Cidades

HABITAÇÃO

Governo diz que 177 mil moradias já foram contratadas este ano no País

Governo diz que 177 mil moradias já foram contratadas este ano no País

AGÊNCIA BRASIL

23/08/2019 - 23h31
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O governo está com 233 mil unidades habitacionais em construção, sendo que 177 mil foram contratadas este ano. A informação é do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, que participou, nesta sexta-feira (23), da entrega de 600 apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida na comunidade Mandela de Pedra, em Manguinhos, uma das áreas mais pobres do Rio de Janeiro.

“A gente está com 233 mil unidades em construção. Estamos com algumas esperando. Estamos trabalhando para conseguir recursos para continuar outras obras no ano que vem. Já contratamos mais de 177 mil este ano. Mas a gente faz isso com responsabilidade. Porque a gente não quer começar uma obra que não possa pagar. Se começar, tem que ter dinheiro para a construtora. A gente só faz quando tem garantia [de] que pode executar”, disse Canuto em entrevista após o evento, que contou com a presença de centenas de pessoas.

Os moradores contemplados com as novas residências fizeram questão de comparecer à entrega das chaves e muitos mostravam-se emocionados, na expectativa de receber a casa própria e deixar para trás as residências precárias em que moravam. O ministro foi cercado pelos moradores, que queriam agradecer pessoalmente pela entrega das residências.

“É essencial ter contato com a população, ver essa alegria, essa vida. E ver que o dinheiro está sendo bem investido. A gente está trazendo mais do que um teto, está trazendo moradia, dignidade, para que os cidadãos se sintam parte da sociedade. É disso que a gente precisa. É uma necessidade muito grande, e o governo está lutando para isso. O presidente Jair Bolsonaro, os ministros todos, o que queremos é poder construir muitos outros conjuntos, trazer as pessoas, que elas tenham esperança e saibam, tenham a certeza absoluta de que fazem parte da sociedade”, disse Canuto.

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, também participou da solenidade e agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro pela entrega dos apartamentos, que abrigarão pessoas que antes moravam em áreas de risco. “Era uma esperança enorme que essas pessoas tinham. Quero agradecer muito ao ministro Canuto e ao presidente Jair Bolsonaro, porque o sonho se tornou realidade."

Crivella ressaltou que, com os imóveis entregues hoje, será possível atender com o aluguel social mais 600 [famílias], o que ajuda muito a cidade, que tem um problema de moradia muito grande. "Já estive em muitos condomínios Minha Casa, Minha Vida, mas, como este aqui, ainda não tinha visto”, destacou o prefeito.

Investimentos

As moradias localizadas nos Residenciais Mandela de Pedra I e II vão beneficiar cerca de 2.400 pessoas. As residências têm área de 43,95 metros quadrados (m²) e foram avaliadas em R$ 96 mil. Cada um dos empreendimentos dispõe de parque infantil, salão de festas, quadra poliesportiva, centro comunitário e equipamentos de ginástica para idosos. A infraestrutura conta com pavimentação, drenagem, iluminação pública, rede de energia, urbanização, água e esgoto.

O Ministério do Desenvolvimento Regional investiu R$ 4,62 bilhões durante os seis primeiros meses do ano em obras de habitação popular, segurança hídrica e mobilidade urbana, bem como em ações de desenvolvimento regional e de defesa civil. A habitação popular, com destaque para o Programa Minha Casa, Minha Vida, recebeu R$ 2,54 bilhões.

SAÚDE

Morre Paulo Roberto Teixeira, referência no combate à aids no Brasil

Médico atuou na criação de políticas de prevenção e tratamento

19/09/2026 23h00

Paulo Roberto Teixeira

Paulo Roberto Teixeira EMI SHIMMA/DIVULGAÇÃO

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Morreu neste sábado (19), aos 77 anos, o médico Paulo Roberto Teixeira, uma das referências em saúde pública no Brasil. Ele foi protagonista na criação da primeira resposta de governo à aids no Brasil, em 1983, época em que a doença era ainda pouco conhecida e marcada pelo estigma.Paulo Roberto TeixeiraPaulo Roberto Teixeira

Quando os primeiros casos da doença foram confirmados em São Paulo, Teixeira estava à frente do programa de hanseníase do estado. A experiência com uma doença que também era marcada pela exclusão, ajudou a desenhar para a aids uma política pautada no direito à saúde e ao respeito, que passava pela prevenção e assistência, incluindo o acesso aos antirretrovirais, e o trabalho em parceria com sociedade civil.

