Cidades

PROTEÇÃO ANIMAL

Governo de MS lança Caravana que deve castrar, medicar e microchipar 21 mil animais

A ação de política públicas de bem-estar animal será realizada nos 79 municípios do Estado

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Durante evento que promoveu ações e serviços voltados para a saúde animal, o Governo de Mato Grosso do Sul afirmou compromisso de iniciar uma Caravana de castração e microchipagem de pets que percorrerá nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

A ação está prevista para começar em novembro deste ano, e terá como meta; castrar, medicar e microchipar 21 mil animais.

Esta iniciativa de acordo com o Governo do Estado, é uma medida que vai de encontro com a criação de um setor para trabalhar por políticas públicas de bem-estar animal. O que reflete o compromisso com a causa.

Para o superintendente de Políticas Integradas de Proteção da Vida Animal, pertencente a Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc) a caravana é um beneficio bem vindo para os protetores de animais.

“Agora nós vamos poder perceber qual a necessidade dos protetores de animais. A gente quer entender o cenário e gerir. Teremos o cadastro, vão poder ter acesso à Caravana da Castração e a outros benefícios”, afirmou.

A medida da Caravana de Castração é considerada essencial pelos defensores dos animais. “Recebo muitas ligações de protetoras do interior porque não existe castração gratuita lá, é caríssimo, as pessoas não têm condições de castrar. Existe proliferação de gatinhos e cachorros nas ruas. A população às vezes de um município é maior de animais domésticos que a população humana”, relata a protetora de animais Sônia Palhano.

De acordo com a Vanessa Negrini, diretora do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos dos Animais do Ministério do Meio Ambiente, outras partes do País vivem a mesma realidade. “Tem estimativa que são hoje 33 milhões de animais nas ruas do Brasil em situação de abandono. Por isso investir em programas de manejo populacional ético de cães e gatos é o caminho para que a gente dê uma resposta efetiva do Estado para fazer este controle e tirar das ruas estes animais”, disse.

“É uma questão de saúde pública, 75% das doenças infecciosas emergentes são de origem animal, então nós temos que nos preocupar com este controle da população e com o combate aos maus tratos”, complementou Marcelo Miranda, titular da Setesc.

A microchipagem de animais domésticos, como cães e gatos, já vem sendo incentivado com serviços gratuitos organizados pela prefeitura de Campo Grande.

PROTETORES DE ANIMAIS

No evento também foi anunciado que protetores de animais poderão participar efetivamente das discussões envolvendo a causa em Mato Grosso do Sul.

O documento prevendo a certificação deles foi assinado na noite de sábado (10) pelo governador Eduardo Riedel durante o Festival Vida Animal, na Esplanada Ferroviária em Campo Grande.

Com isso os protetores ficam aptos a participarem do Programa Estadual de Políticas de Proteção Animal.

O festival também arrecadou 10 toneladas de ração doadas pelas empresas expositoras e destinadas às associações protetoras de animais.

vai à promulgação

PEC da Segurança Pública é aprovada por unanimidade no Senado

Texto prevê mudanças na estrutura da segurança pública e no combate ao crime organizado; Maioridade penal tramitará em projeto à parte

03/11/2026 18h41

PEC da Segurança foi aprovada por unanimidade no Senado

PEC da Segurança foi aprovada por unanimidade no Senado Foto: Jonas Pereira / Agência Senado

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O Senado aprovou nesta terça-feira, 3, em dois turnsos, a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, uma das principais apostas do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para 2026.

Em 1º turno, foram 73 votos a favor e nenhum contra e, em 2º turno, foram 75 favoráveis e nenhum contra. Com a aprovação, a PEC vai para promulgação.

A oposição queria usar a PEC da Segurança para aprovar uma redução da maioridade penal para 16 anos de forma geral e para 14 anos nos crimes hediondos, mas o plenário aprovou um requerimento para transformar em um projeto à parte as duas emendas que tratavam sobre o tema.

Apresentada pelo Executivo, a PEC 18/2025 reorganiza o sistema de segurança pública - com ampliação de atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), por exemplo - e visa a fortalecer a integração entre as forças de segurança, sobretudo no combate ao crime organizado.

