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Governo federal repassa R$ 8 milhões ao HCAA para aparelho de radioterapia

A ordem de liberação do pagamento foi dada pelo Ministério da Saúde. Com isso, o Hospital de Câncer Alfredo Abrão, de Campo Grande, terá um aparelho de ponta para o tratamento dos pacientes

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Hospital de Câncer Alfredo Abrão, referência no tratamento radioterápico, vai receber R$ 8.042.937,54 para a aquisição de um novo Acelerador Linear de radioterapia. A ordem bancária foi emitida pelo Ministério da Saúde.

A conquista, apontada como histórica pela entidade para a saúde pública de Mato Grosso do Sul, teve o pedido de liberação bancária feito na sexta-feira (30) pela pasta do governo Federal.

Além disso, o hospital conseguiu levantar, com recursos angariados por meio de bazares de itens doados pela Receita Federal, R$ 1.096.062,42. Com esse valor, o investimento total alcançou R$ 9.139.000,00 para a compra do equipamento.

Aparelho de ponta


O novo Acelerador Linear, modelo Versa HD, da fabricante britânica Elekta, é um dos mais avançados do mundo em tecnologia de radioterapia. Utilizado em centros de excelência como o Hospital Albert Einstein (SP), além de hospitais nos Estados Unidos e na França, o equipamento coloca o HCAA na vanguarda do tratamento oncológico no Centro-Oeste brasileiro.

O alinhamento para a aquisição do equipamento foi resultado de mais de dois anos de trabalho do deputado federal Geraldo Resende (PSDB-MS) junto ao Ministério da Saúde.

“O novo Acelerador é uma vitória para os pacientes e para o SUS em Mato Grosso do Sul. É um avanço especialmente importante para quem ainda aguarda na fila por tratamento ou precisa se deslocar para outros estados em busca de atendimento”, destacou o parlamentar.

Tecnologia de ponta


O Acelerador Linear é um equipamento essencial no tratamento de diversos tipos de câncer por meio da radioterapia, utilizando feixes de radiação com precisão milimétrica para destruir células tumorais, poupando ao máximo os tecidos saudáveis ao redor.

O novo aparelho substituirá o Acelerador atual, já obsoleto, e permitirá um aumento significativo na eficiência e na qualidade dos tratamentos oferecidos pelo hospital, além de reduzir os custos com alimentação, hospedagem e transporte dos pacientes e acompanhantes que se deslocam do interior ou da capital para o HCAA.

A tecnologia Versa HD possibilita:

  • Alta precisão no tratamento de alvos pequenos, como metástases cerebrais;
  • Sessões mais rápidas e menos invasivas, com arcos menores e de curta duração;
  • Menor número de sessões por paciente, graças à eficácia das aplicações;
  • Monitoramento em tempo real para segurança e precisão contínuas;
  • Capacidade estereotáxica avançada, sem necessidade de moldes invasivos.

Impacto direto para os pacientes do SUS


A presidente do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, Sueli Lopes Telles, destacou que a chegada do novo Acelerador Linear será um marco histórico para a instituição e, sobretudo, para os pacientes que lutam diariamente pela vida:

“Esse equipamento representa esperança. Significa menos sofrimento e mais vidas salvas. Com ele, poderemos ampliar nosso atendimento e reduzir o tempo de espera de tantos pacientes que dependem exclusivamente do SUS. Cada sessão a menos representa mais dignidade e mais chances de cura. Estamos muito emocionados com essa conquista", comemorou Sueli Lopes e completou:

“Essa vitória só foi possível porque tivemos um parceiro comprometido com a causa da oncologia pública. O deputado e médico Dr. Geraldo Resende abraçou essa luta desde o início, foi incansável, e hoje celebramos juntos essa conquista que vai transformar o tratamento do câncer no nosso Estado.”

Atendimentos


Atualmente, o HCAA realiza entre 95 e 105 sessões diárias de radioterapia e é responsável por cerca de 72% dos atendimentos oncológicos de todo o Estado.

