Cidades

Chuva e ventania

Estado reconhece situação de emergência em três municípios de MS

Os municípios decretaram situação de calamidade após sofrer estragos na área urbana e rural devido a fortes chuvas

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O governo do Estado de Mato Grosso do Sul reconheceu a situação de emergência nos municípios de Brasilândia, Coxim e Jardim, que sofreram estragos em decorrência da chuva e de vendavais no mes de abril deste ano.

A portaria foi publicada no Diário Oficial do Estado, na sexta-feira (23), e confirmou que os danos fogem da capacidade de resposta dos municípios.

O decreto explica que Brasilândia, localizado na região leste do Estado, foi atingido por uma forte tempestade com queda de granizo no dia 19 de março, causando danos na área urbana e também na zona rural.

Em Coxim, a chuva causou estragos no dia 9 de abril, tanto na área urbana quanto na rural.

Já no dia 19 de abril, o município de Jardim também teve áreas afetadas por um desastre classificado como tempestade local convectiva - o mesmo fenômeno que atingiu os outros dois municípios.

Estragos

A reportagem conversou com o prefeito de Jardim Juliano Miranda Guga (PSDB), que no período do ocorrido informou ao Correio do Estado que residências foram alagadas em quase todos os bairros, além de prédios públicos em decorrência da chuva.

Divulgação Prefeitura Municipal de Brasilândia

A Prefeitura Municipal de Brasilândia declarou situação de calamidade pública por meio do Decreto nº 6.285/2025, em decorrência dos estragos causados pelo vendaval que atingiu o município, conforme decreto assinado pela prefeita Márcia Amaral (PSDB).

O decreto solicitava autorização para a adoção de medidas emergenciais voltadas à recuperação da infraestrutura pública e ao atendimento das famílias diretamente afetadas.

Segundo nota publicada no site do município, o vendaval causou estragos em duas escolas, no Estádio Municipal e em outras estruturas públicas, além de destruir residências de famílias de baixa renda.

Entre as medidas solicitadas estão:

 

  • Reparos na infraestrutura pública: recuperação de escolas, hospitais, unidades de saúde e demais estruturas afetadas;
  • Assistência às famílias carentes: disponibilização de materiais de construção e apoio para a reconstrução de residências danificadas ou destruídas;
  • Abrigo e condições dignas: garantia de abrigo e suporte às famílias desabrigadas ou em situação de vulnerabilidade.

O governo do Estado reconheceu a situação de emergência por 20 dias e, com isso, confirmou que todos os procedimentos adotados pela prefeitura estão de acordo com as normas oficiais.

Portanto, os órgãos do governo estão autorizados a prestar auxílio aos municípios, com a coordenação da Defesa Civil do Estado.

O decreto entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos retroativos a 20 de março.

Com o decreto, o município fica dispensado de realizar licitações para a aquisição de bens e a contratação de serviços necessários ao enfrentamento rápido da situação, conforme previsto na Lei Federal nº 14.133/2021.

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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