Em 2000, já à frente do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira passou a denunciar que os preços dos medicamentos eram inviáveis para a manutenção do acesso universal ao tratamento de aids pelo SUS e passou a defender a quebra de patentes dos laboratórios farmacêuticos.

Defendeu que a Lei de Patentes brasileira, aprovada em 1996, limitou o acesso à saúde e organizou um programa internacional de transferência de tecnologia entre países do Sul global para a produção de antirretrovirais genéricos.

Esse movimento foi fundamental para que em 2001, a Organização Mundial do Comércio reconhecesse que o direito à saúde está acima das regras de propriedade intelectual e fortaleceu a luta dos países pobres pelo direito de acesso ao tratamento.

A luta pelo acesso universal ao tratamento seguiu na OMS, quando Paulo Roberto Teixeira, assumiu em 2003 o Departamento de HIV/Aids da OMS e integrou a estratégia 3 by 5 que estabeleceu a meta de 3 milhões de pessoas vivendo com HIV em tratamento até o fim de 2005.

Em nota, o Ministério da Saúde manifestou pesar pela morte de Paulo Roberto Teixeira, reconhecendo que ele foi um dos "nomes fundamentais da resposta do país à epidemia" e que Paulo Teixeira "dedicou a vida à defesa da saúde como direito, dos direitos humanos e do acesso universal à prevenção e ao tratamento".

COMBUSTÍVEL

Petrobras recebe parcela de R$ 448 milhões, referente à subvenção à gasolina

Com esse pagamento, o montante acumulado recebido pela empresa no âmbito dos programas de subvenção ao óleo diesel, gasolina e GLP alcança, até o momento, R$ 9,9 bilhões

19/09/2026 21h00

Gasolina em Campo Grande ultrapassa os R$ 7 no crédito

Gasolina em Campo Grande ultrapassa os R$ 7 no crédito Gerson Oliveira

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A Petrobras informou hoje que recebeu parcela do Programa de Subvenção Econômica à comercialização de gasolina. Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), foram repassados à estatal R$ 448 milhões, referentes à comercialização de gasolina no período de 16 e 31 de julho.

"Com esse pagamento, o montante acumulado recebido pela Petrobras no âmbito dos programas de subvenção ao óleo diesel, gasolina e GLP alcança, até o momento, R$ 9,9 bilhões", diz a empresa.

Além disso, a estatal informou que seu Conselho de Administração, em reunião realizada a sexta-feira, aprovou a adesão à subvenção econômica de produtores e importadores de óleo diesel e suas correntes, instituída pela Medida Provisória nº 1.391, de 11 de setembro de 2026. Segundo a empresa, a adesão ocorre nos termos da regulamentação aplicável estabelecendo o valor unitário da subvenção em R$ 1,00 por litro de óleo diesel "A", de uso rodoviário, pelo prazo de 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período.

"A adesão à subvenção econômica de que trata a MP nº 1.391/2026 não afasta o direito ao recebimento das subvenções econômicas já devidas ao produtor ou ao importador, tampouco revoga a adesão da companhia à subvenção autorizada pela MP nº 1.363/2026, no valor de R$ 1,12 por litro de óleo diesel "A"", disse a Petrobras. "Dessa forma, os benefícios previstos em ambos os programas são cumulativos."

De acordo com a estatal, diante do caráter facultativo e do potencial benefício, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia. "A efetiva assinatura do termo de adesão ficará condicionada à publicação e à análise do regulamento previsto na MP nº 1.391/2026, necessário à operacionalização da subvenção econômica", informou.

Cabe destacar que a Petrobras mantém sua estratégia comercial, orientada pela participação de mercado, pela otimização de seus ativos de refino e pela busca de rentabilidade de forma sustentável, evitando o repasse imediato aos preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio, informou a estatal.

"A companhia segue comprometida com uma atuação responsável, equilibrada e transparente, preservando a flexibilidade necessária para a execução de sua estratégia comercial e para a geração de valor de longo prazo", afirmou a Petrobras.

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