Cidades

Decreto

Governo decreta toque de recolher das 22h às 5h a partir de segunda-feira

A medida será válida por 15 dias para conter o avanço da covid-19 no Estado

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O governador Reinaldo Azambuja  (PSDB)determinou toque de recolher em todo o território de Mato Grosso do Sul a partir da próxima segunda-feira (14), das 22h até às 5h.  

A medida é válida para os 79 municípios sul-mato-grossenses, e tem como objetivo conter o avanço de casos confirmados de coronavírus, principalmente quanto a superlotação dos hospitais.

O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, em live transmitida pelo Facebook na manhã de hoje (11), afirmou que parte da população não tem respeitado as medidas de enfrentamento ao coronavírus. 

“Uma grande parte da população não tem sido colaborativa, estão se aglomerando, fazendo festas, estão optando pela morte, e não pela vida”.

Resende destaca que foi necessário voltar com as medidas de prevenção em todo o Estado para “uniformizar o enfrentamento do vírus em Mato Grosso do Sul.” 

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O decreto ainda determina que os municípios devem adotar as recomendações sanitárias definidas pelo Programa de Saúde e Segurança da Economia (Prosseguir) durante a restrição de circulação de pessoas. Casos de municípios que não seguirem as regras serão encaminhados ao Ministério Público Estadual (MPMS).

Nos últimos dias, 30 municípios apontaram piora nos indicadores de transmissão da Covid-19. 

“Não queremos nenhuma divergência com outros municípios, todos terão que adotar o programa Prosseguir, e acatar o decreto. O que mais precisamos em Mato Grosso do Sul no atual cenário, são medidas restitivas”, alertou Resende.

Com as novas alterações, os cidadãos não poderão sair de casa entre 22h e 5h, sendo permitida a circulação apenas em casos de trabalho e emergência médica. Serviços não essenciais como bares e restaurantes devem permanecer fechados durante o horário de restrição.

A fiscalização do toque de recolher será feita pela Polícia Militar Estadual, pelo Corpo de Bombeiros Militar e pela Vigilância Sanitária Estadual, em conjunto com as Guardas Municipais e com as Vigilâncias Sanitárias Municipais. O decreto tem vigência pelo prazo de 15 dias, ou seja, até o dia 29 de dezembro.

CONTRATO

Agesul gasta R$19 milhões para conter megaerosão no interior de MS

A Construtora Alvorada terá 540 dias para resolver o problema crônico que se instala na rodovia MS-473, região localizada entre Nova Andradina e IFMS

08/06/2026 09h00

Erosão no Horto Florestal já provocou danos à MS-473 e segue como um dos principais desafios urbanos de Nova Andradina

Erosão no Horto Florestal já provocou danos à MS-473 e segue como um dos principais desafios urbanos de Nova Andradina Reprodução: Vale do Ivinhema Agora

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A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) publicou, hoje (8), no Diário Oficial do Estado (DOE), o extrato de contrato firmado com a Construtora Alvorada, empresa que será responsável pela reconformação das bacias e contenção do processo erosivo no bairro Horto Florestal, em Nova Andradina.

A obra, que terá investimento de R$19.288.728,80, tem como objetivo intervir na região de onde começa a escoar a água que dá origem à erosão, a qual destruiu a rodovia MS-473, ligando a área urbana de Nova Andradina ao Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS).

A empresa terá 540 dias consecutivos para concluir totalmente a reforma, contados da data do recebimento da Ordem de Início dos Serviços (OIS).

A Construtora Alvorada é de Campo Grande e presta serviços de engenharia, principalmente em obras públicas de infraestrutura, pavimentação e saneamento.

Megaerosão

O combate a uma gigantesca voçoroca em Nova Andradina, que já "engoliu" mais de R$ 8 milhões em recursos públicos somente nos últimos cinco anos, vai consumir mais R$ 19,2 milhões em uma nova tentativa do Governo do Estado para tentar conter a erosão.

Os problemas causados pela erosão são antigos e as tentativas para fazer seu controle também não são de agora. Em 2021 o Governo do Estado pavimentou quase 23 quilômetros da MS-473. Esta rodovia passa por cima da voçoroca.

Na época, em torno de R$ 3,5 milhões foram gastos somente nas obras de drenagem e contenção da água das chuvas nas imediações da rodovia. A estimativa deste gasto inicial foi feita pelo deputado estadual Roberto Hashioka (União Brasil), em novembro de 2024.

A obra de pavimentação da MS-473 foi concluída no fim de 2021. Mas, alguns meses depois, a rodovia desmoronou em dois pontos diferentes. Por conta destes desmoronamentos, uma obra emergencial de R$ 4,6 milhões foi anunciada pelo Agesul.

