Cidades

R$ 51,2 milhões

Governo de MS autoriza início das obras do anel viário em Bonito

Anel viário terá extensão de 7,6 quilômetros entre a MS-382/MS-178 (acesso ao Aeroporto de Bonito) e entre MS-178/MS-382 (acesso a Bodoquena)

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Governo de Mato Grosso do Sul autorizou o início das obras de construção do anel viário de Bonito, município turístico localizado a 298 quilômetros de Campo Grande.

O anel viário terá extensão de 7,6 quilômetros entre a MS-382/MS-178 (acesso ao Aeroporto de Bonito) e entre MS-178/MS-382 (acesso a Bodoquena).

No projeto, está prevista construção de rotatória, pista dupla, redutor de velocidade, passarela de pedestre, ciclovia, passagem de gado e túnel sobre a Estrada Boiadeira – antigo corredor de boiada.

O valor estimado da obra é de R$ 51.285.390,58. A realização é da Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos (Agesul).

O anel viário promete desviar caminhões que trafegam no centro de Bonito. A reivindicação da obra é feita há anos pela Prefeitura Municipal do município.

Diariamente passam pela região em torno de 500 caminhões procedentes da região de Jardim, com destino a Bodoquena e Miranda, o que atrapalha o trânsito e o fluxo de carros de passeio.

De acordo com o prefeito da cidade, a obra é um “sonho” desde 2016. Em 2021, a Prefeitura de Bonito buscou ajuda financeira do Governo do Estado para que esse “sonho” saísse do papel e se tornasse realidade. Mas, algumas turbulências surgiram ao longo desses cinco anos.

Em 2022, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) prometeu que a licitação para a construção seria feita ainda no primeiro semestre daquele ano e que seriam destinados R$ 27 milhões no projeto, que agora, quatro anos depois, vai consumir quase o dobro.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, a licitação do anel viário chegou a ser aberta algumas vezes, teve empresas interessadas, mas, de acordo com a Agesul, em determinada época, nenhuma delas atendeu as exigências e o certame fracassou.

Algumas das construtoras interessadas foram Caiapó (GO), Agrimat Engenharia (MT), São Cristóvão (GO), Mobicon (GO) e Pavotec Pavimentação (MG). Mas, nenhuma atendeu a todos os critérios exigidos pela Agesul.

Em 16 de setembro de 2025, a empreiteira cearense Cosampa Construções finalmente venceu a licitação e irá construir o anel viário.

De acordo com o governador de MS, Eduardo Riedel (PP), a obra é emblemática para o município.

“Esse anel rodoviário aqui é fundamental para o desenvolvimento de toda região. Os caminhões que passam aqui não passarão mais no centro, para eles é melhor do ponto de vista logístico, para quem está na cidade é muito melhor, o culturismo é importante. É uma obra que nasce com todos os conceitos de responsabilidade ambiental inseridas nela, custo 12% maior só para garantir o menor impacto possível tanto na fauna quanto na flora ao longo da utilização da rodovia”, pontuou o governador.

O prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues, afirmou que o sonho vai se tornar realidade.

"Sonho que começou em 2016 quando começamos o projeto. Corremos atrás e em 2021 fomos atrás do Estado para viabilizar este sonho, que agora será realizado. Vai desafogar os veículos pesados da nossa cidade. O sentimento é de gratidão", ressaltou o prefeito.

Projeto do contorno rodoviário está concluído há mais de três anos. Em 2022 foi aprovado o novo traçado da rodovia, contornando a cidade pela região sul e passando por uma área ocupada irregularmente por cerca de 60 famílias, que terão de ser realocadas. 

 TURISMO

Dados divulgados pelo Observatório do Turismo e Eventos de Bonito (OTEB) apontam que o município recebeu 71.730 turistas de 1° de janeiro a 31 de março de 2026.

Conforme o levantamento, a maioria dos turistas brasileiros que visitaram Bonito são dos estados de São Paulo (36,41%), Paraná (10,08%), Rio Grande do Sul (7,55%), Mato Grosso do Sul (7,28%), Rio de Janeiro (7,06%), Santa Catarina (6,77), entre outros.

As regiões do Brasil que mais visitaram a cidade são Sudeste (56,38%), Sul (28,12%), Centro-Oeste (10,76%), Nordeste (3,70%) e Norte (1,04%).

BONITO

Bonito é o principal destino turístico de Mato Grosso do Sul. A cidade é conhecida popularmente como Capital do Ecoturismo.

Está localizada na região sudoeste de Mato Grosso do Sul, a 297 quilômetros de Campo Grande. Foi fundada em 2 de outubro de 1948 e completou 77 anos em 2025.

A partir de dezembro de 2025, viajar para Bonito ficou mais caro: a Prefeitura anunciou a cobrança de Taxa de Conservação Ambiental (TCA) de R$ 15 por pessoa. 

Segundo o município, a taxa foi criada para fortalecer políticas públicas voltadas à conservação ambiental, diante do aumento da demanda turística e da necessidade de investimentos constantes em infraestrutura e monitoramento, essenciais para manter a experiência de visitação segura e sustentável.

Três linhas aéreas operam em Bonito: Gol, Latam e Azul.

O município recebeu esse nome por herança da Fazenda Rincão Bonito, de onde o distrito foi desmembrado.

Foi fundada em 1927 e com a criação do território Federal de Ponta Porã, pelo Decreto-Lei nº 5.839, de 21 de setembro de 1943, é lhe anexado como Distrito de Paz de Miranda.

Mas, tornou-se município apenas em 2 de outubro de 1948, ainda pertencente ao estado de Mato Grosso. Em 1977, o município passou a fazer parte do atual estado de Mato Grosso do Sul, após divisão do território.

