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Governo licita pacote bilionário para tapa-buraco em rodovias

Ao todo, serão 18 lotes para manutenção em estradas, divididos em 5 certames; até agora, foram publicados 2 certames ao custo de R$ 748,8 milhões

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O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul publicou ontem a segunda licitação de um pacotão bilionário para manutenção de rodovias pavimentadas, ou seja, tapa-buraco, e também para vias não pavimentadas. Até agora, dois certames foram publicados, contendo sete lotes. O projeto completo, no entanto, prevê que 18 lotes serão oferecidos.

Até agora a previsão de investimento é de R$ 748,8 milhões nas duas licitações, que são compostas por sete lotes, porém, como ainda há outros lotes a serem licitados, o valor deve passar da casa do R$ 1 bilhão.

As licitações foram publicadas pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), que na semana passada teve o seu diretor-presidente, Rudi Fiorese, preso por suspeita de participar de suposto esquema de corrupção quando era titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Porém, já no governo do Estado, em fevereiro deste ano, 12 dias depois de assumir o comando da Agesul, o engenheiro renovou o contrato com a Construtora Rial, empresa investigada na Capital, para continuar fazendo por mais um ano manutenção de 417 quilômetros da regional de Camapuã. 

Com esta renovação, a empresa que pertence a Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa garantiu faturamento anual de R$ 9,9 milhões.

E, por conta das suspeitas de superfaturamento de serviços de tapa-buracos na Prefeitura de Campo Grande, o empreiteiro também foi preso na operação. Ambos continuam na cadeia. 

O contrato renovado com o governo é para manutenção de vias pavimentadas e não pavimentadas na regional de Três Lagoas durante um ano. O valor foi de R$ 11,5 milhões. 

Nesta renovação já constava a observação de que o contrato poderia ser rompido caso houvesse nova licitação. E o anúncio de sete lotes de licitações que a Agesul fez nesta semana é justamente para substituir estes antigos contratados, que já haviam sido renovados sem licitação ao menos cinco vezes. 

PACOTE

Conforme publicação no site da Agesul, a primeira licitação, publicada no início desta semana é referente a contratos de tapa-buracos e manutenção de rodovias não pavimentadas nas regiões Centro e Leste, englobando cidades como Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Terenos, Dois Irmãos do Buriti, Três Lagoas e Rochedo.

Os quatro primeiros pacotes preveem recuperação em mais de 2,6 mil quilômetros, sendo 1.086 km de vias pavimentadas e pouco mais de 1,5 mil km de vias não pavimentadas.

Ao todo, serão investidos R$ 446,7 milhões nestes primeiros quatro lotes, que está marcado para o dia 8 de junho deste ano, a partir das 8h30min (horário de MS).

A empresa vencedora tem previsão para executar as obras em 1.080 dias, mas o contrato terá mais 120 dias após o fim do prazo das obras, o que significa que serão 1.200 dias, pouco mais de 3 anos.

O segundo certame prevê investimento de R$ 302 milhões para os lotes 6, 7 e 8, que correspondem a rodovias nas regiões Norte e Nordesde do Estado. Porém, não há informações sobre ele no site da Agesul, apenas o aviso de licitação publicado no Diário Oficial do Estado de ontem. 

Esta licitação será aberta no dia 10 de junho, também às 8h30min (horário de MS).

O lote 5 ainda não foi posto em licitações, e ainda estão previstos certames que contemplem até o lote 18. A previsão é de sejam publicadas mais três licitações.

CREMA

Segundo a licitação, a previsão é de que todas as regiões sejam beneficiadas neste pacotão de licitações, apenas a região Sudeste não terá lotes, porque ela já faz parte de outro projeto do governo do Estado.

“A Região Sudeste, embora não esteja incluída entre os 18 lotes previstos neste planejamento, será contemplada por uma solução contratual específica vinculada ao Programa Crema-DBM [Contrato de Restauração e Manutenção – Design, Build, Maintain], a ser implementado com apoio do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento [Bird]. A não inclusão dessa região no grupo de lotes ora citados não decorre de lacuna de planejamento, mas sim de uma decisão técnica e financeira previamente estabelecida, que busca alinhar os investimentos a um modelo contratual diferenciado, compatível com os objetivos e diretrizes do programa financiado por organismo internacional”, diz trecho do estudo técnico que originou a licitação.

