Cidades

PROSSEGUIR

Governo recomenda fechamento de shoppings e parques

Prefeituras devem deliberar se determinam fechamento ou não das empresas listadas

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O comitê do Programa de Saúde e Segurança da Economia (Prosseguir) em Mato Grosso do Sul definiu 11 serviços e atividades econômicas como não recomendadas nos próximos 14 dias.  

Entre eles, estão shoppings, parques públicos e feiras livres. O grupo de trabalho foi criado no mês passado para monitorar a situação da pandemia de Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus).

Por outro lado, o comitê autorizou que 57 serviços e atividades sigam operando, já que são essenciais. Isso inclui saúde, transporte público e a construção civil.

Outros setores foram considerados como não essenciais, com base no risco de contágio.

Comércio ambulante e hotéis foram apontado como baixo risco. Igrejas, bares e restaurantes entraram na lista de médio risco.

Já academias, escolas, universidades, turismo, salões de beleza e barbearias foram classificadas como atividades de alto risco.

PROGRAMA

O objetivo do Prosseguir é manter as atividades socioeconômicas, sem riscos à saúde e até a possibilidade de lockdown.

“Nosso objetivo é subsidiar os prefeitos na tomada de decisões, respeitando a autonomia dos municípios, sem nos eximir da responsabilidade de ações conjuntas”, declarou o presidente do comitê gestor e secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, em 16 de julho.

A metodologia prevê o cruzamento de indicadores nas três principais áreas envolvendo a Vigilância Epidemiológica, Saúde e Impacto Econômico estipulando, através de faixas de cores – que variam do verde ao preto, o grau de risco da saúde da região (se baixo, tolerável, médio, alto ou extremo).  

Seguindo a classificação por cor também são definidas as medidas de flexibilização ou restrição das atividades econômicas, de acordo com a classificação de risco de cada uma delas (se baixo, médio ou alto risco).  

Confira a lista completa da classificação de cada atividade e serviço:  

 

Atividades e serviços considerados essenciais:

  • Assistência à saúde, incluídos serviços médicos, odontológicos (somente urgência e emergência), fisioterapêuticos e terapeutas ocupacionais e hospitalares;
  • Assistência social a vulneráveis;
  • Segurança pública e privada;
  • Defesa civil;
  • Transporte e entrega de cargas;
  • Transporte coletivo intermunicipal de passageiros;
  • Transporte de passageiros por táxi ou aplicativo;
  • Coleta de lixo;
  • Transporte coletivo;
  • Telecomunicações e internet;
  • Serviço de call center;
  • Abastecimento de água;
  • Esgoto e resíduos;
  • Geração, transmissão e distribuição energia elétrica;
  • Produção, transporte e distribuição de gás natural;
  • Iluminação pública;
  • Indústria e comércio de produtos de saúde, higiene, alimentos e bebidas;
  • Serviços funerários;
  • Atividades com substâncias radioativas e materiais nucleares;
  • Vigilância e certificações sanitárias e fitossanitárias;
  • Prevenção, controle e erradicação de pragas dos vegetais e de doença dos animais;
  • Inspeção de alimentos, produtos e derivados de origem animal e vegetal;
  • Vigilância agropecuária;
  • Controle e fiscalização de tráfego aéreo, aquático ou terrestre;
  • Serviços de pagamento, de crédito e de saque e aporte prestados;
  • Tecnologia da informação e data center para suporte das atividades essenciais;
  • Fiscalização tributária e aduaneira;
  • Transporte de numerários;
  • Mercado de capitais e seguros;
  • Fiscalização ambiental;
  • Produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados;
  • Monitoramento de construções e barragens;
  • Geologia (alerta de riscos naturais e de cheias e inundações);
  • Atividades agropecuárias, incluindo serviços de produção pecuária e cultivos lavouras temporárias e permanentes;
  • Serviços mecânicos em geral;1.36. Comércio de peças para veículos de toda natureza;
  • Serviços editoriais, jornalísticos, publicitários e de comunicação em geral;
  • Centrais de abastecimentos de alimentos;
  • Manutenção, instalação e reparos de máquinas, equipamentos, aparelhos e objetos de atividades essenciais e de baixo risco;
  • Serviços de entrega de alimentos, produtos de higiene e medicamentos;
  • Construção civil, montagens metálicas e serviços de infraestrutura em geral;
  • Serviços delivery em geral;
  • Drive Thru para alimentos e medicamentos;
  • Frigoríficos, curtumes, produção de artefatos de couro;
  • Extração mineral;
  • Industria têxtil e confecções;
  • Serrarias, marcenarias, produção de papel e celulose;
  • Industrialização e distribuição de produtos à base de petróleo;
  • Indústrias do segmento de plástico e embalagens;
  • Produção de cimento, cerâmica, artefatos de concreto;
  • Indústria metalúrgica;
  • Indústria química;
  • Consultorias, serviços contábeis e advocatícios, imobiliária e corretagem em geral;
  • Serviços de engenharia, agronomia e atividades científicas e técnicas;
  • Usinas e destilarias de álcool e açúcar;
  • Serviços cartoriais;
  • Atividades da Justiça Eleitoral, incluídas a preparação e a realização dos pleitos.

