Na outra ponta dessa zona de conflito, há indivíduos que se dizem proprietários de uma fazenda no local. Esse suposto proprietário teria procurado a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) ainda na terça-feira (18), relatando que cerca de seis indígenas teriam invadido sua propriedade e danificado suas posses. 

No dia seguinte, pelo menos cinco indígenas, com idades entre 19 e 47 anos, foram detidos por agentes. Ainda ontem (19) o policiamento comunitário indígena teria informado um ataque e solicitado apoio policial das forças Patrulha, Tática e do Grupamento Especializado Tático Motorizado (Getam). 

Segundo consta em boletim de ocorrência, munições de impacto controlado teriam sido empregadas após as equipes serem alvo de pedras arremessadas. Dois envolvidos foram atingidos pelo ataque dos policiais que, em seguida, tentaram prender os supostos suspeitos. 

Durante essas abordagens, policiais teriam sido atingidos com pedaços de ferro e madeira. A polícia confirma, como bem tratado no portal local Ligado Na Notícia, que indivíduos precisaram receber atendimentos médicos graças à lesões que foram causadas durante a ocorrência. 

Teriam sido presos: 

  • Rizziele Chimenes Gauto, 19 anos 
  • Jaciele Gonçalvez, 27;
  • Maila Brites, 32;
  • Lucila Chimenes, 33; 
  • Sérgio Gauto, 47. 

Também o Conselho do Povo Terena publicou nota de repúdio, assinada por sua coordenadora, Erciléia Terena, contra a ação da Polícia Militar, considerada violenta contra os presentes na Retomada Aratikuty, em Dourados. 

"Mais uma vez povos indígenas são submetidos à violência, à intimidação e à violação de direitos humanos enquanto lutam pelo direito fundamental ao território tradicional e pela garantia de uma vida digna e segura para suas comunidades. 

A violência contra uma comunidade indígena em processo de retomada representa uma grave ameaça à vida, à integridade física e à dignidade das famílias que resistem e defendem seus territórios ancestrais. 

O Conselho do Povo Terena exige respeito aos direitos dos povos indígenas, segurança e garantia da vida e da integridade de todas as famílias da Retomada Aratikuty. 

Exigimos também a apuração imediata e independente dos fatos, com a devida responsabilização dos agentes envolvidos em eventuais abusos e violações cometidos durante a ação policial. 

Não aceitaremos que a violência seja utilizada como instrumento de repressão contra os povos indígenas que lutam por seus direitos", 

 

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