Cidades

RETOMADA SEGURA

Governo lança passaporte da vacina e cinco outras medidas para retomada segura

Pacote prioriza ações de testagem e vacinação para retomada econômica do Estado

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O Governo de Mato Grosso do Sul lançou, nesta segunda-feira (27), um pacote com seis projetos para a retomada segura no Estado, entre eles, o passaporte da vacina.

O Programa “Retomada Segura MS” estabelece seis medidas sanitárias, com objetivo de garantir maior segurança para o funcionamento de diversos setores da economia e também para a segurança da população em geral.

Isto ocorre porque o Estado já chegou em mais de 70% da população adulta imunizada com duas doses ou dose única e já começam a se implantar ações para a volta à normalidade.

A principal medida é a implementação do Passaporte Vacina MS, que exige a apresentação do comprovante de vacinação de, pelo menos, uma dose para acesso a eventos e atividades públicas que tenham público superior a 100 pessoas.

Esta exigência, no entanto, depende de aprovação dos deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems).

Também fazem parte do pacote a ampliação de testagem, conscientização sobre medidas de biossegurança e ampliação da vacinação, com realização de "Dia D".

Últimas Notícias

O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, informou que um projeto de lei já está sendo elaborado e será encaminhado para a Alems nos próximos dias.

No entanto, Resende se posicionou favorável ao passaporte e também ao chamado Projeto Biossegurança MS, que determina que, para ter o alvará sanitário, setores da atividade econômica precisam comprovar que todos os colabores estão vacinados.

Ambas as propostas dependem de aprovação na Assembleia e sanção do governador para entrar em vigor.

O secretário estadual de Infraestrutura e presidente do Comitê Gestor do Prosseguir, Eduardo Riedel, disse que ainda não há detalhes sobre o passaporte da vacina e que ele é o último recurso para avançar na vacinação.

Ele explica que continuam sendo feitas campanhas de conscientização e busca ativa, mas milhares de pessoas ainda não tomaram nenhuma dose de vacina contra a Covid-19.

"A gente tem respeitado muito as liberdades individuais, mas o passaporte talvez seja a última medida nesse processo, a hora que você esgota completamente todas as discussões em torno de chamar essas pessoas, o passaporte seria uma medida a mais", explicou.

O secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, é contrário a obrigatoriedade de comprovar vacinação para ter acesso a alguns locais.

"Acompanhando os índices de vacina serem tão significantes, acredito que não teremos efeito tão importante como outros municípios estão tendo [com o passaporte]", dsse.

"Temos 80% acima de 18 anos já com a primeira dose e fica meio inócuo exigir algo de um público que já está vacinado, não vejo muito sentido exigir algo nessa fase, mas há um amplo debate a ser feito em relação ao direito constitucional das pessoas, então acho que deveria ser o posicionamento a nível federal e não municipal ou estadual, porque envolve a criação de leis", concluiu.

Retomada Segura MS

Além do passaporte da vacina e do alvará sanitário, o programa Retomada Segura MS elenca, no total, um conjunto de seis ações para a retomada das atividades cotidianas e econômicas em um ambiente seguro.

São elas:

  • Projeto Biossegurança MS – Reforça as medidas gerais de biossegurança a serem empregadas pelos diversos setores da sociedade, como forma de controle e mitigação da Covid-19, o qual está tramitando no Governo do Estado e será encaminhado para a Alems;
  • Projeto Teste MS – Amplia a realização de testes rápidos de antígeno, a notificação dos resultados e a contraprestação de utilização dos mesmos, que serão empregados pelos 79 municípios. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) ampliará a distribuição desses aos municípios, os quais dependem de um resultado oportuno para auxiliar na conduta clínica imediata.
  • Projeto Conscientiza MS – Orienta o cidadão sobre a manutenção de cuidados de biossegurança após ser vacinado.
  • Projeto Passaporte Vacina MS – Exige a apresentação do comprovante de vacinação da 1ª dose, para acesso a eventos e atividades que reúnam público superior a 100 pessoas.
  • Projeto Imuniza Trabalhadores MS – Realiza a busca ativa dos trabalhadores das indústrias que ainda não se vacinaram ou que ainda não completaram o seu ciclo vacinal. Parceira no projeto, a Fiems vai oferecer aos seus associados um selo ouro, para as empresas que tiverem 100% dos colaboradores imunizados, como forma de incentivo.  
  • Projeto Vacina MS – Aplicação de 275.000 doses pelos 79 municípios do estado, dentro de um período de sete dias, bem como, a realização do dia “D” da vacinação.