Atividades e serviços considerados não essenciais de baixo risco:

  • Representação comercial de todos os tipos;
  • Serviços de ambulantes;
  • Profissionais liberais não especificados em outras classificações;
  • Hotéis, motéis, albergues, hostel, apart-hotel e outros alojamentos.

Atividades e serviços considerados não essenciais de médio risco:

  • Comércios atacadistas não especificados nas demais classificações;
  • Comércios varejistas não especificados nas demais classificações;
  • Bares, conveniências, restaurantes, cantinas e afins;
  • Atividades religiosas presenciais;
  • Prestação de serviços não especificadas nas demais classificações;
  • Pesquisa e desenvolvimento;
  • Marketing direto;
  • Decoração e design de interiores;
  • Pet shop e alojamento de animais;
  • Cinemas em espaço aberto;
  • Prática individuais de atividade ao ar livre.

Atividades e serviços considerados não essenciais de alto risco:

  • Academias;
  • Clubes sociais;
  • Serviços da cadeia do turismo;
  • Boliche, sinuca e similares e jogos eletrônicos;
  • Visitação em atrações turísticas, culturais e esportivas em espaço aberto;
  • Cabeleireiro, barbearia, salões de beleza e afins;
  • Educação dos níveis fundamentais e médio, em formato presencial;
  • Educação de nível superior e pós-graduação, em formato presencial;
  • Áreas comuns de condomínios.

Atividades e serviços não recomendados:

  • Eventos culturais, esportivos e de lazer;
  • Festividades e celebrações;
  • Velórios;
  • Cursos e capacitações presenciais;
  • Biblioteca e museus;
  • Teatros, cinemas, arenas e espaço de eventos fechados;
  • Shoppings;
  • Parques públicos;
  • Feiras livres;
  • Feiras de negócios e exposições;
  • Práticas coletivas de atividade ao ar livre.

Monitoramento

Depois de chuvas intensas, Governo de MS cria grupo para monitorar El Niño

Será função da equipe acompanhar temperatura, chuvas, umidade do ar, focos de calor e incêndios florestais

26/10/2026 08h45

Tempo em Campo Grande; imagem ilustrativa.

Tempo em Campo Grande; imagem ilustrativa. Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Governo de Mato Grosso do Sul criou um grupo de trabalho para acompanhar os efeitos do El Niño e articular medidas diante dos possíveis impactos do fenômeno. Conforme o decreto publicado no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (26), o objetivo é monitorar sistematicamente os prognósticos meteorológicos e climáticos relacionados ao fenômeno.

Entre as atribuições do grupo estão alinhar estratégias de comunicação de risco, elaborar relatórios sobre a evolução do cenário climático e acompanhar as medidas adotadas pelo Estado. A iniciativa ocorre em meio às condições climáticas em Mato Grosso do Sul, que registra volume de chuvas acima da média para o período.

Segundo dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS), o acumulado de chuva na metade de outubro já se aproximava de 300 milímetros em algumas regiões. As chuvas acima da média já eram uma tendência prevista para este mês, em razão da atuação de alta intensidade do El Niño no segundo semestre deste ano.

Também será função da equipe acompanhar os indicadores relativos à temperatura, às chuvas, à umidade relativa do ar, à quantidade de água doce disponível, aos focos de calor e aos incêndios florestais.

Ainda de acordo com o documento, o grupo será formado por 11 representantes de secretarias estaduais, órgãos públicos, instituições de ensino e entidades municipais.

Grupo técnico

Participarão do grupo representantes das secretarias estaduais de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc); de Governo e Gestão Estratégica (Segov); de Saúde (SES); de Justiça e Segurança Pública (Sejusp); e de Infraestrutura e Logística (Seilog).

Também integram o grupo o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), o Corpo de Bombeiros Militar, a Polícia Militar, a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems) e a Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul).