A chegada do novo Acelerador não apenas amplia a capacidade da unidade, como eleva significativamente o padrão de tratamento oferecido aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante o período de fabricação do novo equipamento, que deve durar cerca de quatro meses, seguido de transporte e instalação estimados em aproximadamente seis meses, o hospital continuará operando com o aparelho atual, contando com peças de reposição para garantir a continuidade dos tratamentos.

A aquisição do novo Acelerador Linear é mais do que um investimento em tecnologia: é um investimento em esperança, dignidade e qualidade de vida para milhares de pacientes oncológicos em Mato Grosso do Sul.

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Conferência das Partes

PF age na COP15 em Campo Grande e fiscaliza segurança privada do evento

Polícia Federal tanto compõe e estrutura esquema especial de segurança, quanto garante que as demais forças de proteção estejam atuando dentro das conformidades legais

26/03/2026 09h44

Agentes estão  empregados de forma estratégica e preventiva

Agentes estão empregados de forma estratégica e preventiva "em pontos sensíveis e em áreas de interesse operacional".  Reprodução/PF/CS.SRMS

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Até o próximo domingo (29), a Polícia Federal atua e também fiscaliza a segurança privada da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), realizada no espaço Bosque Expo em Campo Grande. 

Nessas duas frentes, a PF tanto compõe e estrutura um esquema especial de segurança quanto garante que as demais forças de proteção estejam atuando dentro das conformidades legais. 

Durante essa semana acontecem ações de fiscalização dos vigilantes privados que atuam durante a Conferência, que basicamente garantem que toda a segurança contratada da COP15 "esteja de acordo com a legislação vigente". 

Como bem esclarece a PF, através do setor de comunicação social da superintendência regional em Mato Grosso do Sul, essa fiscalização da segurança privada é essencial em eventos de grande porte, garantindo um ambiente seguro e regulado para servidores, público e os profissionais que realizam o evento. 

Esquema de segurança

Além de fiscalizar a segurança privada, o emprego das chamadas equipes especializadas do Comando de Operações Táticas (COT) estrutura um esquema especial responsável por reforçar as ações preventivas e proteger as autoridades e delegações participantes. 

Dessas medidas, por exemplo, cabe destacar que esses agentes estão empregados de forma estratégica e preventiva "em pontos sensíveis e em áreas de interesse operacional". 

Ou seja, esses agentes do Comando de Operações Táticas (COT) trabalham a todo o tempo durante a COP15 com objetivo de identificar e de neutralizar eventuais ameaças. 

"A atuação envolve vigilância qualificada, posicionamento tático em locais estratégicos e capacidade de pronta resposta a incidentes que podem comprometer a segurança das autoridades, das delegações estrangeiras, do público e das estruturas relacionadas ao evento", complementa a PF em nota.

Além disso, como bem acompanha o Correio do Estado, até mesmo "fuzis anti drones" estão sendo usados pela Polícia Federal durante a COP15, para inclusive neutralizar eventuais voos irregulares de aeronaves remotamente pilotadas (RPAs) nas áreas sob proteção.

É importante esclarecer que há protocolos específicos para inclusive resposta imediata, por isso a PF reforça que o emprego de aeronaves remotamente pilotadas nas áreas de interesse da segurança do evento deve observar as normas vigentes e eventuais restrições temporárias de espaço aéreo estabelecidas para a COP15.
 

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Campo Grande

Prefeitura monta plano para privatizar unidades 24 horas

Proposta apresentada pela Sesau para o Conselho Municipal de Saúde foi rejeitada pela maioria; ideia seria conceder a parte administrativa dos CRSs

26/03/2026 08h35

Centro Regional de Saúde do Aero Rancho é uma das unidades que constam na proposta de privatização feita pela prefeitura da Capital

Centro Regional de Saúde do Aero Rancho é uma das unidades que constam na proposta de privatização feita pela prefeitura da Capital Gerson Oliveira

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), montou um plano para privatizar duas Unidades de Saúde com atendimento 24 horas da Capital e apresentou a proposta para o Conselho Municipal de Saúde (CMS) e a Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal.