Programa

Governo amplia crédito para motociclistas de aplicativos

Programa Move Motos oferece juros abaixo do mercado

12/06/2026 19h00

Ricardo Stuckert/PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o programa Move Motos, lançado nesta sexta-feira (12), fará com que os motociclistas de aplicativo deixem de ser “a última força de trabalho considerada invisível” neste país.

Ao lado de outras políticas voltadas à garantia de direitos para esses profissionais, disse Lula, eles passarão a ser tratados como cidadãos e cidadãs.

O Move Motos é uma linha de crédito para motociclistas de aplicativos que desejam financiar ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas produzidas no Brasil ou com projeto de investimento voltado à produção no país.

Ele segue os mesmos moldes do Move Aplicativos, que tem como público-alvo motoristas de aplicativos e taxistas interessados em financiar carros.

Essas linhas de crédito são uma expansão do Move Brasil, criado para viabilizar a renovação de frotas no país, por meio de facilidades de financiamento.

Outros benefícios

O financiamento inclui a possibilidade de aquisição de seguro para garantir o pagamento da dívida, para o caso de imprevistos que impeçam o contratante de continuar pagando o financiamento (seguro prestamista).

Também está previsto financiamento de capacetes, bem como para a aquisição de baterias pontos de carga elétrica. Tudo será disponibilizado a partir da plataforma oficial gov.br/movebrasil.

Durante o evento, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a presença dos trabalhadores simboliza uma mudança de reconhecimento.

“Hoje, pela presença de vocês aqui no Palácio, nós estamos completando possivelmente a última força de trabalho considerada invisível neste país, que agora está deixando de ser invisível e passa a ser tratada como cidadã e cidadão de primeira classe”, disse o presidente.

Durante a cerimônia, Lula demandou ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal que, no prazo de 30 dias, se organizem de forma a preparar seus funcionários para atenderem, de forma proativa e sem burocracia, os interessados em obter financiamentos para adquirir seus veículos.

Lula incentivou os trabalhadores a acompanharem a implementação do programa.

“Vocês agora têm que andar de cabeça erguida e dizer que não são mais invisíveis. Estão aqui para serem enxergados. Se não estiver dando certo, procurem o governo, procurem os bancos”, afirmou.

O presidente defendeu também campanhas de educação no trânsito para melhorar o relacionamento entre motoristas e motociclistas.

Juros

Segundo o Planalto, a taxa a ser cobrada para financiamento dos veículos será de 12,5% ao ano, o que corresponde a 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres.

O financiamento será de 100% do valor do veículo, o que possibilita a aquisição sem necessidade de pagamento de entrada.

Para acessar o financiamento, estão previstos alguns requisitos mínimos, como seis meses de cadastro na plataforma oficial, e no mínimo, 100 corridas realizadas. Para os profissionais celetistas, são necessários seis meses de exercício na atividade.

Após o cadastro, o trabalhador será informado se atende às condições de participação. A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação poderão procurar a Caixa, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Está prevista também que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal criem um calendário de feirões a partir de 13 de julho, em polos específicos, com a participação de concessionárias e instituições financeiras interessadas em fazer negócios.

Boulos

Mais cedo, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, havia antecipado alguns pontos do Move Motos. Ele lembrou que a linha oferece condições mais vantajosas que as praticadas no mercado.

“Hoje o juro médio para comprar moto está em 27% ao ano, mas conseguimos chegar a 12,5% ao ano, que é menos da metade do juro na concessionária”, disse o ministro.

Além disso, acrescentou, haverá período de carência de dois meses, que na prática pode chegar a três. “Quem comprar a moto em julho, por exemplo, começa a pagar apenas em outubro”, explicou.

Boulos ressaltou que motoristas com restrição de crédito não poderão aderir inicialmente, mas poderão recorrer ao programa Desenrola para regularizar a situação e, assim, se habilitar ao financiamento.

