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EDUCAÇÃO

Governo estuda retomar escolas "emprestadas" às prefeituras

Somente em Campo Grande, há quatro escolas que eram estaduais e que foram municipalizadas nos últimos anos

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Algumas das escolas cedidas às administrações municipais pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul (SED) nos últimos anos podem voltar para as mãos do Estado em 2026, conforme afirmou o titular da Pasta, Hélio Daher.

Diante da queda do número de estudantes em 2019, ao menos 20 escolas estaduais foram fechadas pela secretaria, algumas delas, “emprestadas” aos Executivos municipais e os alunos dessas instituições precisaram ser remanejados a outras escolas.

Porém, em entrevista ao Correio do Estado, Daher afirmou que, agora, Mato Grosso do Sul deve seguir o caminho contrário do feito há cerca de sete anos e realizar um plano de ampliação de escolas. Entre os objetivos está o retorno das escolas cedidas às prefeituras para o comando do Estado.

“Estamos buscando, inclusive, escolas emprestadas para trazer de volta para a rede. Só em Campo Grande tem quatro escolas da rede estadual que são emprestadas para a rede municipal, essas a gente manteve o empréstimo, mas a ideia é que a gente consiga ampliar mais escolas”, disse o secretário.

As quatro escolas campo-grandenses citadas por Daher foram municipalizadas em agosto de 2020 e são: Nicolau Fragelli; Professor Carlos Henrique Schrader; Professora Hilda de Souza Ferreira; e Advogado Demosthenes Martins.

Escola Professor Carlos Henrique Schrader, em Campo Grande, foi uma das instituições estaduais repassadas para o MunicípioEscola Professor Carlos Henrique Schrader, em Campo Grande, foi uma das instituições estaduais repassadas para o Município - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Porém, elas não devem ser solicitadas de volta pela secretaria, somente as escolas localizadas no interior.

Além de Campo Grande, escolas também foram cedidas às administrações municipais de Bandeirantes, Aquidauana, Deodápolis e Ponta Porã nos últimos anos, mais especificamente na época em que Mato Grosso do Sul era governado por Reinaldo Azambuja.

O Correio do Estado entrou em contato com a SED para saber o número absoluto de escolas “emprestadas” às redes municipais de ensino. Porém, até o fechamento desta edição, não foi repassada a quantidade.

Para o secretário, essa necessidade de ampliação de escolas é motivada pelo crescimento populacional do Estado, principalmente diante dos investimentos realizados em Mato Grosso do Sul nos últimos anos, que, consequentemente, aumentam o número de estudantes.

“A demografia do Estado foi bem lenta até 2019, 2020. Com os investimentos que estão vindo, isso mudou novamente. O Estado passa a receber muita gente, então, para nós, a Secretaria da Educação já não tem mais como a gente fechar escolas. Pelo contrário, a gente está abrindo escolas”, explica.

De acordo com dados enviados à reportagem pela SED, cerca de 192 mil alunos foram atendidos pela Rede Estadual de Ensino (REE) no ano passado. Pelo fato do processo de matrícula ainda estar em andamento, ainda não há dados atualizados deste ano.

NOVAS ESTRUTURAS

Mesmo fora do radar do Estado no pedido de retorno das escolas emprestadas, Campo Grande deve participar do planejamento da secretaria de ampliação da Rede de Ensino de outra maneira.

Segundo o secretário, o Bairro Jardim Noroeste e o distrito de Anhanduí devem receber novas escolas no futuro, em razão da necessidade da comunidade nesses trechos da Capital.

“[Antes da entrevista] eu estava com o pessoal do Noroeste, buscando um novo terreno, justamente porque vai ter que construir mais uma escola no Noroeste, porque só aquela já estou com fila de espera, porque todo mundo quer ter uma escola nova”, disse.

“Então, já veio a presidenta do bairro aqui falar comigo, que apresentou para nós as necessidades do Noroeste. A gente deve apresentar para a prefeitura a necessidade de um terreno e também uma outra escola nova no distrito de Anhanduí, que é muito necessário por conta da população local”, complementa Hélio.