O texto prevê a criação de polícias municipais, de ouvidorias autônomas e do Sistema de Políticas Penais, para melhorar a administração do sistema prisional brasileiro. Além da destinação de mais recursos para a área da segurança, com a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição.

O presidente Lula tem sinalizado que, após a aprovação da PEC, criará o Ministério da Segurança Pública. A ideia é que a pasta centralize a interlocução com os Estados na área e coordene medidas para um combate ainda mais efetivo em relação ao avanço de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

nesta quarta

Avanço do sarampo mobiliza ação de orientação e vacinação em MS

O Brasil registrou 61 casos importados de sarampo neste ano e o aumento da ocorrência acende alerta para medidas preventivas; Em MS, ação acontecerá no aeroporto

03/11/2026 17h53

Ação de prevenção também terá vacinação em Campo Grande

Ação de prevenção também terá vacinação em Campo Grande Divulgação/ Governo de MS

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O avanço do sarampo nos Estados Unidos e em outros países das Américas levou o Ministério da Saúde a  reforçar o alerta de monitoramento do risco da doença no Brasil. Em Mato Grosso do Sul, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) realizará ação nesta quarta-feira (4) para reforçar a prevenção no Estado.

A ação de orientação e vacinação contra o sarampo será no Aeroporto Internacional de Campo Grande, a partir das 10h.

Conforme a SES, durante a mobilização, haverá oferta da vacina tríplice viral para pessoas de 1 a 59 anos sem registro de vacinação. A tríplice viral protege contra o sarampo, caxumba e rubéola.

A vacinação é a principal forma de proteção. A tríplice viral está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), com a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Adolescentes e adultos que não foram vacinados também devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e conferir a caderneta.

Casos importados

O aumento da ocorrência em outros países aumenta a pressão sobre o Brasil, que, conforme a última atualização do Ministério da Saúde, de 21 de outubro, registrou 61 casos de sarampo neste ano, a maioria com origem importada.

O País permanece como área livre do sarampo, pois não há transmissão sustentada da doença em território nacional desde 2024, mas a manutenção desse status é desafiadora, segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações do Brasil, Eder Gatti.

"O nosso certificado foi conquistado em 2016 e perdido em 2019, porque houve a reintrodução da doença na região Norte. Ela se espalhou pelo país e teve um grande surto em São Paulo, com 19 mil casos", lembra Eder Gatti. 

"Há uma diferença de postura e resposta muito evidente, que se observa pelos resultados", acrescenta. 

Em 2023, ano anterior à reconquista do certificado, os índices de vacinação da tríplice viral, dentro do calendário básico infantil, foram de 88% na primeira dose e de 66% na segunda. Já em 2024, a cobertura subiu para 96% e 78%, respectivamente. Neste ano, as taxas preliminares são de 95% na primeira dose e 80% na segunda. 

"Apesar do contexto internacional, o Brasil segura a sua certificação e espero que a gente consiga manter esse cenário, porque a gente está falando de uma doença que mata crianças, causa abortos e complicações obstétricas. É uma doença que tem um índice de letalidade muito maior para as populações mais vulneráveis, indígenas e pessoas em situação de pobreza", afirmou Garri à Agência Brasil.

Avanço no exterior

Os Estados Unidos registram o pior surto de sarampo em mais de 35 anos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), com quase 5 mil casos confirmados em 2026, contra 2.289 no ano passado.

Seis mortes foram confirmadas nos EUA neste ano. 

Mais de 90% dos casos confirmados são pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.  

Na região, EUA, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram 99,5% dos casos confirmados em 2026, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Transmissão e prevenção

A transmissão do vírus do sarampo ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O sarampo é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. 

A transmissão pode ocorrer entre 6 dias antes e 4 dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo.

O sarampo é uma doença prevenível por vacinação. 

Todas as pessoas de 12 meses a 59 anos de idade têm indicação para serem vacinadas contra o sarampo. Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto contra o sarampo devem iniciar ou completar o esquema vacinal de acordo com a situação encontrada, respeitando as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

Há duas vacinas disponíveis para proteção contra o sarampo: vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gestação. As gestantes não vacinadas ou com esquema incompleto deverão receber a vacina no puerpério.

 

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