Campo grande

Monopólio dos Constantino no ônibus pode chegar ao fim após cinco décadas

Família entrou no transporte público da Capital em 1975, quando comprou a Viação Cidade Morena, e hoje tem todas as empresas da concessionária, que está em processo de venda para a HP Mobilidade

26/10/2026 08h20

Viação Cidade Morena foi a primeira comprada pelos Constantino

Viação Cidade Morena foi a primeira comprada pelos Constantino Foto: Arquivo Pessoal

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Desde 1975, a família Constantino é dona de parte das empresas que operam no transporte coletivo de Campo Grande, mas este monopólio pode estar perto do fim, caso a prefeitura aceite a venda do Consórcio Guaicurus para a empresa Maas Administração e Participações Ltda., do grupo HP Mobilidade, de Goiânia (GO).

A primeira empresa adquirida pelos grupos da família Constantino no transporte da Capital foi a Viação Cidade Morena, que, segundo informações repassadas ao Correio do Estado, foi vendida em 1975.

Desde então, os Constantino vêm ampliando o monopólio, que chegou às quatro empresas integrantes do Consórcio Guaicurus, criado em 2012 para participar da licitação do transporte coletivo.

DADOS DO CNPJ

Oficialmente, pelos dados do CNPJ das empresas, a Viação Cidade Morena é apenas dos Constantino desde 2008, quando foram criados dois grupos, a SIC – Administração e Participações Ltda. e a UAI – Administração e Participações Ltda.

Ambas são controladas pelas mesmas pessoas: Ana Lucia Constantino Bongiovanni, Deise Constantino, Iris Marta Constantino Meneghin, Luciene Constantino Di Colla, Lucimara Constantino, Maraluce Constantino, Maria Fernanda Constantino Oishi Pires, Paulo Constantino de Carvalho e Thiago Constantino Di Colla.

As duas holdings, com sede em Presidente Prudente (SP), foram criadas em 2008, poucos meses antes da oficialização da compra da Cidade Morena (por ambas) e da Jaguar Transportes (pela SIC).

As outras duas empresas pertencentes ao Consórcio Guaicurus, Viação Campo Grande e Viação São Francisco, foram compradas depois pelo grupo dos Constantino. Na época da licitação de 2012, eles adquiriram parte das empresas por força da junção do consórcio. Tempos depois, passaram a controlar metade das empresas, dividindo com a Rm-Participacoes Ltda.

Quem administra o Consórcio Guaicurus é Paulo Constantino de Carvalho, que, além de ter participação nas duas holdings da família, também aparece como proprietário de parte das quatro empresas.

VENDA

Essa costura entre os familiares deve chegar ao fim caso a Prefeitura de Campo Grande autorize a venda de 100% do Consórcio Guaicurus para o Grupo HP Mobilidade, negócio que, conforme apurado pelo Correio do Estado, seria de cerca de R$ 200 milhões.

O município alega que aguarda a apresentação de propostas concretas para melhorar o serviço, como a renovação da frota, ônibus com ar-condicionado e melhorias nos terminais.

O anúncio do acordo entre a família Constantino e o grupo de Goiás, que já atua no transporte coletivo de Goiânia, ocorreu no dia 21 de julho deste ano.

Além dos veículos e dos imóveis, a venda também engloba os seis anos de contrato para administrar o transporte público de Campo Grande, tempo que pode ser estendido por mais 10 anos, conforme o acordo firmado em outubro de 2012 e que ontem completou 14 anos.

INTERVENÇÃO

Matéria do Correio do Estado mostrou que a intervenção municipal no serviço de transporte coletivo de Campo Grande pode estar em seus últimos momentos caso a venda seja aprovada. 

A informação é do interventor, o advogado Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, que está à frente da concessão desde o dia 16 de junho deste ano, quando a Prefeitura de Campo Grande anunciou a decisão de tomar conta do transporte coletivo da Capital por um período de 180 dias.

A medida de intervir no serviço não foi tomada por conta própria, mas respeitou uma decisão de dezembro de 2025 do juiz Eduardo Lacerda Trevisan, titular da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande. 

Antes da prefeitura decidir, no dia 8 de outubro, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já havia aprovado a venda do Consórcio Guaicurus para o grupo HP Mobilidade.

* Saiba 

Após a aprovação do Cade para a venda das empresas que fazem o transporte público de Campo Grande, um advogado tentou reverter a decisão, alegando que as empresas estavam sob intervenção, porém, o Conselho não acatou o pedido.

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