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Saúde

Governo institui programa de controle ao tabagismo; Campo Grande é 1ª entre adolescentes fumantes

Oficialização do programa aconteceu nesta terça (13); objetivo é reduzir a prevalência de usuários de produtos de tabaco e dependentes de nicotina

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O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, instituiu nesta terça-feira (13), o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT).

Publicado por meio de uma portaria do Diário Oficial da União (DOU), o programa tem o objetivo de reduzir a quantidade de usuários de produtos de tabaco e dependentes de nicotina e a consequente morbimortalidade relacionada ao consumo de derivados do tabaco.

De acordo com o artigo 3º do DOU, uma das diretrizes é o cuidado integral ao usuário de produtos de tabaco e dependente de nicotina por meio de ações articuladas entre os três entes.

O PNCT se divide nos seguintes eixos:

  • Gestão
  • Cuidado Integral
  • Educação em Saúde
  • Vigilância em Saúde

Segundo o artigo 5º, o objetivo do eixo "Gestão" é  articular a rede de tratamento do usuário de produtos de tabaco e dependente de nicotina no SUS e aprimorar as ações e serviços para o desenvolvimento de estratégias de promoção, proteção, prevenção, cessação e tratamento do tabagismo, entre outros.

Conforme o artigo 6º, um dos objetivos do eixo "Cuidado Integral" é promover a assistência integral, incluindo a qualificação do acesso, prevenção da iniciação e experimentação do tabaco, tratamento do usuário de produtos de tabaco e dependente de nicotina e proteção da exposição à fumaça ambiental.

De acordo com o artigo 7º, a finalidade do eixo "Educação em Saúde" é qualificar profissionais para aperfeiçoar o cuidado ao usuário de produtos de tabaco e dependente de nicotina e aumentar a adesão ao tratamento para cessação do tabagismo.

Segundo o artigo 8º, são objetivos do eixo "Vigilância em Saúde" monitorar a prevalência do uso de produtos do tabaco e de nicotina e outros dados epidemiológicos relevantes e identificar grupos em situação de vulnerabilidade e de iniquidade em saúde para iniciação ao uso de produtos de tabaco e de nicotina. 

Conforme o programa, são atribuições das Secretarias Estaduais de Saúde: implementar e coordenar o PNCT na sua área de abrangência; apoiar os municípios no processo de implantação do programa; realizar ações de controle do tabagismo, incluindo tratamento para cessação do uso de produtos do tabaco e de nicotina, nas unidades de saúde e distribuir os medicamentos de apoio ao tratamento do usuário de produtos de tabaco e dependente de nicotina aos municípios.

Veja o projeto completo aqui

CAMPO GRANDE

Entre as capitais brasileiras, Campo Grande lidera a incidência de adolescentes que já experimentaram algum tipo de tabaco, como cigarro, narguillé e o cigarro eletrônico.

A informação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e consta na Pesquisa Nacional de Saúde Escola (PenSe), com dados referentes a 2019, divulgados em julho do ano passado.

Na capital sul-mato-grossense, 41,5% dos adolescentes já tiveram contato com estes três tipos de fumo.

Deste universo, 45,8% dos estudantes são mulheres e 36,4%, homens. Deste mesmo grupo, 47,5% são de escolas públicas e outros 13,3%, de escolas privadas. No Brasil, este índice é de 21%.

Campo Grande ainda lidera no quesito “consumo recente de cigarros”, no comparativo com as demais capitais do Brasil.

Em Campo Grande, 51,1% já experimentaram já experimentaram Narguilé e, a Capital aparece em primeiro lugar no consumo deste tipo de produto. Em seguida aparecem Brasília (46,7%) e Curitiba (44,5%).

A Capital de Mato Grosso do Sul também também aparece em primeiro lugar em relação ao consumo de cigarro eletrônico, com 30,9% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental tendo experimentado esta modalidade de fumo uma vez na vida. Brasília (29%) e Goiânia (25,2%) aparecem na sequência.

SAÚDE

Morre Paulo Roberto Teixeira, referência no combate à aids no Brasil

Médico atuou na criação de políticas de prevenção e tratamento

19/09/2026 23h00

Paulo Roberto Teixeira

Paulo Roberto Teixeira EMI SHIMMA/DIVULGAÇÃO

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Morreu neste sábado (19), aos 77 anos, o médico Paulo Roberto Teixeira, uma das referências em saúde pública no Brasil. Ele foi protagonista na criação da primeira resposta de governo à aids no Brasil, em 1983, época em que a doença era ainda pouco conhecida e marcada pelo estigma.Paulo Roberto TeixeiraPaulo Roberto Teixeira

Quando os primeiros casos da doença foram confirmados em São Paulo, Teixeira estava à frente do programa de hanseníase do estado. A experiência com uma doença que também era marcada pela exclusão, ajudou a desenhar para a aids uma política pautada no direito à saúde e ao respeito, que passava pela prevenção e assistência, incluindo o acesso aos antirretrovirais, e o trabalho em parceria com sociedade civil.