Transporte Público

Dois meses após venda, troca do Guaicurus segue sem aval da pefeitura

Adriane disse em coletiva que documento sobre intervenção deve ser entregue nesta semana, mas ainda sem data para reunião de definição

21/09/2026 13h30

Ônibus do transporte coletivo de Campo Grande

Ônibus do transporte coletivo de Campo Grande

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Dois meses após o anúncio da venda do Consórcio Guaicurus para o Grupo HP Mobilidade, a troca de controle do transporte coletivo de Campo Grande continua sem aval da Prefeitura. A definição também segue atrelada ao relatório da intervenção no sistema, que ainda não foi entregue à prefeita Adriane Lopes.

Questionada nesta segunda-feira (21) sobre o andamento da situação, durante agenda da Prefeitura, Adriane afirmou que o documento deve ser concluído nesta semana, mas ainda não há data definida para a reunião que deverá discutir os próximos passos. “É essa semana que sai o relatório. Não sei quando vai ser a reunião. Ainda não recebi esse relatório”, disse a prefeita.

A indefinição ocorre enquanto a Prefeitura também aguarda a apresentação formal do plano de melhorias que deverá ser executado pelo grupo interessado em assumir o controle do consórcio. Sem essa documentação, a administração municipal ainda não deu aval definitivo para a mudança.

A venda do Guaicurus foi anunciada em julho, quando o Grupo HP Mobilidade, de Goiás, confirmou a aquisição do controle do consórcio. A operação, porém, não representa uma troca imediata na administração do transporte coletivo, já que depende de uma série de procedimentos e autorizações.

Enquanto isso, a intervenção decretada pela Prefeitura em junho continua em andamento. O Município assumiu temporariamente a gestão do serviço diante da crise financeira e operacional enfrentada pelo consórcio e passou a levantar informações sobre a situação das empresas que integram a concessão.

O relatório dos primeiros 90 dias da intervenção é aguardado pela administração municipal e deve reunir informações sobre as condições financeiras e operacionais do sistema, além de apontar problemas encontrados durante o período de gestão municipal.

RELEMBRE

A crise do transporte coletivo se arrasta há anos e chegou a um dos momentos mais delicados neste ano. Antes da intervenção, o sistema acumulava reclamações relacionadas à qualidade do serviço, atrasos e viagens não realizadas, além de problemas financeiros das empresas.

Em audiência pública realizada neste em 2026, foram apresentados mais de 15 mil autos de infração registrados entre 2021 e 2025. Desse total, 12.279 eram relacionados ao descumprimento de horários e 3.444 à omissão de viagens.

A situação também foi marcada por paralisações de trabalhadores e dificuldades financeiras do consórcio. Em junho, a Prefeitura formalizou a intervenção, com prazo de 180 dias, para assumir o controle temporário e avaliar as condições da concessão.

Agora, dois meses depois do anúncio da venda, a definição sobre quem efetivamente ficará à frente do transporte coletivo continua pendente.

Agora é lei

Novas regras permitem até caminhonete ser táxi em Campo Grande

Atualização traz mudanças que liberam até mesmo taxistas a rodarem pela faixa que até então era exclusiva para ônibus

21/09/2026 13h03

Evento de assinatura foi realizado no teatro Octávio Guizzo, localizado no Paço Municipal

Evento de assinatura foi realizado no teatro Octávio Guizzo, localizado no Paço Municipal Marcelo Victor/Correio do Estado

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Durante a manhã desta segunda-feira (21) o Executivo da Cidade Morena realizou a assinatura de decretos para modernizar um serviço da Capital que, entre outros pontos, permitirá agora até caminhonetes serem táxi em Campo Grande. 

Esse evento de assinatura foi realizado no teatro Octávio Guizzo, localizado no Paço Municipal campo-grandense, formalizando os novos normativos divulgados pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) ligados ao serviço de táxi da Capital. 

Entre os pontos que mais chamam atenção está justamente a mudança que permite agora que até mesmo caminhonetes sejam incluídas na frota de táxi campo-grandense, conforme os parâmetros e critérios estipulados pela Agência Municipal. 

Nas palavras do diretor-presidente da Agetran, Ciro Ferreira, além de trazer evolução para essa classe trabalhadora, as alterações refletem ainda em melhores ofertas de serviço para a própria população. 

Todas as novas regras serão estabelecidas através de decretos e portarias que, segundo o Executivo, devem esclarecer os critérios para cada veículo e os demais procedimentos para homologação e condições de aplicação dessa e outras medidas. 

Mais mudanças

Outro ponto diferente apresentado hoje (21) é a regulamentação da categoria "executiva" desse tipo de transporte, chamada de "táxi black", que deverá apresentar veículo de padrão mais elevado e um serviço personalizado de maior conforto aos passageiros. 

Porém, as alterações não se restringem aos tipos de novos veículos que passam a rodar como táxis, mas também toda a categoria é contemplada através da mudança que libera os taxistas a rodarem nas faixas exclusivamente destinadas ao transporte público, sem que isso se caracterize infração de trânsito. 

"Hoje é um dia muito importante para a categoria dos taxistas de Campo Grande. Estamos atualizando as legislações e modernizando o serviço da nossa cidade. Estamos com o estudo há algum tempo, houve a alteração a nível nacional e Campo Grande sai na frente", como bem esclarece a chefe do Executivo da Cidade Morena, Adriane Lopes (PP). 

Há tempos a ligação entre taxistas e faixas de ônibus vêm rendendo na Capital, com um corredor "ainda mais exclusivo" rendendo multas aos trabalhadores, em uma situação que, inclusive, foi corrigida e revertida uma semana depois pela Agetran

As alterações locais também prorrogam por seis meses o prazo para substituição de veículos da frota que alcançariam neste ano a idade máxima permitida em 2026.

 

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