Cidades

rota de colisão

Estado "demite" ONG que tem parceria bilionária com a Saúde de MS

Desde sexta-feira (8) o Instituto Acqua está fora do hospital de Ponta Porã e em abril de 2027 deve deixar o hospital de Três Lagoas

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Publicação do diário oficial do Ministério Público do Estado desta segunda-feira (11) revela que o Governo do Estado literalmente entrou em rota de colisão com o Instituto Acqua, uma Organização Social supostamente sem fins lucrativos que firmou contratos bilionários com a administração estadual para administrar hospitais em Ponta Porã e Três Lagoas. 

Conforme dados disponíveis na investigação conduzida pelo MP, desde esta sexta-feira (8) o Instituto já está fora do Hospital Regional de Ponta Porã, que passou a ser administrado pelo Instituto Social Mais Saúde, outra ONG que já administra um hospital em Dourados.

O contrato original do Acqua acabou em fevereiro, mas desde então vinha sofrendo prorrogações, que acabaram na última quinta-feira (7). 

E, conforme as explicações dadas pela Secretaria de Estado de Saúde, o contrato relativo ao hospital de Ponta Porã não foi renovado pelo fato de o Instituto Acqua ter tido reprovados pelo Tribunal de Contas da Paraíba seis contratos que havia firmado com a secretaria de saúde daquele Estado.  

Agora, conforme as alegações do Governo de MS, a legislação impede que o contrato, assinado originalmente no começo de 2020, seja renovado por mais cinco anos. O contrato inicial previa que o acordo poderia ser renovado por até três vezes e estendido por 20 anos, caso não houvesse impedimento legal e interesse das duas partes.

Mas, logo na primeira renovação o Estado avisou que está impedido legalmente de renovar por conta das irregularidades do Instituto apontadas pelo Tribunal de Contas da Paraíba.

E, se estas supostas irregularidades impediram a renovação em Ponta Porã, automaticamente vão impedir a renovação em Três Lagoas, cujo contrato acaba em abril de 2027. A não ser que até lá o Ácqua limpe sua ficha.

Ao longo dos pouco mais de cinco anos que administrou o hospital de Ponta Porã, o Instituto recebeu do Governo do Estado pelo menos R$ 498,4 milhões, conforme documento anexado na investigação do Ministério Público sobre o repentino rompimento do contrato na cidade que faz fronteira com o Paraguai. O hospital tem cerca de 350 funcionários e 112 leitos.

Pela administração do hospital de Três Lagoas, o Governo do Estado repassou, em maio deste ano, R$ 10,14 milhões. Levando em consideração esse valor mensal, o contrato garante ao Instituto Acqua faturamento da ordem de R$ 600 milhões ao longo dos cinco anos. E isso, sem contabilizar aditivos para obras e compra de equipamentos. O hospital Magid Thomé começou a operar em 2022 com 116 leitos, mas com as ampliações, vai chegar a 186. 

O QUE DIZ O ACQUA

Em sua defesa, também conforme documentos anexados à investigação do MP, a direção do Acqua diz “ver com estranheza” a insistência do Governo do Estado em não querer renovar o contrato. Diz ter recebido uma série de pedidos de explicações sobre os contratos com o Governo da Paraíba e assim que mandava os esclarecimentos sobre um contrato, de imediato recebia questionamentos sobre outras impugnações de contas naquele estado. 

Além disso, alega o Instituto, as impugnações na Paraíba seriam impeditivos para assinatura de contrato novo, não para renovação. O Estado, porém, entende que elas impedem inclusive a renovação. As impugnações são relativas a 2019 e mesmo assim o Governo assinou contrato com o Instituto Acqua em Três Lagoas em abril de 2022, quando o TCE da Paraíba já havia rejeitado suas prestações de contas.

O Instituto questiona, inclusive, a idoneidade do conselheiro paraibano que reprovou suas contas. Na investigação no MP estão anexadas reportagens mostrando que o conselheiro André Carlo Torres Pontes foi alvo de uma operação da Polícia Federal no final de 2019 por suposto envolvimento em um esquema de corrupção no TCE paraibano.