* Saiba

A contratação das empresas para o serviço de tapa-buraco nas rodovias estaduais será pago com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundersul)

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Apreensão

Choque apreende 1,6 tonelada de maconha e prende quadrilha em MS

Caminhonete carregada com droga quebrou na BR-060 e grupo tentou esconder veículos em residência de Sidrolândia

21/05/2026 20h20

Foto: Divulgação

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Uma operação do Batalhão de Choque da Polícia Militar resultou na apreensão de mais de 1,6 tonelada de maconha e na prisão de quatro suspeitos envolvidos em um esquema de tráfico de drogas em Sidrolândia, município localizado a cerca de 70 quilômetros de Campo Grande.

A ação ocorreu durante uma operação estadual voltada ao combate ao tráfico de drogas, contrabando e descaminho.

Conforme informações da Polícia Militar, a equipe recebeu denúncia de que uma caminhonete Nissan Frontier prata estava parada de forma irregular às margens da BR-060, na saída da cidade.

Ao se deslocarem para averiguar a situação, os policiais visualizaram a caminhonete sendo rebocada por outro veículo em um semirreboque do tipo “asa delta”. Os automóveis seguiam em direção a um bairro da cidade, o que levantou suspeitas da equipe.

Os militares realizaram o retorno, mas perderam momentaneamente o contato visual com os veículos. Durante diligências pela região, poucos minutos depois, os policiais encontraram alguns homens empurrando a Nissan Frontier para dentro de uma residência.

Em frente ao imóvel, também estava estacionado um Chevrolet Vectra Hatch preto. Um dos homens que estava ao lado do veículo tentou fugir ao perceber a aproximação policial, mas acabou sendo abordado. Segundo a polícia, ele seria o proprietário da residência, de 26 anos.

Na sequência, outros suspeitos, de 25, 40 e 44 anos, também foram abordados. Durante revista inicial, nada de ilícito foi encontrado com os envolvidos. No entanto, ao vistoriarem os veículos, os policiais localizaram grande quantidade de tabletes de maconha escondidos na caminhonete Nissan Frontier.

De acordo com a PM, os entorpecentes estavam sobre os bancos traseiros, cobertos por um lençol preto, além de diversos tabletes armazenados na carroceria do veículo.

Durante as buscas, os policiais encontraram com um dos suspeitos a chave da caminhonete e, com outro homem, a chave de um Fiat Cronos branco estacionado no quintal da residência.

Ao abrirem o automóvel, os militares localizaram mais tabletes de maconha no interior e no porta-malas do veículo.

Segundo relato de um dos presos, natural de Uberlândia (MG), ele teria sido recrutado por um desconhecido para atuar no transporte de drogas entre Vista Alegre e Campo Grande. Conforme o depoimento, ele recebia R$ 1,5 mil por viagem.

Outro suspeito afirmou que havia saído de Campo Grande até Vista Alegre para buscar o Fiat Cronos carregado com drogas e receberia R$ 5 mil pelo transporte até a Capital.

Ainda conforme os depoimentos, a Nissan Frontier era utilizada no transporte principal da droga, enquanto o Chevrolet Vectra atuava como “batedor”, função utilizada para monitorar possíveis barreiras policiais durante o trajeto.

Os suspeitos também relataram que a caminhonete apresentou problemas mecânicos nas proximidades de Sidrolândia e precisou ser abandonada na rodovia. Em seguida, o veículo foi rebocado até a residência para receber suporte mecânico antes da continuação da viagem.

A polícia também identificou que um Fiat Uno branco atuava inicialmente como veículo batedor até a entrada de Sidrolândia, sendo depois substituído pelo Vectra preto.

Durante checagem nos sistemas policiais, foi constatado ainda que o Fiat Cronos branco possuía sinais identificadores adulterados e registro de roubo/furto.

Diante da situação, os quatro envolvidos receberam voz de prisão e foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Sidrolândia, juntamente com os veículos apreendidos e toda a carga de entorpecentes.

