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Governo diz que hackers cometeram crime ao invadir sites oficiais

Governo diz que hackers cometeram crime ao invadir sites oficiais

r7

29/06/2011 - 03h00
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O diretor-presidente do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), Marcos Mazoni, disse nesta terça-feira (28) que os hackers que atacaram os sites do governo na última semana cometeram crime ao causar prejuízo ao Estado brasileiro.

- Sem dúvida estamos falando de crime, porque colocou o Estado em situação de prejuízo. É um crime de lesa ao patrimônio público. Tivemos que gastar com pessoal, com horas extras de funcionários para responder aos ataques. É mesma coisa que quebrar uma loja da Receita Federal.

De acordo com ele, o ponto crítico dos ataques do site do governo aconteceu na madrugada da última quarta-feira (22), quando o site da Presidência da República saiu do ar.

Os hackers utilizaram uma técnica chamada de “negação de serviço”, na qual são feitas solicitações muito acima do normal a um site para tentar tirá-lo do ar. Segundo Mazoni, entre 0h20 e 1h30, os piratas virtuais enviaram mais de 300 mil solicitações de mil endereços diferentes, o que gerou 2 bilhões de requisições ao site, a maioria vinda da Itália, tirando-o do ar – normalmente o volume de acesso não passa de 10% disso.

Apesar dos inconvenientes causados pelos ataques, Mazoni destacou que não houve nenhuma invasão que permitisse acesso aos bancos de dados de sistemas do governo. De acordo com ele, as tentativas nesse sentido foram “muito pouco significativas”.

- Continuamos administrando ataques e podemos dizer que, até o presente momento, tiveram sucesso zero os que estão atacando sites administrados pelo Serpro. Todos os dados divulgados, supostamente retirados do nosso sistema, são possíveis de serem encontrados em qualquer site aberto do governo, como os dados da diretoria do Serpro.

Segundo Mazoni, esse tipo de ataque é comum e deve continuar ocorrendo, e o Serpro e demais setores ligados à segurança digital do governo precisam estar preparados para responder a eles.

Ele informou que, nas ações como a que tirou o site da Presidência do ar pelo excesso de solicitações, o Serpro tem um sistema que responde identificando os computadores de onde estão vindo essas requisições e bloqueando-os. Além dessa defesa automática, esse trabalho pode ser complementado de maneira manual em momentos críticos – na semana passada, o pessoal do Serpro responsável por responder a esses ataques dobrou.

O diretor-presidente disse ainda que o Serpro vai implantar nos sites do governo uma nova geração do protocolo de internet – sistema que determina os endereços dos usuários – com o qual será mais fácil identificar da onde vêm os ataques.

Fiscalização

Creches irregulares são fechadas após denúncias em Campo Grande

MPMS investigou unidades sem autorização e com estrutura inadequada; um dos casos envolvia várias crianças cuidadas por uma única pessoa em uma residência

16/10/2026 14h31

Reprodução/MPMS

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Denúncias sobre falta de autorização para funcionamento e condições inadequadas de atendimento levaram ao fechamento de creches e pré-escolas em Campo Grande, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). A investigação identificou problemas em estabelecimentos de educação infantil e acompanhou providências administrativas adotadas pelo poder público municipal.

O caso foi apurado pela 46ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude, por meio de inquérito civil que investigou possíveis falhas na fiscalização de instituições destinadas ao cuidado e à educação de crianças.

Entre as situações relatadas, uma creche funcionava em uma residência onde várias crianças ficavam sob os cuidados de uma única pessoa. Conforme denúncia encaminhada pelo Conselho Tutelar, havia preocupação com a estrutura do imóvel, a segurança das crianças e a falta de informações sobre elas que pudessem ser utilizadas em situações de emergência.

O promotor de Justiça Oscar Bessa Filho destacou a necessidade de verificar não apenas a regularidade administrativa dos estabelecimentos, mas também as condições oferecidas para garantir a segurança e o cuidado adequado das crianças.

Durante a investigação, o MPMS solicitou informações à Secretaria Municipal de Educação (Semed) e analisou documentos de outros procedimentos que apontavam possíveis irregularidades em unidades de educação infantil da Capital.

Segundo o Ministério Público, as fiscalizações demonstraram que diversos estabelecimentos encerraram as atividades e que foram adotadas providências administrativas em relação às unidades que permaneceram em funcionamento.

A atuação envolveu diferentes órgãos municipais e instituições da rede de proteção, incluindo as secretarias de Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento, Fazenda, Saúde e Assistência Social, além do Conselho Municipal de Educação e dos Conselhos Tutelares.

Também foi instaurado um procedimento administrativo para acompanhar as medidas conjuntas relacionadas ao funcionamento desses serviços.

Fiscalização

A investigação teve como foco possíveis irregularidades administrativas e estruturais em estabelecimentos que atendem crianças na primeira infância, além de eventual omissão do poder público municipal na fiscalização.

O MPMS ressalta a importância da atuação integrada dos órgãos públicos para assegurar que creches e pré-escolas funcionem de acordo com as exigências legais e ofereçam ambientes seguros e adequados.

 

Oportunidade

IFMS: alunos de dois cursos podem se inscrever no programa Pé-de-Meia

Iniciativa contempla acadêmicos de Computação (Jardim) e Química (Coxim) que ingressaram via Sisu

16/10/2026 14h00

Divulgação/IFMS

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Alunos matriculados nos cursos presenciais de Licenciatura em Computação, ofertado no Campus Jardim, e Licenciatura em Química, no Campus Coxim, podem se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, ação do Ministério da Educação (MEC) que integra o programa Mais Professores. 

Para ingressantes de 2026, as inscrições ficam abertas até o dia 19 de dezembro, enquanto houver disponibilidade de vagas, e devem ser realizadas diretamente pela Plataforma Freire.

A análise e aprovação das pré-inscrições são conduzidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até o dia 20 de cada mês.

Benefício financeiro - O programa concede apoio financeiro no valor total de R$ 1.050 mensais durante toda a graduação:

  • R$ 700 mensais: disponíveis para saque direto do estudante;
  • R$ 350 mensais: depositados em conta-poupança. O valor acumulado poderá ser resgatado se o formando ingressar como docente em rede pública de ensino em até cinco anos após a formatura.

O pagamento das bolsas é efetuado até o quinto dia útil do mês subsequente ao cadastramento do bolsista no sistema da Capes.

Quem pode participar - Podem solicitar o benefício os acadêmicos que atendam cumulativamente às seguintes condições:

Estar regularmente matriculado em curso presencial de licenciatura do IFMS (Computação em Jardim ou Química em Coxim);
Ter ingressado no curso em 2026 por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
Ter alcançado nota igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
Cumprir os critérios do Edital nº 2/2025 da Capes e as diretrizes do programa de ingresso.
O atendimento oficial do MEC e da Capes para esclarecimentos sobre o programa é feito pelo e-mail [email protected].

Com informações do Ministério da Educação 

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