Ele chegou a ser afastado de suas funções e com base nisso o Instituto requisitou a anulação de todos os embargos de contas que ele havia feito. Até hoje, porém, esse pedido de suspeição não foi julgado. Se o pedido tivesse sido acatado, alega o Instituto, deixaria de ser ficha-suja e poderia renovar o contrato de Ponta Porã sem qualquer tipo de impedimento.

Outro argumento usado pelo Instituto e desconsiderado pela administração de Mato Grosso do Sul é o fato de que todas as supostas irregularidades encontradas na Paraíba terem sido decorrentes da falta de repasses financeiros do Governo do Estado e não por má gestão ou fraude do Acqua.

ULTIMATO

Na recomendação publicada no diário oficial desta segunda-feira (11) a promotoria fixa prazo de 180 dias para que o Governo do Estado faça novo chamamento público (licitação) para escolher uma nova organização social para administrar o hospital de Ponta Porã, já que o Instituto Social Mais Saúde foi contratado sem concorrência público e sem aviso às autoridades municipais de saúde da região sul do Estado. 

O Governo do Estado já se comprometeu a fazer o chamamento no prazo previsto, conforme a publicação do Ministério Público, mas ainda não divulgou data para isso.

O Correio do Estado procurou a Secretaria de Estado de Saúde no dia 24 de julho, quando o MP tornou pública a investigação sobre a falta de chamamento público para substituir o Instituto Acqua, mas não obteve resposta até este sábado. 

FIM DA MAQUIAGEM

Tráfego na BR-163 encolhe, mas lucro da Motiva Pantanal dispara

Balanço da Motiva diz que o fluxo em 2025 foi 1,3% menor que em 2024, mas a empresa saiu de um prejuízo de R$ 376 milhões para lucro de R$ 558 milhões

12/02/2026 11h30

Após anos de deterioração do asfalto na BR-163, obras de recapeamento estão em andamento em diferentes regiões do Estado

Após anos de deterioração do asfalto na BR-163, obras de recapeamento estão em andamento em diferentes regiões do Estado

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Dados oficiais divulgados pela concessionária Motiva (antiga CCR) revelam que o fluxo de veículos BR-163 ao longo dos 845 quilômetros em Mato Grosso do Sul encolheu 1,3% no ano passado na comparação com o ano anterior. Mesmo assim, a empresa interrompeu quase uma década de prejuízos contínuos e fechou o ano com lucro líquido de R$ 558,2 milhões, o que equivale a R$ 1,5 milhão por dia.

Os números, divulgados no balanço oficial do grupo empresarial, apontam que em 2024 o número de "veículos equivalentes" chegou a 55.115.376. No ano seguinte, foram 54.396.012, o que equiv ale a uma diferença a menor de quase 720 mil veículos. 

A explicação para esta retração, segundo a concessionária, foi o "tráfego turístico/sazonal influenciado por condições climáticas menos favoráveis". Além disso,  "menor volume das exportações vindas do MT que, apesar de uma safra forte, apresentou maior nível de competição na exportação além de maior demanda interna". 

Mesmo assim, a concessionária saiu de um prejuízo de R$ 376,5 milhões para um lucro superior a meio bilhão de reais. A explicação para esta disparidade é que nos anos anteriores havia uma espécie de maquiagem dos números relativos ao faturamento da concessionária. 

Até dezembro de 2024, somebnte te 47,3% daquilo que era arrecadado nas nove praças de pedágio era contabilizado. O restante do valor, equivalente a 52,7%, era depositado em uma espécie de poupança. Esta manobra começo em junho de 2021 e acabou em dezembro de 2024. 

No fim de 2024 foi assinado novo acordo entre a ANTT e a CCR e a partir de então o valor integral passou a ser contabilizado pela concessionária, que também sacou todos os recursos depositados nesta "poupança" durante três anos e meio. Por conta disso, os tradicionais prejuízos da concessionária desapareceram. 

A mundaça na contabilidade da concessionária faz parte de uma série de ajustes entre os controladores da Motiva e o Governo Federal. Em 22 do ano passado foi feito novo leilão e a concessionária ganhou o direito de controlar a rodovia por mais 29 anos. O novo contrato foi assinado no dia primeiro de agosto. 