PRESENTE E FUTURO

Hélio Daher está no comando da secretaria durante todo o mandato do governador Eduardo Riedel até aqui. Em entrevista publicada pelo Correio do Estado no sábado, o professor contou que os investimentos em obras e reformas de escolas já ultrapassaram a marca de R$ 1,2 bilhão nos últimos anos.

“A gente entrega, em média, uma escola reformada a cada seis dias, é hoje uma das redes públicas brasileiras que mais entregam escolas reformadas atualmente, um ritmo muito acelerado, já passamos de 220 escolas das 352 que passaram por intervenções, um número bem grande, mas nós temos ainda um número de escolas a serem construídas”, esclareceu na entrevista.

Para este ano, o secretário garantiu a entrega das obras das escolas Escola Hércules Maymone e Joaquim Murtinho, ambas em Campo Grande, e de três no interior do Estado – uma em Ribas do Rio Pardo, outra em Ponta Porã e mais uma em Dois Irmãos do Buriti. Essa última será um espaço indígena de ensino.

Inocência e Bataguassu também estão no radar para receberem novas escolas.

“A gente já começa com deficit de salas de aula, principalmente em Inocência, por conta de Aral Moreira, então a gente já está com o terreno lá e vamos iniciar a obra esse ano da escola de Inocência”, afirma.

O secretário também comentou o fato de o Estado ter chegado a 61% das escolas de tempo integral, acima da meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação, que é de 50% até 2027.

“A gente atingiu com dois anos de antecedência e agora a gente vem negociando aos poucos a ampliação do tempo integral, mas aí de acordo com a necessidade da comunidade”, disse.

*Saiba

A redução de estudantes fez com que alunos das escolas fechadas passassem para outras instituições da Rede Estadual de Ensino a partir de 2020, situação que ocorreu em Iguatemi, Dourados, Aquidauana e Itaquiraí.

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PUREZA

Índice de potabilidade da água é de 99,22% em Campo Grande

Percentual é considerado muito bom, em comparação a outras cidades, cuja porcentagem é de 19%

19/01/2026 12h00

Estações de Tratamento de Água (ETA) Guariroba

Estações de Tratamento de Água (ETA) Guariroba MARCELO VICTOR

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Campo Grande se tornou referência nacional em qualidade da água. O índice médio de potabilidade é de 99,22%, atualmente, na Capital.

De acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o percentual é considerado muito bom, em comparação a outras cidades, cuja porcentagem é de 19%.

Com isso, é permitido tomar água direto da torneira na Capital sul-mato-grossense.

“As análises confirmam que a água fornecida apresenta cloro na medida adequada, pH ideal e elevados padrões de potabilidade, reforçando a segurança do abastecimento e permitindo o consumo direto da torneira com total confiança”, explicou a coordenadora do Laboratório de Água da Águas Guariroba, Vera Lucia Sandim.

Em 2025, o sistema de abastecimento foi monitorado por meio de 300 pontos de coleta distribuídos pela cidade. Ao todo, 76.934 amostras foram realizadas, que resultaram na análise de 520.978 parâmetros. O resultado põe Campo Grande entre as cidades com a melhor água do país.

De acordo com a concessionária, a coleta das amostras é realizada em represas, pontos da rede de distribuição, Estação de Tratamento de Água, reservatórios, poços profundos e hidrômetros, o que garante o monitoramento em todas as etapas do serviço de coleta, tratamento e abastecimento de água.

As amostras são coletadas de segunda a sexta-feira e passam por avaliação que verifica se estão dentro do padrão para análise, depois são analisadas no que diz respeito a ensaios biológicos (coliformes totais, escherichia coli e bactérias heterotróficas) e ensaios químicos (alumínio, cobre, ferro, manganês, cor, turbidez, nitrogênio amoniacal, nitrito, condutividade, pH, temperatura e cloro residual livre).

ÁGUA

A concessionária responsável pelo abastecimento de água em Campo Grande é a Águas Guariroba.

A água bruta captada nos córregos e poços passa por várias etapas de tratamento antes de seguir para os reservatórios e abastecer a população.

Em Campo Grande, mais de 40% da água vem da captação do Córrego Guariroba, 13% do Córrego Lageado e 47% de 150 poços profundos, sendo 10 deles do Aquífero Guarani.