Ontem, membros da Sesau se reuniram com representantes do CMS para apresentar uma proposta de terceirização dos Centros Regionais de Saúde (CRSs) do Aero Rancho e do Tiradentes. O plano é alterar o modelo de gestão dessas unidades para Organizações Sociais de Saúde (OSSs), sem mudanças estruturais previstas inicialmente.

A ideia seria entregar a parte administrativa das unidades para a iniciativa privada, o que, segundo a Sesau em sua apresentação, daria celeridade a processos de compra de insumos, assim como ampliaria os investimentos nessas unidades.

Em nota enviada à reportagem, o CMS se posicionou contrário à intenção da Sesau de privatizar ambos os Centros de Saúde, por entender que a alteração no modelo de gestão não vai resolver os principais problemas das unidades, podendo, inclusive, piorar a situação dos gargalos que hoje elas enfrentam.

“O Conselho Municipal de Saúde não se opõe a essa proposta por mero posicionamento político circunstancial. O conselho se opõe porque compreende, à luz de sua história, de suas atribuições legais e da experiência acumulada no SUS, que a terceirização da gestão das Unidades Públicas de Saúde não enfrenta os principais problemas hoje vividos pela população de Campo Grande e ainda pode agravar fragilidades já existentes”, pontua.

“Transferir a gestão administrativa dessas unidades não cria leitos hospitalares, não reorganiza de forma automática a retaguarda assistencial e não elimina, por si só, os fatores que produzem superlotação e desassistência”, completa o CMS.

Em conversa com o Correio do Estado, o presidente do CMS, Jader Vasconcelos, disse que as duas Unidades de Saúde não recebem financiamento do Ministério da Saúde e, por isso, viraram alvo de privatização por parte da Sesau.

Durante a tarde, foi a vez dos vereadores da Comissão Permanente de Saúde receberem os representantes da Sesau para debater a proposta de terceirização. 

O vereador Lívio Viana de Oliveira Leite, o Dr. Lívio (União Brasil), que integra a comissão, disse que não esperava esta atitude do Município, além de esclarecer que é contrário ao plano.

“Fomos pegos de surpresa. Não sabíamos nada disso e fomos alertados pelo Conselho Municipal de Saúde. Hoje [quarta-feira] a reunião é um pedido da Comissão de Saúde para estes esclarecimentos. Eu, pessoalmente, sou contrário a essa terceirização”, afirma o vereador.

Cabe ressaltar que as OSSs são entidades privadas sem fins lucrativos que atuam em conjunto com o poder público no gerenciamento de Unidades de Saúde via contratos de gestão. Focadas em eficiência e agilidade, buscam maior produtividade no SUS, mas enfrentam desafios de transparência.

A conversão de administração pública para OSS já foi feita no âmbito estadual. A ideia começou em 2016, quando o secretário de Estado de Saúde era Nelson Tavares. Algumas das empresas que ingressaram naquela época, no entanto, foram retiradas posteriormente por problemas na gestão dos hospitais.

PLANO INICIAL

Em contato com a Sesau para mais informações sobre esse plano, a secretaria limitou-se a declarar que se trata de uma ideia inicial, ainda em análise, que será amplamente debatida com outros órgãos.

“Uma ideia de proposta para implementação de OSS na Remus [Rede Municipal de Saúde], que será amplamente discutida com o Conselho Municipal de Saúde, Câmara Municipal, Tribunal de Contas, entre outros”, afirma a Sesau.

A reportagem também questionou o gasto mensal da prefeitura para gerir as CRSs Aero Rancho e Tiradentes. Contudo, até o fechamento desta edição, não houve retorno.

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