De acorco dom este novo contrato, a empresa se comprometeu a duplicar pelo menos 203 quilômetros, implantar terceira faixa em 150 quilômetros e instalar 23 quilômetros de vias adicionais. 

As obras para liberação dos dois primeiros trechos de terceira faixa, em Mundo Novo, estão na fase final e a previsão é de que sejam liberadas para o tráfego no próximo mês.

Além disso, está prevista a construção de contornos urbanos em cidades como Mundo Novo, Eldorado, Itaquiraí e em dois povoados próximo a Dourados.  No total, os investimentos totais devem ultrapassar os R$ 9,3 bilhões ao longo de 29 anos de contrato. 

Próximo a Campo Grande, na saída para Dourados estão em andamento trabalhos de duplicação, nas imediações do posto da PRF na saída para Dourados. Além disso, existem trabalhos de duplicação próximo a Jaraguari e em Coxim. 

MORTES

Com 845 quilômetros, a BR-163 é a principal rodovia de Mato Grosso do Sul, cortando 21 municípios de norte a sul. No ano passado, 45 pessoas morreram em decorrência de acidentes. O número, segundo a concessionária, foi 36,6% menor que no ano anterior, quando  71 pessoas perderam a vida na rodovia.

Mas, dados do Ministério dos Transportes divulgados nesta quarta-feira, informam que no ano passado foram 47 óbitos na rodovia.

 

VESTIBULAR UFMS

Vestibular UFMS divulga terceira lista de aprovados

Matrículas estão disponíveis para candidatos garantirem a vaga na graduação pública

12/02/2026 11h28

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Na última terça-feira (10), a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) divulgou a lista da terceira chamada do Vestibular e Passe, que é o Processo Seletivo de Avaliação Seriada. As matrículas já estão disponíveis para os aprovados como forma de garantia da vaga.

Todo o cadastro do ingressante deve ser feito de forma online, no site oficial da UFMS: http://matricula.ufms.br/, com o anexo dos seguintes documentos solicitados:

  • Histórico escolar do ensino médio;
  • Certificado de conclusão do ensino médio ou diploma de graduação;
  • Certidão de nascimento civil ou de casamento;
  • Documento oficial de Identidade ou Registro Nacional de Estrangeiro:
    • Carteira de Identidade emitida por órgãos de identificação,
    • Carteira Nacional de Habilitação - CNH;
    • Carteira de identidade profissional expedida por órgãos fiscalizadores de exercício profissional regulamentada, carteiras funcionais emitidas por órgãos públicos; documento de identificação militar ou passaporte.)
  • CPF, apenas se não estiver registrado na Identidade;
  • Certificado de Reservista ou documento que comprove que está em dia com as obrigações militares - para candidatos do sexo masculino entre 18 e 45 anos;
  • Comprovante de Quitação Eleitoral (obrigatório para candidatos a partir de 18 anos, pelo link: https://www.tse.jus.br/eleitor/certidoes/certidao-de-quitacao-eleitoral;
  • Foto digital recente 3x4 cm (ou 5x7 cm) frontal.

Os candidatos recebem as primeiras informações pelo e-mail que foi cadastrado no momento de insrição do Vestibular ou Passe, e devem realizar o Cadastro do Estudante e Perfil Acadêmico para finalizar a matrícula, além de outras etapas próprias da universidade para se integrar a todo o sistema.

Em caso do futuro aluno não ter em mãos algum dos documentos solicitados até o período de matrícula se encerrar, a universidade disponibiliza uma solicitação de requerimento para entregar depois.

Para os aprovados em vagas de cotas, reservadas a pessoas negras, indígenas ou com deficiência, será necessário passar por uma banca da UFMS que avaliará a veracidade da autodeclaração - disponível no edital, e então após esse processo poderá realizar a matrícula.

Candidatos em vagas reservadas para pessoas com renda per capita inferior a um salário mínimo, é necessário que seja anexado o comprovante do Cadastro Único no momento da matrícula.

Outras informações estão disponíveis no edital, e o telefone para contato disponível para sanar dúvidas por meio do WhatsApp é (67) 3345-7777, da Central de Matrículas.

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