Hoje, 99% da população da Capital – cerca de 953 mil pessoas – conta com acesso à água de qualidade. Atualmente, as redes totalizam mais de 3,2 mil quilômetros de extensão, com 304 mil ligações e 884 mil beneficiários.

O sistema de abastecimento é composto por duas Estações de Tratamento de Água (ETAs): ETA Guariroba e a ETA Lageado.

Antes de chegar às torneiras, a água percorre um longo caminho: 4.166 quilômetros de rede, equipamentos e tecnologia.

A empresa cuida da captação, adução, produção, tratamento e distribuição de água potável, bem como a coleta, afastamento, tratamento e disposição final dos esgotos. Confira as etapas detalhadas:

  1. Pré-alcalinização
  2. Coagulação
  3. Floculação
  4. Decantação/Flotação
  5. Filtração
  6. Desinfecção
  7. Fluoretação
  8. Ajuste final de pH

No interior do Estado, a empresa é responsável pelo abastecimento de água é a Sanesul, mas, a Águas Guariroba fica responsável pelos serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios, por meio da Parceria Público-Privada (PPP) com o Governo do Estado, a Sanesul e a Ambiental MS Pantanal.

tempo

Cidade de Mato Grosso do Sul é a segunda mais quente do País

Além das altas temperaturas, em algumas regiões há a sensação de abafamento devido à alta umidade

19/01/2026 11h31

Aquidauana registrou a segunda maior temperatura do Brasil neste domingo

Aquidauana registrou a segunda maior temperatura do Brasil neste domingo Divulgação / Prefeitura Municipal de Aquidauana

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O município de Aquidauana registrou a segunda maior temperatura do Brasil neste domingo (18). Conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a cidade sul-mato-grossense registrou a máxima de 37,1°C, atrás apenas do município de Pão de Açúcar, em Alagoas.

Aquidauana é a única cidade sul-mato-grossense no top 10 do ranking das mais quentes do País. O segundo lugar estadual é ocupado por Miranda, que registrou 35,6°C, sendo a 20ª com maior temperatura do Brasil.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), além das altas temperaturas, em algumas regiões há a sensação de abafamento devido à alta umidade.

Em Campo Grande, a máxima foi de 32,2°C.

Temperaturas altas e ar abafado são características do verão, com predomínio de ar quente e úmido, especialmente em janeiro.

Conforme o Climatempo, também são comuns as chuvas rápidas e por vezes forte, que refrescam o ar, mas apenas por alguns dias.

Previsão

Conforme reportagem do Correio do Estado, o calor deve continuar durante a semana em Mato Grosso do Sul, com temperaturas acima de 30°C em vários municípios.

O Inmet prevê que a semana deve começar com chuva nesta segunda-feira (19), podendo haver tempestade em algumas regiões.

Conforme alerta do órgão, há previsão de chuvas de até 50 mm/dia e ventos intensos entre 40 e 60 km/h para vários municípios, incluindo Campo Grande, onde também há chance de queda de granizo.

Já na terça-feira (21), a chuva deve ser mais isolada, com queda nos índices de umidade relativa do ar. 

Calor acima da média

Prognóstico do verão elaborado pelo Cemtec já apontava que a tendência climática para a estação é de temperaturas acima da média histórica, ou seja, a previsão aponta para um trimestre com condições mais quentes que o normal no Estado.

"Essa condição favorece a ocorrência de períodos mais quentes, sobretudo em dias com menor nebulosidade e ausência de precipitação", diz o documento.

Quanto as temperaturas, a média da estação varia entre 24°C a 26°C. A previsão para o trimestre janeiro-fevereiro-março de 2026 indica que as temperaturas ficarão ligeiramente acima da média histórica, com máximas acima de 30°C.

Segundo o Climatempo, o verão tem maior influência da Alta Subtropical do Atlântico Sul (ASAS) e a estação terá períodos de veranico, quando várias áreas do País terão dias mais quentes do que o normal, com menos chuva do que o normal para o período.

O Sul do Brasil e as áreas de fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai devem enfrentar períodos de calor intenso, que eventualmente poderão ser considerados como onda de calor, segundo o Climatempo.

Dessa forma, até o dia 20 de março, a previsão é de condições mais quentes que o normal em Mato Grosso do Sul.

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