Ele lembrou que, durante a pandemia, esses trabalhadores que faziam entregas nas residências eram considerados heróis. No entanto, passaram a ser discriminados. “Inclusive deixaram de ter seus direitos garantidos”.

Move Brasil

No primeiro dia de operações, R$ 3,2 bilhões em crédito foram contratados pelo Move Brasil, dos R$ 21,2 bilhões colocados à disposição pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar os recursos. No caso do Move Máquinas Agrícolas, R$ 10 bilhões estão à disposição para micro e pequenos empreendedores.

Move Aplicativos

No caso do Move Aplicativos, 740 mil profissionais já atenderam aos requisitos para acessar a linha de financiamento com as condições mais favoráveis. A análise do crédito e contratação com os bancos começa em 19 de junho.

O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 30 bilhões para a compra de veículos por motoristas de táxi e de aplicativo. Os recursos serão repassados pelo Ministério da Fazenda ao BNDES, que também vai operacionalizar a medida.

Para se habilitar, o motorista precisa preencher cadastro na plataforma gov.br/movebrasil. Em um prazo de até cinco dias após o cadastro, o trabalhador será informado se poderá participar do programa.

Indenizado

Justiça manda indenizar entregador agredido com barra de ferro

Juiz de Campo Grande determinou indenização de R$ 5 mil por danos morais após agressão durante a retirada de um pedido por aplicativo

12/06/2026 18h22

Foto: Divulgação

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A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou um comerciante de Campo Grande ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais a um entregador por aplicativo que foi agredido com uma barra de ferro durante a retirada de um pedido.

A decisão foi proferida pelo juiz Deni Luis Dalla Riva, da 10ª Vara Cível da Capital, que considerou desproporcional a reação do empresário durante o desentendimento.

Conforme os autos do processo, o caso ocorreu enquanto o entregador realizava uma entrega por meio de aplicativo. Ao chegar ao estabelecimento comercial para buscar um pedido, houve uma discussão entre as partes relacionada ao funcionamento do local e ao tempo de espera para a retirada da refeição.

Segundo relatou o trabalhador, após aguardar a finalização do pedido e retornar para buscá-lo, ele passou a ser perseguido pelo proprietário do comércio, que teria iniciado uma série de ofensas verbais. Na sequência, o comerciante utilizou uma barra de ferro para atingir o entregador na região da cabeça.

A vítima afirmou que sofreu apenas ferimentos leves porque utilizava capacete no momento da agressão. O equipamento absorveu o impacto do golpe e evitou consequências mais graves.

Após o episódio, a Polícia Militar foi acionada e encaminhou os envolvidos à delegacia para o registro da ocorrência.

Durante os procedimentos policiais, tanto o capacete danificado quanto a barra de ferro utilizada na agressão foram apreendidos e incorporados às investigações.

Na ação judicial, o entregador solicitou indenização por danos materiais e morais. A defesa do comerciante sustentou que a agressão teria ocorrido em contexto de legítima defesa e alegou ainda que as partes já haviam firmado acordo anterior relacionado ao episódio.

Ao analisar o caso, o magistrado destacou que o acordo mencionado dizia respeito exclusivamente aos danos materiais causados ao capacete, não abrangendo eventual reparação pelos danos morais sofridos pelo trabalhador.

Dessa forma, o pedido relacionado ao prejuízo material foi considerado encerrado, permanecendo apenas a análise da compensação moral.

Na decisão, o juiz ressaltou que as provas reunidas no processo, incluindo o boletim de ocorrência e declarações prestadas pelo próprio réu à autoridade policial, confirmaram que o entregador foi atingido por uma barra de ferro durante a discussão.

O magistrado também rejeitou a tese de legítima defesa apresentada pela defesa. Segundo ele, não ficou demonstrada a existência de agressão atual ou iminente que justificasse o uso de um objeto contundente contra a vítima.

Para Deni Luis Dalla Riva, ainda que tenha ocorrido uma troca de ofensas e um ambiente de exaltação entre as partes, a reação do comerciante extrapolou os limites da razoabilidade e não pode ser admitida como forma legítima de resolução de conflitos.

Com a decisão, o empresário foi condenado a pagar R$ 5 mil por danos morais ao entregador, valor fixado em razão da agressão e dos constrangimentos decorrentes do episódio ocorrido durante o exercício da atividade profissional da vítima.

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