Em 2000, já à frente do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira passou a denunciar que os preços dos medicamentos eram inviáveis para a manutenção do acesso universal ao tratamento de aids pelo SUS e passou a defender a quebra de patentes dos laboratórios farmacêuticos.

Defendeu que a Lei de Patentes brasileira, aprovada em 1996, limitou o acesso à saúde e organizou um programa internacional de transferência de tecnologia entre países do Sul global para a produção de antirretrovirais genéricos.

Esse movimento foi fundamental para que em 2001, a Organização Mundial do Comércio reconhecesse que o direito à saúde está acima das regras de propriedade intelectual e fortaleceu a luta dos países pobres pelo direito de acesso ao tratamento.

A luta pelo acesso universal ao tratamento seguiu na OMS, quando Paulo Roberto Teixeira, assumiu em 2003 o Departamento de HIV/Aids da OMS e integrou a estratégia 3 by 5 que estabeleceu a meta de 3 milhões de pessoas vivendo com HIV em tratamento até o fim de 2005.

Em nota, o Ministério da Saúde manifestou pesar pela morte de Paulo Roberto Teixeira, reconhecendo que ele foi um dos "nomes fundamentais da resposta do país à epidemia" e que Paulo Teixeira "dedicou a vida à defesa da saúde como direito, dos direitos humanos e do acesso universal à prevenção e ao tratamento".

COMBUSTÍVEL

Petrobras recebe parcela de R$ 448 milhões, referente à subvenção à gasolina

Com esse pagamento, o montante acumulado recebido pela empresa no âmbito dos programas de subvenção ao óleo diesel, gasolina e GLP alcança, até o momento, R$ 9,9 bilhões

19/09/2026 21h00

Gasolina em Campo Grande ultrapassa os R$ 7 no crédito

Gasolina em Campo Grande ultrapassa os R$ 7 no crédito Gerson Oliveira

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A Petrobras informou hoje que recebeu parcela do Programa de Subvenção Econômica à comercialização de gasolina. Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), foram repassados à estatal R$ 448 milhões, referentes à comercialização de gasolina no período de 16 e 31 de julho.

"Com esse pagamento, o montante acumulado recebido pela Petrobras no âmbito dos programas de subvenção ao óleo diesel, gasolina e GLP alcança, até o momento, R$ 9,9 bilhões", diz a empresa.

Além disso, a estatal informou que seu Conselho de Administração, em reunião realizada a sexta-feira, aprovou a adesão à subvenção econômica de produtores e importadores de óleo diesel e suas correntes, instituída pela Medida Provisória nº 1.391, de 11 de setembro de 2026. Segundo a empresa, a adesão ocorre nos termos da regulamentação aplicável estabelecendo o valor unitário da subvenção em R$ 1,00 por litro de óleo diesel "A", de uso rodoviário, pelo prazo de 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período.

"A adesão à subvenção econômica de que trata a MP nº 1.391/2026 não afasta o direito ao recebimento das subvenções econômicas já devidas ao produtor ou ao importador, tampouco revoga a adesão da companhia à subvenção autorizada pela MP nº 1.363/2026, no valor de R$ 1,12 por litro de óleo diesel "A"", disse a Petrobras. "Dessa forma, os benefícios previstos em ambos os programas são cumulativos."

De acordo com a estatal, diante do caráter facultativo e do potencial benefício, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia. "A efetiva assinatura do termo de adesão ficará condicionada à publicação e à análise do regulamento previsto na MP nº 1.391/2026, necessário à operacionalização da subvenção econômica", informou.

Cabe destacar que a Petrobras mantém sua estratégia comercial, orientada pela participação de mercado, pela otimização de seus ativos de refino e pela busca de rentabilidade de forma sustentável, evitando o repasse imediato aos preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio, informou a estatal.

"A companhia segue comprometida com uma atuação responsável, equilibrada e transparente, preservando a flexibilidade necessária para a execução de sua estratégia comercial e para a geração de valor de longo prazo", afirmou a Petrobras.

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