Após pesagem oficial, a droga totalizou 1.744 tabletes de maconha, somando 1.688,050 quilos, o equivalente a mais de uma tonelada e meia do entorpecente.

Condenado

Homem é condenado a 67 anos por matar três pessoas na Capital

Crime ocorreu em 2014. Após ficar dez anos foragido, homem foi condenado por matar três pessoas queimadas vivas e tentar assassinar a ex-companheira em incêndio criminoso no Jardim Colúmbia.

21/05/2026 19h29

Foto: Divulgação

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Após permanecer foragido por uma década, Adriano Ribeiro Espinosa, de 38 anos, foi condenado a 67 anos de prisão em regime fechado pela chacina provocada por um incêndio criminoso que matou três pessoas e deixou uma mulher gravemente ferida, em Campo Grande.

O julgamento ocorreu nesta terça-feira (20), na 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.

O crime aconteceu em 13 de outubro de 2014, no bairro Jardim Colúmbia, e chocou a população pela brutalidade. Segundo a denúncia, Adriano agiu motivado por ciúmes da então companheira, Edna Rodrigues de Souza, ao encontrá-la ingerindo bebidas alcoólicas com amigos na residência onde ocorreu o ataque.

Conforme os autos, o acusado arquitetou o crime com a ajuda de um adolescente de 16 anos, identificado como Sérgio Torres de Oliveira. Os dois compraram combustível e atearam fogo na casa localizada na Rua Uruanã, enquanto quatro pessoas estavam no interior do imóvel.

Morreram no incêndio Lucinda Ferreira Torres, de 41 anos, Daniel Candia, de 38, e Hélio Queiroz Neres, de 37 anos. Edna Rodrigues de Souza sobreviveu após passar mais de 40 dias internada em estado grave.

Durante o julgamento, o Promotor de Justiça Substituto Leonardo da Silva Oba sustentou que o incêndio foi praticado de forma premeditada e com extrema crueldade. O MPMS apresentou três qualificadoras para os homicídios consumados e tentado: motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Segundo o Ministério Público, Adriano agiu por ciúmes, utilizando o fogo como instrumento para causar sofrimento intenso às vítimas. Além disso, a Promotoria destacou que o imóvel possuía grades nas janelas e estava com as portas trancadas, impedindo qualquer possibilidade de fuga.

O MPMS também argumentou que o incêndio foi utilizado como crime-meio para alcançar o crime-fim, que eram os homicídios.

A acusação conseguiu ainda aumentar a pena-base ao sustentar o contexto de violência doméstica contra a sobrevivente e a participação do adolescente no crime.

Na sentença, o juiz presidente do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos, destacou a elevada culpabilidade do réu e a premeditação da ação criminosa. Conforme a decisão, Adriano pediu para o adolescente comprar o combustível e escolheu um horário de vulnerabilidade das vítimas para executar o ataque.

O condenado permaneceu foragido por aproximadamente dez anos e foi capturado apenas em março de 2025, no município de Maracaju.

Relembre o crime

O caso teve grande repercussão em Campo Grande em 2014. Conforme as investigações, horas antes do incêndio, Lucinda Ferreira Torres havia expulsado o filho adolescente de casa após desentendimentos familiares.

Pouco depois, o jovem encontrou Adriano em um bar da região e os dois passaram a discutir a ideia de incendiar a residência. Uma testemunha ouviu a conversa e posteriormente ajudou a polícia durante as investigações.

Imagens de câmeras de segurança mostraram o adolescente chegando de bicicleta a um posto de combustíveis para comprar gasolina em um galão. Em seguida, ele seguiu até a casa acompanhado de Adriano.

De acordo com a investigação, o adolescente espalhou o combustível pelo imóvel enquanto Adriano riscou o fósforo e iniciou o incêndio.

Desesperadas, as vítimas tentaram fugir das chamas, mas encontraram dificuldades porque a casa possuía grades nas janelas e a porta estava trancada. Uma testemunha chegou a arrombar a entrada com um machado para tentar salvar os moradores.

Lucinda morreu ainda no local. Hélio e Daniel chegaram a ser socorridos e encaminhados para a Santa Casa, mas não resistiram aos ferimentos. Edna Rodrigues de Souza foi a única sobrevivente da chacina.

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