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ÔNIBUS

Concessão do transporte em Campo Grande tem semana decisiva

Prefeita Adriane Lopes deve receber hoje o relatório final que vai basear decisão de possível intervenção da Prefeitura de Campo Grande no Consórcio Guaicurus

08/06/2026 08h00

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Esta semana começa com ar de decisão para o futuro do transporte público em Campo Grande. Isso porque a prefeita Adriane Lopes (PP) deve determinar se o Município vai ou não intervir na concessão do serviço, administrada pelo Consórcio Guaicurus desde 2012, que parece ter chegado ao ápice de processos e reclamações nos últimos meses.

Como parte de uma decisão judicial, uma comissão instituída pela prefeitura tem realizado diversas etapas de um processo que resultou em um relatório final, que contém informações sobre o transporte coletivo da Capital nos últimos anos.

Este documento será entregue hoje para a prefeita, que vai decidir o futuro da concessão.

Na terça-feira, a última etapa desse processo foi concluída, uma audiência pública com a presença da maioria das autoridades municipais de trânsito.

Antes de a sessão começar, o diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Ciro Ferreira, já havia falado que alguma decisão precisaria ser tomada diante da atual situação que se encontra o setor.

“Nós entendemos que há bastante espaço para melhorar esta prestação de serviços. Nós da Agetran entendemos que pode ser uma medida adotada pela prefeita, a decisão é dela, mas é necessário alguma medida para que se resolva a situação que nós encontramos hoje. E não sabemos se vai ser a intervenção ou outra medida adotada pelo Município”, pontuou Ferreira, na semana passada.

Um dos quesitos que mais pesa para que a intervenção seja feita é a questão de a frota estar em estado precário e velha. Tanto que, também na audiência, Paulo da Silva, diretor-presidente da Agência de Regulação dos Serviços Públicos de Campo Grande (Agereg), divulgou um balanço preocupante.

“Nós temos 197 ônibus vencidos, que já tinham sido detectados pela CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito]. Ainda temos 15 ônibus fora de atividade, porque eles estão interditados, e 13 ônibus que estão acima do limite da idade de 10 anos, que são os articulados”, afirmou pouco antes de a sessão começar.

A empresa também é alvo de denúncias de falta de manutenção e inexistência de seguros obrigatórios, além de irregularidades financeiras, como a transferência de R$ 32 milhões para a empresa Viação Cidade dos Ipês sem justificativa e a omissão contábil de receitas e fluxos de caixa desde 2012, como constatado pela CPI do Transporte Coletivo no fim do ano passado.

Por outro lado, a questão monetária é que levanta dúvidas se o Município conseguirá arcar com todo o trâmite que envolve o transporte coletivo.

Vale lembrar que, em dezembro do ano passado, a prefeitura atrasou o pagamento de um repasse para o Consórcio Guaicurus, que usaria este dinheiro para pagar o 13º e o adiantamento dos funcionários, o que gerou greve dos motoristas por quase uma semana e caos na cidade.

Conforme consta no contrato, a empresa recebe R$ 22,8 milhões somente do Executivo municipal.

Atualmente, a tarifa técnica (custo real por passageiro para operar o transporte público, cobrindo despesas e lucros da concessionária) está fixada em R$ 6,57, o que também gerou atritos entre as partes, já que o consórcio deseja que essa taxa aumente para R$ 7,79, o que ele chama de “reequilíbrio econômico-financeiro do contrato”.

Desde 2012, a concessão do transporte coletivo da Capital é operada pelo Consórcio Guaicurus - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

NOTA

O Correio do Estado entrou em contato com o Consórcio Guaicurus para saber seu posicionamento diante da chegada da semana que pode definir o futuro da concessão.

Em resposta, a concessionária reafirmou que pretende seguir no comando do transporte público da Capital, mas quer que o Município reajuste os valores do acordo.

“O Consórcio Guaicurus esclarece que o relatório apresentado pela Agetran na audiência pública demonstra a eficiência do serviço, que atinge 99,99% de cumprimento das viagens (7 milhões de voltas contra 12 mil atrasos). Toda a frota é rigorosamente vistoriada e aprovada por empresa acreditada pelo Inmetro [Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia], garantindo total segurança aos passageiros”.

“O Consórcio Guaicurus reforça que possui pleno interesse e disposição para adquirir e substituir quantos veículos forem necessários para a frota, desde que o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato seja efetivamente restabelecido pelo poder concedente”, completou a concessionária em nota enviada à reportagem.

*Saiba

Conforme números apresentados na audiência, o sistema registrou 12.279 autuações por descumprimento de horários e outras 3.444 por omissão de viagens, quando o início, o fim ou todo o percurso programado deixou de ser registrado pelos sistemas de monitoramento.

Os números revelam mais de 15 mil autuações aplicadas ao sistema entre 2021 e 2025, o que demonstra o descontentamento da população quanto à situação atual do serviço.

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